KPMG revela as metas globais de ESG em consumo e varejo

Estudo foi realizado com 500 CEOs e traz as prioridades das empresas nos campos da sustentabilidade

Pesquisa da KPMG feita este ano, com 500 CEOs globais de consumo e varejo apontou que 92% deles desejam garantir os ganhos de sustentabilidade e mudanças climáticas que obtiveram no ano passado e a maioria (98%) está supostamente começando a mudar o foco principal para o componente social do programa de ESG (sigla em inglês para meio ambiente, social e governança). Além disso, mais de 30% dos executivos dessa indústria revelaram que as companhias que eles lideram mudaram para sempre.

As análises mostraram também que a maioria dos entrevistados confia nas perspectivas de crescimento do setor no longo prazo (92%) e das próprias empresas especificamente (90%). Já 43% não preveem um retorno às operações normais até o ano que vem.

“Embora muitas empresas de consumo e varejo tenham estabilizado os negócios com sucesso no ano passado, a pandemia acelerou a mudança e um retorno ao que antes era considerado normal é improvável e os negócios que eles lideram mudaram para sempre. A tendência é de estabilidade e eficiência da cadeia de suprimentos, integrando os fatores bem-sucedidos resultantes da pandemia permanentemente nos modelos de negócios e garantindo que as práticas ESG se tornem realidades”, afirma o sócio-líder de consumo e varejo da KPMG, Fernando Gambôa.

Segundo o estudo, o ritmo de aceleração continuou conforme a conscientização sobre o estresse da força de trabalho e questões sociais se tornou mais proeminente durante a pandemia, com 53% dos executivos de consumo e varejo indicando que estão aumentando os recursos humanos para ajudar a gerenciar o bem-estar e a saúde mental dos funcionários. Além disso, questões como saúde e segurança são as prioridades essenciais na recuperação do setor, com 93% dos entrevistados afirmando que os funcionários deverão informar aos empregadores quando concluírem as vacinações.

Corrida digital nas operações

Cerca de 70% dos entrevistados disseram que esperam se envolver com clientes predominantemente de forma on-line e 42% dos CEOs indicaram que a capacidade de criar uma experiência digital transparente para o cliente se acelerou tanto durante a pandemia que muitas empresas já estão anos à frente de onde esperavam estar.

E ainda, 78% dos executivos de consumo e varejo reportaram que planejam investir mais em comércio eletrônico e plataformas de vendas digitais e 77% em tecnologias centradas no cliente no próximo ano.

“O impacto da pandemia também acelerou a digitalização das operações das empresas. Em questão de meses, modelos operacionais de última geração foram implementados, melhorando a eficiência dos negócios e as experiências dos clientes, resultando em novos fluxos de receita para muitas empresas. A rápida evolução da experiência digital dos clientes é claramente um exemplo que já teve um impacto duradouro nas empresas e transformou suas estratégias de negócios”, complementou o sócio.

Novas oportunidades de fusões e aquisições em vista

A mudança é uma constante, e a maioria dos CEOs de consumo e varejo afirmou estar confiante nas oportunidades emergentes de crescimento das suas empresas nos próximos três anos. Apesar das preocupações com a economia global em geral, o apetite por fusões e aquisições não diminuiu com 52% indicando que esse movimento terá um impacto moderado na organização, enquanto 13% são mais agressivos e sugerem que provavelmente adquirirão empresas que terão um impacto significativo nas operações.

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