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terça-feira, setembro 15, 2026
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Varejo

Supermercados reveem estratégias e varejo se adapta ao bolso do cliente

De Administrador SH 1 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Neste primeiro semestre, clientes transformaram seus hábitos para abastecer o lar seja na loja física ou no comércio eletrônico

No ambiente de inflação elevada, a alta dos preços deixou de ser um tema relevante apenas para as famílias com menor rendimento. Os reajustes estão hoje na pauta de todas as camadas da população brasileira e vêm provocando mudança de hábitos na hora das compras, desde o dia das compras até o formato de loja. A transformação na maneira de abastecer o lar tem impactado as estratégias comerciais de redes de supermercados, que correm para se adaptar.

Segundo estudo realizado pela Fronte Pesquisa na primeira quinzena de maio, já são 93% dos brasileiros que percebem os produtos mais caros nas lojas e no e-commerce. Os dados, obtidos com exclusividade pelo Broadcast, mostram que as adaptações ao novo contexto foram feitas por 89% das pessoas e em todas as camadas sociais: 73% das pessoas de classe mais alta mudaram algum costume na hora de encher o carrinho de compras. No recorte de renda média alta, foram 76%; enquanto entre os de classe média baixa, 85% fizeram alguma mudança. Nas classes de renda baixa, foram 90%.

Um dos hábitos que sofreram mudança foi o dia de compra. A pesquisa da Fronte Pesquisa mostra que 41% das pessoas passaram a concentrar as compras no início do mês para aproveitar o salário. Outras 39% já tinham esse hábito e apenas 20% dizem não fazer isso hoje em dia. As duas primeiras semanas do mês são as preferidas por 62% para fazer as compras de maior volume. Para Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), esse é um exemplo de mudança que interfere no planejamento dos varejistas do segmento.

“Essa concentração de compras no início de mês afeta, primeiro, operacionalmente o varejo. Isso gera um desafio grande de operar a loja, pois é preciso ter quadros maiores de funcionários em períodos específicos e menores em outros momentos. Comercialmente, há mais desafios de estoque. Há produtos que têm validade menor e é preciso tomar mais cuidado, por exemplo. O planejamento de compra e abastecimento se tornam mais críticos”, afirma. Outro exemplo de adaptação comercial, segundo o especialista, é que algumas redes passam a fazer ações promocionais quando as lojas estão mais vazias e o dinheiro do consumidor está mais escasso.

Ainda assim, a pesquisa indica que, mesmo tentando fazer as compras mais pesadas no começo do mês, os consumidores não têm ido menos ao supermercado. Na comparação com a vida antes da pandemia, passou de 27% para 39% o número de pessoas que têm feito várias compras pequenas durante o mês.

Compra concentrada no início do mês visa aproveitar salário

“Nosso entendimento é de que as pessoas concentram a compra no início do mês para aproveitar o salário, mas elas acabam tendo que voltar outras vezes ao mercado para compras pequenas, provavelmente porque alguns itens importantes não couberam naquela compra grande do mês”, avalia Fabio Caldas, sócio da Fronte Pesquisa. Ele observa ainda que é possível que o aumento do trabalho informal possa ter contribuído para que a renda ficasse mais espalhada ao longo do mês, impedindo parte das pessoas de fazer uma compra abastecedora o bastante para durar o mês todo, ainda que essa fosse a intenção.

Sobre o fato de até mesmo as classes de mais alta renda terem dito ter novos hábitos para lidar com a alta de preços, Caldas diz que, nesse caso, as mudanças costumam ser mais relacionadas ao fato do consumidor não achar justo pagar determinado preço por um produto, do que pela falta de recursos para adquiri-lo.

“O setor está em transformação para entender esses novos hábitos, já que estamos há cerca de 2 anos em inflação de quase dois dígitos e todo mundo tem sentido. Há a inflação de fato e a percepção de inflação. Está se falando muito de inflação na mídia, o que gera a sensação de que o dinheiro escapa pela mão. Assim, as pessoas começam a ter a sensação de que o dinheiro precisa ser usado ou aplicado rapidamente”, diz Terra, da SBVC.

Menos bebidas, carnes e frios no carrinho

A pesquisa avaliou também as mudanças na cesta de compras do consumidor. Entre os 67% que disseram buscar marcas mais baratas para economizar, por exemplo, 78% trocaram as marcas dos alimentos básicos, como feijão, arroz e açúcar. Outros 74% mudaram marcas de materiais de limpeza e 66%, de itens de higiene pessoal e beleza. A categoria em que o impacto da mudança de marca foi menor é a de produtos infantis, como fraldas, xampu e leite. Apenas 20% passaram a comprar esses produtos de marcas mais baratas.

Já os produtos de supermercado que saíram temporariamente da lista de compras do consumidor, devido à alta dos preços, foram artigos para o lar (que não fazem mais parte do carrinho de 40% dos pesquisados), bebidas (para 39% dos consumidores), carnes e peixes (para 36%) e frios e laticínios (para 33%).

Além disso, 52% afirmaram que passaram a pesquisar mais os preços em diferentes supermercados. Outros 31% já faziam isso antes e apenas 16% afirmam não ter esse hábito. Já 47% afirmaram ter passado a comprar mais em atacado ou atacarejo para conseguir preços menores, 33% já faziam isso e apenas 21% não faziam e não fazem isso hoje em dia.

“Sem dúvida, o atacarejo vem ganhando força pelo apelo de preço. Todo ano ele vem ganhando participação de mercado”, afirma Terra. Para ele, o formato que mais perde é o de hipermercados, que já vinha caindo em desuso.

Hábito de comparar preço pode favorecer comércio eletrônico

Segundo a pesquisa, é possível que o hábito de comparar mais os preços tenha beneficiado as compras online. Hoje, 37% das famílias pesquisadas já disseram ter o costume de fazer compras de supermercado online. Esse porcentual é ainda maior entre as famílias de renda média e alta (51% e 59%, respectivamente).

Entre os que são adeptos da compra online, iFood é o aplicativo utilizado por 69%, seguido dos aplicativos ou sites dos próprios mercados (48%). Caldas acredita que o fato de o aplicativo de entrega de refeições já estar presente nos celulares de muitos consumidores e ter alta recorrência de acessos faz com que seja uma das primeiras opções quando alguém decide comprar digitalmente. Além disso, o aplicativo oferece cupons de desconto para a compra de itens de supermercado.

Para Terra, isso não significa que os aplicativos próprios das redes de supermercados falharam. Ele diz que o empenho das redes varejistas com suas próprias plataformas de entrega é novo e que o uso está em crescimento.

O levantamento foi realizado pela Fronte Pesquisa, especialista em estudos de potencial de mercado, que diminuem o risco do investidor ao escolher um novo ponto comercial, e em pesquisas de estratégia de mercado. Foram ouvidos 1.005 internautas brasileiros de todas as regiões do País entre os dias 09 e 10 de maio de 2022. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Fonte: Talita Nascimento, Broadcast-Estadão

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Varejo

GPA recompra ações do Éxito

De Administrador SH 1 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

No fato relevante divulgado após encerramento do mercado financeiro, grupo Pão de Açúcar explicou os motivos do negócio

O Conselho de Administração do GPA (PCAR3) aprovou a adesão ao programa de recompra de ações de sua controlada Éxito.

Segundo comunicado, a decisão foi tomada em função da alta valorização de Éxito em virtude do preço sugerido de suas ações, conforme pautado na avaliação conduzida por consultoria externa.

Atualmente, o GPA detém 96,57% do capital social de Éxito, sendo 91,57% detidos diretamente pelo GPA e os remanescentes 5,00% detidos pela sua subsidiária GPA2. Dessa forma, considerando que o plano de recompra permite que cada acionista de Éxito venda até 3,40% de sua participação, GPA venderá 13.935.798 ações e GPA2 venderá 760.927 ações.

Considerando o valor de venda de cada ação, o valor bruto total de venda equivalerá a aproximadamente R$ 386,7 milhões.

De acordo com os procedimentos estabelecidos pelas regulamentações colombianas, o GPA receberá o valor das ações vendidas no âmbito do Plano de Recompra até o final do segundo trimestre de 2022.

Por fim, o GPA informou que a adesão ao plano de recompra não afetará a condição do GPA de controlador de Éxito.

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Varejo

Cresce a concorrência em Sergipe com a chegada de uma nova rede

De Administrador SH 1 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Quarto maior grupo de Varejo Alimentar do país entrega o novo empreendimento nesta quinta-feira, totalizando 219 lojas

E chegou a hora! A inauguração da primeira loja do Grupo Mateus no estado de Sergipe acontece nesta quinta-feira, 02 de junho. Chegou a vez da cidade de Aracaju receber uma unidade do Mix Mateus. A loja conta com mais de 16 mil m² de área construída, sendo mais de 6 mil m² de área de vendas, além de padaria, hortifrúti, açougue e peixaria.

Sergipe foi incluído no plano de expansão da empresa que pretende ocupar todos os estados do Nordeste nos próximos 10 anos. Tendo iniciado sua história na cidade de Balsas, no Maranhão, o Grupo já está presente no Pará, Piauí, Bahia, Pernambuco e Ceará.

O Grupo Mateus figura como a maior rede de varejo alimentar do Norte/Nordeste e a quarta do país. Para Aracaju, conhecida como “cidade das araras e do caju” e para seus mais de 600 mil habitantes, o Grupo Mateus traz sua bandeira de atacarejo, tendo como grande diferencial a oferta de serviços, qualidade dos produtos e preços nunca vistos antes.

Com a inauguração do Mix Mateus em Aracaju, 279 novos colaboradores se unem a um quadro que ultrapassa 45 mil pessoas. “Para avançar por novos estados do Nordeste, estamos selecionando cidades estratégicas, e Aracaju é uma delas, pela localização e potencial econômico. Estamos empenhados em gerar oportunidade de emprego e crescimento em cada nova cidade em que chegamos”, afirmou Ilson Mateus, CEO e fundador do Grupo Mateus.

O Grupo Mateus

O Grupo Mateus é  hoje a maior rede varejista do Norte/Nordeste e a quartamaior empresa de varejo alimentar do Brasil. Presente nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Bahia, Pernambuco e, agora, Sergipe, a empresa atua com operações no varejo de supermercados, atacarejo (“cash and carry”), atacado, móveis e eletrodomésticos, indústria de panificação, central de fatiamento e porcionamento.

Uma história de sucesso que teve início com o trabalho incansável de um engraxate, ex-torneiro mecânico, garimpeiro e vendedor de cachaça nascido em Imperatriz, interior do Maranhão. O ano era 1986, quando Ilson Mateus abriu uma pequena mercearia com apenas 50 m² na cidade de Balsas, no Maranhão. Seria o começo de uma história de 35 anos marcada pela sua visão empreendedora e trabalho incansável de uma equipe que hoje já ultrapassa os 45 mil colaboradores.

Com a inauguração da loja de Aracaju, o Grupo Mateus possui 219 lojas em operação, sendo 68 de varejo, 49 de atacarejo e 102 de eletro. Por estado, são 125 lojas no Maranhão, 74 no Pará, 13 no Piauí, 3 no Ceará, 2 na Bahia, 1 em Pernambuco e 1 em Sergipe. Somente em 2021 foram inauguradas 44 lojas. Para sustentação do avanço do Grupo em 6 novos estados do Nordeste, foram inauguradas sede administrativas em Recife e Salvador. Além disso, os Centros de Distribuição já estão em funcionamento nos municípios de Cabo de Santo Agostinho-PE e em Feira de Santana-BA.

SERVIÇO

ONDE: Av. Chanceler Osvaldo Aranha, Nº 1110, José Conrado de Araújo. Aracaju – SE

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Tendências

Omnichannel impulsiona vendas da Target no trimestre

De Administrador SH 1 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Rede varejista chega a cinco anos seguidos de crescimento e se consolida como solução para necessidades dos clientes nas mais variadas categorias

* Renato Müller

A rede americana de lojas de departamentos Target fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento de 3,3% em suas vendas, um resultado que impressiona devido à forte base de comparação – alta de 22,9% no primeiro trimestre de 2021 sobre o ano anterior. O fluxo de clientes avançou 3,9%, mostrando que a empresa conseguiu continuar a oferecer boas soluções para seus clientes mesmo com a redução do isolamento social.

Para isso, o omnichannel continua tendo um papel fundamental. As vendas digitais da varejista cresceram 3,2%, sobre uma base de vendas que havia saltado 50,2% no ano passado. Já as vendas de pedidos para entrega no mesmo dia (pelo drive thru, clique e retire ou envio direto das lojas) cresceu 8% na comparação anual. O destaque é a operação de marketplace Shipt, que aumentou sua base de pontos de venda em mais de 40% depois de parcerias com 7-Eleven e Walgreens para funcionarem como postos de retirada.

Na análise por categoria, o maior crescimento da empresa, que opera cerca de 2 mil pontos de venda nos EUA, aconteceu em alimentos e bebidas, itens de limpeza e beleza. As vendas totais da varejista cresceram 4% na comparação anual, para US$ 25,2 bilhões, com um lucro operacional de US$ 1,3 bilhão – queda de 43%, devido à redução das margens para manter a competitividade diante do aumento da inflação no varejo americano.

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ESG

Embalagem flexível de papel já substitui o plástico

De Administrador SH 1 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Companhia investiu R$ 13 bilhões em expansão fabril para produção de opções sustentáveis que já são vistas nas lojas

Se a alta da inflação e dos juros reduz a demanda por embalagens, a Klabin aposta na tendência de substituição do plástico pelo papel em embalagens — que ganhou força na pandemia — como um dos caminhos de crescimento do negócio. Desde o ano passado, a companhia lançou pelo menos seis tecnologias em papel que emulam qualidades que fazem grandes marcas preferirem o plástico em produtos que vão do “pack” de cerveja ao tablete de tempero. A estratégia está no centro de um investimento de R$ 12,9 bilhões em expansão fabril. 

— A pandemia foi uma virada de chave. O e-commerce impulsionou a procura por embalagens recicláveis, e os consumidores puderam ver o volume de plástico acumulado em casa, sobretudo com o delivery. O que aconteceria em 2026, em termos de substituição, aconteceu em 2020 e 2021 — explica Flávio Deganutti, diretor de negócio de papéis da Klabin. 

Uma das inovações que a marca acaba de criar é o Klamulti, uma celulose microfibrilada — espécie de “cabelo descabelado” — que torna o papel-cartão 10% mais leve e começou a ser usada em embalagens “multipack” de cerveja. Em três meses, a celulose já foi usada na produção de mil toneladas de papel-cartão.

— Por ora, vendemos para uma marca de nicho, mas é uma solução que tende a ser adotada por gigantes como Heineken e Ambev. 

Este mês, a Klabin também lançou o EkoFlex, seu primeiro papel para embalagens flexíveis. A ideia é empregá-lo em stand up pouchs, aqueles sacos que ficam de pé sozinhos e costumam ter fecho zip lock. 

Obstáculos 

A substituição do plástico pelo papel é tema central da conversa da Klabin com seus investidores. Em recente apresentação institucional, a fabricante estima que a tendência vai responder por um terço do crescimento da demanda mundial por papel-cartão até 2030. 

Segundo Deganutti, essa é uma das justificativas para o Puma II. Maior investimento da história da Klabin, o projeto vai consumir R$ 12,9 bilhões e criar duas novas fábricas no Paraná. A primeira entrou em operação em 2021 e foca no Eukaliner, primeiro papel para embalagem feito 100% de eucalipto e mais leve. A segunda unidade está prevista para 2023. 

Mas a transição tem obstáculos importantes. Primeiro, as novas soluções precisam ganhar escala para se aproximar do preço do plástico. Desafio maior é a própria limitação tecnológica. A Klabin ainda está tentando desenvolver “barreiras” para líquido e oxigênio nas embalagens que eliminem 100% o uso de plástico, por exemplo. E Deganutti admite que “o momento é de estresse econômico, o que torna mais difícil priorizar a sustentabilidade.” 

— Mas a clareza sobre as vantagens da cadeia do papel sobre a do plástico sustenta nossa visão de futuro para o mercado de embalagens — pondera.

Fonte: Capital, O Globo

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Varejo

Tendência no Dia Mundial do Leite: bebida esportiva à base de lácteos

De Administrador SH 31 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Foodtech revolucionou a categoria nos EUA; aqui no Brasil, Minas Gerais segue líder na produção da proteína animal 

Neste dia 1° de junho é comemorado o Dia Mundial do Leite, um produto de elevada importância para a economia nacional, sobretudo para universo mineiro. A data foi criada em 2001, pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU) com o objetivo de incentivar o consumo de lácteos.

O setor leiteiro é uma das atividades socioeconômicas mais importantes do Brasil, colocando o país como o 3º maior produtor de leite mundial (FAO). Em todo território nacional, o leite faz-se presente nos mais diversos elos que compõe a cadeia. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o setor emprega aproximadamente 4 milhões de pessoas.

No campo, a lida é diária e começa cedo. Se engana quem pensa que é “só ordenhar” ou “tirar leite da vaca.” Ser produtor de leite vai muito além. É gerir uma fazenda, preparar a silagem, cuidar das bezerras, proporcionar conforto e bem-estar ao rebanho — e muito mais — e ainda enfrentar as adversidades de cada dia.

No elo industrial, no chão de fábrica, a rotina também é diária. Não é somente produzir os derivados, é transformar a matéria-prima em uma diversidade de produtos lácteos, que se reinventam cada dia para atender os diferentes comportamentos de consumo, mas que, ao mesmo tempo, não perde a sua essência. Diariamente, nas indústrias, são inúmeros aqueles fisgados pela tal “praga do bezerro.”

Minas Gerais

Maior produtor nacional, Minas Gerais produziu 1,62 bilhão de litros no quarto trimestre de 2021, segundo o IBGE, muito à frente dos 895,8 milhões de litros do Paraná, segundo estado que mais produz o alimento.

De acordo com o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados no Estado de Minas Gerais (Silemg) são 9,4 bilhões de litros por ano no estado, em 223 mil fazendas e mais de 1 mil indústrias de laticínios.

Nos supermercados, além do leite, os diversos produtos da seção de laticínios são de grande relevância para o atendimento diário e essencial às famílias.  

Tendência no Exterior

Bebida esportiva à base de leite planeja expansão após sucesso

A GoodSport – bebida esportiva lançada em 2021 para revolucionar a categoria com seu produto à base de leite – comemora um primeiro ano de sucesso trabalhando em planos de expansão com novas linhas e novos mercados no horizonte.

A chave para o sucesso tem sido suas credenciais naturais; a ciência por trás de suas alegações de hidratação; e simplesmente o sabor muito bom, de acordo com a marca.

Leite: hidratação natural

A GoodSport foi fundada por Michelle McBride, que se inspirou no uso de leite achocolatado por atletas para recuperação após esportes: o que despertou a ideia de olhar para o leite como uma fonte natural de hidratação.

A startup com sede em Chicago lançou a bebida láctea 97% como desafiante na categoria de bebidas esportivas no verão do ano passado. A bebida esportiva que é a “primeira do gênero” foi projetada para ser uma alternativa natural às bebidas com ingredientes artificiais, usando o leite como fonte natural de eletrólitos e carboidratos essenciais para uma hidratação eficaz.

Na verdade, a marca aponta estudos que mostram que o leite hidrata melhor do que as bebidas esportivas tradicionais e a água: mas anteriormente a consistência e o teor de proteína do leite, que é de digestão lenta, eram barreiras para o uso de laticínios antes e durante o exercício.

A fórmula e o processo da marca, no entanto, quebraram esse código: com proteínas e gorduras removidas por ultrafiltração, deixando um líquido açucarado claro cheio de eletrólitos e vitaminas.

O resultado é uma bebida com mais eletrólitos e menos açúcar do que as bebidas esportivas tradicionais (1.680 mg de eletrólitos provenientes do permeado de leite, que contém sódio, potássio, cálcio, cloreto, magnésio e fósforo – mais do que a maioria das bebidas esportivas que só tinham sódio e potássio).

Testes de hidratação na Penn State University e publicados no Journal Nutrients mostram que a GoodSport fornece hidratação duas horas após ser consumido. A bebida é adoçada com extrato de fruta do monge e eritritol: ambos adoçantes naturais de zero calorias. Contém 90 calorias por garrafa de 500 mL e não contém glúten.

Mas como os consumidores realmente responderam à ideia de uma bebida esportiva láctea?

“A taxa de vendas da GoodSport superou as expectativas em nosso primeiro ano, o que gerou oportunidades para novas parcerias de varejo e expansão”, disse Michelle McBride. “Também vimos uma alta demanda de equipes profissionais e universitárias, bem como entusiastas e influenciadores do fitness. Os consumidores estão procurando por bebidas funcionais naturais, então responderam com entusiasmo ao conceito de uma bebida esportiva totalmente natural que é apoiada pela ciência para hidratar melhor. Eles são atraídos pelo excelente sabor da GoodSport e confiam nos laticínios para fornecer naturalmente altos níveis de eletrólitos com o equilíbrio certo de carboidratos para fornecer hidratação comprovada.”

‘Esperamos estar disponíveis onde quer que as bebidas esportivas estejam’

A bebida foi lançada em Chicago no verão passado, tendo participado do acelerador Dairy Farmers of America 2020 CoLAB. Agora, após um primeiro ano de sucesso, está em processo de expansão de sua presença em outros mercados do Centro-Oeste com os principais varejistas.

“Estamos vendo a demanda de atletas em todo o país, então esperamos estar disponíveis onde quer que as bebidas esportivas estejam”, disse McBride.

Fonte: Amis e Milk Point

Foto: Maurício Vieira

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Varejo

Governo zera IPI de bebidas vegetais isentas de leite animal

De Administrador SH 31 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Equipe econômica estima que a medida reduza a arrecadação em R$ 19,62 milhões em 2022

O presidente Jair Bolsonaro editou decreto que zera as alíquotas do IPI incidentes sobre bebidas alimentares à base de produtos vegetais, que não contenham leite animal, produtos lácteos ou gordura deles derivados em sua composição, conforme informou a Secretaria-Geral da Presidência na noite desta segunda-feira, 30.

A medida abrange as bebidas vegetais que funcionam como uma alternativa ao leite animal, para pessoas que têm dietas vegetarianas ou que apresentam algum tipo de intolerância à lactose. O decreto deve ser publicado no Diário Oficial da União (DOU) de amanhã.

A Secretaria-Geral disse ainda que a medida não exige compensação fiscal e que acarretará uma renúncia de receita estimada em R$ 19,62 milhões para o ano de 2022, em R$ 20,69 milhões para 2023 e em R$ 21,99 milhões para 2024.

Fonte: M&C e Estadão Conteúdo

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Varejo

Empresa indiana investe R$ 100 mi em fábrica parceira da P&G no Brasil

De Administrador SH 31 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Multinacional deve iniciar as obras da fábrica de embalagem dentro de duas semanas

A multinacional indiana EPL anunciou investimento de 100 milhões de reais em uma fábrica em Seropédica, na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, para a produção de tubos de cremes dentais para a Procter & Gamble (P&G), informou o governo fluminense nesta terça-feira em comunicado à imprensa.

O investimento vai atender à expansão da P&G no Rio de Janeiro. A construção da fábrica deve começar em duas semanas e o início da operação está programado para este ano. A unidade deve gerar 100 postos de trabalho na região.

A escolha de Seropédica para a instalação da fábrica se deu pela proximidade com a unidade produtiva da P&G e por sua entrada na lista dos municípios beneficiados pela redução do ICMS para a indústria, de acordo com o presidente da EPL para as Américas, Mauro Catopodis.

“Estamos muito satisfeitos por realizar esse investimento no Estado do Rio de Janeiro. A operação é extremamente estratégica para atender as demandas crescentes da P&G, no Brasil e na América Latina. Nossa visão é de longo prazo. Chegamos para ficar” afirmou o executivo em comunicado.

A empresa indiana é fornecedora global de tubos de cremes dentais, com investimentos entre 40 bilhões de dólares a 50 bilhões todos os anos, mundialmente.

“A EPL trará para o Estado do Rio tecnologia de ponta, utilizada apenas nos Estados Unidos. Todo o processo de fabricação dos tubos será realizado em Seropédica. Apenas o laminado plástico será importado, nesse primeiro momento, da Índia ou da China. As máquinas começam a chegar em outubro”, de acordo com trecho do comunicado.

Fonte: Isto É Dinheiro/ Forbes

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Varejo

Molina rompe barreira dos 50% da Marfrig

De Administrador SH 31 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Empresário realiza investimentos na empresa que fundou e ações disparam na B3

Depois de investir pesado na rival BRF, o empresário Marcos Molina retomou o controle absoluto na empresa em que fundou décadas atrás, o frigorífico Marfrig. Aproveitando a queda recente das ações da companhia na Bolsa, Molina acaba de ultrapassar novamente a fatia de 50%, por meio da MMS, holding que detém junto com sua esposa, Márcia Marçal dos Santos.A retomada do controle absoluto por Molina veio depois de um investimento de cerca de R$ 30 milhões em papéis da companhia. Assim, sua participação passou de 49,7% para 50,04%. O frigorífico, apesar da queda recente, vale cerca de R$ 10 bilhões na B3, a Bolsa brasileira.

Há um pouco mais de dois anos, essa fatia estava na casa de 34%, quando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ainda era sócio da empresa de alimentos. Desde então, o empresário investiu cerca de R$ 1 bilhão na aquisição de papéis da Marfrig. O aumento de posição foi bem visto pelos investidores e a ação subia mais de 5% na tarde desta terça-feira, 31.

Ações em queda

Foi uma boa mudança de direcionamento, já que, neste ano, a queda das ações da Marfrig está em torno de 25%, ao passo que a concorrente Minerva acumula alta de cerca de 35%. A JBS, outra empresa do ramo, cai 2%. Para interlocutores, Molina tem dito que acredita na valorização das ações, sempre lembrando do atual endividamento controlado da empresa.

Apesar disso, as ações da companhia têm sofrido por conta de questionamentos de investidores sobre sua geração de caixa nos Estados Unidos. Em relatório recente, o BTG Pactual, contudo, afirmou que as margens da operação da Marfrig seguem fortes. No ano passado, a Marfrig registrou uma receita líquida de R$ 85,4 bilhões, sendo R$ 62,8 bilhões nos Estados Unidos.

Com o movimento, Molina quer também mitigar dúvidas de investidores de que a Marfig possa ser aos poucos “abandonada”. A empresa já é o maior investidor da dona da Sadia, da qual possui hoje uma participação de 33%. O dono da Marfrig é hoje o presidente do conselho de administração da BRF

Fonte: Fernanda Guimarães, Estadão

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ESG

Campari recebe certificação inédita na Semana do Meio Ambiente

De Administrador SH 31 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Atestado confere sustentabilidade à companhia, a primeira do segmento de bebidas destiladas

A Campari, gigante do mercado de bebidas com mais de 50 marcas no portfólio, acaba de receber a Certificação Lixo Zero. O selo é concedido pelo Instituto Lixo Zero Brasil, validado no País pela organização Zero Waste International Alliance (Aliança Internacional Lixo Zero). Com operação fabril instalada no município de Suape, no Estado de Pernambuco, a indústria provou ter atingido o índice de 98,5% de resíduos descartados corretamente.

A correta gestão de resíduos, com destinação adequada de pelo menos 90% do volume gerado, e integração a programas de economia circular, são os requisitos básicos para obter a certificação. De acordo com Mateus Peçanha, diretor da organização Lixo Zero, a metodologia respeita duas etapas: a primeira verifica a quantidade de resíduos que a indústria desvia de aterros e da incineração (mais nocivos e poluentes), e encaminha para a reciclagem, compostagem e reuso. E o segundo critério observa as boas práticas como um todo.

“Olhamos as ações da empresa que têm como objetivo atingir o lixo zero e manter o processo funcionando: redesenho dos processos, governança, treinamento, relatórios com dados, iniciativas de logística reversa e outras frentes”, afirma.

Cadeia produtiva

Não basta atestar boas práticas próprias, porém. A empresa que deseja ser certificada precisa envolver clientes, colaboradores, parceiros, fornecedores, investidores e outros agentes da cadeia produtiva, provando que todos os elos garantem a excelência e o cuidado com a destinação dos resíduos.

A Campari, que possui 22 fábricas em todo o mundo, empregando quatro mil colaboradores, sendo 180 no Brasil, melhorou suas práticas por meio da parceria com a Co.circular, instituto que treina e desenvolve as companhias, preparando e adequando as práticas cotidianas à agenda ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês). Ou seja, a consultoria procura equacionar as operações de maneira que empresa passe a gerar menos lixo e menos emissões de gases que provocam o efeito estufa, somando ações que produzem impactos sociais e econômicos positivos.

“A Campari é a única indústria de Pernambuco e primeira empresa de destilados a receber a Certificação Lixo Zero”, diz Gustavo Rela Bruno, diretor-geral da Campari Brasil.

O executivo relata que, para obter a certificação, a empresa começou a realizar treinamentos mais intensos há pouco mais de um ano, no início de 2021, primeiramente com os manipuladores de resíduos, cujo trabalho perpassa toda a operação, depois nos refeitórios e então abrangendo todas as áreas.

“Em paralelo, implementamos um plano de comunicação que envolveu todos os colaboradores, focando na gestão de resíduos de cada área”, afirma Rela Bruno. No ambiente da operação, foi intensificada a comunicação visual por meio de cartazes, avisos e painéis, e foi multiplicado o número de coletores de recicláveis instalados no chão de fábrica.

Segundo o diretor, o índice de reciclagem ou compostagem corretas na Campari já era alto, na casa dos 95%, há três anos. Mas a busca pela certificação impulsionou a empresa a ir além.

A companhia não possui o cálculo dos investimentos feitos nas ações específicas que tiveram como meta da obtenção da certificação, uma vez que foram parte de “políticas de atendimento aos requisitos legais relacionados à gestão de resíduos.”

Acionistas agradecem

A Certificação Lixo Zero, de acordo com Rela Bruno, trará ganhos em diversas instâncias à empresa. “Hoje somos mais sustentáveis e promovemos o engajamento e a mudança de hábitos de todo o time”, diz. “E existem também as vantagens financeiras, uma vez que a prática do controle de resíduos nos traz ganhos de melhorias contínuas nos processos, e alinhamento com a estratégia global do Campari Group, satisfazendo um desejo dos acionistas.”

A certificação tem validade de um ano. Depois desse tempo, novas verificações serão feitas, se a empresa tiver intenção de manter o selo.

Já com uso de energia eólica e solar na sua operação, o próximo passo da Campari rumo à economia verde, de acordo com Rela Bruno, é a obtenção da certificação “Green Energy”. Os processos já foram iniciados. “Queremos nos tornar 100% sustentáveis em termos de energia.”

Compromisso com economia circular

O advogado ambiental Fabrício Soller, especializado em direito de resíduos, afirma que a Certificação Lixo Zero pode beneficiar tanto a empresa quanto a sociedade. “É louvável que as empresas estejam buscando esse tipo de certificação, uma vez que a seriedade da auditoria atesta que elas não estão interessadas apenas no marketing ou no greenwashing [lavagem verde – termo para designar falsos discursos ambientalmente responsáveis]”, analisa.

Consultor do Banco Mundial na área de resíduos, Soller acredita que a ampliação de certificações ambientais nessa categoria pode funcionar como “um compromisso rumo à economia circular, com alinhamento do mundo corporativo, de maneira que o aspecto ambiental conversa com o social e o econômico, perfazendo a tríade da sustentabilidade.”

Fonte: Lucia Camargo, O Globo

31 de maio de 2022 0 Comentários
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