Por Renato Müller
Os consumidores americanos estão batendo seguidos recordes de compras online de alimentos. De acordo com a nova edição do Grocery Shopper Survey, da Brick Meets Click, as vendas digitais de alimentos nos EUA bateram seis trimestres seguidos de expansão acima de 20% ao ano, entre o fim de 2024 e o primeiro trimestre de 2026. Com isso, os canais digitais saltaram de menos de 15% de participação nas vendas totais de alimentos para 19% no fim de março deste ano.
Segundo o relatório, a maior parte desse crescimento decorre de dois formatos de entrega que priorizam a velocidade de entrega: o delivery ultrarrápido (em questão de minutos) e os modelos de entrega de produtos frescos em até 24 horas. Ambas as opções têm roubado clientes das lojas físicas e de outros modelos de entrega online, crescendo 3 vezes mais rápido que o click and collect, por exemplo.
Pedidos para entrega do mesmo dia representaram quase 80% de todas as transações de e-commerce de alimentos no primeiro trimestre do ano. Os pedidos entregues em menos de uma hora foram 18% desse total. Segundo a Brick Meets Click, a alta velocidade das entregas desafia varejistas tradicionais, especialmente redes de alcance regional. “Elas precisam acelerar o crescimento e manter sua relevância, ao mesmo tempo em que protegem as margens e entregam boas experiências de compra”, analisa David Bishop, sócio da empresa.
O estudo aponta Amazon e Walmart como os grandes beneficiados pelo crescimento da conveniência e velocidade no ambiente online. O Walmart responde por cerca de 40% das vendas online de alimentos, com uma ampla rede de lojas físicas que funciona como hubs avançados de distribuição. Já a Amazon vem crescendo com a oferta de entrega em até 30 minutos em localidades específicas, bem como com a promessa de entrega generalizada de produtos no mesmo dia.