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Varejo

Indústria e varejo vivenciam os desafios do mercado plant based

De Administrador SH 3 de janeiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Público flexitariano praticamente dobrou e negócios devem movimentar U$ 370 bi na economia global até 2035

O consumo de produtos à base de proteínas vegetais que buscam similaridade quanto à aparência, à textura e a outras características de produtos tradicionais de origem animal, como leite, carnes e produtos cárneos — hambúrgueres, pescados e ovos, por exemplo —, comumente denominados plant-based, teve significativo crescimento nos últimos anos.

De acordo com pesquisas coordenadas pelo The Good Food Institute (GFI), o hábito do flexitarianismo (ou seja, dieta alimentar que pretende reduzir a ingestão de carne, priorizando vegetais e legumes) saltou de 29% para 50% nesse período. Estima-se que até 2035 o mercado movimente cerca de U$ 370 bilhões na economia global.

Com o objetivo de refinar a qualidade produtiva dos plant-based, empresas voltadas ao setor agrotech têm lançado tendências inovadoras. Companhias israelenses, por exemplo, estão desenvolvendo tecnologia com o uso de impressoras 3D para reproduzir o corte da carne bovina a partir do cultivo de material biológico de gados.

Discussões quanto à urgência de repensar os danos climáticos causados ao meio ambiente ocupam destaque no cenário mundial. Seguindo a mesma linha, o Brasil, um dos maiores emissores de gás metano e carbônico do mundo, na COP26, firmou o compromisso de reduzir os índices desses gases poluidores, o que fortalece e potencializa a necessidade de tecnologias que permitam a produção de alimentos mais sustentáveis e com menor impacto ambiental.

Regulamentação no Brasil

Atualmente, não há regulamentação específica no país tratando dos alimentos plant-based, que estão sujeitos às normas que regulam alimentos de forma geral, especialmente aqueles de origem industrial. Via de regra, fabricantes desses produtos devem observar normas sanitárias aplicáveis aos alimentos tradicionais que incluem, mas não se limitam às Resoluções RDC da Anvisa nº 23/2000 e nº 27/2010. Devem, ainda, obter licença sanitária, comunicar isenção de registro de produto junto à vigilância sanitária local, a depender da localidade do estabelecimento e, em regra, serem cadastrados e possuírem responsável técnico habilitado pelo Conselho Regional de Nutrição.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), contudo, já se movimentam no sentido de avaliar a necessidade de publicação de regulação específica e dedicada a essa categoria.

O Mapa publicou, por meio da Portaria nº 327/2021 de junho deste ano, tomada pública de subsídios que teve por objetivo “permitir a ampla divulgação e a participação de órgãos, entidades ou pessoas interessadas em contribuir com a discussão sobre a regulação dos produtos processados de origem vegetal análogos a produtos de origem animal, autodenominados como plant based”.

A Anvisa, por sua vez, promoveu em outubro uma oficina com diversos players atuantes ou com potencial de atuação nesse mercado visando a desenvolver uma Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre o tema. Por meio dessas oficinas, a agência buscou elementos para identificar potenciais fragilidades e problemas regulatórios, suas causas e consequências, além de mapear os agentes por eles afetados.

Dentre os pontos mais sensíveis e que têm gerado maior discussão sob a esfera jurídica está a forma de apresentação desses produtos e o conteúdo e informações contidos em seus rótulos e embalagens. Associações defensoras de interesses dos consumidores e representantes de alguns setores da indústria de proteína animal alegam que os sinais e nomenclaturas utilizados nos rótulos e embalagens desses produtos teriam, em algumas situações, o potencial de levar o consumidor a erro ou confusão em relação à procedência, características e natureza do produto, especialmente frente aos produtos de origem animal.

Recentemente, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) propôs ação civil pública junto à Justiça Federal de São Paulo contra a Anvisa e União Federal requerendo a fiscalização da produção e comercialização de produtos plant-based, bem como a suspensão de sua comercialização e recolhimento por ausência de normas regulamentadoras para o setor.

O tema está longe de ser pacífico e deve suscitar discussões em diversos foros, algo que já ocorre em outros países, como, nos Estados Unidos, onde leis de alguns estados proíbem o uso da nomenclatura carne para descrever alternativas baseadas em vegetais para esses produtos.

Os plant-based chegam como uma alternativa relevante em um momento em que a pauta da sustentabilidade está mais presente do que nunca, mas que demanda uma maior segurança jurídica para aqueles que atuam e têm interesse em atuar em um mercado tão promissor. São louváveis, portanto, as iniciativas das Agências brasileiras acima citadas ao iniciarem diálogos com o setor regulado, justamente para mapear os riscos e desafios regulatórios dessa nova categoria de produto.

*Gustavo Swensson Caetano, sócio da prática de Life Sciences do escritório Mattos Filho

Fonte: Fausto Macedo, Estadão

3 de janeiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Assaí quer dobrar o número de inaugurações em 2022

De Administrador SH 30 de dezembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Entrega da última loja do ano ocorreu em um estado onde a rede cresce agressivamente

O plano de expansão por todo o país continuará após entrega do Assaí de São Gonçalo.  Para 2022, o Assaí planeja abrir até 60 unidades novas em todo o Brasil. Para 2023, o objetivo é superar a marca de 300 lojas e, até 2024, alcançar a meta de R$ 100 bilhões em faturamento (em 2020 ele foi de R$ 39 bilhões).  

Nesta quarta-feira (29 de dezembro), o Assaí Atacadista abriu as portas de mais uma unidade no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, e conclui o seu robusto planejamento de expansão previsto para 2021 com a abertura de 28 novas lojas.

Batizado de Assaí Tribobó, o novo atacarejo fica na Avenida Fued Moises, nº 114, no bairro Tribobó, em São Gonçalo (RJ), e atenderá os moradores(as) deste bairro e do entorno, como Jardim Nova República e Colubandê, levando a proposta de preço baixo para consumidores finais e comerciantes da região (que buscam no Assaí o local para abastecer seu negócio).

Com esta inauguração, a Companhia celebra a marca de 212 unidades distribuídas em 24 estados (incluindo o Distrito Federal), reforçando ainda a importância do Rio de Janeiro e de São Gonçalo para a empresa. Somente neste município, são três unidades – as outras duas estão localizadas na Rua Dr. Alberto Torres, S/N, no bairro Porto Velho; e na Rua Dr. Alfredo Backer, nº 605, no bairro Alcântara. Já no Estado do Rio de Janeiro, o Assaí passar a contar com 28 lojas em cidades como Cabo Frio, Campos de Goytacazes, Duque de Caxias, Niterói, Macaé, Petrópolis e Rio de Janeiro.

“São Gonçalo é um dos municípios que está recebendo mais investimento do Assaí este ano por meio dessas duas inaugurações: a do bairro de Porto Velho e a de Tribobó. Estamos muito felizes com este momento e por solidificar a nossa presença no município em um momento tão desafiador ao país, quando as pessoas buscam mais economia em suas compras. Para se ter uma ideia da representatividade do nosso plano de investimento em São Gonçalo, investiremos mais de R$ 360 milhões e vamos ficar com cinco unidades na região, o que significa que estamos investindo uma média de R$ 300 para cada habitante”, disse Belmiro Gomes, Presidente do Assaí Atacadista.

NOVA LOJA

Assim como nas demais unidades da rede, os(as) clientes da nova loja encontrarão o tradicional modelo de negócios do Assaí, que une uma excelente experiência de compra e preços baixos para quem quer encher o carrinho gastando pouco, além de uma grande variedade de produtos. A loja conta com mais de 8 mil itens entre alimentos, bebidas, itens de higiene pessoal e limpeza, bazar, linha automotiva, linha pet e eletroportáteis, além de embalagens e descartáveis. Outro diferencial é o Açougue Nota 10, que oferece um atendimento especializado para que os(as) clientes possam comprar variedades de carnes a gosto, com peças frescas e que são cortadas e ou moídas na hora.   

No Assaí Tribobó os(as) clientes também encontram um espaço amplo, com mais de 14 mil m² de área construída e mais de 6 mil m² somente de área de loja, além de mais de 500 vagas de estacionamento e 30 checkouts. Outro benefício que os(as) gonçalenses podem usufruir é o serviço de televendas, ideal para o comerciante que precisa de agilidade. Para esse público, a companhia também oferece capacitações para gestão do negócio de forma 100% gratuitas, por meio do Programa Academia Assaí Bons Negócios (www.academiaassai.com.br).     

Sobre o Assaí Atacadista  

O Assaí é uma empresa de atacarejo que atende pequenos(as) e médios comerciantes e consumidores(as) em geral que buscam economia tanto na compra de itens unitários, como em grande volume. Com crescimento de 30% em receita bruta em 2020, está presente nas cinco regiões do País com 212 lojas distribuídas em 24 estados (incluindo Distrito Federal). É um dos dez maiores empregadores do segmento privado do país com mais de 57 mil colaboradores e, mensalmente, recebe 30 milhões de clientes em suas lojas. Em 2021 passou a ser listado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), sendo a ação mais valorizada no mês de estreia das negociações, com alta de 402%. Além disso, é negociada também na bolsa de Nova York (NYSE). O Assaí está entre as 20 marcas mais valiosas do país em ranking anual promovido pela Interbrand e está na 17ª colocação entre os maiores faturamentos em receitas líquidas do país. 

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Varejo

Grupo BIG avança no Espírito Santo com bandeira de cash and carry

De Administrador SH 30 de dezembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Novo atacarejo será lançado durante o primeiro semestre de 2022 com cem vagas de emprego direto

O Atacarejo que será lançado no lugar no antigo Walmart vai abrir as portas em breve e está com processo seletivo aberto para a contratação de colaboradores. O Maxxi Atacado, empresa do Grupo Big, está com mais de 100 vagas de emprego para atuação na unidade de Vitória.

Os postos de trabalho são para cargos como auxiliar de estoque, repositor especializado, fiscal de caixa, operador de caixa, conferente, auxiliar de perecíveis e auxiliar de televendas. Todas as posições estão disponíveis também para pessoas com deficiência.

O grupo já operava no imóvel localizado na Avenida Nossa Senhora da Penha até o mês de janeiro com um hipermercado da marca Big, que foi fechado para dar lugar ao atacarejo. A empresa informou que a inauguração deve ocorrer no primeiro semestre de 2022.

Os interessados em trabalhar no atacarejo devem fazer o cadastro no site de carreira da empresa. A maioria das oportunidades são destinadas a profissionais de nível médio.

O Maxxi Atacado conta com 63 lojas de atacado de autosserviço e está presente em 11 estados. Ao todo, o Grupo Big tem sete bandeiras, entre elas a do clube de compras, o Sam’s Club, que conta com uma loja em Vitória.

Fonte: Diná Sanchotene, A Gazeta

30 de dezembro de 2021 0 Comentários
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Varejo

Companhia do Centro-Oeste investe R$ 50 mi em cidade de 220 mil habitantes

De Administrador SH 30 de dezembro de 2021
Escrito por Administrador SH

A previsão de entrega do atacarejo do grupo J Chagas é para o segundo semestre de 2022

Grupo J Chagas anunciou a inauguração da primeira unidade do Fogo Atacadista em Dourados, no Mato Grosso do Sul.

O empreendimento terá investimento de R$ 50 milhões e irá gerar 200 empregos diretos com sua abertura na cidade que tem 220 mil habitantes.

“Nós comemoramos todos os investimentos que são feitos no nosso município porque isso significa mais qualidade de vida para nossa população. São novos postos de emprego, variedade na oferta de produtos, e o favorecimento da nossa economia como um todo”, pontou Alan Guedes, prefeito do município.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Cleriston Recalcatti, lembrou que o município tem um programa de incentivo para empresas que querem investir em Dourados. “É muito importante para nossa cidade essas ações de fomentando a economia”, pontuou.

Segundo Chagas, a obra deve ser concluída no segundo semestre de 2022. “Vamos abrir essa primeira loja e temos a intenção de futuramente abrir uma segunda”.

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Varejo

Scala se moderniza e amplia produção própria de leite

De Administrador SH 30 de dezembro de 2021
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Plano de expansão sustentável da empresa envolve ainda área de treinamento do manejo bovino para produtores parceiros

O Laticínio Scala, um dos principais produtores de queijos do Brasil, acaba de investir em uma nova unidade de produção de leite, inaugurada este mês.

O galpão, com capacidade para alojar 450 animais, irá aumentar em 50% — de oito mil para 12 mil litros por dia — o volume de leite próprio captado nesse primeiro momento.

A expectativa é que uma segunda unidade seja construída elevando para 30 mil litros por dia o volume de leite próprio produzido.

O local também deve receber produtores parceiros para visitação e treinamento a respeito do manejo bovino através do sistema compost barn — implantado na unidade.

De acordo com Ricardo Magalhães Rodrigues, gerente de política leiteira do laticínio, “este modelo de produção de leite proporciona um maior conforto e bem-estar aos animais — que ficam livres para caminhar no galpão, possuem amplo espaço para deitar, não estão sujeitos a estresse térmico e podem se alimentar mais e melhor.

Isso aumenta a produtividade e a qualidade do leite produzido, além de ser mais sustentável, porque permite a reutilização da água e o tratamento de efluentes. Também cabe destacar que, por ser de mais fácil manejo, ele proporciona melhores condições de trabalho aos colaboradores — que no caso da nossa unidade são 16”.

Atualmente, o laticínio processa aproximadamente 600 mil litros de leite por dia, provenientes de mais de 580 fornecedores parceiros. Isto representa em torno de 80% do total da capacidade instalada de processamento de leite da empresa.

No ano passado, o Scala investiu na automatização dos processos de recebimento, estocagem e beneficiamento de leite da unidade fabril de Sacramento.

O Scala tem suas fábricas localizadas em uma das principais bacias leiteiras do país, a do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Este fato, somado à política leiteira do laticínio, que valoriza o leite de melhor qualidade, garante a procedência e a qualidade da matéria-prima, assim como a valorização diferenciada dos produtores que produzem um leite melhor.

A empresa detém uma linha de produtos completa que conta com: parmesão, provolone, gorgonzola, brie, minas padrão, colonial, meia-cura, queijo de coalho, prato, requeijão, cream cheese, manteiga e a mussarela. Além disso, o Scala possui projetos de sustentabilidade, tendo em vista sua preocupação social e ambiental.

Fonte: Bússola, Exame

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Varejo

Consumo de carne despenca e não se recupera na pandemia

De Administrador SH 30 de dezembro de 2021
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Dados da Embrapa apontam que o ciclo da pecuária pode atrasar ainda mais a retomada do mercado

O consumo de carne bovina entre os brasileiros caiu significativamente desde o início da pandemia e chegou a 26,5 quilos por habitante em 2021.

Trata-se do menor volume em 25 anos e, em relação a 2006, quando houve um pico de 42,8 quilos por habitante, o recuo é de quase 40%.

Os dados, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram destacados e usados como referência por pesquisadores do Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne), da Embrapa Gado de Corte.

O pesquisador Guilherme Malafaia e seus colegas Sérgio de Medeiros e Fernando Teixeira Dias, que assinam o boletim “Perspectivas para a pecuária de corte em 2022”, publicado pela Embrapa, dizem que o nível de consumo é o menor em 25 anos. Malafaia observa que os dados podem diferir a depender do órgão utilizado como referência.

A queda se nota desde o ano passado, quando o consumo médio da proteína foi de 29,3 quilos por habitante. O cenário resulta do encarecimento dos cortes e do menor poder de compra das pessoas, devido ao avanço da inflação e do desemprego.

Para o CiCarne, o cenário deverá mudar “em um futuro próximo”. “Esperamos um crescimento constante à medida que a renda e as preferências alimentares se expandam. A tendência de percepção de mais saúde [ao consumir a proteína] também será forte na carne bovina”, afirmam os pesquisadores.

A retomada interna, no entanto, pode não ocorrer no curto prazo. É esperado reaquecimento de economias globais para 2022 com o avanço da vacinação, mas a inflação e o desemprego devem continuar pressionando o consumo de carne bovina no país – e o mercado interno absorve 75% da produção.

Apesar de o brasileiro ter trocado o bife pelo frango, os preços da carne de boi não cederam. Uma causa é o ciclo da pecuária, quando há menos animais disponíveis para abate. No terceiro trimestre deste ano, por exemplo, os abates recuaram 10,7%, ante igual período de 2020, para 6,94 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, houve queda em relação a 2019.

Segundo o CiCarne, este ano foi marcado por realidade similar à de 2020, com falta de animais para abastecer o mercado doméstico. Fora o efeito do ciclo pecuário, a escassez de chuvas nos principais polos produtores também afetou a engorda. Assim, o patamar de preços da arroba do boi gordo se manteve acima de R$ 300 no primeiro semestre.

Os preços não cederam significativamente nem quando a China, principal importador, interrompeu compras em setembro, por causa de dois casos atípicos de “vaca louca”. Os asiáticos importaram 50% de 1,27 milhão de toneladas embarcadas pelo Brasil entre janeiro e setembro. O embargo durou mais de três meses, mas foi suspenso.

O momento é de transição de ciclo e o preço do bezerro continua acima do valor médio nominal de 2020. Isso levará à retenção de fêmeas para aumentar a produção. “Como o atual ciclo pecuário se iniciou em 2019, os custos de reposição devem começar a baixar somente em 2023, apesar do aumento da oferta destes animais em 2022”, dizem os analistas do CiCarne.

Sobre as exportações, a expectativa é de avanço em 2022, acredita a Embrapa. A Ásia continuará como o principal consumidor da carne bovina brasileira, com a China à frente.

“Esperamos que a produção de suínos volte a cair em muitos mercados asiáticos, incluindo a China, em 2022, pelos preços descendentes e alto custo com insumos, desestimulando assim a produção”, dizem os especialistas. O fator pode favorecer vendas, porém com competição mais acirrada dos Estados Unidos.

Nesse contexto, as margens dos frigoríficos devem continuar apertadas em 2022. Faltarão vacas para abate e o abastecimento do mercado interno e as indústrias buscarão bois, que estarão com a demanda aquecida no mercado externo – e com a arroba valorizada.

Fonte: Por Érica Polo, Valor

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ABRAS

Confira a mensagem de Natal do presidente da ABRAS, João Galassi, para todos os supermercados do Brasil

De Administrador SH 29 de dezembro de 2021
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Varejo

Vendas on-line registram maior procura por alimentos no Natal

De Administrador SH 27 de dezembro de 2021
Escrito por Administrador SH

No geral, e-commerce computou um crescimento menor em relação a 2020 quando o comércio estava fechado

Com menor poder de compra, o consumidor brasileiro apostou em roupas, itens de perfumaria e alimentos nas compras de Natal pela internet este ano, que tiveram um avanço bem mais tímido do que em 2020.

De 10 a 25 de dezembro, as vendas on-line alcançaram um faturamento de R$ 6,6 bilhões, uma alta nominal de 17,9% sobre os R$ 5,6 bilhões obtidos no mesmo período de 2020, segundo levantamento da empresa de análise de dados Neotrust. Descontando a inflação de 10,42% no ano, considerando o IPCA-15, houve um crescimento real de 7,5% no período.

Mesmo levando em conta a alta nominal de 17,9%, o desempenho é bem menos significativo que o salto de 69,7% nas vendas on-line do Natal do ano passado frente ao resultado de 2019.

Segundo Paulina Dias, líder de Inteligência da Neotrust, a desaceleração do crescimento também reflete a reabertura das lojas físicas, após os períodos mais críticos da pandemia. “No ano passado, parte do crescimento se deu porque as lojas estavam fechadas e a única opção era comprar on-line.”

Neste ano, o volume de 16,1 milhões de pedidos on-line foi 18% superior ao registrado no Natal de 2020, mas o tíquete médio teve leve recuo de 0,8%, para R$ 412.

Além das categorias tradicionais de moda e perfumaria, que mantiveram o primeiro e segundo lugar em volume de vendas, respectivamente, compras de itens de alimentação se destacaram na terceira posição no Natal deste ano. “A categoria de alimentação estava em oitavo lugar no ano passado”, afirma Paulina. “As pessoas passaram a procurar mais essa categoria por conta da situação econômica.”

Em faturamento, o segmento de telefonia, onde estão os smartphones, sustentou a liderança em vendas on-line, assim como os eletrodomésticos, na segunda posição. Já os eletrônicos perderam o terceiro lugar em faturamento para a categoria de moda e acessórios, que subiu uma posição.

Os brasileiros deixaram para fazer as compras on-line de Natal um pouco mais tarde este ano, o que gerou um pico de vendas no dia 15. Em 2020, o pico foi registrado no dia 11 e, em 2019, no dia 10. “Como as entregas estão mais rápidas, isso leva a crer que as pessoas confiaram mais nos prazos do comércio eletrônico”, diz Paulina.

De janeiro a novembro, o e-commerce faturou R$ 146,5 bilhões, uma alta de 27% sobre o resultado de R$ 115,6 bilhões no mesmo período de 2020. Em todo o ano passado, a pandemia provocou um boom no comércio eletrônico e o faturamento subiu 68,1% sobre 2019.

Para 2022, uma projeção feita pela Neotrust no início do mês indica um faturamento de R$ 172 bilhões para o segmento – crescimento de 7,9% em relação a 2021. Os dados, segundo Paulina, devem ser revistos por conta do cenário político-econômico, da incerteza sobre a realização das festas de carnaval, e por ser um ano em que a Copa do Mundo de futebol ocorrerá em novembro, no mesmo período da Black Friday – datas que nunca se cruzaram.

A participação das vendas on-line no faturamento do comércio vem crescendo. Com base no índice do Comércio Varejista Ampliado do IBGE, referentes a outubro, o e-commerce representou 11,7% das vendas totais do varejo, ante uma fatia de 9,6% em 2020, e de 5% em 2019.

Mas o crescimento do meio digital não deve ter sido suficiente para impulsionar as vendas totais do comércio neste Natal. Os dados que incluem o desempenho das lojas físicas não estavam fechados até ontem, mas a expectativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) era de um aumento nominal de 9,8% sobre o faturamento de 2020. Descontada a inflação no varejo, de 12% a 13%, a entidade estimava uma queda real de 2,6% nas vendas totais no período natalino.

Fonte: Valor, Por Daniela Braun

27 de dezembro de 2021 0 Comentários
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Tendências

4 tendências para o varejo de alimentos em 2022

De Administrador SH 27 de dezembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Novos modelos de negócios, reinvenção da experiência e muito mais: o que podemos esperar dos supermercados neste novo ano

O setor de supermercados vem passando por grandes transformações nos últimos dois anos. Se em 2020 a pandemia estimulou a digitalização do setor e provocou uma corrida ao e-commerce e aos apps de delivery, em 2021 esse processo continuou e foi acompanhado pelo uso mais estratégico dos dados.

Ao mesmo tempo, a preocupação dos consumidores com o impacto ambiental de suas compras, a busca por valor para “esticar o orçamento” e a valorização do varejo de proximidade fazem com que os clientes passassem a priorizar formatos como atacarejos e minimercados. Nos meios de pagamentos, a expansão do Pix e o crescimento do cashback mostram que os consumidores têm buscado mais praticidade e querem obter cada vez mais vantagens em suas compras.

Tudo isso prepara o caminho para 4 grandes tendências que impactarão o varejo de supermercados em 2022:

  1. A nova experiência no PDV

A loja física vem reforçando seu lado lúdico e de encantamento – já que as compras online ganham força para a reposição de itens do dia a dia. De aulas culinárias a transmissões ao vivo direto do PDV, passando pela transformação de parte da área de vendas em restaurantes, os supermercados estão ampliando sua oferta de serviços.

Uma área que deverá ter um grande crescimento é a de refeições prontas – tanto para pedidos online quanto para compra na loja física. Para os clientes, é uma maneira rápida de comprar uma refeição – e mais barata que uma ida ao restaurante.

  1. Um novo impulso às vendas online

O amadurecimento das plataformas digitais e o “vai-não-vai” das novas variantes do coronavírus continuam estimulando que mais compras sejam feitas online. Nos Estados Unidos, 69 milhões de residências fizeram compras online de alimento em novembro, 15% mais que no pico do lockdown, um ano antes. Por lá, espera-se que as vendas de supermercados pela internet cheguem a 20% do faturamento do setor daqui a cinco anos.

No Brasil, a expansão continua ocorrendo, especialmente pela entrada de grandes marketplaces no varejo de alimentos. As compras online serão cada vez mais importantes para atrair novos clientes e aumentar a recorrência dos consumidores fiéis.

  1. Entregas ultra velozes

Em todo o mundo, startups estão crescendo com a promessa de entregar produtos em questão de minutos para os clientes nas grandes cidades. Redes de supermercados têm aproveitado essas plataformas para diminuir o prazo de entrega e oferecer uma experiência de extrema conveniência.

Da entrega em 30 minutos ao “clique e retire” na loja física, a possibilidade de resolver a necessidade de abastecimento da casa em pouco tempo continuará sendo uma tendência importante para os supermercados em 2022.

  1. Modelos de negócios alternativos

Em 2021, redes de supermercados e startups investiram em novos modelos de lojas. Vending machines, minilojas em condomínios e lojas autônomas são algumas dessas alternativas que procuram aproximar as marcas dos clientes e oferecer entregas rápidas, compras por impulso e muita praticidade.

Esse não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. Nos Estados Unidos, por exemplo, redes de dólar stores, clubes de atacado e descontos vêm, há alguns anos, colocando o pé na venda de alimentos. A diferença é que, no Brasil, a expansão dos negócios acontece a partir da conveniência (lojas de proximidade) ou da busca por valor (atacarejos).

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Varejo

KPMG foca nas perspectivas para 2022

De Administrador SH 27 de dezembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Segmento de higiene pessoal e perfumaria deve apresentar novas versões para produtos consumidos online e nas lojas físicas

Mesmo com inflação, desvalorização do câmbio, falta de matéria-prima e com a perda do poder de compra do consumidor brasileiro durante o período da pandemia da covid-19, as expectativas para o próximo ano no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos são positivas, segundo o sócio líder do segmento de bens de consumo da KPMG, Aldo Cardoso Macri. De acordo com ele, o retorno ao ambiente presencial e a reabertura desses pontos de venda também contribuíram para a recuperação do segmento.
 

“Atualmente, o mercado global deste segmento movimenta aproximadamente 500 bilhões de dólares e o mercado brasileiro, que é o quarto do mundo em vendas, praticamente, dobrou de tamanho nos últimos dez anos. A evolução da área de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos tende a fazer com que o setor ganhe ainda mais destaque, estimulando o consumo da população”, analisa o sócio.
 

De acordo com o líder, o destaque do próximo ano será as empresas que investem na sustentabilidade e que demonstram o cuidado com o meio ambiente. O segmento ainda lida com altos custos para colocar em prática a logística reversa de embalagens e frascos. Outra tendência para se atentar são os produtos que não levam água na composição, apresentando-se soluções em pó ou barra. Os novos hábitos de higienização adquiridos com a crise sanitária impactaram, positivamente, as compras desses produtos, o que pode ser visto também com o crescimento das vendas online.
 

Para Macri, o comércio eletrônico teve um crescimento considerável, mas ainda é possível observar que há bastante espaço para democratização do ambiente virtual e essa é uma tendência para o próximo ano, em conjunto com uma busca por maior participação dos consumidores das classes C, D e E. “Todas as categorias cresceram no ambiente digital, mas isso não quer dizer que o espaço físico está sendo deixado de lado. Os clientes ainda o consideram essencial para ver de perto os produtos. Por isso, é tão importante a criação de uma estratégia combinando vendas em espaços físicos e digitais”, comenta o líder.
 

O crescimento das parcerias com os influenciadores também parece ser um grande aliado do segmento para o próximo ano. “Eles são responsáveis por trabalhar a influência e opinião do público sobre determinado produto. Além disso, ao compartilharem experiências, fazem com que os seguidores conheçam certas marcas e aumentem as vendas no ambiente online e físico”, conclui.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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