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Americanos não querem etiquetas eletrônicas nas lojas

Consumidores temem que uso da tecnologia aumente o preço dos alimentos

De Redação SuperHiper
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Por Renato Müller

Um estudo realizado pela United Food and Commercial Workers International Union (UFCW), o sindicato que reúne 1,2 milhão de trabalhadores do varejo de alimentos nos Estados Unidos, aponta para um forte apoio da população à proibição do uso de etiquetas eletrônicas de preços (ESL, na sigla em inglês) nos supermercados.

A tecnologia permite a mudança instantânea de preços, o que viabiliza táticas como promoções-relâmpago e evita discrepâncias de valores entre a etiqueta e o sistema. Esses são fatores que geram aumento de eficiência operacional, mas a preocupação maior do sindicato e dos consumidores está com a possibilidade de aumento de preços.

De acordo com a pesquisa, 65% dos americanos acreditam que a tecnologia levará a produtos mais caros, enquanto 68% acreditam que a personalização dos preços de acordo com os hábitos dos consumidores levará a esse caminho. Dois terços dos entrevistados apoiam a ideia de banir ambas as tecnologias dos supermercados – aproximadamente o mesmo percentual que se mostra preocupado com o preço dos produtos.

As preocupações são amplificadas pela falta de confiança dos consumidores no varejo: 72% dos entrevistados dizem duvidar que os supermercados vão usar a tecnologia de forma responsável.

Como parte de uma campanha em prol de alimentos mais baratos e mais vagas de trabalho nos supermercados, realizada pela UFCW, o Congresso americano e 12 estados apresentaram leis para proibir o uso de etiquetas eletrônicas e de personalização de preços no varejo. O Senado do estado de Nova York aprovou uma legislação nesse sentido no mês passado.

O varejo, por sua vez, argumenta que o uso de dados dos clientes para determinação de preço é justamente o que permite que as empresas cortem preços, diminuam os custos operacionais e diminuam o desperdício de alimentos. Nesse sentido, banir a tecnologia aumentaria os preços finais nas gôndolas, em vez de diminuir.

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