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Copa do Mundo 2026: oportunidades e estratégias para o varejo alimentar

O foco absoluto do trade marketing deve estar no conceito de home gathering: nas reuniões em casa, e supermercados têm a preferência como canal de abastecimento

De Redação SuperHiper
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A proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026 desenha um cenário de alta competitividade e cifrões robustos para o abastecimento nacional. Uma pesquisa recente realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 60% dos brasileiros pretendem ir às compras motivados pelo Mundial. Esse contingente representa cerca de 99,2 milhões de consumidores prontos para injetar capital no mercado.

Para o varejo alimentar, a notícia é ainda melhor: os supermercados lideram a preferência do público para o abastecimento dos dias de jogos.

O perfil do consumo: a Copa do Mundo 2026 dentro de casa

O levantamento estatístico confirma que o torneio será uma experiência essencialmente coletiva. Cerca de 97% dos torcedores assistirão às partidas acompanhados, prioritariamente por familiares (77%) e amigos (60%). Apenas 3% acompanharão os jogos sozinhos.

Essa preferência pelo convívio direto reflete-se nos locais de preferência para assistir ao evento:

  • Residências (86%): casa própria, de amigos ou familiares (40%);
  • Estabelecimentos comerciais (32%): bares e restaurantes;
  • Vias públicas (11%): telões instalados nas ruas.

Portanto, o foco absoluto do trade marketing deve estar no conceito de home gathering (reuniões em casa). O consumidor buscará conveniência para estocar e abastecer a despensa doméstica.

Mix de Produtos: o que não pode faltar nas gôndolas?

Diferente de edições anteriores, o topo do ranking de intenção de compra traz uma surpresa no segmento de bebidas, abrindo margem para estratégias de alta rentabilidade:

  • Bebidas não alcoólicas (68%): lideram a intenção de compra;
  • Petiscos e Snacks (62%): itens de alto giro e facilidade de exposição;
  • Carnes para churrasco (60%): principal motor do tíquete-médio;
  • Cervejas (59%): tradicional item de sazonalidade;
  • Bazar e Adereços (42%): bandeiras, cornetas e adereços verdes e amarelos regulam a margem de lucro da categoria.

Omnicanalidade: a disputa entre o físico e o digital

A jornada de compra da Copa do Mundo 2026 será híbrida, exigindo do varejista uma operação omnichannel impecável.

  • Varejo físico: detém 89% da preferência do público. Desse total, os supermercados concentram 70% das intenções, seguidos pelas lojas de bairro com 33%.
  • Varejo digital: 67% dos entrevistados farão compras pela internet. Os canais digitais dividem-se entre aplicativos de entrega rápidos (51%) e lojas e-commerce tradicionais (42%).

O setor de serviços também será impulsionado por essa dinâmica, com o delivery de alimentos e bebidas abocanhando 61% da demanda de consumo imediato.

Tíquete-médio e poder de compra por classe social

O gasto médio projetado por consumidor brasileiro é de R$ 619,00. No entanto, quando o recorte socioeconômico isola as classes A e B, o valor salta para R$ 784,00.

Atração de clientes: o peso do patrocínio e do preço

O patriotismo corporativo dita a regra, mas o bolso ainda fala mais alto:

  • 74% dos torcedores preferem marcas que apoiam a Seleção Brasileira;
  • 53% priorizam marcas patrocinadoras, desde que os preços sejam competitivos;
  • 21% declaram fidelidade irrestrita aos patrocinadores oficiais, independentemente do valor na etiqueta.

Como evitar gargalos

Segundo a pesquisa, 44% dos torcedores planejam antecipar as compras em mais de uma semana para fugir de rupturas e filas.

Na frente de caixa, a eficiência do check-out será determinada pela tecnologia. O Pix consolidou-se como a principal forma de pagamento (57%), acompanhando a tendência de um cenário no qual 90% das transações para o Mundial serão realizadas à vista. Garantir um ecossistema digital rápido e sem instabilidades no PDV será o divisor de águas entre o lucro e o carrinho abandonado.

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