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terça-feira, setembro 15, 2026
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Varejo

Expansão agressiva do grupo Pinheiro acontece na capital e interior do CE

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

De imediato, duas das novas lojas vão gerar 400 empregos diretos

O Supermercado Pinheiro confirmou para a segunda metade de 2022 a conclusão das duas novas unidades na região Metropolitana de Fortaleza. Cada nova loja da rede varejista deve gerar 200 empregos diretos, ou seja, 400 postos diretos. As contratações começam próximo a abertura.

Hoje, são 16 lojas próprias, um centro de distribuição, 13 salas de cinema, cinco parques infantis, choperia e um shopping center, nos municípios de Fortaleza, Acaraú, Aquiraz, Aracati, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Sobral e Quixadá.

As duas novas unidades estão sendo construídas no Porto das Dunas, em Aquiraz, e no Centro de Maranguape. Ambas são previstas para funcionar na segunda metade do ano, quando as contratações devem começar a acontecer.

Os interessados em disputar uma das 400 vagas precisam ficar atentos ao site da rede de supermercados.

Aquisições no Interior

No Interior, o Supermercado Pinheiro informou ainda da aquisição de duas lojas de um concorrente, que passam a funcionar com a bandeira da rede varejistas a partir de julho deste ano. A operação não teve o valor revelado.

Foram compradas as lojas de Quixeramobim e Aracati da Casa Grande Super e Atacarejo. 

“Nosso plano de expansão fortalece nossa missão de sermos o Bom Vizinho nas comunidades onde atuamos, gerando empregos e arrecadação para o Estado”, comenta Honório Pinheiro, presidente da rede varejista.

Fonte: O Povo

8 de junho de 2022 0 Comentários
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ESGVarejo

Mel do sertão do Piauí é produto gourmet no St. Marché

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Trata-se do primeiro projeto da empresária Ana Maria Diniz que fomenta novos negócios Brasil afora

Quem passar pelos corredores do St. Marché, supermercado voltado para a classe A paulistana, e resolver desembolsar R$ 38 por um potinho de 250 gramas da marca Mel Mesmo, vai comprar mais do que um produto com a certificação de orgânico.

A história na verdade começou há mais de 30 anos, na região da caatinga no Piauí. E o pontapé inicial para a iniciativa, agora um produto com rótulo chique e preço premium, com o aval de Ana Maria Diniz – filha de Abilio Diniz e sócia da gigante de investimentos Península – foi dado por dois religiosos alemães, que viram no mel uma saída para a fome na região.

O Mel Mesmo é o primeiro projeto que se concretiza dentro da iniciativa Polvo, criada por Ana Maria durante a pandemia para fomentar negócios que unam lucro e impacto social positivo. A empresa nasceu para buscar iniciativas ao redor do Brasil de produtos que tenham condições de ganhar escala e ser vendidos no varejo, com boa margem de lucro.

A Polvo viaja o Brasil selecionando cooperativas e pequenos negócios que estejam em um nível de desenvolvimento que exija apenas um último “empurrão” para chegar ao mercado.

Foi percorrendo o País que a Polvo chegou à Comapi, cooperativa de apicultores do município de Simplício Mendes, no Sul do Piauí. O projeto, conta Ana Maria, foi selecionado porque cumpria várias condições que ajudariam na venda do produto no mercado premium: toda a produção se dá sem agrotóxicos, envolve centenas de famílias da região e está longe da “contaminação” das monoculturas, como a da soja.

Hoje, a cooperativa envolve cerca de 250 famílias, que produzem cerca de 400 toneladas de mel ao ano. A Comapi, mesmo antes do apoio da Polvo, já exportava seu produto – mas em grandes tonéis, como commodity, e não em potinhos de vidro bem embalados. “A gente chegou à marca Mel Mesmo porque muitos produtos que são vendidos como mel na verdade são adulterados. E, aqui, além de um produto de qualidade, a pessoa também vai estar comprando a história dos apicultores”, diz a empresária. “Vamos buscar também a exportação do produto acabado, com a marca Honey for Sure.”

Uma proposta de negócio, e não de filantropia

A Polvo começou sua história durante a pandemia, após a família Diniz ter se envolvido diretamente em ações de alívio à fome durante o primeiro ano da pandemia de covid-19. No entanto, o projeto do Mel Mesmo se diferencia por não ser uma ação de filantropia.

A empresa de Ana Maria Diniz entra com o investimento em marketing e no “banho de loja” do produto, mas é remunerada com uma parte do faturamento. A ideia, diz ela, é que o projeto dê lucro e pare em pé com as próprias pernas. “Assim, conseguiremos aumentar o número de famílias envolvidas. O potencial é de 800 famílias.”

O “casamento” entre a Polvo e a cooperativa piauiense foi rápido. Dos primeiros contatos até a chegada às gôndolas do St. Marché, o projeto foi colocado em pé em pouco mais de seis meses. Depois de ter de descartar algumas ideias de investimento porque faltava profissionalização aos projetos, um contato do governo do Estado apresentou à Comapi. Agora, a Polvo pesquisa outros produtos típicos do Brasil que ainda não ganharam tratamento “premium”: os projetos no radar envolvem, por exemplo, cera de carnaúba e o leite de cabra.

Para Luciano Deos, da GAD Consultoria de Marca, a proposta da Polvo com o Mel Mesmo se encaixa bem nos critérios ESG (sigla em inglês para as áreas ambiental, social e de governança). O especialista diz que a ideia da marca é boa – já que enfatiza a qualidade do produto –, mas aponta que a concorrência no mercado também se aplica aos produtos socialmente responsáveis. Por isso, um dos desafios será equilibrar o preço do produto para que sua proposta de valor fique vantajosa para o consumidor mais consciente.

“O que ninguém quer é que seja o tipo de produto que tem um preço que a pessoa só vai comprar uma vez para ajudar, mas sim que se torne um consumo recorrente”, diz Deos. A concorrência dentro dos produtos de impacto está ficando mais acirrada, segundo ele, porque mesmo as marcas de massa estão buscando se associar a esse segmento – com a vantagem de que elas têm mais chance de conseguir escala e, por consequência, um preço mais vantajoso.

Fonte: Fernando Scheller, Estadão

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PolíticaVarejo

Vem aí a rotulagem dos alimentos plant based

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Poder Legislativo discute em audiência pública regras para a nova tendência na alimentação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou o Requerimento 39/2022, que solicita a realização de audiência pública para discutir a rotulagem de produtos alimentícios de origem vegetal que imitam produtos de origem animal.

Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), autor do requerimento, o objetivo é provocar o debate sobre a legalidade ou não de uso do termo “carne” nos rótulos alimentícios de origem vegetal. O parlamentar entende que é preciso informar e orientar os consumidores sobre a real composição expressa nas embalagens desses produtos. “Em minha opinião, não se pode permitir a utilização de expressões que tenham por objetivo enganar o consumidor final”, escreveu, em nota à imprensa.

O deputado lembra que algumas empresas de produtos plant-based usam a palavra “carne” em suas embalagens e campanhas publicitárias. “Acredito que é mesma situação do hambúrguer de picanha que não tem picanha e o hambúrguer de costela que não contém costela, situações que levaram duas redes de fast-food a se explicar aos consumidores”, afirmou. A data e a hora da audiência pública ainda serão definidas pela secretaria da Comissão de Agricultura.

Goergen também é autor do Projeto de Lei 5499/2020, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal e sugere proibir a utilização da palavra “carne” e de seus sinônimos para anunciar ou comercializar alimentos que não contenham, em sua composição, proporção mínima de tecidos comestíveis de espécies de açougue, nos termos do regulamento. A proposta altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950.

Há dois dias, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária, Glauco Bertoldo, afirmou em evento que o Ministério da Agricultura pretende regulamentar a rotulagem de produtos plant-based e processados de origem vegetal.

Em 2021, o ministério abriu uma consulta pública sobre o tema e, segundo Bartoldo, das pessoas que responderam aos questionários, a maioria quer informações claras nos rótulos para saber o que exatamente elas estão comendo.

Fonte: Fernanda Pressinott, Valor

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Varejo

Conheça os planos do presidente do Carrefour para as lojas do BIG e do Sam’s

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Novo vice-presidente do Conselho, Abílio Diniz, revela as novas estratégias da maior rede varejista do país

O comando do Carrefour Brasil disse nesta terça-feira (07), em teleconferência com jornalistas, que a expectativa é que, num período de 18 meses, a fase de integração com o grupo Big possa ser finalizada. “Não vamos fazer tudo até fim do ano, mas vejo um período de 18 meses para todo o trabalho, para em fevereiro de 2024 a integração já estar atrás de nós”, disse o presidente do Carrefour, Stéphane Maquaire.

Sobre os próximos passos da gestão na unificação das estruturas — que precisa passar por questões de integração de culturas, sistemas de tecnologia e logística, por exemplo — o executivo afirmou que serão feitos contatos com parceiros, como indústrias, e reuniões entre as equipes das companhias “para conectar as áreas da empresa”. Mas não deu mais detalhes de cronogramas.

Ainda reforçou que a marca Sam’s Club, que é do Walmart e veio junto com a compra do Big, continuará a operar e que a empresa vem trabalhando para a venda das 14 unidades identificadas pelo Cade como sendo necessária após análise do acordo com Big.

“Agora estamos fazendo com que as coisas aconteçam, após aprovação do Cade [da compra do Big]”, disse na entrevista Abilio Diniz, membro do conselho da rede.

Maquaire ainda afirmou que o momento é de “um novo time executivo”, com equilíbrio entre executivos do Big, do Carrefour e do mercado. Na administração da rede, a varejista vai aumentar em um terço a sua estrutura, passando de 9 para 12 pessoas. A nova estrutura terá, ainda, duas cadeiras transversais a toda a empresa, em digital e transformação (para simplificar processos internos e acompanhar os projetos estratégicos).

“Para nós o passo é de continuidade do projeto e de trajetória iniciada com Walmart no país”, disse Patrice Etlin, que lidera a gestora Advent, sócia da empresa, e que era a controladora do Big até a venda.

O que diz o novo vice-presidente do Conselho, Abílio Diniz?

O novo conselho de administração apresentado pelo Grupo Carrefour Brasil, cuja formação está na pauta da próxima assembleia de acionistas, traz componente do varejo local para a empresa, e busca aumentar mais a agilidade na tomada de decisões — um processo que já vem em evolução no grupo no mundo desde a última troca do comando global.

Este será o colegiado com maior número de brasileiros como membros, desde a abertura de capital do Carrefour, cinco anos atrás.

“Hoje os executivos da França vêm ao Brasil e queremos que exista essa troca, seja da França ou de outros países. Queremos um ‘board’ local, porque varejo é local, mas com expertise global. Teremos a França aqui conosco, e um conselho tão grande é por isso”, disse Abilio Diniz, indicado para vice-presidente do conselho de administração do grupo, na entrevista ao lado de Patrice Etlin, que lidera a gestora americana Advent no país, e de Stéphane Maquaire, CEO da empresa no Brasil.

“O poder de decisão desceu ao board […]. Vamos apoiar especialmente no comitê de finanças”, diz Etlin. Abilio deve liderar o comitê de gestão e pessoas — o terceiro comitê é de auditoria.

Foi indicado para a presidência do colegiado o CEO do grupo no mundo, Alexandre Bompard, que vem implementando uma política de tomada de decisões mais ágeis de desde 2017 (algo que era uma crítica do mercado ao grupo no passado) e de consolidação do Carrefour por meio de fusões e aquisições.

Estarão no colegiado no país 13 membros (hoje são 10) — sete da França e seis do Brasil, se considerar o terceiro membro independente, ainda a ser anunciado, também brasileiro.

Saem seis nomes, substituídos por outros indicados, e ainda são adicionadas mais três cadeiras. Haverá três membros independentes.

Segundo o empresário, o novo colegiado deve auxiliar em questões mais estratégicas da integração com o Big.

Fato relevante publicado nesta terça-feira (07) pelo Carrefour informa que o atual conselho aprovou a convocação de assembleia geral extraordinária , ainda sem data, para deliberar sobre a eleição dos novos membros.

Os indicados são Alexandre Bompard (presidente), Abilio Diniz (vice-presidente), Matthieu Malige, Laurent Vallée, Jérôme Nanty, Claire du Payrat, Elodie Perthuisot, Stéphane Maquaire, Eduardo Rossi, Patrice Etlin, Claudia Almeida e Silva (membro independente), Vânia Neves (membro independente), Vânia Neves (membro independente), e, por último, um cargo vago (membro independente).

Fonte: Adriana Mattos, Valor

7 de junho de 2022 0 Comentários
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ABRASEventos

Profissionais de áreas distintas se dão bem no time de inteligência de dados

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

O resultado é líquido e certo no faturamento da companhia, avaliam especialistas que participaram da Web Series ABRAS

O primeiro evento da Web Series ABRAS aconteceu nesta terça-feira com o tema: Entenda como a inteligência de dados e o relacionamento com o cliente impactam o seu negócio. Aprenda a construir um time analítico para uso de dados.

Participaram da live Rafa Andreatta, diretor de Business Intelligence da Unilever; José Sarrassini, Vice-presidente comercial e logística do Savegnago Supermercados; Edmilson Anacleto, diretor comercial do grupo Supernosso e o especialista em varejo, Olegário Araújo que atuou como moderador.

Inicialmente, os debatedores concordaram com o professor Olegário Araújo que os provocou dizendo que “dados” hoje são o novo petróleo. Anacleto do Supernosso foi mais além falando que essas milhares de informações captadas pelos departamentos especializados precisam de refino. Nas lojas, cada PDV, cada cliente gera uma riqueza, um volume imenso de dados, por isso, há um, universo muito grande a ser explorado.

Para Sarrassini do Savegnago, o varejo alimentar cresceu pelo feeling dos proprietários. “Mas hoje tem os dados que quando bem trabalhados, ajudam a rede em todos os sentidos, desde o local para uma nova loja, à definição do mix, a base de clientes. É preciso atuar e olhar para eles constantemente. Viver sem dados vai ser praticamente impossível”, disse o executivo. Segundo Sarrassini, cada dia mais vamos depender de dados, com uma velocidade que vai transformar e valorizar a relação com os clientes.

Para o especialista Andreatta da Unilever, é preciso vender mais e vender melhor, trabalhar com os dados de forma personalizada. Segundo ele, “é preciso ter conhecimento, um misto de tudo como, por exemplo, a elasticidade de alguns produtos na pandemia. Ao longo do mês, ele se comporta de maneira diferente.  Na pandemia, equipes que entenderam rapidamente a situação, venderam mais, saíram na frente”, explicou o criador do Hub da companhia.

O criador do departamento na Unilever enumerou e fez uma analogia da equipe à um time de futebol. Cada um tem uma missão dentro da sua área de conhecimento. Precisam ser profissionais de diversas linhas. Ele inclusive alertou: desconfie do técnico que diz que tem muita experiência e consegue fazer tudo sozinho. Segundo ele, a mudança vai acontecer na somatória das questões com programadores, estatísticos, organizadores e executivos. O histórico de planejamento é vital para montar uma equipe equilibrada.

Todos foram unânimes em dizer que é necessário um time coeso, mas de várias áreas: estatística, tecnologia, programação para compor uma boa equipe na gerência que trabalha essa questão dos dados.

Sarrassini diz que é preciso começar a colocar pessoas que conheçam do negócio, fazendo as análises. Assim a performance vai melhorar a partir dos resultados diferentes. Ele complementa a formação do time de Dados com especialistas em logística, marketing, estoque e CRM. A mescla da equipe com profissionais da casa e de fora também foi outra opinião defendida pelos participantes do evento.

As informações têm que circular com rapidez entre as gerências daquilo do que está acontecendo e com rapidez e agilidade, consertar na hora e não na próxima semana ao final da campanha, por exemplo.

Como é que você retém o time com esse mercado deficitário e carente? Deve-se envolvê-los no trabalho, nos resultados e na obtenção dos negócios, devem se sentir importantes. Afinal, formam um time de analistas de dados de um supermercado!

Ao término da live, o diretor de Vendas e Marketing da ABRAS, Celso Furtado, convidou o público para as próximas edições da Web Series ABRAS.

Para conferir a live sobre Inteligência de Dados, clique e assista: https://youtu.be/eMcV81khvjo

7 de junho de 2022 0 Comentários
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Tendências

Varejistas fazem promoções em combustíveis para aumentar fidelidade

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Programas de recompensas trazem benefícios extras em período de alta do preço do petróleo

*Renato Müller

Com a elevação do preço dos combustíveis em todo o mundo por causa da invasão da Ucrânia, oferecer benefícios para que os clientes abasteçam seus veículos se transformou em um chamariz interessante para os programas de fidelidade do varejo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Walmart oferece um desconto de US$ 0,10 por galão para os clientes do seu programa Walmart+ em postos conveniados em todo o país. Já a rede de autopeças Advanced Auto Parts oferece um desconto de US$ 0,05 por galão em compras acima de US$ 50 nas lojas da rede.

Mais agressivo, o clube de atacado BJ’s Wholesale oferece US$ 0,50 de desconto por galão para membros de seu programa fidelidade em compras acima de US$ 100. Na rede de supermercados Kroger, o programa de fidelidade Boost, lançado em novembro passado, oferece pontos em dobro na compra de combustíveis nos postos instalados no estacionamento das lojas.

Com o preço médio do galão de gasolina em US$ 4,14 (há um ano, estava em US$ 2,89), um desconto de US$ 0,10 (2,4%) pode ser atraente para boa parte dos consumidores. “O varejo é um negócio de oportunidades, e o preço dos combustíveis oferece um incentivo para atrair clientes e estimular a fidelidade do público”, comenta Eric Dzwonczyk, colíder global para as áreas de restaurantes, hospitalidade e lazer da empresa de consultoria AlixPartners.

Além de trazer mais fluxo imediato para os pontos de venda, esse tipo de ação também tem um impacto econômico significativo – que pode ser revertido em compras adicionais de supermercados. Segundo um estudo do JPMorgan Chase, para manter o mesmo padrão de consumo, os americanos precisam gastar US$ 23 bilhões a mais por ano a cada 10% de aumento no preço dos combustíveis.

A oferta de descontos em combustíveis parece estar funcionando. Na Advanced Auto Parts, por exemplo, mais de 12,6 milhões de clientes fidelidade têm acesso ao benefício, que vem sendo um pilar para atrair novos consumidores para as lojas. Já a rede de supermercados Bojangles, do sul dos EUA, está oferecendo US$ 1 milhão em cupons de descontos de US$ 10 para quem compra as refeições tamanho-família oferecidas nas lojas. “O varejo vem tendo retorno com essas ações, e irá continuar a procurar formas de atrair mais público mesmo depois que os preços dos combustíveis se normalizarem”, acredita Dzwonczyk.

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Varejo

Por que as vendas cresceram nos mercados de bairro e lojas autônomas?

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Estudo do Sebrae mostra os motivos desse incremento passada a pandemia

Os tradicionais mercadinhos de bairro ganharam mais importância na vida dos brasileiros e um maior espaço na economia nos últimos anos. Segundo um levantamento feito pelo Sebrae, o número de novos empreendimentos no comércio varejista em bairros cresceu 12% entre 2020 e 2021, com predominância daqueles que vendem produtos alimentícios, como minimercados, mercearias e armazéns.

“Ressalto, principalmente, o papel das compras menores, aquelas semanais. O poder de compra do brasileiro vem diminuindo e não há mais espaço para a compra mensal. Com a alta dos preços dos alimentos e do combustível, o cliente se desloca, no máximo, para um mercadinho do próprio bairro, onde adquire o necessário”, explica Vicente Scalia, analista da Unidade de Competitividade do Sebrae.

Fundado há 27 anos no município de Eldorado do Sul (RS), o Codebal Supermercados investiu em melhorias para oferecer experiência e um atendimento diferenciado aos clientes.

Com seis filiais e mais de 200 colaboradores, a sua unidade-conceito, o Codebal Center, representa 20% do negócio. Entre os diferenciais, a unidade oferece puxador de carrinho mais confortável, padaria com pães de fermentação natural, orgânicos, produtos a granel e até uma estação de produtos e bebidas naturais que oferece Kombucha (bebida fermentada feita a partir do chá preto adoçado) feita na hora.

A pesquisa do Sebrae aponta ainda que o destaque entre as novas empresas abertas ficou para os Microempreendedores Individuais (MEI), que passaram de 38 mil novos empreendimentos formalizados em 2018 para 56.371, em 2021. No mesmo período, 40 mil empresas fecharam as portas em 2018, contra 17.676, em 2021.

Mercados autônomos

As restrições impostas pela pandemia impulsionaram a transformação digital. Uma inovação que ganhou força foram os minimercados de condomínio, que permitem compras rápidas sem a necessidade do atendimento de um funcionário, com o pagamento via caixa eletrônico ou por meio de aplicativo.

Criada em 2020, em Balneário Camboriú (SC), a startup Minha Quitandinha já inaugurou 20 lojas de janeiro a março, somando 89 unidades em todo o País. A expectativa é abrir mais 20 unidades nos próximos dias e alcançar 150 minimercados neste ano, com um faturamento da rede de R$ 10,5 milhões.

“Nosso modelo de negócio foi feito para garantir praticidade, economia de tempo e segurança. Cuidamos para que a tecnologia envolvida seja simples e todos consigam usar a loja tranquilamente, não importa o perfil”, afirma Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha.

Com mais de 700 SKUs a depender do tamanho da loja, os minimercados da Minha Quitandinha trabalham com um mix que vai desde congelados a itens de limpeza e higiene pessoal. “Esse mix é desenhado e alterado constantemente de acordo com o comportamento dos clientes de cada loja por meio de análise de dados. Conseguimos atender todas as necessidades que um supermercado de bairro atende e muito mais do que somente uma loja de conveniência ou uma vending machine”, explica Pena.

O executivo destaca que, além de oferecer itens essenciais que facilitam a rotina do consumidor, a rede busca trabalhar com preços atrativos, apesar da comodidade de ter uma loja a poucos passos da sua porta.

Além de condomínios, a rede inaugurou um mercado autônomo destinado ao público em geral no estacionamento do Barra Norte Hotel, em Balneário Camboriú (SC). A loja conta com uma variedade de 350 tipos de produtos, que vão desde bebidas a congelados, itens de higiene pessoal e limpeza, durante 24 horas nos sete dias da semana.

“Acreditamos que essa será uma oportunidade de aumentar a visibilidade tanto para esse novo modelo de varejo como para a empresa. Até o momento, tínhamos lojas apenas em ambientes controlados. Será um grande aprendizado esse molde para, quem sabe, contribuir futuramente com a expansão dessa tendência para outras frentes varejistas”, diz Pena.

A Market4u é outro exemplo de empresa atua com mercados autônomos. Presente em mais de 100 municípios, a rede cresceu 100% em 2021 e atingiu a marca de 2.000 unidades, entre próprias e franqueadas.

Para 2022, o objetivo da Market4u é encerrar o ano com 10 mil unidades pelo País, o que resultaria em um crescimento de 500%. Para atingir essa meta, a companhia pretende contratar 200 novos funcionários, com prioridade para a área de tecnologia.

Outro exemplo é a Smart Break, que já tem mais de 300 lojas na Grande São Paulo e na capital paulista. A empresa começou a atuar em 2018 dentro de empresas e inaugurou o primeiro micromercado autônomo em condomínio em 2019.

Atualmente com atuação em condomínios residenciais e empresariais, incluindo hotéis e academias, a startup viu seu faturamento crescer mais de 600% no último ano ante 2020 – mas os modelos de bairro, situados em condomínios, representam 80% do faturamento total.

Não são só as startups que investem nesse segmento. O Carrefour tem acelerado a abertura de lojas autônomas em condomínios residenciais em relação à expansão dos pontos convencionais com a bandeira Express.

Embora não revele valores ou número de lojas que serão abertas, a companhia informou que o investimento nesse modelo será maior do que o de loja de conveniência.

Fonte: Larissa Féria, Mercado & Consumo

7 de junho de 2022 0 Comentários
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Varejo

Oito dicas para ajudar o varejo a driblar a inflação

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Varejistas devem ter coragem de mudar práticas comerciais para se adequar ao novo momento

Tempos adversos exigem dos varejistas uma ampla compreensão das necessidades e hábitos dos clientes, assim como a coragem de mudar as práticas comerciais para que o ônus de fatores externos como a inflação não seja apenas repassado aos consumidores. Esses momentos históricos também estabelecem a urgência de um novo pensamento, novas lideranças e novas aplicações de insights por meio de uma legítima abordagem Customer First.

No entanto, cada uma destas etapas deve ser embasada na ciência de dados e implementada com prioridade máxima, afirma o presidente da Dunnhumby para a América Latina, Adriano Araújo.

Pensando nisso, recomendo 8 estratégias e táticas-chave que os varejistas devem seguir neste momento de pressão sob as taxas inflacionárias:

1. Atualize seu entendimento sobre cliente

Repense as segmentações dos clientes e como se comunicar com eles. Nem todos sentirão a inflação da mesma forma e muitos só irão perceber o impacto no valor total da compra quando chegarem ao caixa. Assim, cabe aos varejistas avaliarem os novos hábitos de compras, por exemplo:

• Mudanças na frequência, gasto e fidelidade – incluindo retenção ou churn; transformações na segmentação dos clientes, como o aumento da quantidade de consumidores sensíveis a preços e o impacto nos gastos por pessoa; novos canais de compras e mudanças nas vendas por formato/ bandeira ou canal em função do novo comportamento do consumidor; e atitudes, necessidades e mentalidades resultantes da experiência durante a pandemia.

2. Revise a estratégia do consumidor e plano comercial

A partir desta atualização do conhecimento sobre o consumidor, os varejistas também devem revisitar sua estratégia e se fazer perguntas para mover seus negócios, como:

• Ainda estamos focados no grupo estratégico certo de clientes ou devemos mudar para pensar mais sobre os consumidores que buscam melhor custo-benefício ou que são sensíveis a preços? Devemos melhorar alguma de nossas promessas da marca aos clientes, por exemplo, ‘preços baixos todos os dias’, sabendo que os compradores estão buscando por um valor ainda melhor? E como podemos fazer isso?

3. Repense sua estratégia e táticas de categoria

Os resets de categoria estão entre as táticas mais significativas para ajudar os varejistas a garantir que eles mitiguem o repasse total da inflação para os clientes; esses ganhos e benefícios são perceptíveis em médio prazo. Para isso, é fundamental o uso da ciência e das estruturas embasadas em dados para definir estratégias de categoria e produto buscando o equilíbrio correto de variedade, inovação, marca própria, preço e promoção.

• A substituibilidade é a ciência de como os compradores únicos ou similares percebem um produto, olhando para compras cruzadas entre dois itens da mesma categoria, na mesma cesta ou separada, para determinar quais são substituíveis ou complementares. Ela comprova que até 20% do sortimento pode ser excluído sem consequências negativas para os clientes ou para os resultados comerciais. A aplicação desta ciência faz com que o sortimento seja ainda mais efetivo, permitindo a eliminação de produtos duplicados que atendem a uma mesma demanda. Isso melhora a percepção de valor e a experiência na loja, simplifica as escolhas dos consumidores e auxilia os clientes a encontrarem os produtos certos para as suas necessidades e orçamentos.

Também cabe aos varejistas ajudar os clientes a encontrar alternativas mais baratas, por exemplo, usando a ciência de complementaridade de produtos e serviços de API para permitir recomendações personalizadas em todos os aplicativos e canais online.

4. Ofereça mais Marcas Próprias

A presença e a disponibilidade de produtos de marca própria é uma grande defesa contra a inflação, com benefícios até maiores do que uma cesta total mais barata no caixa. Uma ampla variedade de itens de marca própria também pode proporcionar uma sensação de poder de escolha dentro do sortimento do varejista, algo que, por si só, já melhora a percepção de valor. Mesmo quando um cliente não opta por um produto da marca da loja, a consciência de uma alternativa de melhor preço/qualidade tem um impacto positivo na percepção do cliente, especialmente em tempos inflacionários.

Assim, os varejistas devem apresentar uma real vantagem de preço dessas marcas (por exemplo, entre 15-20% mais barata que as demais) e posicionarem elas com um fluxo lógico e consistente na prateleira, sempre à esquerda das marcas nacionais. Para os estabelecimentos que não tiverem uma marca própria, a mesma estratégia vale para uma marca de entrada.

5. Garanta a competitividade dos preços nos itens certos

A lista KVI, composta pelos itens que contribuem para a percepção de valor, deve ser revisitada considerando as necessidades e hábitos dos clientes, em especial neste momento, visto que muitos deles podem ter se alterado durante a pandemia.

Os clientes sensíveis a preço percebem que esse período inflacionário é particularmente difícil, de modo que um investimento maior nos preços do KVI, assim como reinvestir em preços para produtos essenciais e nas categorias que impulsionarão o volume podem ser boas estratégias.

Outra boa maneira de manter-se competitivo é introduzir preços exclusivos para membros de forma a recompensar a fidelidade desses clientes, otimizando o investimento e melhorando a percepção da vantagem. Uma abordagem eficaz através de ciência de dados ajudará a definir e converter algumas promoções para reduzir o preço e aumentar a percepção de preços baixos. Importante que os canais online reflitam também os preços na loja e não haja divergências, particularmente nos KVIs.

6. Revisite o Plano de Promoções

Use a ciência de dados para balancear como os preços e promoções trabalham juntos a fim de entregar valor ao cliente. Promoções ruins demandam maior trabalho na loja, aumentam a complexidade e podem prejudicar essa percepção. Aos varejistas cabe a missão de oferecer menos promoções, porém mais eficientes. Algumas categorias e produtos funcionam em uma “estratégica baseada em PBTD (preço baixo todo dia)”, enquanto outras se beneficiam mais com promoções.

Promoções são necessárias para entusiasmar os consumidores e estimular a demanda em determinadas categorias – mas não em todas. Por isso, obter a fórmula de promoção versus preço em cada categoria usando Customer Data Science será ainda mais necessária. Assim, os varejistas devem criar ofertas personalizadas e promoções direcionadas para aumentar a frequência e os gastos. Um plano de comunicação que equilibre os drivers de imagem de preço pode ser usado tanto na mídia em massa quanto em comunicações personalizadas.

• É importante que os varejistas facilitem o entendimento das promoções, já que a maioria executa diferentes tipos ao mesmo tempo como descontos percentuais, “Leve Mais Pague Menos”, etc. Oferecer muitas ofertas gera confusão nos consumidores, é complexo para os operadores e impacta custos em toda a empresa. No universo dos clientes dunnhumby, por exemplo, as melhores práticas se concentram em oferecer consistentemente apenas de 3 a 4 tipos de promoção. A simplicidade ajuda a melhorar a percepção de valor para os clientes .

Além disso, durante os tempos inflacionários, todas as formas de combos devem ser aplicadas de forma muito estratégica. Por exemplo, algumas promoções “Leve 3 /Pague 2” não aumentam o gasto total da cesta, mas outros formatos de promoção podem aumentar.

Não se esqueça dos produtos naturais e frescos. À medida que os consumidores enfrentam a inflação variável mesmo dentro de uma categoria, é importante que os varejistas instituam preços seletivos e esforços promocionais para perecíveis e itens frescos no mix de cestas.

7. Sua ‘Transformação Digital’ também significa adicionar serviços úteis

Hoje e no futuro, as expectativas dos clientes em torno do digital não se limitam apenas aos canais online. Inovações digitais que facilitem as compras, sejam mais rápidas, seguras e de menor contato serão mais eficientes.

• Cada vez mais, os clientes buscam varejistas que oferecem aplicativos úteis e que facilitem sua jornada, desde o planejamento como Lista de Compra, passando por recomendações para ajudar e facilitar as escolhas como Minhas Promoções, até mesmo guias com curadoria, como Alternativas mais baratas.

• Outra forma de simplificar a vida do cliente é substituir os cartões de fidelidade, cupons de descontos e comprovantes de recompensa, por uma identificação única (ex. CPF), e entregar os anúncios com promoções personalizadas através de um app. Outra tendência é o uso de Self-Scan através de aplicativos móveis, checkouts de autoatendimento e quaisquer tecnologias adicionais que reduzam o contato humano.

Todos esses serviços digitais também podem ajudar a gerenciar os custos de mão-de-obra das lojas e de publicidade, diminuindo a pressão para aumentar os preços para os clientes, mantendo a rentabilidade em tempos de inflação.

8. Considere novas mecânicas de recompensa e fidelidade

Existem duas novas mecânicas de fidelidade que beneficiam os clientes que fazem compromissos de longo prazo para obter uma maior estabilidade nos preços, e que os varejistas devem considerar para atenuar os aumentos de preços, especialmente em tempos de inflação:

• As assinaturas podem ajudar a ganhar ou manter a fidelidade. Os principais modelos já existentes em lojas, e que estão emergindo em supermercados, são os que oferecem cash back e serviços gratuitos, os que entregam bônus aplicáveis na loja e descontos maiores para compras com recorrência.

• Taxas de entregas com custo fixo é outra alavanca importante para ganhar a fidelização do cliente, visto que existe uma base de consumidores que mudou drasticamente para compras digitais. Esses “custos fixos” visam manter uma fatia maior de gastos dentro do varejista, ajudando os compradores online a economizar dinheiro em taxas de entrega e dar opções para diferentes prazos.

Fonte: Adriano Araújo, Presidente da Dunnhumby para a América Latina – Meio e Mensagem

7 de junho de 2022 0 Comentários
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Varejo

Foco total no setor de bebidas na Semana do Dia dos Namorados

De Administrador SH 6 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Vendas de vinhos e cervejas vivem um bom momento com o arrefecimento da pandemia

Após meses em queda, a venda de bebidas alcoólicas voltou a crescer no Brasil, impulsionada pela Páscoa e pelo Carnaval fora de época em abril. A retomada foi possível graças ao arrefecimento da pandemia e, para a economia do país, representou uma alta de 5,2% no setor de bebidas, contribuindo também para que a produção industrial crescesse em abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a proximidade do Dia dos Namorados, as expectativas são positivas para o setor e toda a cadeia, como bares, restaurantes e supermercados.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na Páscoa, os volumes de vendas de vinhos importados cresceram 15,6% e de cervejas, 14,3%. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, afirma que os donos dos estabelecimentos estão notando uma melhora gradual e contínua ao longo dos últimos três meses.

“Em janeiro e fevereiro, tivemos a Ômicron e as pessoas continuavam em casa, com medo da contaminação. Com o passar dos meses, as coisas foram melhorando e nós vimos esse crescimento proporcional na venda das bebidas. E em abril, tanto a Páscoa, quanto o Carnaval aconteceram em um momento de reabertura e do fim de todas as restrições, então tivemos uma grande retomada do movimento nos bares, no comércio em geral”.

De acordo com dados da associação, a venda de cervejas caiu 20% em janeiro e em fevereiro em relação aos mesmos meses do ano passado. Em março, foi identificada uma alta de 5% e em abril, a tendência é que haja um crescimento ainda maior.

“Geralmente, essa data é a que mais vendemos bebidas, de maior faturamento, porque as pessoas comemoram ao longo de todo o dia, de manhã até a noite, diferente dos outros feriados, que costumam ser celebrados durante o almoço”.

Para Gilberto Braga, economista do Ibmec RJ, o aumento se deve pelo fim das restrições ligadas ao combate à Covid-19: “a queda das regras de distanciamento, do uso de máscaras, estimulou a volta das atividades públicas, a confraternização entre as famílias e com isso, o consumo de bebidas alcoólicas”.

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), publicada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor de bebidas foi o que mais cresceu em abril deste ano. Com alta de 5,2%, o segmento contribuiu para o crescimento de 0,1% da indústria brasileira em relação a março, quando houve aumento de 0,3%.

Fonte: Filipe Brasil, CNN

6 de junho de 2022 0 Comentários
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PolíticaVarejo

Cuidado para não se enrolar com os “vencidinhos”

De Administrador SH 6 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Procura disparou nos últimos meses pelos produtos mais em conta, mas não descuide da legislação

O aumento generalizado dos preços dos itens básicos de alimentação, somado a inflação econômica histórica vivenciada por praticamente todas as classes sociais brasileiras, alavancaram os conhecidos “vencidinhos” ou “FIFOs”, mercados que comercializam produtos – perecíveis ou não – próximos ao vencimento e, em contrapartida, concedem descontos atrativos que viabilizam a economia dos consumidores em adequação aos novos orçamentos enxutos.


A despeito das justificativas políticas e econômicas para este cenário, para suprimir as necessidades básicas, os estabelecimentos especializados neste tipo de “venda para consumo rápido” hoje são facilmente encontrados, principalmente em bairros periféricos.


E não é só, grandes redes de supermercados já dedicam partes físicas ou gondolas de seus estabelecimentos para a comercialização de produtos próximos ao vencimento: de acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados, 88,6% dos supermercados rebaixam os preços dos produtos próximos ao vencimento para evitar eventual desperdício.


Com este contexto posto, não há como evitar o alvoroço e crescimento desenfreado de grandes e pequenos empresários que vislumbram uma real oportunidade de investimento, criando uma estrutura de negócio em torno da compra e venda de produtos próximos ao vencimento.


Todavia, gestores e potenciais gestores deste nicho específico do mercado não devem esquecer que já existe uma legislação jurídica (em especial cível e criminal) e administrativa que regula as relações de consumo, e a sua violação pode ser um erro fatal que colocará fim a um negócio de elevado de lucro.
Diferentemente do que ocorre com as demais esferas do Direito, as repercussões das operações irregulares dos “FIFOs” no âmbito penal podem trazer diretamente aos seus administradores – pessoas físicas – verdadeiros percalços.

Se não, vejamos.


Usualmente, pequenos comerciantes e lojas recém-formadas não fornecem notas fiscais aos seus consumidores – o que pode ser justificado, por exemplo, pela ausência de know how sobre gestão de negócio. Ocorre que tal prática é crime, previsto no art. 1º, V, da Lei 8.137/90, e possui como pena reclusão de dois a cinco anos, além de multa.
Neste mesmo contexto, não é difícil encontrar estabelecimentos que não apresentam preocupações com o recolhimento de impostos ou atentam-se ao preenchimento correto dos livros fiscais – ambas as condutas também são delitos previstos nos arts. 1º e 2º da Lei 8.137/90, com penas que variam de seis meses a 5 anos de reclusão, além de multa.


De mais a mais, ainda sob a ótica criminal, os cuidados não devem voltar-se apenas ao cumprimento das legislações fiscais – muito presentes – em nosso país.


No cotidiano logístico de tais comércios é necessária atenção especial aos produtos que estão sendo comercializados pois, apesar de possuírem como principal diferencial a proximidade da data de vencimento para oferecimento de maior desconto, estes não devem ser postos à venda quando já vencidos ou em condições que impossibilitem o consumo.


Não por outro motivo a Lei 8.137/90 também traz, em seu art. 7º, IX, a previsão de que é crime “vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadoria, em condições impróprias ao consumo”, sob pena das pessoas responsáveis por tal ato serem sentenciadas com uma pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa.


Além disso, sobre este último ponto importa destacar que há previsão expressa na lei de punição na modalidade culposa, ou seja, ainda que o responsável pelo gerenciamento dos produtos à venda não tenha atuado com a intenção de deixar propositalmente expostos alimentos já vencidos, a mera atuação negligente (“esquecer de retirar o produto vencido da exposição”), pode acarretar no processamento criminal da pessoa física responsável.


Por outro lado, não há como esquecer que o próprio consumidor opta, mediante as circunstâncias econômicas, a adquirir estes produtos próximos de serem expirados. Neste caso, torna-se inevitável a ventilação da tese, ainda pouco trabalhada no cenário brasileiro, da heterocolocação em perigo consentida.


Em apertada síntese, de acordo com esta tese, nos casos em que o ofendido (consumidor que se arrisca em comprar alimentos próximos ao vencimento) deixa-se colocar em perigo por terceiro (administrador dos “vencidinhos”), tendo consciência plena dos perigos envolvidos – em especial nos casos em que o produto já está vencido e a informação está amplamente exposta -, é questionável a aplicação ou não da lei penal.


Por óbvio, a complexidade da teoria aprofunda-se, inclusive, em outros requisitos (como, por exemplo, ambos – autor e vítima – devem conhecer o risco em igual medida), ademais os tribunais pátrios rechaçam com veemência a culpabilidade concorrente da vítima.


Quanto ao Código de Defesa do Consumidor (“CDC”), inclusive, os donos dos “vencidinhos” devem ter atenção redobrada sobre seus deveres e obrigações perante os compradores.


Em primeiro lugar, é direito do consumidor, e obrigação do estabelecimento, nos termos do inc. III do Art. 6º do CDC, a “informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem”, isto é, os estabelecimentos devem apresentar de forma clara que tais produtos estão sendo comercializados próximos à data de vencimento.


Em segundo lugar, é obrigação do estabelecimento, enquanto disponibiliza o produto para a venda, mantê-lo adequado para o consumo e armazenado de acordo com as condições estabelecidas pelo fabricante, ainda que se trate de um produto próximo ao vencimento. Os produtos que apresentam riscos (exemplo: grãos que apresentam insetos), ainda que dentro do prazo de validade, não poderão ser comercializados, nos termos do Art. 8º do CDC.


Em terceiro lugar, os produtos, ainda que próximos ao vencimento, devem conservar as características indicadas na embalagem. Em outras palavras, os produtos não podem apresentar disparidade com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária.


No caso de comercialização de produto em dessemelhança com seu recipiente, embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, resta configurada a responsabilidade pelo vício do produto, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas, conforme o Art. 18 do CDC.


Por sua vez, a comercialização de produtos com defeitos na apresentação ou acondicionamento, ou pela insuficiência ou falta de informações sobre sua utilização e riscos, gera a chamada responsabilidade pelo fato do produto, podendo o consumidor ser ressarcido pelos danos que vier a sofrer, consoante o Art. 12 do CDC.


No primeiro caso, existe uma responsabilidade solidária, isto é, em regra toda a cadeia de fornecimento (inclusive os estabelecimentos “FIFOs”) responde perante o consumidor. No segundo caso, existe uma responsabilidade objetiva, ou seja, tal qual a punição na modalidade culposa da Lei 8.137/90, em regra a cadeia de fornecimento é responsável perante o consumidor independentemente da existência de culpa.


As violações indicadas acima podem acarretar, inclusive, repercussões penais previstas no Art. 61 e seguintes CDC. Ao omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos, por exemplo, o Art. 66 do CDC estipula uma pena mínima (na modalidade culposa) de detenção de um a seis meses ou multa.


Por fim, em uma eventual tentativa de reaver perante seus fornecedores os prejuízos sofridos junto aos consumidores, os estabelecimentos “vencidinhos” não poderão se utilizar do CDC, por não serem reputados como “consumidores” nos termos da lei: deverão utilizar, em contrapartida, o Código Civil, e os preceitos presentes neste diploma legal, como o da responsabilidade civil.


Ao nosso ver, não se demonstra necessário a criação de novos documentos legislativos que tornem mais burocráticos e engessados a disponibilização de produtos a pronto consumo e baixo custo a população atada às altas econômicas, pois as normas já existentes demonstram-se mais do que suficientes para proteção aos consumidores diretos.


Por outro lado, administradores de tais estabelecimentos não devem desistir de estruturar seus negócios em conformidade com a lei – tributárias, penais, cíveis, administrativas, etc. -, sob pena de futuramente verem ruir este novo nicho com potencial alto de lucro.


Mais do que nunca o planejamento legal e a manutenção de um programa interno de conformidade às normas tornam-se essencial para o crescimento dos “vencidinhos”.

Fonte: Blog do Fausto Macedo, Estadão

6 de junho de 2022 0 Comentários
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