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terça-feira, setembro 15, 2026
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ESG

GPA incentiva mudanças sustentáveis para “Uma só Terra”

De Administrador SH 31 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Nova campanha da rede mostra ações com seus parceiros, os pequenos produtores

O Dia Mundial do Meio Ambiente se tornou a maior plataforma global de alcance ambiental, celebrado no dia 5 de junho por milhões de pessoas em todo o mundo. Liderada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a data trará o tema “Uma Só Terra” em 2022, em campanha que defende a mudança ambiental transformadora em escala global.

Este ano, o Pão de Açúcar também fala de mudança em sua campanha, “Felicidade Pode Ser Mudar com o Mundo”, destacando que precisamos construir junto o futuro que queremos, com menos impacto negativo e mais impacto positivo. Para isso, a rede vai lançar conteúdos e uma ação em lojas selecionadas estimulando os clientes a fazerem escolhas sustentáveis no dia a dia, com destaque para a valorização de pequenos produtores.

Uma das principais iniciativas do dia é a degustação de produtos Caras do Brasil para os clientes que consumirem em nosso espaço café em lojas selecionadas de São Paulo (confira lista abaixo). O programa exclusivo da rede, criado em 1999, tem foco nos pequenos fornecedores de produtos e incentiva o desenvolvimento da cadeia de produção alimentar sustentável há mais de 20 anos, destacando os sabores e saberes brasileiros de produtos típicos de cada região do Brasil e que têm sua capacidade produtiva respeitada, assim como sua sazonalidade de produção e propostas de valor.

No último ano, a rede expandiu o programa e aumentou a quantidade de lojas na cidade de São Paulo em que ele tem uma exposição diferenciada, além de ampliar o portfólio de produtos disponíveis aos consumidores, com variedades de todas as regiões do Brasil. No ano passado, os produtos passaram a ser disponibilizados também pelo e-commerce da marca (www.paodeacucar.com).

Em Fortaleza, a degustação será realizada em parceria com a Muda Meu Mundo, startup cearense parceira do Pão de Açúcar desde 2021 que conecta pequenos agricultores a rede para a venda direta de seus produtos. Além dos produtos serem livres de agrotóxicos, há uma preocupação com questões ambientais, sociais e econômicas: a startup também fornece orientação quanto à preservação das áreas de vegetação nativa, a utilização de água, redução de CO2 no transporte, qualidade no trato dos animais, entre outros e também acompanha temas relacionados à saúde da família, equidade de gênero e crianças na escola. Com essa parceria, 28 famílias estão comercializando diretamente com o Pão de Açúcar em mais de 533 hectares de cultivo.

A rede também convida Alessandra Karla da Silva, coordenadora de negócios sustentáveis da CoopCerrado, uma das parceiras do Caras do Brasil, para o podcast Lugar de Escuta, canal de conteúdo por áudio especial desenvolvido pelo Pão de Açúcar como um espaço para ampliar a conscientização e conhecimento sobre sustentabilidade, economia circular, bem-estar animal, mudanças climáticas, desperdício e outros assuntos contemporâneos em discussão pela sociedade. 

“Há anos o Pão tem em seus pilares a proposta de ser uma marca que busca ter a sustentabilidade na prática, estimulando os públicos interno e externo a começaram uma mudança de hábitos em prol de um futuro melhor. Acompanhamos uma tendência de procura por produtos mais saudáveis e sustentáveis pelos nossos clientes, o que demonstra uma busca por um consumo mais consciente. O Dia do Meio Ambiente deve ser uma data de reflexão, e também de ação, por isso queremos incentivar essas atitudes e escolhas dos nossos consumidores, além de, em conjunto, promovermos outras iniciativas em prol de um futuro mais sustentável”, conta Cleia Marquardt, Gerente de Marketing do Pão de Açúcar.

Em vídeo publicado nas redes sociais, assinado pela BETC Havas, o Pão de Açúcar ressalta escolhas que os consumidores podem fazer para mudar com o mundo, como usar as sacolas retornáveis, escolher comprar ovos de galinhas livres de gaiolas, comprar produtos orgânicos e separar resíduos recicláveis. Ainda, as lojas da rede disponibilizam incentivos e opções para os clientes, como desconto de 20% na categoria de orgânicos às quartas e quintas-feiras e as Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever em 100 lojas. “O Pão de Açúcar tem a sustentabilidade como estratégia e não é de hoje. Na história da marca, fomos pioneiros do grande varejo alimentar brasileiro em diferentes frentes, como trazer produtos orgânicos para as gôndolas há mais de 20 anos”, complementa Cleia.

Conheça algumas iniciativas do Pão de Açúcar para incentivar o tema:

Frutas, legumes e verduras orgânicos com desconto

Todas as lojas Pão de Açúcar contam com um espaço dedicado para produtos orgânicos e oferecem uma promoção especial de sucos, frutas, verduras e legumes orgânicos, que chegam a ter até 20% de desconto. O intuito é estimular o consumo de uma alimentação cada vez mais saudável, uma prática pioneira da rede de supermercados que há 20 anos incluiu produtos orgânicos no varejo nacional.

Substituição de plástico nas bandejas de Marcas Exclusivas

O Pão de Açúcar vem substituindo algumas de suas embalagens para opções mais sustentáveis, como é o caso das bandejas de isopor do hortifrúti das marcas Taeq e Qualitá por um material 100% biodegradável. A bandeja foi desenvolvida a partir de uma tecnologia que utiliza caixas de celulose e amido. Elas são 100% livres de petroquímicos e aditivos tóxicos. Dessa forma, ao ser descartada, a embalagem leva até seis meses para ser totalmente decomposta.

Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever

Desde 2001, a rede conta com as Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, desenvolvidas e implementadas em parceria entre as duas marcas, que recebem diariamente materiais recicláveis como alumínio, papel, plástico, vidro e óleo de cozinha descartados pelos clientes. São, ao todo, 100 Estações em operação distribuídas em 20 cidades do Brasil. Em 2021, foram 2,8 mil toneladas arrecadadas.

Logística reversa de vidro

Entre outras iniciativas do Pão de Açúcar, está a ação de logística reversa de vidro em parceria com a Ambev e a startup Green Mining, que realiza a coleta de garrafas e embalagens de vidro em lojas Minuto Pão de Açúcar. Com 57 pontos de coleta nas lojas de cidade de São Paulo, a ação já reciclou mais de 39 toneladas de vidro nos dois anos de projeto, somente na capital paulista.

Serviço – Degustação produtos Caras do Brasil (São Paulo)

Data: 5 de junho

Como participar: na compra de qualquer item do Espaço Café das lojas participantes, os clientes podem participar da degustação. Os produtos estarão servidos no próprio Espaço Café das unidades participantes de São Paulo.

Lojas participantes:

Jardim Paulista

Endereço: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 3126, Jd.Paulista, São Paulo

Horário de funcionamento: de segunda a domingo das 6h às 22h

Ricardo Jafet

Endereço: R. Prof. Serafim Orlandi 299 Vila Mariana, São Paulo

Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 6h às 23h e domingo das 7h às 22h

Teodoro

Endereço: R. Teodoro Sampaio, 1933, Pinheiros, São Paulo

Horário de funcionamento: de segunda a sábado das 6h às 22h e domingo das 7h às 22h

Cerro Cora

Endereço: R. Bairi, 435, Alto da Lapa, São Paulo

Horário de funcionamento: de segunda a domingo das 7h às 22h

Serviço – Degustação mamão Muda Meu Mundo (Fortaleza)

Data: 5 de junho

Horário: 17h às 20h

Como participar: a degustação é gratuita e aberta ao público. As amostras do produto serão oferecidas por uma produtora na unidade participante.

Loja participante:

Aguanambi

Endereço: Avenida Aguanambi, n° 1393, Jardins Recanto das Rosas, Fortaleza

Horário de funcionamento: de segunda a domingo das 7h às 22h

31 de maio de 2022 0 Comentários
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Tendências

Excelência na loja física impulsiona supermercados no mundo digital

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Estudo aponta forte correlação entre o bom desempenho dos supermercados no varejo físico e sua performance digital

Os supermercados com melhor desempenho nas vendas em lojas físicas tendem a ser os melhores no mundo digital. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela consultoria americana Brick Meets Click com 950 lojas de 45 bandeiras de supermercados.

Segundo o levantamento eGrocery Performance Benchmarking 2021 Wave, os supermercados físicos que ficam entre os 25% melhores em desempenho vendem em média US$ 43.895 por semana no online, 6,3 vezes mais que a mediana das demais lojas (US$ 6.934). Os varejistas no segundo quartil de desempenho tiveram uma média de vendas semanal de US$ 15.620, número que cai para US$ 6.663 no terceiro quartil e apenas US$ 2.092 entre as 25% piores empresas.

O estudo mostra que o desempenho muito mais forte das melhores supermercadistas decorre de um valor médio de pedido (AOV, na sigla em inglês) 46% maior: US$ 126 por pedido, contra US$ 86 nas empresas de pior performance. Uma das razões para o tíquete médio mais elevado pode estar na venda de bebidas alcoólicas, uma vez que a categoria está presente em 90% das empresas de melhor desempenho e em apenas 60% nas menos competitivas.

O omnichannel também é um fator importante: o grupo das empresas de melhor desempenho tem 1,5 vezes mais possibilidade de oferecer serviços como o “clique e retire” e o delivery (67% contra 44%). Mesmo entre as empresas de melhor desempenho, existe uma diferença sensível de performance a favor de quem é omnichannel: as supermercadistas que oferecem delivery e “clique e retire” têm vendas médias semanais 39% mais altas que as empresas que não contam com essas possibilidades. Já entre as empresas com desempenho mais fraco, ser omnichannel não trouxe grandes diferenças em desempenho.

Um ponto interessante e contraintuitivo é o fato de que as lojas de melhor desempenho localizadas em áreas menos populosas tiveram um desempenho superior às suas congêneres em áreas mais adensadas. Entre as varejistas do grupo das 25% melhores, lojas em CEPs com menos de 10 mil habitantes tiveram vendas online 31% maiores que aquelas em áreas com população acima de 40 mil pessoas. “Os dados mostram que a excelência nas vendas online exige uma estratégia sólida e uma execução perfeita, impulsionada pela integração com as lojas físicas”, afirma David Bishop, sócio da Brick Meets Click.

30 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Drive thru para retirada de compras online é um diferencial em nova loja de rede regional

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Em julho, grupo inaugura trigésima segunda unidade com R$ 50 mi de investimento

Mogi Guaçu vai ganhar em breve uma nova unidade do Supermercado Pague Menos. As obras aceleradas mostram que a loja deve ficar pronta em julho.

O Supermercados Pague Menos de Mogi Guaçu terá 11 mil m² de área construída; 24 checkouts, sendo quatro de autoatendimento, estacionamento com mais de 250 vagas e espaço exclusivo para retirada de compras via e-commerce.

Além disso, sete lojas para locação vão compor o espaço que funcionará das 7h às 22h de segunda a domingo. O investimento é de mais de R$ 50 milhões. 

“Vejo aqui uma estrutura fantástica. Ainda mais importante que isso é ver Mogi Guaçu se consolidando uma vez mais como uma cidade de oportunidades. Um lugar que voltou a ter do empresariado um olhar de esperança e de otimismo. Serão mais de 256 empregos diretos e outros 100 indiretos, além, claro, de uma nova alternativa para lazer, compras e abastecimento a toda a população”, destacou o gestor executivo.

“A gente já está na contagem regressiva e fazendo os últimos ajustes para a inauguração dessa loja maravilhosa de Mogi Guaçu. Fomos muito bem acolhidos e queremos fazer parte da cidade cada vez mais. Vamos chegar para somar”, destacou Antonio Santichio. 

A Rede Pague Menos tem 31 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo.

30 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Dentro de 2 anos, brasileiro vai ter mais opções de peixe à mesa

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Planta de 25 mil m2 vai tornar a proteína mais acessível ao brasileiro, incentivando o consumo em busca da saudabilidade

O velho provérbio “mar calmo nunca fez bom marinheiro” combina bem com algumas lideranças da indústria de alimentos. Em meio a um maremoto de desafios, há companhias mirando em expansão e renovação para ganhar fôlego, clientes e mercado. Essa é a aposta da Frescatto Company, uma das três maiores empresas de pescado no Brasil em faturamento — foram R$ 820 milhões no ano passado.

Apesar da pressão vinda de altos custos de produção, dificuldades logísticas, carga tributária e do achatamento do poder de compra dos consumidores, a companhia acaba de anunciar investimento de R$ 40 milhões na construção de uma nova fábrica. As obras no terreno de 30 mil m2, em Duque de Caxias (RJ), devem iniciar dentro de três meses, com previsão de estar em plena operação na metade de 2024.

A nova unidade, mais moderna, terá 25 mil m2 de área construída e substituirá a atual, erguida nos anos 1980. O objetivo é ganhar em produtividade, qualidade e oportunidades. Além da chance de abrir novas áreas de negócios, com produtos de maior valor agregado e linhas para exportação, o CEO da companhia, Thiago De Luca, vê no ganho de eficiência um meio para reduzir preços e atrair mais consumidores.

O executivo defende essa bandeira, inclusive, como caminho para tornar o pescado mais popular entre os brasileiros. Ainda mais considerando que o País tem cerca de 11 milhões de desempregados e a inflação dos últimos 12 meses passou de 12%, segundo o IBGE. “Quando a pessoa pensa em levar uma proteína para casa, busca a que é mais compatível com seu bolso. Se conseguirmos baixar o preço, o consumo aumenta”, afirmou De Luca, que também é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Pescado (Abipesca).

Essa investida da Frescatto Company é prova da confiança no próprio negócio e no potencial do setor. “O pescado tem tudo para ser a próxima potência do agronegócio brasileiro”, disse o CEO. Segundo o executivo, enquanto a média de consumo anual no mundo é de 23 quilos por pessoa e a OMS indica 20 quilos, no Brasil essa média está em 10 quilos. Ou seja, há um mar de oportunidades pela frente.

EXPANSÃO 

A Frescatto processa por ano 21 mil toneladas de pescados frescos e congelados em sua matriz, no Rio de Janeiro, e atende todo o País por meio de suas quatro filiais: Brasília (DF), Contagem (MG), Recife (PE) e São Paulo (SP). A distribuição é dividida em 80% para food service (hotéis, bares e restaurantes) e 20% para supermercados. Os produtos mais representativos são salmão e peixes brancos, mas também há bacalhau, camarão e frutos do mar. Esses itens chegam ao mercado sob duas marcas, a Frescatto, mais premium, e a Bona Pesca, que tem preços mais acessíveis. O portfólio acabou de ganhar uma linha de porções individuais de salmão, com apenas 200g e embaladas com a tecnologia skinpack, que valoriza a apresentação do produto. A novidade integra a marca Alfresco e vem da parceria recém-fechada com a norueguesa Mowi, maior produtora mundial de salmão.

A empresa vive um bom momento, com perspectiva de faturar mais de R$ 1 bilhão este ano e crescer 24% em relação a 2021. A convicção quanto ao resultado vem, em boa parte, da lista de clientes, que em 2019 chegou a ter 7 mil nomes por mês e virou uma fortaleza da companhia. O sucesso só foi interrompido pela pandemia da Covid-19, que provocou o fechamento de muitos estabelecimentos atendidos pela Frescatto. Em 2021, já com um melhor entendimento sobre como lidar com a doença, o progresso da vacinação e a retomada de diversas atividades, o número de clientes voltou a crescer, e muito, passando de 11 mil.

RECOMPENSA 

Faz 20 anos que Thiago De Luca trabalha na empresa fundada por seu avô, Carmelo De Luca, nos anos 1940. E, como ele mesmo conta, a entrada na indústria foi um empurrãozinho para direcionar sua própria vida. Hoje, no comando da companhia, tem a missão de continuar valorizando o negócio da família. Parece estar dando certo. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a empresa recebeu o prêmio Mais Integridade, oferecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) por responsabilidade social, sustentabilidade ambiental e ética. Foi a primeira vez que uma indústria do setor teve tal reconhecimento. Segundo De Luca, muito desse resultado vem do processo de compliance iniciado em 2016. E outro tanto, da paixão de seu avô pelos pescados, que vem passando de geração para geração.

Fonte: Romualdo Venâncio, Isto É Dinheiro

30 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Coca-Cola é líder há uma década no planeta

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Dados constam do Estudo anual Brand Footprint feito pela Kantar; o segundo lugar é de uma marca de higiene pessoal

O estudo anual Brand Footprint, uma análise detalhada do comportamento global do comprador em 2021, feito pela Kantar, líder mundial em dados, insights e consultoria, revelou que as famílias concentraram consistentemente suas escolhas em apenas 55 marcas no ano. Tornar-se uma dessas marcas é a chave para o crescimento no mercado de bens de consumo massivo (FMCG).

Pelo 10º ano consecutivo, a Coca-Cola continua sendo a marca mais escolhida do planeta, comprada 6,6 bilhões de vezes em todo o mundo durante o ano, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, com base nas vendas de FMCG para consumo dentro do lar. A Colgate continua como a segunda marca mais escolhida, e é a que está presente na maioria dos lares, com 57,3% do mundo a comprando pelo menos uma vez por ano.

Após uma pausa de um ano, a Maggi retorna ao top 3 das marcas mais escolhidas, sendo comprada 3,4 bilhões de vezes, o que representa um aumento de 11% ano a ano, e tendo o maior aumento de penetração global (1%) do que qualquer marca. Isso se deveu ao aumento em nove de seus 10 maiores mercados, sendo que, em dois deles, Índia e Filipinas, a marca ganhou pontos de penetração de +3,3% e +3,2%, respectivamente.

De acordo com Benjamin Cawthray, Global Thought Leadership Director da Divisão Worldpanel da Kantar, “a 10ª edição do relatório fornece três verdades fundamentais sobre como compramos produtos de consumo massivo: o número de marcas que os compradores adquirem permaneceu consistente ao longo da década, com as famílias escolhendo apenas 55 delas; aumentar a taxa de penetração na vida das famílias é a melhor maneira de crescer e a única forma de fazê-lo consistentemente ano após ano; e por último, o sucesso para marcas pequenas significa aumentar a penetração doméstica em 0,5% ao ano, e para marcas mais estabelecidas 1,5%. No entanto, o crescimento consistente é muito difícil de alcançar. Das 50 marcas globais mais escolhidas, apenas duas conseguiram tal feito em cada um dos 10 anos em que produzimos o relatório. Por isso, parabéns para Dove e Vim, da Unilever”.

Destaques de desempenho

Em 2021, as famílias em todo o mundo fizeram 416 bilhões de escolhas de marcas, crescendo 1,4% em relação a 2020. As 10 principais marcas globais representaram 7,4% de todas as compras (crescendo 3,2% ano a ano), enquanto as 50 principais marcas globais representaram 17,2% (crescimento de 1,8% ano a ano). Close-Up e Cheetos são as marcas mais recentes a se juntar ao clube ‘um bilhão’, sendo compradas mais de um bilhão de vezes no ano. 28 marcas já atingiram esse marco, contra 16 em 2012.

“As maiores marcas continuaram a mostrar sua força e resiliência em 2021, superando o restante do mercado de consumo massivo. Este também não é um caso isolado. Na última década, eles aumentaram seu alcance global em 11%, em comparação com 8% para o Top 50 como um todo. Para se tornar uma potência global as marcas precisam atingir alguns objetivos cada vez mais difíceis. É necessária uma taxa de penetração global de pelo menos 30% para se juntar às 10 principais marcas globais, juntamente com uma frequência de compra de pelo menos seis vezes por ano.”, conclui Guillaume Bacuvier, CEO da divisão Worldpanel da Kantar.

Fonte: Asserj

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ESG

Nestlé muda as regras de distribuição de bônus para a liderança

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

São mais de cem iniciativas em andamento que incluem desde matérias-primas, operações, destinação de resíduos, distribuição e reciclagem

A Nestlé passará, a partir deste ano, a atrelar a remuneração variável de toda a sua liderança ao cumprimento de metas de redução das emissões de carbono. A iniciativa vai considerar os resultados obtidos em mais de cem projetos em andamento ou em fase de implementação para toda a cadeia de valor. Cerca de 2 mil colaboradores em todo o Brasil serão impactados pela medida e terão parte da remuneração variável relacionada ao atingimento do target definido para a companhia no país.  

A medida está alinhada ao compromisso global de reduzir pela metade as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050, bem como com as metas estabelecidas para o mercado brasileiro para serem cumpridas em três anos. São elas: obter 30% das principais matérias-primas por meio de práticas regenerativas; reciclar o equivalente a todo o plástico colocado no mercado brasileiro; e conservar 300 mil hectares na Amazônia, gerando renda e promovendo educação para 4 mil pessoas.  

“É um passo concreto que demonstra o compromisso com a evolução da nossa jornada de sustentabilidade de ponta a ponta na cadeia de valor. Essa decisão também nos coloca como um player importante dentro do ecossistema para ajudar a acelerar ações de transformação junto aos nossos fornecedores”, afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.   

Agricultura regenerativa, matérias-primas sustentáveis, melhorias de processos e eficiência em fábricas, logística, embalagens, reciclagem e destinação de resíduos estão entre as áreas responsáveis pelos projetos estabelecidos para a cadeia de valor com o objetivo de promover a redução da emissão de carbono. A evolução da meta para cada um dos projetos é acompanhada mensalmente pelo Comitê de Sustentabilidade, formado pelo presidente da empresa, diretores das áreas relacionadas e equipes técnicas, e passará por auditorias periódicas para a mensuração dos resultados.   

A decisão de incluir metas de sustentabilidade na remuneração variável é global e envolve todos os mercados nos quais a Nestlé atua, respeitando o peso da operação e os projetos em desenvolvimento em cada um deles. 

Fonte: Bússola, Exame

30 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

M-commerce só cresce no Brasil

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Varejista deve direcionar o site ou aplicativo para essa ferramenta. Entenda os motivos

Estudo da FGV mostra que há 242 milhões de smartphones em uso no país, ou seja , 1,1 aparelho por habitante, ou 113% da população. Neste sentido, o Brasil está acima da média mundial de 91% da população, mas ainda abaixo dos 136% registrados nos Estados Unidos.

Para cada televisor foram vendidos 3,1 smartphones no mercado brasileiro, no ano passado. 

Os dados fazem parte da 33ª Pesquisa do Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas elaborada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia).

Diante desses números, dois outros institutos concluíram que 81% dos consumidores brasileiros fizeram ao menos uma compra via app ou site pelo celular nos últimos 30 dias, ou seja, via mobile-commerce, pelo celular.

A Mobile Time e a Opinion Box realizaram uma pesquisa que, entre os tópicos, abordava o uso dos smartphones na compra online.

Outra boa notícia é que, dos respondentes, 93% disseram que já experimentaram comprar via smartphone alguma vez na vida. Além disso, 83% disseram comprar atualmente via smartphone mais do que seis meses atrás. Portanto, se você por acaso ainda tem dúvida em criar um aplicativo para o seu e-commerce, saiba que 23% dessas pessoas compram mais de uma vez por semana via apps. Outro ponto interessante da pesquisa é que atualmente os aplicativos de mensageria também se tornaram canais de compras muito promissores.

Compras por aplicativos conversacionais

Portanto, muitas marcas estão usufruindo do recurso de compra dos aplicativos para fornecer seus produtos (o já conhecido “comércio conversacional”). WhatsApp e Instagram, por exemplo, se tornaram ótimas ferramentas de vendas por parte das empresas. Apenas como comparativo, 64% dos brasileiros com smartphone já fizeram compras pelo WhatsApp. No mesmo levantamento, ficou registrado que 46% usam o Instagram para comprar, enquanto 31% compram pelo app conversacional do Messenger (Facebook).

Satisfação do consumidor do m-commerce

Outro ponto relevante é que 92% dos consumidores móveis brasileiros estão satisfeitos com a experiência de m-commerce. Ou seja, em uma escala de 1 a 5 para a satisfação com o serviço, as notas oscilam entre 4 e 5. Uma curiosidade: o que o brasileiro mais aprecia em um app de m-commerce são os descontos. Afinal, essa foi a preferência de de 60% dos consumidores móveis brasileiros!

A base pesquisada, neste caso, possui 1.897 brasileiros que já compraram via app ou site pelo smartphone.

Esse item, aliás, foi incluído pela primeira vez na lista de opções de resposta nesta pesquisa. Em seguida estão o cashback, com 52%, e entrega no mesmo dia, com 32% — a pergunta permitia mais de uma resposta. Outra novidade é que pela primeira vez o Pix ultrapassou o boleto bancário na preferência do brasileiro entre os meios de pagamento dentro de apps, indicado por 16% dos consumidores móveis. Apesar disso, o preferido continua sendo o cartão de crédito (67%). No caso do boleto, a escolha caiu para a quarta posição, com 7%, atrás das carteiras digitais (9%).

Fonte: Giuliano Gonçalves, E-commerce Brasil

28 de maio de 2022 0 Comentários
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ESG

Herdeiros verdes redirecionam os negócios com foco na agenda ESG

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Conheça como as gerações mais jovens têm feito, na prática, nas empresas familiares

A mudança geracional no comando de empresas familiares brasileiras tem sido acompanhada de uma reorientação para a sustentabilidade. Os “herdeiros verdes”, na faixa dos 30 a 40 anos, estão assumindo postos de comando ou criando novos negócios a partir dos que herdaram já conscientes da necessidade de destacar pautas ambientais e práticas sustentáveis.

Adotar ações em prol do combate às mudanças climáticas é visto como uma responsabilidade por 72% dos herdeiros de empresas familiares brasileiras, segundo levantamento inédito da consultoria PwC.

A pesquisa, que ouviu 1.306 negócios no mundo, indica que, a missão é levada mais a sério entre no Brasil que em outros países: globalmente, 47% dos sucessores se enxergam responsáveis nesse mesmo sentido.

As sucessões ajudam as empresas a incluírem políticas ambientais, sociais e de governança corporativa (resumidas na sigla ESG, em inglês) no cotidiano como uma necessidade para a sobrevivência dos negócios, mas também como uma forma de ampliar mercados e margens de lucro, avaliam alguns desses novos líderes. Afinal, são temas cada vez mais caros a investidores e consumidores.

O desafio, contam eles, é aprender a lidar com a complexidade de demandas e processos decorrentes dessas mudanças — que podem ajudar a conter, por exemplo, o desmatamento e os maus-tratos a animais. Isso pode significar romper com o estilo de administração das gerações anteriores.

Agricultura regenerativa

O paulista Felipe Vilella, de 29 anos, viu a citricultura focada em laranja e limão-taiti que o bisavô uruguaio mantinha em Limeira (SP) se descontinuar. Apesar do carinho pela plantação, nenhum dos descendentes conseguiu criar uma estratégia para manter o negócio.

Para tentar resgatar a tradição familiar, há quatro anos Felipe se tornou cofundador da reNature, com foco na agricultura regenerativa.

— O modelo que meu bisavô utilizava para o plantio era de monocultura. Hoje, tenho espécies que são cultivadas para fazer a cobertura do solo e que se tornam matéria orgânica para torná-lo mais fértil. O novo desenho do negócio mostra que as práticas sustentáveis são, sim, economicamente viáveis — diz Vilella.

Idealizada em Amsterdã, capital da Holanda, onde ele morou dez anos atrás, a reNature também atua no Brasil e chega a lucrar anualmente R$ 5 milhões. Além da produção, as atividades incluem consultoria para grandes marcas, como Nespresso, Unilever e Danone — todas em busca de melhores práticas no manejo agrícola.

— O mundo está muito turbulento diante das mudanças climáticas, da pandemia e de outros fatores. Por isso, os novos líderes precisam desenvolver seus próprios planos para manter o crescimento necessário e estarem atentos às práticas ESG. Os jovens têm papel importante e precisam encontrar o próprio espaço para fazer acontecer dentro do meio familiar, sem medo de seguir caminhos diferentes — diz Helena Rocha, sócia da PwC Brasil.

A carioca Amanda Pinto, de 31 anos, começou em 2013 a virar a chave da Mantiqueira, produtora de ovos fundada pelo pai, Leandro Pinto, no interior de Minas Gerais em 1989. Aos 22 anos, após cursar Administração, abandonou um emprego para se dedicar ao negócio da família.

Criou o setor de marketing para abrir ao público detalhes sobre a maior produção de ovos da América do Sul, com 11,5 milhões de galinhas e atuação também voltada para agropecuária. Aos 30, ela fundou a foodtech N.ovo para produzir alimentos à base de vegetais, incluindo os que imitam ovos e frango, como um braço da empresa do pai.

— Na primeira reunião sobre a N.ovo, fiquei assustado, mas meu sócio foi o primeiro a apoiar a Amanda. Depois, passei a sonhar junto com ela. Quando comecei o meu negócio, não tinha esse olhar para a sustentabilidade — relembra Leandro, de 54 anos.

Ele ainda revela que chegou ser alertado pelo Ministério Público (MP) sobre a necessidade de aprimorar a destinação do esterco produzido nas granjas, hoje transformado em fertilizante:

— Minha visão sobre essas práticas foi mudando com os filhos e as novidades propostas pelas novas gerações.

O que motivou Amanda a criar a N.ovo foi a alta demanda crescente de consumidores por produtos “amigos do meio ambiente”. Em 2019, ela já tinha convencido os conselheiros da Mantiqueira a investir na criação de aves em granjas livres de gaiolas. Assim, a empresa já “libertou” mais de um milhão de galinhas e, até 2025, pretende ampliar a marca para 2,5 milhões — em um aceno para clientes e investidores que buscam produtos de origem animal e livres de maus tratos.

— Vi conselheiro cochilando e até fazendo piada de mim nas vezes em que levava ideias sustentáveis para reuniões corporativas. Mas, conforme fui demonstrando meus pontos com pesquisas e dados de mercado, muitos entenderam que aquela era uma demanda real — conta Amanda, relembrando seu principal argumento: — Se a gente não saísse na frente, seríamos uma nova Kodak (a empresa de fotografia analógica que perdeu mercado com a popularização das câmeras digitais).

Reinvenção do negócio

É legítimo, e até mesmo necessário, o temor de perder espaço no mercado. O levantamento mais recente da PwC mostra que, enquanto 75% dos herdeiros acreditam que suas empresas podem ser capazes de liderar o mercado quando o assunto é sustentabilidade, só 35% dos que responderam à pesquisa já estão inseridos na ampliação de investimentos nessa área pelos negócios familiares.

Professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC) nas áreas de governança corporativa e sucessões, há 30 anos Jairo Gudis auxilia herdeiros que assumem posições de comando. Segundo ele, falta estratégia na maior parte das empresas:

— Poucas empresas têm um planejamento estratégico e sabem onde querem chegar. A passagem de bastão faz com que os negócios deixem de ser de um só dono e passem a um processo decisório compartilhado. Sem estratégia, pode haver um hiato no crescimento e as empresas acabarem ameaçadas, principalmente quando não conseguem observar questões sociais, ambientais e de governança.

Especializada em Direito Ambiental, a advogada Ana Luci Grizzi alerta que as empresas podem acabar criando um discurso de preservação da natureza que não se aplica na prática do negócio ou que seja simplesmente o cumprimento das legislações, criando situações de greenwashing (quando anunciam medidas positivas, ligadas à agenda verde, que nunca saem do papel) ou rainbow washing (caso semelhante, porém ligado a atitudes sociais).

— Empresas precisam seguir as normas ambientais vigentes, as quais se aplicam independentemente do posicionamento delas. A mesma lógica vale para o cumprimento de normas trabalhistas, de saúde e segurança, de direito do consumidor e direitos humanos, que também se aplicam independentemente de posicionamento — pontua Ana Luci.

O empenho dos herdeiros e das empresas responde, de fato, a uma demanda do público, segundo pesquisa da consultoria Opinion Box, realizada com 2,2 mil pessoas em 2021: 63% afirmaram que dão preferência a marcas reconhecidas por cuidarem do meio ambiente.

É a essa parcela majoritária dos consumidores que se volta Tobias Chanan, de 45 anos, fundador da Urban Farmcy, que produz hambúrgueres de origem vegetal desde o ano passado. Inspirado pela veia empreendedora da família, que foi dona de uma confecção gaúcha, Chanan comandou a gigante de cosméticos The Body Shop e, agora, trilha um novo caminho.

— As práticas sustentáveis geram grande valor para as empresas e ajudam na produtividade, na qualidade de entrega, no engajamento do consumidor e nas alianças com outros negócios que têm o mesmo posicionamento — diz o empresário, que aponta obstáculos no caminho. — As demandas socioambientais deixam o negócio mais desafiador, inclusive porque a legislação em vigor não foi feita para impulsionar empresas que nascem com essa filosofia.

Fonte: João Paulo Saconi, O Globo

28 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Saiba lucrar com o “up” no visual

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Clientes buscam alternativas e dão o famoso jeitinho brasileiro para se cuidar, sem comprometer a renda

A volta aos escritórios, a retomada de eventos e do convívio social pós-pandemia têm levado a uma busca por um up no visual. Com a maior demanda, crescem também os preços, exigindo criatividade das brasileiras na hora de usar o esmalte ou o batom.

No acumulado dos últimos 12 meses até maio, o preço do esmalte, por exemplo, subiu 10,59%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), acima da inflação no período. Além de mais gente comprando frascos para pintar as unhas, insumos químicos usados como matéria-prima para produtos de beleza ficaram mais caros com a alta do preço do petróleo.

— Algumas resinas são retiradas do petróleo e outros produtos químicos que subiram de preço no mercado internacional. O esmalte não é um bem tão essencial quanto os outros derivados (como gasolina), não vai subir tanto, mas vai acompanhar a inflação — explica André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Ibre/FGV.

De acordo com a FGV, a gasolina, que sofre impacto mais direto da escalada da cotação da commodity, subiu 29,2% em 12 meses. O GNV ficou 46,8% mais caro. O preço do petróleo tem sido impacto pela guerra na Ucrânia, pois a Rússia é um importante produtor.

No mundo da beleza, a saída tem sido improvisar. Ganham destaque no look modelitos que economizam no esmalte ou aproveitam ao máximo cada frasco do produto. Funcionária da Comlurb e designer de unha nas horas vagas, Luana Barros explica as estratégias para agradar a clientela sem comprometer sua renda:

— A técnica esfumada pinta só metade da unha e fica lindo, mas gasta menos esmalte. Aí fica mais barato. A “teia de aranha” também economiza e as clientes ficam satisfeitas.

Vendas de cosméticos crescem

Mesmo com os preços em alta, a demanda por cosméticos não dá sinais de diminuir. Para Jean Paul Rebetez, sócio da consultoria de varejo Gouvêa, o momento que o Brasil vive em relação à pandemia é favorável para a área de cosméticos, beleza e saúde, pois há um movimento de retorno à vida social.

— O consumidor está mais na rua, fora de casa. Com isso, vem toda essa indústria junto que de uma certa maneira tem a ver com o autocuidado, sociabilidade e imagem das pessoas — diz o analista.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), no primeiro bimestre de 2022, a categoria de maquiagem apresentou crescimento de 10,3% de vendas, em comparação ao mesmo período de 2021. A associação avalia que um dos reflexos que impulsionam o desempenho positivo é a retomada do contato social e a flexibilização do uso de máscaras.

Alex Almeida, dono de lojas de produtos de beleza no Mercadão de Madureira, polo de comércio popular na Zona Norte do Rio, diz que a procura por maquiagem cresceu 30% desde o início deste ano, com destaque para produtos para os olhos.

— Na pandemia, ficou em alta a extensão dos cílios, já que as máscaras cobriam parte do rosto. E a moda ficou — conta.

Para driblar a alta de custos, Almeida substituiu alguns fornecedores e tenta manter os preços para os clientes. Ainda assim, uma paleta de sombras de uma marca nacional que em 2019 custava R$ 4,50 no atacado e R$ 6 no varejo hoje fica por R$ 10 e R$ 12, respectivamente – ou seja, o dobro do preço.

Efeitos do aumento

Para muitos, o preço mais alto significou perda de clientes. Raquel Vital, que trabalha em um salão em Guaratiba e é especializada em alongamentos, sentiu o baque após ter subido seus preços.

— Infelizmente, não tenho outra opção. Não adianta baixar o valor, porque a gente vai usar a mesma quantidade de produto. Para que os alongamentos fiquem realistas, preciso usar produtos importados, que são caros — conta.

A manicure Sandra Maria Bento sentiu na ponta do lápis o aumento dos preços:

— Por muitos anos, o esmalte custava R$ 1,50, e eu amolava alicate a R$ 2,50. Agora, o esmalte custa R$ 5,00 e para amolar é R$ 10,00.

Faça você mesma

Ana Paula Ribeiro, que trabalha em uma loja de cosméticos no Centro do Rio, observa outro fenômeno da beleza que foi herdado da pandemia: o aumento da procura por produtos de beleza usados para fazer procedimentos em casa.

— Algumas mulheres aprenderam a fazer sozinhas alguns procedimentos que tinham costume de fazer no salão de beleza. Temos vendido muitos itens de progressiva, botox capilar, drenagem linfática e unhas — relata.

Uma dessas mulheres é Nathália Leal, de 25 anos. A jornalista tinha o hábito de fazer alongamento em gel nas unhas a cada 15 dias com uma manicure, que interrompeu o atendimento na pandemia.

Com mais tempo livre, ela decidiu que aprenderia, com tutoriais na internet, a fazer as unhas sozinha, e comprou um kit de alongamento completo:

— Mesmo com os salões abertos, continuei fazendo sozinha, porque sai mais barato. Não quero gastar entre R$ 80 e R$ 100 reais a cada 15 dias com a manutenção das unhas. Tomei gosto e, hoje, além de fazer as unhas de algumas amigas, também aprendi a cortar meu cabelo e fazer as minhas sobrancelhas.

Fonte: Camilla Alcântara, O Globo

28 de maio de 2022 0 Comentários
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IndústriaVarejo

Sonho de consumo do público masculino vai elevar o faturamento

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Lançamento de produto feito em Manaus deve aguçar ainda mais o segmento que faturou R$ 2,7 bi em 2021

“Vamos parar de fazer lâminas de barbear quando não pudermos continuar melhorando.” A frase de King Camp Gillette, fundador da marca Gillette em 1901, é seguida à risca até hoje, mais de 120 anos depois. São lançados dez novos produtos por ano, em média.

O mais recente deles, que acaba de chegar ao mercado, é o Gillette Derma Proteção, o primeiro aparelho de barbear descartável desenvolvido para combater pelos encravados. Foi desenvolvido no Brasil, especialmente para o consumidor brasileiro, mas será comercializado também em mercados internacionais.

Apesar das dezenas de novidades ao longo dos últimos 15 anos, a Gillette trata o produto como a maior inovação da categoria de aparelhos de barbear descartáveis desde 2007, quando foi lançada a linha Prestobarba3, o primeiro três lâminas.

Como estratégia de negócio, o Derma Proteção deve incrementar a receita da marca no País, em um setor bilionário. Segundo dados da consultoria Nielsen, o segmento de lâminas de barbear faturou R$ 2,7 bilhões em 2021.

Um nicho completamente dominado pela Gillette, que detém 80% de market share. Ainda assim, a marca pretende avançar. “Metade das vendas são de produtos que tem abordagem de sensibilidade da pele. Mas em descartáveis são 25%. Temos uma oportunidade de negócio. Com esse lançamento, queremos equilibrar esse balanço”, disse Luis Siqueira, diretor sênior de Marketing de Gillette Brasil, mas pode chamá-lo de comandante da operação brasileira da empresa adquirida pela P&G em 2005 pela bagatela de US$ 57 bilhões.

Foram dois anos de desenvolvimento do novo produto, produzido na fábrica de Manaus, uma das maiores de Gillette no mundo. São duas lâminas e uma barreira protetora no meio delas, que corta o pelo um pouco acima da pele.

A promessa é resolver o problema de irritação, reclamação de 61% dos homens brasileiros, de acordo com pesquisa interna da marca. Durante as sondagens, constatou-se ainda que 85% dos homens negros afirmaram ter pelos encravados e 44% disseram sofrer com irritação moderada ou severa, que já são tratadas no âmbito dermatológico.

Além da tecnologia inovadora, a Gillette também desbrava outros campos com o Derma Proteção. Pela primeira vez traz um retrato de um homem negro nos materiais publicitários, inclusive na embalagem, que também tem todas as informações sobre o produto escritas em português.

E vai colocar sua expertise de comunicação com o consumidor para disseminar o aparelho. Uma das poucas marcas presentes em todos os 5.570 municípios do País, investe muito nos pontos de venda.

Afinal, a compra de lâmina de barbear é por impulso. “O consumidor vê o produto na gôndola do mercado, na farmácia, na padaria ou mesmo na banca de jornal, e lembra que precisa”, disse o executivo.

Dentro desses estabelecimentos também há um plano para dar visibilidade aos produtos Gillette, que precisam estar bem-posicionados. O corredor do check out é indispensável. “Se achar algum lugar que não tem, me liga porque está errado”, disse Siqueira, ao destacar que as vendas de descartáveis da Gillette cresceram 5% em 2021, enquanto a categoria no geral cresceu 1%.

E como ficam os 50% do público masculino que têm algum tipo de barba? Nesse caso, a aposta é na maquininha portátil Styler, com quatro níveis de corte e possibilidade de acoplar o barbeador à carga de lâminas da linha Fusion. “O mercado brasileiro é gigantesco e precisamos ter produtos para todos os perfis”, afirmou Siqueira, dando continuidade à centenária ideologia de King Camp Gillette.

Fonte: Beto Silva, Isto É Dinheiro

28 de maio de 2022 0 Comentários
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