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ESG

ESG depende de padrões globais para avançar entre as corporações

De Administrador SH 2 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Maior desafio está na definição de parâmetros para a divulgação de dados, diz KPMG 

Um dos pilares da sustentabilidade corporativa é a transparência. A parametrização de indicadores e informações sobre questões ESG (social, ambiental e de governança corporativa) é, contudo, importante para as empresas avançarem no tema e organizarem a divulgação do que estão fazendo. Além de ser, claro, primordial para a boa governança. Com o avanço da discussão sobre padrões globais de contabilidade para práticas ESG, as empresas devem ser cada vez mais pressionadas para adotar, medir e divulgar suas estratégias, atividades, riscos e impactos socioambientais.

Em meados do mês de fevereiro, a IFRS Foundation, organização internacional que dita as normas para a divulgação de demonstrações financeiras usadas em diversos países, incluindo o Brasil, citou a pretensão de, nos próximos meses, divulgar os primeiros rascunhos das novas do IFRS ESG, que ditarão a divulgação de informações sobre os riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade das empresas. Isso depende de ter ao menos oito pessoas dos 14 membros previstos no conselho anunciado em novembro do ano passado durante a COP26 em Glasglow, o International Sustainability Standards Board (ISSB), responsável por dar a palavra final no assunto. Dois nomes já foram anunciados – o do presidente e vice do conselho – e a previsão é ter o quadro completo até o final de setembro.

“Há uma forte demanda das partes interessadas para que o ISSB publique os requisitos finais em tempo hábil com base no protótipo sobre clima e nos requisitos gerais de divulgação de sustentabilidade também publicados na COP26, sujeito ao processo adequado”, pontua o órgão (IFRS Foundation) na notícia.

Essa sinalização de urgência e a própria intenção da fundação de chegar a um consenso na parametrização dos dados ESG é vista com bons olhos por Sebastian Yoshizato Soares, sócio-líder de Governança da KPMG no Brasil e membro do Ibracon (Instituto de Auditoria Independente do Brasil). Em evento da Convenção dos Profissionais da Contabilidade do Estado de São Paulo (Convecon) recente, Soares pontuou que as novas normas podem aumentar a pressão não apenas para empresas de grande porte e exportadoras, mas também para as menores passarem a se preocupar com suas ações.

“É um ledo engano achar que os aspectos ESG só recaem sobre as grandes corporações. Cada vez mais as grandes organizações vão fazer pressão em toda a sua cadeia de suprimentos para que fornecedores também meçam e reportem essas informações. Elas vão querer saber qual o nível de aderência ESG para continuar a trabalhar com aquele fornecedor. Vai ser em graus de impacto diferentes, mas essa exigência vai atingir a todas as empresas”, afirma.

Hoje, algumas empresas já rastreiam práticas de sua cadeia, como as grandes do setor agropecuário e de papel e celulose, além de exportadoras que se deparam cada vez com mais restrições de acesso ao comércio internacional para quem não é sustentável. Cada vez mais elas serão cobradas para reportar essas informações, o que hoje é obrigatório apenas para as empresas de capital aberto ou que participam do sistema financeiro nacional.

Em setembro, o Banco Central impôs novas regras sobre riscos sociais, ambientais e climáticos para instituições financeiras, entre elas, a gestão e divulgação de informações sobre riscos e oportunidades relacionadas a ESG. Em dezembro, foi a vez da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicar uma nova instrução  (CVM 480) sobre o que precisa constar no formulário de referência das empresas de capital aberto, cobrando mais detalhes sobre práticas ESG interna e externamente.

Mas Soares acredita que isso vai avançar sobre outras companhias logo. Para o executivo, todas as empresas, independentemente do tamanho e setor, terão que, em breve, mensurar, analisar e reportar informações sobre sua atuação em prol da sustentabilidade e impacto socioambiental.

“Se eu tenho uma rede de supermercado no interior do Brasil com funcionários terceirizados, como segurança e profissional da limpeza, e algum deles eventualmente entrar em uma questão discriminatória, vou ter um problema na comunidade. Como você vai lidar? Se você não tem uma política de como lidar com questões raciais e outras formas de discriminatória, vou ter um problema na comunidade. Como você vai lidar? Se você não tem uma política de como lidar com questões raciais e outras formas de discriminação e não dar treinamento para toda a cadeia, corre o risco de ter problemas com a marca e reputação”, dá o exemplo para ilustrar que o tema independe de porte. “É preciso garantir que um nível mínimo de aderência para ESG meu fornecedor tenha”, completa.

Informações dispersas

O grande obstáculo hoje no avanço da temática ESG na contabilidade é a falta de parametrização. “Hoje diversas empresas fazem prestação de contas para seus stakeholders de formas diferentes e, acredito que elas vão convergir para um modelo único”, lembra.

Ele explica que, na prática, as empresas que buscam um diálogo e transparência nos assuntos ESG fazem isso por meio do relatório de sustentabilidade, que é voluntário. E cada uma se vale de uma parametrização que acha relevante – e às vezes mais de uma –, como a detalhada por Global Reporting Initiative (GRI), Task Force on Climate-related Financial Disclosures (TCFD), Climate Disclosure Standards Board (CDSB), Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e International Integrated Reporting Council (IIRC).

Com isso, a confusão está posta para quem usa essas informações para tomar decisões de investimento, como investidores institucionais e estrangeiros, e negócios, como o próprio setor financeiro, que já exige algum grau de transparência com relação a riscos atrelados ao impacto socioambiental das companhias que buscam crédito.

Outro desafio das empresas na divulgação da agenda sustentável é a definição da matriz de materialidade, ferramenta usada pelas empresas para elencar as prioridades de diversas áreas dentro de ESG. Segundo Soares, é o casamento entre o propósito e impacto da empresa no mundo e onde precisa ser mais responsável.

“Existe um equívoco em achar que temos que endereçar todas as questões ambientais e sociais de uma vez. A jornada sustentável passa pela organização fazer uma revisitação no seu propósito; não o slogan comercial, mas o porquê de a empresa existir, qual problema da sociedade e planeta ela endereça. Uma vez revisitado e redefinido o propósito, a companhia precisa analisar sua estratégia de gestão e risco, incorporando aspectos ESG. Isso passa por definir itens materiais que vão ser olhados e cobrados, ou seja, a matriz de materialidade”, diz.

Para Renato Postal, moderador do painel da Convecon, sócio da PWC e membro do Risk & Quality Brasil no âmbito de IFRS, a padronização internacional vai facilitar a adaptação das empresas para uma realidade de mais transparência na temática sustentável. “O IFRS e o ISSB têm credibilidade e competência suficientes. O que não pode é ter um local com medida em metros, outro em pés e outro em milhas e tentar que sejam comparáveis. É importante ter alguém que faça um só parâmetro, que traga alinhamento de partida nessa área”, comenta.

A ideia do ISSB é justamente ser um aglutinador de iniciativas que hoje e propõe a parametrizar indicadores ESG. Por isso, a criação do conselho: espera-se chegar a um consenso. Por isso, a entidade contábil abriu o diálogo com organizações como CDSB, TCFD, Value Reporting Foundation (VRF), International Accounting Standards Board (IASB) e Fórum Econômico Mundial. A Organização Internacional das Comissões de Valores (Iosco), conhecida como CVM das CVMs, já endossou a medida e quer incentivar os membros se achar os futuros padrões práticos e eficazes.

A ideia do grupo é chegar a um “protótipo” de uma norma que deverá ser transformada, após consulta pública à comunidade de investidores, em definitiva até 2022 para todo mundo que adote o IFRS. É nisso que os membros que estão sendo anunciados este ano se debruçarão.

Postal afirma que, para a contabilidade, é uma mudança total no escopo de trabalho. “Quando abordamos ESG na contabilidade, não estamos falando de análise de dados históricos, mas divulgações sobre o futuro, previsões sobre riscos hipotéticos e mensuração disso tudo”, comenta. “O desafio é ter processos e controles que tragam informações suficientes e confiáveis para fazer o trabalho de divulgação e auditoria”, comenta.

Por isso, ele acredita que é preciso uma adaptação dos próprios contadores e auditores para não se tornarem obsoletos, e, eventualmente, parcerias com outros tipos de profissionais, especializados nos temas sociais e ambientais.

O recado dos dois profissionais para a audiência de contadores e auditores é direto: estudem o assunto se quiser continuarem profissionais relevantes nos próximos anos. “Tem que ter o mínimo de conhecimento para ter uma conversa de alto nível com o cliente. Assim como em 2010 tivemos que estudar sobre novas regulações do mercado financeiro, agora precisamos nos debruçar sobre o ESG”, diz Soares.

Fonte: Por Naiara Bertão, Valor

2 de março de 2022 0 Comentários
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Varejo

Expansão de 4 redes movimenta mercado com centenas de empregos

De Administrador SH 2 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Inaugurações vão acontecer na região Sudeste do país

O setor de supermercados e atacados está aquecido e, com isso, algumas redes já planejam a abertura de novas unidades no Espírito Santo, o que, consequentemente, vai criar novos postos de trabalho.

As empresas que confirmaram a ampliação das unidades no estado já garantem pelo menos 1670 novos empregos, entre contratações para a operação das lojas e para as obras neste e nos próximos anos.

Um dos exemplos é a rede de supermercados Carone. De acordo com o proprietário, William Carone, 2 novas unidades já estão em obras. A primeira delas é em Jardim Camburi, Vitória e a outra em Campo Grande, Cariacica.

“Serão cerca de 500 oportunidades, quando as unidades entrarem em operação. Cada loja dessa vai criar em torno de 220 empregos diretos, mas há também a parte administrativa e o centro de distribuição, que dão mais empregos. Então acredito que as 2 lojas juntas darão no total 500 empregos”, afirmou William.

Além disso, outra loja está prevista para 2023. Somando as obras dessa terceira loja, a gente teria ainda este ano, em torno de 120 empregados na construção, o que totaliza 620 empregos, completou, citando que, com a obra finalizada, mais de 220 empregos seriam criados.

Outra rede que está em expansão no estado é a Casa Grande. As obras da nova unidade, que vai funcionar em Rio Marinho, Vila Velha, serão finalizadas ainda neste ano, mas sem data prevista. De acordo com a rede Casagrande, serão criados 250 empregos quando começar a funcionar. Vale lembrar que serão necessários 80 trabalhadores para as obras. No entanto, as contratações serão feitas pela construtora responsável.

O diretor de marketing da rede, Eduardo Casagrande, ainda citou investimentos fora do estado: “estamos com obras também, em Itamaraju, na Bahia.”

Maxxi atacado, a loja será inaugurada na reta da Penha, em Vitória, onde funcionava o antigo Walmart. As inscrições para as vagas, no entanto, já se encerrar. Foram ofertadas 120 vagas de empregos, entre elas, para as funções de auxiliar de estoque, repositor de loja, encarregado de perecíveis, encarregado de televendas e outras.

Outra unidade prevista para ser inaugurada até 2023 em Vitória é do atacarejo Assaí, que vai criar, ao todo, 500 vagas. Detalhes sobre localização da loja, forma de contratação não foram divulgados.

Fonte: Tribuna Online

2 de março de 2022 0 Comentários
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Varejo

Rede gaúcha investe R$ 5 mi e acelera obras de novo supermercado

De Administrador SH 2 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

O empreendimento contará com quatro andares e deve ser inaugurado no segundo semestre 

Novidades sobre a expansão do “esquilo”. A Companhia Zaffari está acelerando as obras para o supermercado que ficará na esquina da Avenida Lucas de Oliveira com a Rua Pedro Ivo, no bairro Mont Serrat. O projeto tem investimento de R$ 5,139 milhões e previsão de 320 empregos diretos e indiretos. No local, funcionou, até 2017, uma operação de varejo da bandeira Nacional.

Em nota, a empresa falou que “está acelerando suas obras para transformar a edificação existente e as novas áreas construídas para ampliação”. A previsão de conclusão e inauguração continua para o segundo semestre de 2022. As obras estão em um estágio já bem avançado, com estruturas levantadas e vários funcionários trabalhando no empreendimento. É possível ver que ao menos parte da construção antiga foi retirada.

Em 2021, informamos que a Cia Zaffari locou o prédio onde funcionava o Nacional e comprou um terreno vizinho, para poder ampliar a operação. Assim, o supermercado, que tinha cerca de 1,8 mil metros quadrados, terá agora 2,48 mil metros quadrados.

Ao todo, o empreendimento terá quatro pavimentos. No subsolo, haverá estacionamento e espaço para duas lojas. No primeiro andar, ficará o supermercado e demais lojas. O segundo e terceiro andar serão reservados para uma área administrativa. O projeto inclui geração de energia solar, captação de água da chuva e telhado verde.

Ainda de acordo com a empresa, “o empreendimento terá a arquitetura e layout dentro dos padrões utilizados nas últimas unidades da empresa dedicadas ao varejo de proximidade”. Um exemplo dessa nova arquitetura é a operação que o Zaffari abriu na Avenida Panamericana, zona norte de Porto Alegre. O local, aliás, também pertenceu ao Nacional.

E ainda falando sobre operações do Zaffari que irão assumir pontos que eram do Nacional, há um projeto para construção de supermercado, centro comercial e torres residenciais na rua Carazinho, onde funcionou até o final do ano passado o Nacional da Praça da Encol.

Leia nota do Zaffari na íntegra: 

“O novo Zaffari da Av. Lucas de Oliveira, na esquina com a Rua Pedro Ivo, está acelerando suas obras para transformar a edificação existente e as novas áreas construídas para ampliação. O empreendimento terá a arquitetura e layout dentro dos padrões utilizados nas últimas unidades da empresa dedicadas ao varejo de proximidade. A previsão de conclusão e inauguração continua para o segundo semestre de 2022. “

Fonte:  Daniel Giussani e Giane Guerra, GZH

2 de março de 2022 0 Comentários
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Varejo

Consumo de orgânicos e sustentáveis dispara na pandemia

De Administrador SH 2 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Interesse dos clientes por alimentos saudáveis com rastreabilidade é maior, revela pesquisa

A sustentabilidade ambiental é uma questão cada vez mais importante em todas as escalas da economia global. Em 2021, o Brasil perdeu milhões de investimentos internacionais devido ao desmatamento ilegal da Amazônia. Seguindo o raciocínio dos grandes bancos, o consumidor brasileiro vem preferindo produtos que protejam o meio ambiente de alguma forma. Pode ser com uma embalagem reciclável, produzindo menos lixo; pela característica biodegradável para não poluir as águas; com processos de fabricação que não envolvam testes com animais, entre outras possibilidades. O consumidor está mais preocupado com a sustentabilidade.

Essa é a constatação da Similarweb, empresa de inteligência do mercado global, que a pedido da ISTOÉ analisou o comportamento do consumidor brasileiro no último ano, referente às tendências sustentáveis mais em voga, como veganismo, alimentos e bebidas orgânicos e cruelty free (em inglês, livres de crueldade, ou seja, não testados em animais). “A forma de consumir mudou”, diz Juliana Junkes, diretora de vendas da companhia. A categoria que apresentou maior procura na Internet foi a de beleza e cosméticos, que subiu 36,67% em comparação ao ano anterior. Saúde aparece em segundo lugar, com 11,15% de aumento, e em terceiro, acesso às informações e à mídia, com 5,17%. Por dia, a Similarweb monitora mais de 4,7 milhões de aplicativos e 100 milhões de sites em 190 países.

“Há uma grande tendência em substituir alimentos comuns do cotidiano por opções veganas”, diz Juliana. Nesse sentido, dois itens se destacam: iogurtes e whey protein (suplemento alimentar). Os orgânicos também atraíram mais o interesse do público em geral. Esse comportamento refletiu-se diretamente no comércio varejista. “O consumo de produtos orgânicos subiu 32%, em 2021. Hoje, a rede tem 600 itens desse tipo cadastrados, 10% a mais do que em 2020”, conta Laura Reis, consultora de desenvolvimento comercial da Hortifruti Natural da Terra, rede com 80 lojas. “A missão é oferecer estilo de vida sustentável e fresco.”

Todos os produtos da loja levam as informações dos produtores — possuem a chamada rastreabilidade. “Colocamos até a foto deles na embalagem”, conta Laura, que tem entre os fornecedores agricultores familiares com os quais negocia diretamente. A meta é diminuir a diferença de preço entre orgânico e convencional. Em média, os produtos sem agrotóxicos são 10% mais caros. Já conseguimos equiparar o preço da banana, porque temos nove produtores exclusivos. Vamos fazer o mesmo com o morango.”

“O preço é uma das barreiras para o consumo sustentável”, explica Juliana, da Similarwebs. De fato, nem todo mundo está disposto ou pode pagar mais. Esse é o caso da administradora Silvia do Amaral, de 70 anos, mãe de três filhos. “Acho caro e não consigo perceber diferença no gosto do alimento com ou sem agrotóxico”, ela afirma. Apesar de não ser adepta do orgânico, Silvia pratica regras sustentáveis na hora das compras. Ela não coloca as frutas e as verduras em sacos plásticos e não compra detergente porque polui — são poucas as marcas biodegradáveis e as que estão no mercado custam dez vezes mais que o produto mais popular. Ela conta que aprendeu tudo isso com o filho, de 40 anos, fisioterapeuta, que deixou a cidade de São Paulo para morar com a família em um sítio em Lima Duarte, pequena cidade do sul de Minas Gerais.

De acordo com a Organis, empresa de promoção do setor, os orgânicos cresceram 106% nos últimos cinco anos. A maior parcela dos consumidores, 36%, tem de 34 a 45 anos. Apenas 3% das mulheres com 70 anos ou mais compram orgânicos. Segundo Mirella Gomieiro, diretora executiva de recursos humanos, tecnologia e sustentabilidade do Pão de Açúcar, há muitas dúvidas sobre as definições de produtos sustentáveis. “Atuamos em várias frente para informar.”

Com isso, o consumidor vem aprendendo mais sobre sustentabilidade, tanto com os meios de comunicação como com os professores. “As novas gerações estão ainda mais engajadas e valorizam o tema, que inspira grandes movimentos de mudança nos hábitos cotidianos”, diz Benjamin Rosenthal, especialista em cultura e consumo da Fundação Getulio Vargas. Ele se refere às campanhas pelo uso prolongado das roupas na moda, da alimentação saudável e do uso consciente dos recursos naturais, por exemplo. Talvez seja por tudo isso que a modelo Quetura Marques, de 31 anos, não abra mão do frango orgânico. “Sei a diferença de uma ave criada livre, que não recebe hormônios na alimentação. Vale a pena pagar mais caro, pela minha saúde e pela saúde dos animais.”

Fonte: Valéria França, Isto É

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Varejo

Grupo Pereira investe R$ 40 milhões em novo atacarejo no Centro-Oeste

De Administrador SH 1 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

O “Açougue Carne Fresca” é um dos diferenciais da rede no tratamento direto com o cliente que encontra mais de 40 tipos diferentes de carne

Campo Grande ganhará uma nova unidade do Fort Atacadista, bandeira de atacarejo do Grupo Pereira. A inauguração ocorre nesta quarta-feira (2), a partir das 9 horas. O objetivo é levar ainda mais praticidade, comodidade e conveniência aos clientes da Vila Olinda, onde está localizado o empreendimento, e de toda a região da saída da capital para São Paulo.

Entre os diferenciais da nova loja estão o amplo sortimento e o Açougue Carne Fresca, além de uma futura unidade da farmácia SempreFort. Localizada em uma área de fácil acesso, na esquina das avenidas Gury Marques e Cafezais, a nova loja recebeu do Grupo Pereira um investimento de R$ 40 milhões.

O novo Fort Cafezais incorporou todos os 184 colaboradores da loja Fort Moreninhas, que encerrará suas atividades na véspera da abertura da nova loja para dar lugar a um futuro Centro de Distribuição do Grupo Pereira. Além disso, a nova unidade gerou mais 30 empregos diretos para atender a demanda do maior número de checkouts (caixas) e do Açougue Carne Fresca.

“A nova loja Fort Cafezais substituirá a loja Moreninhas, levando aos clientes mais espaço, modernidade e sortimento ampliado numa região que cresce a cada ano. Ainda nesse semestre abriremos mais um Fort Atacadista na cidade”, comenta João Pereira, vice-presidente comercial do Grupo Pereira.

Em uma área de vendas de 5 mil m², o Fort Cafezais possui estacionamento gratuito com 389 vagas, sendo 235 em área coberta, e um sortimento com cerca de 10 mil itens – entre mercearia, bebidas, perfumaria, limpeza, bazar e perecíveis. São 30 checkouts, sendo quatro deles de autoatendimento, onde o próprio cliente pode finalizar compras de poucos itens com maior agilidade.

“Seguindo nosso processo de expansão, a abertura do Fort Cafezais tem a proposta de levar aos clientes da região das Moreninhas e do entorno a melhor experiência de compra, com todos os diferenciais que só o Fort Atacadista tem”, diz Gilberto Oliveira, diretor superintendente da rede.

Diferenciais – Um dos destaques da nova loja do Fort Atacadista é o Açougue Carne Fresca, que oferta ao consumidor mais de 40 cortes de carnes frescas (não maturadas) e já embaladas em porções fracionadas, para facilitar as compras e agilizar o preparo das receitas. O açougue, abastecido diariamente, funciona em formato “aquário”, para garantir maior transparência e permitir que o cliente acompanhe a operação. É a quarta loja da rede na capital a oferecer essa comodidade aos clientes. As demais são as lojas Coronel Antonino, Parati e União.

Os clientes podem contar ainda com as facilidades do Vuon Card, cartão de crédito próprio do Grupo Pereira e o único aceito no Fort Atacadista. Com ele, é possível parcelar itens do bazar sem juros, participar de promoções exclusivas e ganhar descontos especiais em diferentes categorias de produtos. Sem burocracia, o cartão é feito rapidamente na entrada da loja, permitindo ao cliente já sair comprando em poucos minutos.

Bom negócio é fazer o bem – O Troco Solidário, projeto criado pelo Grupo Pereira há 15 anos, também será adotado na nova loja. “Esse projeto é um orgulho para nós. Desde 2007 arrecadamos mais de R$ 15 milhões em nossas lojas, graças aos clientes que doam seu troco no final das compras. Qualquer valor é aceito a partir de R$ 0,01 (um centavo) e tudo o que é arrecadado é doado integralmente a entidades locais”, explica João Pereira. Neste semestre, a instituição contemplada em Mato Grosso do Sul é a AMATI (Associação de Mães Trabalhando a Inclusão), uma entidade com 20 anos de atuação no bairro Aero Rancho e que atende cerca de 250 crianças e adolescentes.

Serviço:

Fort Atacadista Cafezais

Localização: Avenida Gury Marques esquina com a Avenida dos Cafezais

Horário de Funcionamento: de Segunda a Sábado das 7h às 22h e aos Domingos das 8h às 22h

Telefone televendas: 4009-7114

Fonte: A Crítica Net

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Tendências

Amazon abre primeira Whole Foods sem checkout

De Administrador SH 1 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

PDV com cerca de 2.000 metros quadrados de área funciona com a mesma tecnologia das lojas Amazon Go

Depois de anos de expectativa, finalmente a Amazon inaugurou seu primeiro supermercado sem checkout com a bandeira Whole Foods. Localizada no distrito de Glover Park, em Washington D.C., a loja de quase 2.000 metros quadrados de área de vendas marca um novo passo na evolução da tecnologia de lojas autônomas.

Desenvolvida pela Amazon há quatro anos inicialmente para pontos de venda de pequeno porte, com até 200 metros quadrados, as lojas com a tecnologia Just Walk Out ganharam espaço na bandeira Amazon Fresh, em espaços de cerca de 500 metros quadrados, antes de avançar para esta unidade Whole Foods. Neste ano, a Amazon abrirá outra loja do mesmo porte para continuar a oferecer uma experiência de compras mais rápida e conveniente.

Tanto esta loja de Glover Park quanto a futura unidade Whole Foods com a tecnologia Just Walk Out usam o sistema conhecido como Amazon One, pelo qual os clientes podem cadastrar a palma de suas mãos para entrar na loja, se identificar e pagar por biometria. Esse sistema está disponível hoje em mais de 70 pontos de venda próprios (Amazon e Whole Foods), além de lojas de terceiros.

Como é típico dos supermercados Whole Foods, o ponto de venda em Glover Park conta com uma seção de alimentos preparados, como saladas, sopas, grelhados e massas. O PDV também tem uma ampla área de queijos especiais, um sushi bar, uma área de frutos do mar, uma pizzaria e um bistrô para atender consumidores que querem se alimentar na loja ou levar para casa. O mix de produtos tem uma grande penetração de itens locais, orgânicos e saudáveis.

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Varejo

Etiquetas eletrônicas elevam vendas de rede varejista na Amazônia 

De Administrador SH 1 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Mudança na gestão operacional gerou um aumento de produtividade da equipe e melhor experiência do cliente nas lojas físicas

Na Bemol, grupo varejista presente em quatro Estados da Amazônia Ocidental, o slogan “escolha com confiança” só se manteve fidedigno por meio do investimento em tecnologia ao longo dos anos. Com 36 farmácias, 35 lojas de varejo (reunindo farmácia e supermercado) e 3 supermercados distribuídos por Manaus (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Rio Branco (AC), a rede precisou apostar em diferenciais ligados à automação para se manter competitiva frente à concorrência, em uma região onde o comércio físico ainda é muito presente na rotina dos consumidores.

Cerca de 70% do faturamento da Bemol em 2021 (aproximadamente R$ 2,5 bilhões de um total de R$ 3 bilhões) foi gerado nas lojas físicas. Um valor expressivo que dá a medida não só da importância das vendas presenciais, mas também da atenção que o público exige para sempre retornar aos estabelecimentos e fazer novas compras.

Para manter as vendas aquecidas, entregando a melhor experiência ao cliente e otimizando a gestão operacional, há quatro anos a rede conta com os avanços proporcionados pelas etiquetas eletrônicas (ou ESLs, sigla em inglês para Electronic Shelf Labels).

A consultoria, planejamento, implementação e sustentação do projeto ficou sob responsabilidade da Seal Sistemas – a maior integradora de soluções de mobilidade do Brasil e líder nacional em computação móvel e captura automática de dados.

Enquanto os principais concorrentes da região ainda usam etiquetas de papel para informar os preços e a descrição dos produtos nas gôndolas, a Bemol inovou com a substituição das tags tradicionais pelas ESLs. A experiência começou como um projeto piloto em uma das farmácias do grupo, logo após a sua inauguração.

A unidade usava tags impressas para identificar os preços de cerca de 7.000 itens de produto (SKUs), dos quais uma média de 50 tinham os valores alterados a cada dia. Isso significa que todo mês era preciso trocar manualmente os preços de nada menos do que 1.500 itens, no mínimo.

Melhor gestão e produtividade

Além de um manuseio nada amigável, com risco de rasgar o papel ou até de inverter a ordem correta das tags, as antigas etiquetas exigiam um funcionário dedicado apenas à atualização dos preços, uma tarefa que poderia tomar até um dia inteiro. Havia ainda o risco de atrasos na atualização dos valores informados e de divergências entre a gôndola e o caixa, o que poderia se tornar um foco de insatisfação dos clientes.

“As ESLs reverteram completamente esse quadro, melhorando a gestão de preços, a produtividade da equipe e a experiência do consumidor. Para isso, nossa equipe de TI promoveu uma integração da tecnologia com o sistema e o ambiente da farmácia”, afirma Jesaías Arruda, Gerente de Infraestrutura de TI da Bemol. Ele explica que a rede abriu mão de servidores físicos alocados e da necessidade de realizar internamente o controle do hardware, a gestão das atualizações de software e a administração das licenças de uso.

Ao passar a utilizar um único servidor baseado na nuvem, o grupo ganhou a capacidade de monitorar à distância a operação das etiquetas eletrônicas. Além de rapidamente atualizar os preços, as informações e o layout das tags de forma remota, também é possível contabilizar quantas delas estão em operação e quais precisam de eventual manutenção ou troca – o que também pode ser sinalizado in loco, por meio de uma luz de LED que equipa cada etiqueta.  Essas práticas também tiveram o apoio de uma infraestrutura de rede sem fio. Além disso, coletores de dados da Zebra Technologies são usados para atualizar as ESLs a partir da leitura rápida e automática dos códigos de cada produto.

Foi com essa estrutura avançada, implementada de ponta a ponta em parceria com a Seal Sistemas, que as etiquetas eletrônicas geraram resultados expressivos na farmácia. Esse piloto logo se tornou uma referência para que a Bemol expandisse a solução para toda a sua rede de lojas. Hoje são 500 mil unidades das ESLs implementadas nas 74 unidades do grupo, com 97% do ambiente tecnológico hospedado na nuvem.

Com informações mais claras e objetivas sobre preços e produtos, além do combate a perdas e rupturas, as etiquetas eletrônicas já ajudaram a Bemol a ampliar a rentabilidade. “Registramos uma alta de 10% nas vendas em toda a rede. Além disso, foi reduzido pela metade o tempo necessário para gerenciar a precificação, que agora busca apenas garantir que as tags estejam posicionadas nos lugares certos e devidamente associadas a cada produto”, diz Arruda.

Etiquetas mais inteligentes

Com a atualização mais ágil e otimizada dos preços e a maior produtividade proporcionada pelas ESLs, a Bemol passou a ter uma gestão intuitiva, baseada em dados e muito mais centrada no negócio do que na administração da tecnologia em si.

As etiquetas eletrônicas também fazem parte dos planos de expansão da Bemol, que prevê a inauguração de até 25 lojas na região Norte ao longo de 2022. Todas as novas unidades deverão contemplar a implementação das ESLs, deixando claro para os consumidores que o avanço tecnológico nas lojas físicas continuará sendo uma prioridade dentro do grupo.

“Os resultados expressivos da Bemol apoiados pelas etiquetas eletrônicas, assim como a abertura da rede para adotar o que existe de mais inovador no varejo, atestam o grande potencial e amplitude do nosso portfólio de serviços”, afirma Wagner Bernardes, CEO da Seal Sistemas. “Em parceria com os maiores provedores globais de tecnologias para toda a cadeia de suprimentos, apoiamos os nossos clientes com a oferta de soluções completas, que abrangem todas as etapas de projetos de automação e digitalização em áreas como varejo, logística e indústria – do planejamento ao suporte”, diz.

Sobre a Bemol

A Bemol foi fundada em 13 de agosto de 1942, pelos irmãos Samuel, Israel e Saul Benchimol como uma firma de representações comerciais. Nos primeiros anos de sua história, atuou comercializando medicamentos e, posteriormente, cereais, cimento e eletrodomésticos, ramo em que atua no presente.  Tornou-se uma empresa moderna e ágil, destacando-se como líder de mercado em quase todos os segmentos em que atua: eletroeletrônicos, eletrodomésticos, móveis, autoatendimento, produtos automotivos, farmacêuticos, materiais de construção e produtos alimentícios, entre outros.

Por vários anos seguidos a Bemol tem sido apontada, em pesquisas de mercado e pesquisas de marca, como a loja de departamentos mais lembrada pela população de Manaus. Desde 1993, destaca-se como a maior contribuinte de ICMS do Estado do Amazonas, no segmento comercial.  Possui 34 lojas físicas, 1 loja online e 4 centros de distribuição localizados em Manaus, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista. Sempre prezando pelo atendimento e serviços de qualidade, a Bemol também conta com 19 loterias em suas lojas. 

Em 2016, a Bemol retomou ao seu ramo de negócio inicial, inaugurando a Bemol Farma, que atualmente possui 32 unidades físicas e 1 loja online. O grupo respeita as individualidades e trabalha para promover uma cultura inclusiva, que busca a equidade e a valorização da diversidade de gênero, religião, raça e etnia, além da inclusão de PCDs e do público LGBTQIA+. Todas as vagas abertas respeitam esse compromisso.

Sobre a Seal Sistemas A Seal Sistemas é a maior integradora de soluções de mobilidade do Brasil e atua há mais de três décadas no mercado de computação móvel e captura automática de dados, dando suporte à construção de uma relação de confiança entre o usuário final e mais de 2.000 empresas que integram a sua carteira de clientes dentro e fora do Brasil. Com a missão de apoiar a transformação dos negócios em linha com as mudanças do mercado de consumo, a Seal Sistemas desenvolve e implementa soluções completas de mobilidade e automação para toda a cadeia de suprimentos, em mercados como varejo, indústria, logística e saúde. Seu amplo portfólio conta com tecnologias avançadas como IOT, ESL (etiquetas eletrônicas de prateleira), Voice Picking (coletores de dados por comando de voz), middleware Kairos Warehouse e software para automação de chão de lojas Kairos Store, além de soluções tradicionais para captura automática de dados, como impressoras, leitores de código de barras e infraestrutura para redes sem fio locais e metropolitanas.

1 de março de 2022 0 Comentários
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ESG

JBS e Banco do Brasil vão financiar ações de sustentabilidade para pecuaristas

De Administrador SH 1 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Escritórios verdes da companhia farão a intermediação entre ruralistas e o BB para custear passivos ambientais

A JBS, líder global em alimentos à base de proteína, acaba de fechar parceria com o Banco do Brasil para facilitar o acesso a crédito rural aos produtores de sua cadeia de fornecimento. Com apoio dos Escritórios Verdes da companhia, pecuaristas poderão obter recursos para financiar ações de regularização ambiental, contribuindo para uma cadeia produtiva cada vez mais sustentável.   

A parceria tem como objetivo conectar esses produtores ao BB, líder na concessão de crédito rural e que mantém como tradição o fomento ao agronegócio e ao desenvolvimento econômico do País. Os Escritórios Verdes, iniciativa pioneira da JBS para apoiar seus fornecedores, farão a avaliação das necessidades de cada produtor para que eles busquem o financiamento necessário à adoção de boas práticas ambientais.  O BB, por meio de sua equipe técnica, auxiliará na adequação dos projetos e na indicação da linha de crédito ideal para cada situação.   

Dessa forma, a JBS e o Banco do Brasil demonstram alinhamento com as tendências de gestão integrada e com a importância do papel transformador na sociedade, ampliando as áreas de atuação para incentivar os produtores a formalizarem suas terras.  A ação conjunta agrega valor para o campo e para o Brasil, pois fornece condições para o produtor providenciar a adequação ambiental de seu imóvel rural com toda a tranquilidade e conveniência. 


“Esse é mais um esforço da JBS em prol de uma cadeia de fornecimento sustentável. Nosso principal objetivo é ajudar os pecuaristas a resolver seus passivos ambientais de acordo com a legislação brasileira. É isso o que buscamos com os Escritórios Verdes. A parceria com o Banco do Brasil vem para dar ainda mais força a esse objetivo”, comenta Renato Costa, presidente da Friboi.     

   

Eleito pelo segundo ano consecutivo o banco mais sustentável do mundo pelo ranking Global 100, em 2021, o Banco do Brasil lançou 10 Compromissos em Sustentabilidade, com metas para um mundo mais sustentável, dentre os quais se destaca o fomento à Agricultura Sustentável, com o objetivo de alcançar o saldo de R$ 125 bilhões até 2025. Atualmente já são mais de R$ 121,5 bilhões destinados pelo BB.   

Escritórios Verdes    

  
Com o objetivo de auxiliar os pecuaristas de todo o Brasil a atender aos seus critérios socioambientais, a JBS conta com 15 Escritórios Verdes em unidades de processamento de diferentes regiões-chave para as atividades pecuárias. O serviço oferece suporte gratuito para produtores que possuem restrições ambientais, visando a regularização ambiental de suas propriedades.    

 
Os Escritórios Verdes contam com equipes de profissionais especializados que têm acesso às ferramentas necessárias para diagnosticar os problemas e os respectivos caminhos para solução, além de uma rede de consultorias habilitadas, que atuam junto ao pecuarista para auxiliar em sua regularização ambiental.  

 

1 de março de 2022 0 Comentários
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Varejo

Vendas de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos fecham 2021 com queda de 2,8%

De Administrador SH 1 de março de 2022
Escrito por Administrador SH

Inflação e aumentos de custos na indústria pressionaram negativamente o setor, mas o sabonete em barra teve a melhor performance com crescimento de 10%

O setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos registrou queda de 2,8% em vendas ex-factory de janeiro a dezembro de 2021, em relação ao mesmo período de 2020, quando o setor apresentou desempenho positivo de 5,8%. Para a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), os dados mostram que, em linha com os resultados abaixo da expectativa do 1º semestre de 2021, o setor seguiu enfrentando desafios ao longo do ano.
 

O segmento de Higiene Pessoal foi o principal destaque e, graças aos bons resultados, impediu que o cenário fosse ainda mais negativo para o setor. O segmento apresentou crescimento de 4,7% em vendas ex-factory, em comparação com o ano anterior, indicando uma intensificação dos hábitos de cuidados pessoais, que foram reforçados para combater a Covid-19. Já os segmentos de Cosméticos (-15,4%), Perfumaria (-2%) e Tissue (-9,4%) registraram quedas expressivas em relação ao mesmo período de 2020. 
 

Diante do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acima dos 10% em 2021, o setor enfrentou durante o ano uma batalha contra o aumento de custos, fechando o período com inflação média de 3,1%, 7 pontos percentuais, abaixo do índice geral. Embora seja um setor essencial para a sociedade, hoje, o setor de HPPC é o terceiro setor mais tributado do país. A alta carga tributária suportada demanda enormes esforços das empresas em absorver os constantes aumentos de custos para evitar uma retração ainda maior da demanda de seus produtos.
 

“Os impactos dos aumentos de custos não foram diferentes do que aconteceu com outras atividades econômicas de nosso país, porém, o comprometimento da renda dos brasileiros e a consequente cautela ao decidir como gastar sinalizam para o empresário um limite de recuperação das margens; o setor é extremamente competitivo e trabalha focado em manter market share pois, perder o consumidor é fácil, mas recuperá-lo é extremamente custoso”, comenta João Carlos Basilio, presidente — executivo da ABIHPEC.
 

O avanço da vacinação e a flexibilização das restrições de isolamento social também refletiram nas mudanças de hábitos de consumo dos brasileiros e impactaram no desempenho do setor em 2021. Dentre os produtos com melhor performance está o Sabonete, com crescimento de 9,7%, em relação a 2020. O Sabonete em Barra segue sendo o maior mercado, com 80% de fatia de vendas, enquanto o Sabonete Líquido, um dos símbolos do combate a Covid-19, ganhou mais popularidade.
 

Desempenho de outros segmentos e categorias de produtos
 

Os protagonistas do setor de HPPC em 2021 foram os produtos relacionados ao banho de forma geral. Os consumidores brasileiros seguem investindo, por exemplo, em cuidados com os cabelos. A categoria de shampoo se manteve em estabilidade, com alta de menos de 1%, já a categoria de produtos para tratamento capilar, teve crescimento de 5,8% nas vendas em 2021.
 

Para a categoria de Cuidados com a Pele, que vinha de uma alta de 21,9% em 2020, indicando um maior interesse do consumidor brasileiro em cuidar da sua pele, principalmente nos momentos em que o isolamento social foi mais intenso, sofreu queda de 12,4% em 2021. Tal performance pode estar atrelada, tanto à redução do tempo do brasileiro para dedicar-se aos rituais de autocuidado, por conta de uma rotina em que atividades fora de casa voltaram a acontecer, assim como sinaliza oportunidade de desenvolvimento da categoria e de aumento de conhecimento do brasileiro, sobre os benefícios de longo prazo de se adotar em definitivo o hábito de cuidar da pele.
 

No segmento de Perfumaria, os indicadores apontam que as vendas caíram (-2%), mesmo com os fortes investimentos realizados pelas empresas do setor em ações de marketing e trade marketing. “Dada a realidade enfrentada em 2021 – um ano ainda marcado pelos impactos da pandemia de Covid-19, o consumidor brasileiro se mostrou mais cuidadoso e ponderado em suas decisões de compra”, afirma João Carlos Basilio, presidente- executivo da ABIHPEC.
 

Sobre a ABIHPEC – A Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) é uma entidade privada que tem como finalidade representar nacional e internacionalmente as indústrias do setor, instaladas em todo país e de todos os portes, promovendo e defendendo os seus legítimos interesses, por meio de ações e instrumentos que contribuam para o seu desenvolvimento, buscando fomentar a competitividade, a credibilidade, a ética e a evolução contínua de toda a cadeia produtiva.

1 de março de 2022 0 Comentários
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Varejo

Nunca se vendeu tanta cerveja quanto em 2021. Ambev comemora recorde de volume

De Administrador SH 27 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Perspectiva de crescimento da demanda é grande diante os eventos esperados depois de dois anos de reclusão da pandemia

A Ambev nunca vendeu tanta cerveja quanto em 2021. Foram 180 milhões de hectolitros, 9% acima do que comercializou em 2020 e 4,6% acima de 2014, o ano do pico. Foi por causa do volume que a receita no ano passado saltou 23,7%, para R$ 72,85 bilhões, também alcançando recorde. A receita por hectolitro cresceu 13,7%. Mas em 2022 vai ser difícil repetir a dose – ao menos o tamanho dela.

O presidente da Ambev, Jean Jereissati, está animado com a perspectiva de crescimento neste ano, mas defende ser preciso estar “atento e continuar com a guarda-alta”, devido à volatilidade da economia. Se em 2020 e em 2021 a estratégia de crescimento da receita foi por volume, agora a alavanca deve vir de preço e mix.

No quarto trimestre já foi possível sentir mudanças. O lucro líquido caiu 45,6%, para R$ 3,75 bilhões ante o mesmo trimestre de 2020, embora tenha avançado 11,9% no consolidado do ano, para R$ 13,12 bilhões. O volume de todas as operações – que incluem o mercado nacional, países sul-americanos, o Canadá, a América Central e o Caribe – ficou apenas 0,8% maior, com o volume de cervejas no Brasil, seu principal mercado, recuando 3%.

A queda, atribuída especialmente a temperaturas mais baixas que de costume para o período, ficou em linha com estimativas de analistas de mercado e foi menor do que o recuo de um dígito alto do setor. Nesse mesmo intervalo, porém, a concorrência se acirrou: a Heineken, segunda maior em vendas no país, viu seu volume crescer mais de 10%.

A expectativa é que os eventos esperados para depois de dois anos de reclusão da pandemia estimulem a demanda. “Neste ano temos dois ‘quase-Carnavais’, o feriado que acontece agora e as festividades que foram adiadas para abril. Além disso, teremos uma Copa do Mundo no verão”, disse se referindo ao campeonato de futebol da Fifa, no Catar, no fim do ano.

Mas o que incomodou em 2021 não sai de cena neste ano. A projeção do grupo é de que o custo por hectolitro da cerveja no Brasil cresça de 16% a 19%, puxado mais pelos preços das commodities do que pelo câmbio. A empresa estabeleceu, também, taxa média de hedge de R$ 5,39 por dólar.

“Quando olhamos para 2022, o cenário macro segue instável e janeiro ainda teve impacto da ômicron. O diferente é que, depois de dois anos de pandemia, estamos mais preparados para operar nesse tipo de ambiente”, diz o diretor financeiro, Lucas Lira.

O objetivo é entregar um crescimento de Ebitda (sigla para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) superior aos 10,9% de 2021, quando alcançou R$ 22,87 bilhões. Mas há o desafio de melhorar os níveis de rentabilidade. No consolidado do ano, a margem bruta da companhia ficou em 51,1%, 2,6 pontos percentuais abaixo de 2020 e 7,7 pontos percentuais a menos do que em 2019. O recuo é ainda maior na margem Ebitda, que passou de 37% em 2020 e de 40,2% em 2019 para 31,4% no ano passado.

Diante da pressão de custos, voltar a ser mais rentável deve exigir da companhia mais movimentos de precificação e de mix, o que pode impactar demanda, como destacaram analistas do BTG Pactual: “A verdadeira questão continua sendo quanto preço a Ambev pode implantar antes de começar a perder participação de mercado novamente”. Alguns movimentos já são notados. Em 2021, o portfólio Brahma Duplo Malte cresceu com mais opções de volumetria, o que também deve acontecer este ano com a Spaten.

Mas a receita da empresa não muda, diz Lira. “Inovação vai continuar sendo uma alavanca muito forte, bem como cuidar da saúde das marcas. Também vamos continuar focando na tecnologia para trazer mais conveniência ao consumidor”, diz, citando exemplos das plataformas on-line BEES e Zé Delivery.

A cartilha é a mesma adotada pela controladora AB InBev, que terminou o ano com avanço de 9,6% no volume vendido, alta de 15,6% em receita, para US$ 54,3 bilhões, e lucro de US$ 4,67 bilhões. “Estamos ficando muito mais eficientes conforme nos digitalizamos. Nossas marcas estão em ótima posição, o ímpeto do mercado nos ajuda a continuar crescendo e, com as medidas que tomamos no último trimestre, estamos muito focados em ativar a demanda”, disse o presidente Michel Doukeris em teleconferência com analistas.

Fonte: Raquel Brandão, Valor

27 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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