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Plant-based tem dificuldade em supermercados britânicos

Produtos estão amplamente disponíveis, mas falta de ações de ativação inibe crescimento das vendas

De Redação SuperHiper
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Por Renato Müller

A oferta de alimentos plant-based como alternativas à carne é ampla nos supermercados do Reino Unido, mas as vendas estão bem aquém do potencial estimado. De acordo com um estudo realizado pela ProVeg International e pela Planeatry Alliance a partir de auditorias nas 10 principais redes do setor, a categoria está bem estocada, mas não é vendida.

Na avaliação do estudo, os supermercados conseguiram construir uma rede de fornecedores para colocar produtos plant-based nas gôndolas, mas as ativações nas lojas e a sinalização visual da categoria deixam a desejar. Com isso, os consumidores encontram dificuldade em comprar, muitas vezes nem percebendo a disponibilidade dos itens nos pontos de venda.

De acordo com o estudo, mesmo a rede com melhor execução no ponto de venda ficou abaixo de 50 pontos (escala de zero a 100). Nenhuma varejista incorporou opções plant-based em ações amplas de comunicação ao mercado.

Para os autores do estudo, o sucesso sustentável nas vendas de itens plant-based depende de uma estrutura de 5 passos: amplo estoque, sinalização, disponibilidade nas gôndolas, ações promocionais e ganho de escala. A maioria das empresas só resolveu bem o primeiro desses pontos.

“Não basta ter os produtos no sortimento”, afirma Joanna Trewern, diretora de parcerias da ProVeg International. “É preciso ajudar os consumidores a descobrir os produtos, entender como usá-los e estimular a recompra”, acrescenta.

Segundo o estudo, a categoria plant-based está em evolução: enquanto alternativas diretas à carne têm sido pressionadas, opções ao leite continuam crescendo, com expansão de 2,2% em 2025. As vendas de alternativas ao leite animal nos iogurtes cresceram 12,3% no mesmo período.

Ao mesmo tempo, proteínas não animais cresceram como motor de crescimento de vendas: itens como tofu e feijões estão em alta, impulsionados pelo interesse dos clientes não apenas em proteínas, mas em fibras e itens não processados. O crescimento é mais intenso quando os produtos são percebidos como “normais”, úteis e fáceis de comprar. Quanto mais os produtos se inserem no cotidiano e exigem pouco esforço dos clientes, melhor.

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