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quinta-feira, outubro 1, 2026
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Tendências

Varejo recalibra marketing na volta dos clientes às lojas

De Administrador SH 30 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Estudo mostra crescimento das lojas físicas como prioridade nas ações de marketing das redes supermercadistas americanas

Com a vacinação acelerada nos Estados Unidos e a volta dos clientes aos pontos de venda, o marketing do varejo começa a dedicar mais investimentos às lojas físicas. Um estudo realizado pela WBR Research com 100 varejistas americanos mostra que 36% vão dar prioridade às suas ações de marketing no PDV. As ações em meios digitais são destaque em 31% das empresas.

Mas não espere que as ações de marketing voltem ao que eram antes da pandemia. Segundo o estudo, 44% dos entrevistados acreditam no aumento da demanda por alternativas omnichannel, como o “clique e retire” e 54% irão ampliar o espaço dedicado a essas modalidades em suas lojas.

O levantamento também indica alguns recursos de marketing que serão relevantes nos próximos 12 meses, como a integração aos carrinhos de compra (60%), uso de tecnologias de pagamento sem contato (58%) e publicidade geolocalizada (56%). Isso aponta para o crescimento de modelos de marketing e publicidade que utilizam recursos digitais tanto para estimular o e-commerce quanto para levar mais clientes aos supermercados físicos.

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Eventos

Varejo e indústria falam dos desafios para o pós-pandemia

De Administrador SH 30 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Quinta edição da Live Supermeeting ABRAS contou com a participação da BRF e das redes Koch e Barbosa Supermercados

O primeiro semestre de 2021 já acabou e refletir sobre o que acontecerá na segunda metade do ano foi o exercício realizado na tarde desta terça-feira (29) durante a 5ª edição da Live Supermeeting ABRAS. A discussão sobre o tema “Desafios para o varejo pós pandemia” foi transmitida ao vivo pelo canal da entidade no Youtube, que recebeu grande plateia virtual. O encontro contou com a participação de Sidney Manzaro, vice-presidente Mercado Brasil da BRF, patrocinadora do evento, e os varejistas Nelson Barbosa, presidente do Barbosa Supermercados (SP) e José Koch, CEO do Grupo Koch (SC).  Celso Furtado, vice-presidente de Negócios e Marketing da ABRAS, deu às boas-vindas a todos e passou a palavra para o moderador Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail, boutique de estratégia de varejo e transformação digital.

Serrentino iniciou fazendo uma breve contextualização sobre o tema. Ele pontuou que o termo pós-controle da pandemia seria o mais adequado porque esse será, provavelmente, o cenário que todos vivenciarão ao longo do segundo semestre de 2021. Segundo ele, os próximos meses serão desafiantes para o setor e cadeia alimentar. Serrentino lembrou que, por um lado, o autosserviço foi impactado de maneira desafiadora no aspecto operacional, mas, por outro, houve migração da demanda e o setor saiu muito favorecido. “O principal aspecto que fez o autosserviço ser extraordinário no mundo no ano passado foi o congelamento do consumo fora de casa. No Brasil, esse consumo fica em torno de 40%. Isso despencou e essa demanda migrou para dentro do lar e favoreceu enormemente o consumo no autosserviço”, comentou.    

A pandemia continua num patamar alto no Brasil, mas o moderador chama atenção que a perspectiva é que em poucos meses o Brasil esteja na situação de acomodação, onde os números da doença começam a cair e ocorra a flexibilização das atividades que estão cerceadas. “Isso traz de volta o otimismo, confiança, aquecimento econômico, destrava o consumo daquilo que estava represado, mas, ao mesmo tempo, traz, grande impacto de como tudo isso vai afetar o seu negócio”, afirmou Serrentino.

Após explanar também sobre aceleração digital ocorrida no ano passado e o novo hábito de consumo de quem precisou aprender a usar as plataformas digitais, inclusive para adquirir alimentos, Serrentino questionou Sidney Manzaro, da BRF, sobre a leitura que ele faz do momento de hoje e o que espera que acontecerá, no curto prazo, com a demanda e com o ambiente econômico, especificamente para o varejo alimentar. 

Vacinar toda a população brasileira é a aposta de curto prazo defendida por Sidney Manzaro. O executivo vislumbra um cenário mais instável porque afirmou que até agora o grande adversário é a instabilidade. Manzaro concorda que há cenários positivos no segundo semestre, comparado com o primeiro. “Não voltaremos mais a ter o que tínhamos. A transformação foi brutal e muitas das megas tendências já estavam em andamento. Esse cenário acelerou os processos. Estou otimista quanto ao varejo alimentar, mas temos que nos preparar um pouco melhor. Trabalhar de forma muita unida para que as soluções apareçam da melhor forma possível”, opinou Manzaro.

Para José Koch, do Grupo Koch, mais pessoas vacinadas gera confiança e entusiasmo para o varejo. “Nós, varejistas, precisamos estar preparados para um novo cenário. Principalmente nós que atuamos com algumas bandeiras, temos que cuidar de cada formato para que o consumidor escolha qual é a melhor opção de compra para o momento. Inclusive, na pandemia, os atacarejos cumpriram um papel social muito grande. O consumidor teve acesso a alimentos com preço super competitivo. Foi um dos setores que mais cresceu”, revelou Koch, que também disse que está muito atento à digitalização. Segundo o varejista catarinense, “não se deve estar muito preocupado com o que virá de novidades e sim como vamos nos adaptar e nos capacitar para aquelas que virão”, complementou.

“Em 2020, nós criamos comitês para tomar decisões e, pela primeira vez, me vi sem respostas”, afirmou Nelson Barbosa, do Barbosa Supermercados, ao comentar sobre o início da pandemia. O varejista comentou que também foi um momento no qual começaram a construir uma relação muito forte com os colaboradores. “Todo mundo junto, encarando as situações. Os funcionários tiveram uma preocupação de dono. Isso foi um grande diferencial e será daqui para frente também. Estou otimista”, compartilhou. De acordo com Barbosa, o Brasil já teve muitas crises e todo o setor superará mais essa. “O ano de 2020 foi atípico, mas creio que vários hábitos vão continuar como, por exemplo, as pessoas preparando comida em casa, além de sair de vez em quando”,

Os novos hábitos de consumo, a colaboração entre o autosserviço alimentar e a indústria, a resiliência do varejo e muitos outros temas ainda foram abordados pelos varejistas e a BRF durante o encontro. Para saber mais informações deste evento, confira matéria completa na próxima edição da revista SuperHiper.

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Varejo

Ruptura afeta vendas de bebida à base de soja, leite e cachaça

De Administrador SH 30 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Falta de produtos permaneceu em alta em maio e há 3 meses, o índice do destilado não para de subir, fechando com 12,24% no período, aponta a Neogrid  

Índice de ruptura segue tendência de abril e se mantem em alta no mês de maio no Brasil, com 11,14% contra 11,03% do mês anterior. No ranking de produtos com maior ruptura estão as bebidas à base de soja, leite longa vida, ovos, conhaque e a cachaça, que desde fevereiro, vem em franca subida alcançando índice de ruptura de 12,24% em maio, conforme aponta estudo exclusivo desenvolvido pela Neogrid, empresa especializada na sincronização da cadeia de suprimentos.

Um dos produtos que chamou atenção em maio foi a cachaça. A exemplo da cerveja, que nos últimos meses de 2020 e no início deste ano apresentou ruptura alta, a bebida destilada mais famosa do país também está entre os produtos em falta nas prateleiras dos supermercados. Se em junho do ano passado a ruptura média da cachaça era de 9,86% e chegou a 7,81% em novembro de 2020, a partir de fevereiro deste ano o índice começou a subir consistentemente e fechou maio em 12,24%, conforme o estudo. 

“Com o auxílio emergencial, mesmo que menor do que o concedido no ano passado, o consumidor voltou às compras, porém, é possível perceber que o padrão de consumo mudou. Se antes ele comprava um produto de determinada marca, agora compra o mesmo produto, mas de uma marca mais barata, ou ainda aproveita promoções. No caso das promoções percebemos que o consumidor tem preferido comprar mais unidades do mesmo produto quando o preço é atrativo. Assim, temos uma alta de vendas por unidade que nem sempre se reflete em valores”, explica Robson Munhoz, CCSO (Chief Customer Success Officer) da Neogrid.

Em maio, o ranking dos produtos que tiveram maior ruptura é liderado pelas bebidas à base de soja:

Bebida à base de soja – 24,07%

Leite longa vida = 17,36%

Ovo – 16,98%

Chocolate – 13,28%

Conhaque – 12,93%

Papel higiênico – 12,66%

Proteína de soja – 12,41%

Mistura alcoólica – 12,40%

Cachaça – 12,24%

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Tendências

Lidl abre sua maior loja urbana da Espanha

De Administrador SH 30 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

A rede alemã investiu 3,5 milhões de euros neste supermercado localizado na região central de Madri 

A Lidl acaba de inaugurar sua maior filial urbana da Espanha, localizada na Calle Fuencarral, 101, em Madri. A marca investiu 3,5 milhões de euros no seu equipamento de construção e comercial, criando 46 novos empregos.

O moderno estabelecimento oferece mais de 1.660m2 de sala de vendas, onde se destacam os produtos frescos que se complementam com diferentes referências regionais, como alguns dos vinhos próprios da zona.

As instalações funcionam de segunda a sábado das 9h00 às 22h00 e aos domingos e feriados das 10h00 às 22h00, tem todas as medidas de higiene e segurança que a rede implementou desde o início de a crise de saúde.

Por ocasião da inauguração, a diretora-geral de Comércio e Consumo da Comunidade de Madri, Marta Nieto Novo; o vereador presidente dos distritos de Centro e Salamanca da Câmara Municipal de Madrid, José Fernández Sánchez; e o gerente da Agência de Emprego, Belén García, visitaram o novo estabelecimento na companhia do diretor regional de Lidl em Madrid, Sjoerd Huisman.

Expansão e Projetos

Nos últimos anos, a Comunidade de Madri tornou-se um dos principais focos de expansão da Lidl no país. Em 2020 lançou 8 estabelecimentos na comunidade autónoma, incluindo as 600 lojas em Espanha (em Tres Cantos, em fevereiro) e um novo ponto de venda no emblemático Mercado de Tetuán. No total, a rede investiu mais de 46 milhões de euros nestes projetos e criou mais de 130 postos de trabalho.

A Comunidade de Madri, e principalmente a capital do país, têm um papel fundamental na expansão da marca nos próximos anos. Nesse sentido, somente em 2021 a empresa planeja abrir uma dezena de lojas na região (as quatro primeiras: Rivas-Vaciamadrid, Madrid Calle Soria, Leganés e San Sebastián de Los Reyes, inauguradas durante os primeiros 5 meses do ano) que irá gerar um aumento significativo da sua rede comercial na área e a criação de novos empregos.

Além disso, a cadeia adquiriu um terreno em Parla para a construção de um novo armazém, projeto em que pretende investir 85 milhões de euros e gerar inúmeros empregos.

Com estas inaugurações, a empresa de origem alemã reforça também a sua presença na Comunidade de Madri, onde possui uma rede de mais de 70 pontos de venda e uma força de trabalho superior a 2.000 pessoas. Com a sua atividade gera mais de 12.400 empregos diretos, indiretos e induzidos.

A Lidl compra 350 milhões de euros por ano em produtos regionais e atualmente trabalha com mais de 85 fornecedores locais de forma contínua. Além disso, possui mais de 850 referências locais, que são vendidas nas diferentes lojas Lidl em Espanha e na Europa.

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Varejo

Cresce a procura por programas de fidelidade

De Administrador SH 29 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

O volume de novos cadastros subiu onze por cento no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2020. Praticamente a maioria dos clientes obtêm seus pontos no varejo 

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização – Abemf – registra um avanço na quantidade de cadastros nos programas de fidelidade de suas associadas. Os indicadores referentes ao primeiro trimestre de 2021 apontam que o número de inscrições chegou a 165,4 milhões ao fim de março, 11,1% maior que o registrado no mesmo trimestre de 2020 e com alta de 2,4% na comparação com o quarto trimestre de 2020.

Apesar da queda, o regate de passagens aéreas segue como a preferência dos participantes no momento de troca, correspondendo ao destino de mais da metade dos pontos/milhas, 57,3%. O perfil de acúmulo de pontos/milhas não mudou. A quase totalidade segue sendo emitida em compras no varejo, com 95,1%; os outros 4,9% foram provenientes de viagens aéreas.

As trocas de pontos/milhas por produtos do varejo também voltaram a crescer. De acordo com o estudo, nos três primeiros meses do ano, 42,7% dos pontos/milhas foram destinados a aquisição de produtos e serviços do varejo, superando em quase 10 pontos percentuais os 33% registrados no quarto trimestre do ano passado.

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ESG

Relatório global de sustentabilidade 2020 da PepsiCo mostra avanços do Grupo

De Administrador SH 29 de junho de 2021
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Documento aponta as diretrizes para a construção de um sistema alimentar mais sustentável e as ações voltadas ao uso eficiente da água que geraram 20% de economia no ano passado

Relatório Global de Sustentabilidade 2020 da Pepsico demonstra a manutenção do compromisso permanente da empresa para gerar mudanças positivas ao planeta e às pessoas, ao mesmo tempo que reconhece o trabalho significativo para enfrentar os desafios do sistema alimentar, tais como a mudança climática, a perda de solo fértil, os resíduos de embalagens e a desigualdade.

Em 2020, a empresa registrou uma eficiência de 20% no uso da água nestas plantas em relação a 2019, e de cerca de 40% em relação a 2015. Na planta da Sabritas Vallejo, no México, a demanda de água diminuiu mais de 50% em 2020, em comparação com 2019. Além disso, graças à aplicação de um projeto de água circular, a planta reutiliza mais de 80% da água consumida diariamente.

“Sem dúvida, a pandemia foi um desafio, mas ela não minou as nossas aspirações e objetivos, pelo contrário. Em 2020, aceleramos os nossos esforços com ações audazes em áreas-chave para o negócio. Nossa agenda de sustentabilidade é parte fundamental dos projetos que colocamos em funcionamento na América Latina, o que também nos permitiu apoiar de perto as comunidades onde estamos presentes”, comenta Paula Santilli, CEO da PepsiCo América Latina.

O enfoque de sustentabilidade da PepsiCo abrange todas as etapas da extensa cadeia de valor da companhia, com estratégias que visam:

• Reconsiderar a forma como são feitos o plantio e o fornecimento de culturas, com avanços significativos nos seguintes aspectos:

• Matérias-primas diretas que abastecem a companhia. Em 2020, quase 87% delas passaram a ser de origem sustentável em todo o mundo.

• Agricultura Positiva: adoção de práticas agrícolas regenerativas em 2,8 milhões de hectares, melhoria nos meios de subsistência de mais de 250 mil pessoas na cadeia de valor agrícola e produção sustentável de 100% dos ingredientes-chave, incluindo culturas terceirizadas, até 2030.

• Rede de Demo Farms da PepsiCo na América Latina. No Brasil, a gestão inteligente da água para irrigação, com imagens por satélite e equipamentos de irrigação altamente eficientes, permite aumentar a produção e aprimorar a utilização desse recurso. No México, uma iniciativa em colaboração com pequenos produtores visa apoiar o desenvolvimento sustentável do setor de óleo de palma, com um aumento de 80% na produtividade.

• Empoderamento econômico das mulheres – não só nas comunidades agrícolas, mas em toda a cadeia de valor da PepsiCo – em consonância com o compromisso global da empresa de que pelo menos metade dos beneficiários dos seus programas de impacto social sejam mulheres.

A aliança da PepsiCo e da Fundação PepsiCo com parceiros como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) resultou na implementação de projetos como o Fundo para a Agricultura da Próxima Geração, cujo objetivo é identificar os desafios relacionados a assuntos de gênero na cadeia de fornecimento de batata na República Dominicana, no Equador e na Guatemala.

• Fazer negócios de forma sustentável e inclusiva, com importantes resultados quanto a:

• Emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia de valor, com uma redução global de 5% em 2020.

• Eficiência operacional no uso da água, com uma melhoria global de 15% em áreas de alto risco hídrico em 2020. Na América Latina, a PepsiCo conta com dez sistemas de biorreatores de membrana e de osmose inversa – em países como Brasil, Chile, Colômbia, México e República Dominicana – que produzem água de alta qualidade para sua reutilização em diferentes plantas situadas em áreas de alto risco hídrico.

• Eletricidade renovável. Na América Latina, as operações diretas da PepsiCo no Chile, na Colômbia, na Guatemala, no Peru e em Porto Rico utilizam eletricidade 100% renovável.

• Logística e distribuição. A PepsiCo visa reduzir significativamente suas emissões de dióxido de carbono e, por isso, ampliou sua frota de veículos híbridos, elétricos e movidos a gás natural comprimido em países como Brasil, Colômbia, Guatemala e México.

• Reciclagem inclusiva para ajudar a construir um mundo onde as embalagens nunca se tornem resíduo. Em 2020, a LatitudR, iniciativa multissetorial da qual a PepsiCo faz parte, beneficiou mais de 15.400 recicladores de base em 17 países da América Latina.

• Mudança climática. A PepsiCo anunciou que duplicará seu objetivo climático baseado na ciência, visando reduzir em mais de 40% as emissões absolutas de gases de efeito estufa em toda a sua cadeia de valor até 2030. Além disso, a companhia se comprometeu a alcançar emissões líquidas zero em todas as suas operações globais até 2040.

• Equidade racial. Com um investimento de mais de US﹩ 570 milhões para elevar a diversidade de vozes dentro da empresa, ao longo da cadeia de valor e nas comunidades onde opera.

• Criar marcas com propósito, que sejam melhores para os consumidores e para o planeta. A PepsiCo conseguiu avanços significativos em âmbito mundial como parte das metas propostas para reduzir os açúcares adicionados, o sódio e as gorduras saturadas no seu portfólio, entre eles:

• 48% do portfólio de bebidas tem 100 calorias ou menos de açúcares adicionados por porção (o objetivo da empresa é chegar a 67% até 2025).

• 64% do portfólio de alimentos tem 1,3 mg ou menos de sódio por caloria (o objetivo é alcançar 75% até 2025).

• 71% do portfólio de alimentos tem 1,1 g ou menos de gorduras saturadas por cada 100 calorias (o objetivo é chegar a 75% até 2025).

“Estamos trabalhando para transformar a maneira como criamos valor compartilhado, sem exceder os limites naturais do planeta e inspirando uma mudança positiva para o planeta e para as pessoas”, revela Ramón Laguarta, CEO e presidente do Conselho de Administração da PepsiCo. “Isso nos tornará uma empresa melhor, com um propósito claro integrado à nossa estratégia de negócio. Também nos tornará mais rápidos e mais fortes, permitindo o crescimento acelerado e o investimento contínuo na nossa gente, nos nossos negócios e nas nossas comunidades. Esperamos nos transformar num exemplo para os nossos parceiros e colegas”.

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Varejo

Confiança do comércio cresce com melhora nas vendas

De Administrador SH 29 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Continuidade do bom humor do empresário caminha lado a lado com a evolução da pandemia, diz FGV

Impulsionada pela melhora nas vendas no varejo, o Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 2 pontos em junho, para 95,9 pontos, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta mensal, a terceira consecutiva, mesmo em meio à pandemia, levou a confiança do comércio ao maior patamar desde outubro de 2020 (95,8 pontos). O economista da FGV Rodolpho Tobler, alerta, entretanto, que a sustentabilidade do bom humor do varejista depende da evolução da pandemia.

Na prática, o comerciante não está confiante em relação à melhora no número de casos e de óbitos por covid-19 nos próximos meses. O surgimento de novas variantes da doença, mais transmissíveis, torna mais cauteloso o empresariado do setor, que não tem certeza da sustentabilidade de vendas em um cenário de piora da crise sanitária, acrescenta Tobler.

Ao detalhar a falta de confiança do empresariado quanto ao futuro, o economista cita como exemplo a evolução dos dois sub-indicadores componentes do Icom. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 9,3 pontos de maio para junho, para 104,2 pontos – o maior patamar de pontuação desde outubro de 2020 (105,1 pontos) e o primeiro resultado acima de 100 pontos do ano, quadrante favorável do indicador. Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE) caiu 5,6 pontos, para 87,6 pontos no mesmo período, notou o técnico.

“Creio que estamos em uma situação parecida com a do início do terceiro trimestre do ano passado”, observa o economista, que lembra que, na época, uma ligeira melhora dos números de casos e de óbitos por covid-19, além de pagamento de auxílio emergencial em valor de R$ 600, elevou vendas do comércio e, por consequência, a confiança do empresariado do setor.

“O volume de vendas reagiu, na época, e depois veio uma frustração”, diz Tobler, recordando a piora da pandemia nos últimos meses de 2020, bem como pagamento de auxílio emergencial cortado pela metade no quarto trimestre. Esses fatores desaceleraram ritmo de vendas no setor, pontua.

Lembrar o que ocorreu no ano passado faz com que o comerciante seja mais cauteloso esse ano, avalia Tobler. O economista comenta que outros países vivem um período de grande incerteza, com avanço da variante Delta, originada da Índia, conduzindo a novos casos da doença. Ele não descarta possibilidade de o mesmo ocorrer no Brasil.

Para que o Icom continue a subir em horizonte de longo prazo, o especialista cita como condição sanitária ter pandemia finalizada ou pelo menos minimamente controlada, além de melhora nos cenários político e econômico.

O especialista comenta o atual ambiente de incerteza política e, no contexto macroeconômico, diz ser preciso uma retomada mais robusta no mercado de trabalho para aumentar o nível de consumo, visto que o valor do auxílio emergencial nesse ano é menor, em torno de R$ 150. “Mas acredito que a pandemia é o principal fator, é o primeiro fator” de influência na alta do Icom, diz. “Com a pandemia mais controlada, todos fatores mais dependentes [em economia e em política] tem mais clareza de trajetória.”

Por Alessandra Saraiva, Valor

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Varejo

Vai ser difícil Ambev recuperar mercado com avanço da Petrópolis e Heineken

De Administrador SH 29 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Bank of America reafirma recomendação de venda e o preço-alvo da ação da companhia é de R$ 15

A Ambev perdeu fatia de mercado, passando de 69% em 2005 para 56% em 2018, tendo recuperado espaço nos últimos dois anos e voltou para o patamar de 60% —

O Bank of America (BofA) afirmou que vê uma perspectiva difícil para a Ambev, dados os custos em alta e a competição mais acirrada com as marcas rivais Petrópolis e Heineken, que podem levar a uma queda nas margens de longo prazo da cervejeira.

O banco reafirmou a recomendação de venda e o preço-alvo de R$ 15 da ação da Ambev.

“Os investimentos de R$ 4 bilhões de Petrópolis e Heineken podem aumentar sua capacidade combinada em mais de 30% em relação a 2019, enquanto a demanda deve ficar bem abaixo desse ritmo, em torno de 3% ao ano até 2023, resultando em uma maior competição e menor lucratividade para os participantes”, aponta o relatório.

O BofA afirmou ter observado, nos últimos 13 anos, a Ambev perdendo espaço no mercado de cerveja, estimando que a gigante passou de 69% do mercado em 2005 para 56% em 2018. A empresa recuperou espaço nos últimos dois anos e voltou para o patamar de 60%, com novos produtos como Brahma Duplo Malte na liderança e concorrentes enfrentando problemas operacionais.

“A Petrópolis é de longe a empresa que mais cresce entre as cervejarias. A empresa produzia 1,4 bilhão de litros em 2011, menos da metade dos 3 bilhões de litros registrados em 2020”, aponta o relatório.

A empresa anunciou uma ampliação em duas fases de sua unidade de Uberaba, o que deve permitir aumentar a capacidade para 4,7 bilhões de litros, frente à capacidade instalada de 3,6 bilhões de litros em 2020. O BofA estima que o mercado total de cerveja em 2020 era de 14 bilhões de litros, dos quais Petrópolis tinha entre 15% a 20% de participação.

A Heineken, por sua vez, anunciou investimento de R$ 1,8 bilhão em uma nova fábrica na cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, com conclusão prevista para o final de 2022.

“Estimamos que esta instalação possa ser semelhante em tamanho à do Paraná, que vai ficar com capacidade de 1 bilhão de litros, quando a Heineken inaugurar a ampliação do brownfield em Ponta Grossa (PR) de 300 milhões de litros, que vão se somar aos atuais volumes estimados de 3,2 bilhões de litros”, diz.

Por outro lado, o BofA espera que a Heineken opere com uma capacidade ociosa menor do que a Petrópolis, já que a empresa recentemente apontou o fato de que não foi capaz de aumentar os volumes em 2020 devido a restrições de capacidade.

Dito isso, o banco projeta que a Heineken produza 3,5 bilhões de litros em 2023 no Brasil, 40% do volume esperado da AmBev.

Por fim, o Bank of America lembra que já se passaram nove anos desde que o consumo per capita (PCC) de cerveja atingiu o pico de 270 ml por dia em 2012.

“Em 2020, estimamos que o PCC totalizou 250 ml, 6% abaixo da máxima. À medida que o PIB se recupera e a receita começa a crescer novamente, esperamos que o PCC cresça 3% ao ano nos próximos três anos, o que deve ajudar a demanda a totalizar 15,9 bilhões de litros, ainda cerca de 500 milhões de litros abaixo da produção potencial combinada da AmBev, Petrópolis e Heineken, se eles aumentarem totalmente a capacidade em quatro anos. Esse número poderia ser maior se adicionássemos as empresas regionais ao cálculo”, finaliza.

Por Allan Ravagnani, Valor

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Tecnologia

Qualidade das informações dos e-commerces ainda deixa a desejar

De Administrador SH 28 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Falta de dados descritivos tem afetado a performance das lojas virtuais no Brasil, detalha estudo

O EQI é o único índice que mede, segundo a perspectiva do consumidor final, a qualidade do conteúdo dos principais e-commerces do país. Em 2021, em uma escala de 0 a 100 pontos, o segmento de saúde, higiene e beleza atingiu nota 46. A pontuação é inferior ao índice de 60, recomendado pelo estudo para uma boa experiência de compra online.

No segmento de saúde, higiene e beleza os piores indicadores apontados pelo EQI são descrição dos produtos e avaliações e comentários dos consumidores

Dentre as informações analisadas pela pesquisa estão: a quantidade de imagens na página de produto, o título e categorização do item no e-commerce, a descrição da mercadoria e as avaliações e comentários dos consumidores.

No segmento de saúde, higiene e beleza os piores indicadores apontados pelo EQI são descrição dos produtos e avaliações e comentários dos consumidores. Dos mais de 700 mil itens analisados pelo estudo, cerca de 90% não possuem nenhuma avaliação dos e-shoppers.

No entanto, em comparação ao ano de 2020, o segmento apresentou uma melhora significativa em relação a quantidade das informações nas páginas de produtos. No índice do ano passado, as categorias de Saúde, Higiene e Beleza somaram 39 pontos, neste ano, 46. Portanto, a nota do EQI de 2021 foi superior em 18%.

Os critérios avaliados pelo EQI que mais evoluíram entre 2020 e 2021 são a quantidade de imagens nas páginas de produtos, que teve aumento de mais de 30%, seguido das avaliações e comentários que, apesar de ainda estarem abaixo do esperado, cresceram mais de 150%.

Para Davi Song, CEO da Lett, a evolução dos indicadores do EQI deste ano se justificam com as ações dos e-commerces em estimular fortemente as avaliações e comentários dos consumidores.

“Os varejos estão incentivando e facilitando mais o ‘feedback’ dos consumidores online. Isso é importante porque a experiência de compra não é mais linear e o shopper tem vários pontos de contato com a marca até a compra. No caso das avaliações e comentários, esse tipo de conteúdo pode ser decisivo para a conversão do cliente”, explica Song.

Entretanto, mesmo o e-commerce brasileiro tendo uma evolução evidente, ainda há muito o que melhorar. De acordo com os dados do EQI 2021, 95% das marcas e 87% dos e-commerces brasileiros não oferecem uma boa experiência de compra em relação à qualidade das informações nas páginas de produtos.

A pesquisa dividiu os produtos em oito categorias, sendo: Cuidados com a Pele, Coloração Capilar, Maquiagem, Capilar, Higiene Pessoal, Saúde, Esmaltes e Perfumes.

Das categorias analisadas, as melhores foram Cuidados com a Pele e Higiene Pessoal, que obtiveram as notas de 54 e 48, respectivamente. Já Esmaltes e Perfumes foram as categorias com piores resultados, ficando com 40 e 39 pontos respectivamente.

O EQI 2021 conta com a parceria das empresas: Neotrust, Opinion Box, Social Miner, Olist, Hi Platform, POPAI, Chiligum, D1, Escola de E-commerce e Nação Digital.

O estudo E-commerce Quality Index, o EQI de 2021, criado pela Lett, avaliou as informações de mais de 754 mil páginas de produtos, 39 e-commerces e 650 marcas do segmento de saúde, higiene e beleza no Brasil.

Fonte: Ecommercebrasil

28 de junho de 2021 0 Comentários
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Varejo

Assaí prioriza lojas físicas às vendas online

De Administrador SH 28 de junho de 2021
Escrito por Administrador SH

Apesar da cobrança do mercado, a principal rede de atacarejo do país prefere acelerar a abertura de novas lojas com um toque de sofisticação, revela o CEO da empresa

Apesar do mercado cobrar uma atuação mais forte da rede de atacarejo no mundo do comércio eletrônico, a empresa continua acelerando na abertura de novas lojas físicas. Belmiro Gomes, CEO da companhia, explica a estratégia

No escritório de Belmiro Gomes, CEO da rede atacadista Assaí, há um mapa do Brasil no qual ele vai demarcando com pins os estados que estão sendo ocupados pela empresa varejista. Hoje, a companhia conta com 186 unidades espalhadas por 23 estados.

Mas, até o fim do ano, o mapa de Gomes ficará mais recheado. O Assaí vai abrir mais 28 unidades, num investimento total de R$ 1,5 bilhão. Em 2022, mais 25 unidades deverão sair do papel. “Aí, só faltarão os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, diz Gomes ao NeoFeed.

O investimento pesado em lojas físicas tem reforçado um curioso mantra que o executivo repete para analistas e investidores do mercado financeiro: o e-commerce não é e não será o foco da companhia. “O mercado cobra a gente e temos sido bem sinceros. Não é a nossa estratégia.”

O posicionamento de Gomes contrasta com o discurso de quase todos os varejistas, que têm apostado suas fichas no comércio eletrônico. “O que temos visto é o que chamamos de make-up digital, que é vestir operações existentes, que funcionavam tranquilamente, com uma cara de digital para parecer moderno.”

Sem papas na língua, ele ainda revela a estratégia de algumas delas. “Tem companhia que fala que vende no digital, mas quem tira o pedido é o mesmo vendedor de vinte anos atrás.” A postura não deixa de ser curiosa, principalmente para o mundo digital que está emergindo no pós-pandemia.

Isso não significa, entretanto, que a empresa deixará de entrar nesse mercado. No segundo semestre, o Assaí deverá lançar o seu e-commerce, operado por terceiros. “O e-commerce não é uma realidade para 92% da população. Mas teremos para quem quiser.”

O executivo, na empresa desde 2009, ainda lembra de uma das previsões feitas, em 2010, na NRF, a principal feira do varejo mundial, em Nova York. Naquela época, diz ele, se pregou o fim das lojas físicas. “Só neste ano estamos construindo 500 mil metros quadrados. Então é preciso um pouco de cautela para carimbar o que é verdade para algumas categorias e para outras.”

O varejo alimentar tem suas especificidades: produtos com tíquetes menores e, na maioria dos casos, mais difíceis de serem transportados na chamada última milha logística. Mas há muitos varejistas que atuam em outros setores entrando nesse segmento para aumentar a recorrência.

“Você vê muita iniciativa de empresa dizendo que vai entrar no alimentar porque traz frequência e vai aproveitar a logística existente. Até você ter de transportar um frango na logística do Magazine Luiza e do Mercado Livre. Isso passa a ser um problema”, afirma Gomes.

Quem escuta o presidente do Assaí falando isso pode pensar que ele não está antenado no mundo digital. Porém, ele separa o joio do trigo. “Digitalização é diferente de e-commerce. Somos digitalizados e estamos preparando novidades para o segundo semestre”, diz, sem dar detalhes.

O Assaí deverá investir pesado para criar um big data com informações das 30 milhões de pessoas que passam todos os meses por suas lojas – algo praticamente inexistente dentro da companhia.

“Assim como os concorrentes, o Assaí terá de entender como acelerar a digitalização de um negócio que depende muito da produtividade e do baixo nível de despesas das lojas”, diz Alberto Serrentino, sócio-fundador da consultoria Varese Retail.

Na contramão da economia

A questão que faz com que as empresas de atacarejo continuarem a apostar suas fichas nas lojas físicas é aquele bom e velho ditado de que “não se mexe em time que está ganhando”. No primeiro semestre deste ano, com o agravamento da pandemia, muitos comércios fecharam.

Mesmo assim, o canal de atacarejo vem crescendo a uma média de 18%. O Assaí, por sua vez, cresceu 21% no primeiro trimestre e sua receita líquida atingiu R$ 9,4 bilhões, seu lucro líquido no período alcançou R$ 240 milhões, mais do que o dobro em comparação com o mesmo período do ano passado. E boa parte desse crescimento vem também da abertura de novas lojas. No ano passado, a rede inaugurou 19 lojas e investiu um total de R$ 1,2 bilhão.

O próprio crescimento da rede varejista nos últimos dez anos aponta essa tendência. Em 2010, o Assaí faturava R$ 3 bilhões. No ano passado, foram R$ 39,4 bilhões, R$ 9 bilhões a mais do que em 2019. O avanço em um ano de pandemia, em que o mercado de food service sofreu, é o que mais salta à vista.

Em 2020, o mercado mudou completamente. Setores que eram os principais compradores do atacarejo sofreram um grande baque. Principalmente, restaurantes, bares, hotéis, creches, cantinas de escolas e igrejas. “São Paulo tem 40 mil igrejas e compram muito copos descartáveis e produtos de limpeza”, explica Gomes. Com isso, a companhia assistiu a alguns movimentos.

O primeiro movimento foi uma repentina mudança de comportamento desse público que é dividido em três categorias: o revendedor, formado por mercearias, padarias e minimercados, cresceu 20%; o transformador, com restaurantes e lanchonetes, que sofreu muito, viu a queda chegar a 50%; e o utilizador, com as cantinas de escolas, empresas e igrejas, representaram uma queda de 70%.

O segundo impacto aconteceu no aumento das vendas para as pessoas físicas. “Como é um setor de baixo custo, teve esse aumento de procura”, diz Gomes. Se antes as vendas eram divididas em 60% para pessoa física e 40% para pessoas jurídicas, essa equação mudou para 70% consumidor final e 30% para PJ. No fim das contas, a companhia conseguiu crescer 30%. A receita saltou de R$ 30 bilhões, em 2019, para R$ 39,4 bilhões, em 2020.

Os números mostram a força do atacarejo seja nos momentos de pujança ou de crise. Atualmente, o setor representa um terço do varejo alimentício no Brasil e movimenta mais de R$ 170 bilhões por ano, de acordo com a Associação Brasileira dos Atacadistas de Autosserviço (Abaas). O modelo foca menos nos serviços e dá mais ênfase aos preços.

Enquanto a despesa operacional direta na loja de um supermercado está na casa de 20%, em um atacarejo ela é de 9%. Na ponta, juntando as economias na loja, na logística e nas despesas corporativas, as redes de atacarejo acabam vendendo até 30% mais barato. É isso o que atraiu um novo público.

“As classes média e média alta aderiram a esse formato”, diz Danniela Eiger, analista de varejo da XP. “E o Assaí vem melhorando a oferta para os clientes”, diz ela. O próprio Belmiro Gomes reconhece que esse era um ponto de atenção. “Nos últimos anos, a gente vem modificando a proposta de valor da empresa para corrigir esse Calcanhar de Aquiles da operação”, afirma ele. “A gente entregava preço baixo, mas não entregava uma boa experiência de compra.”

Se antes havia 6 mil SKUs, hoje são, em média, 10 mil SKUs. O executivo afirma que conseguiu fazer isso reduzindo os custos. “Em 2012, operávamos lojas mais simples com custos de 11% da venda bruta. Hoje, temos lojas maiores e melhores com custos operacionais na casa de 9%.” Os investimentos foram feitos em automatização e em processos construtivos mais inteligentes.

A companhia é a única 100% de atacarejo listada na bolsa. Isso aconteceu depois que ela foi desmembrada do GPA, no início de março. Os seus concorrentes, o Atacadão, faz parte do Carrefour, e avançou neste ano com a compra do Grupo BIG, ex-Walmart no Brasil. O outro rival listado em bolsa é o Matheus, que vai além do atacarejo.

O mercado tem olhado para o Assaí com viés de compra, observando que, no segundo semestre, com maior vacinação e volta da atividade de restaurantes, bares, hotéis, escolas, igrejas, ele deverá ganhar com isso. “Mantemos nossa recomendação de compra para as ações ASAI3 e preço-alvo de R$ 120,00 por ação para o fim de 2021 e reiteramos o papel como nossa preferência no setor”, escreveram os analistas Danniela Eiger, Thiago Suedt e Gustavo Senday em relatório da XP.

O Goldman Sachs, em recente relatório, também aponta que a empresa deve se sair bem no segundo semestre e recomenda compra. O preço-alvo, antes em R$ 101,00, passou para R$ 110,00. No pregão de sexta-feira, 25 de junho, o papel do Assaí fechou cotado em R$ 84,89 e seu valor de mercado alcançou R$ 45,6 bilhões.

O Morgan Stanley destaca a oportunidade de crescimento inorgânico da empresa, apesar de a companhia reforçar que está focada na abertura de lojas e na redução de seu endividamento. Por conta da cisão com o GPA, o Assaí ficou com metade da dívida do grupo. “O Assaí comprou o grupo Êxito por R$ 8,5 bilhões e na cisão essa dívida ficou aqui”, diz Gomes. “Hoje, a dívida líquida é de R$ 5 bilhões e a alavancagem é de 1,9 vezes o Ebitda. A ideia é reduzir a alavancagem para a casa de uma vez o Ebitda.”

Por Carlos Sembrana, Neofeed

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