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Copa do Mundo 2026: vire o jogo e continue a vender após eliminação do Brasil

Ações para a final do Mundial e campanhas temáticas ajudam supermercados a driblar a derrota da seleção e faturar mais em julho

De Redação SuperHiper
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Fim de jogo para a seleção brasileira na Copa do Mundo Fifa 2026, mas não para as vendas do varejo alimentar em julho. É possível virar o placar do desânimo com a eliminação do Brasil no Mundial e fazer do megaevento um chamariz para prolongar o efeito da sazonalidade extra em julho. Para isso, é preciso redirecionar o foco a fim de evitar estoques encalhados e manter o giro de alimentos e bebidas em alta.

O efeito calendário promete ajudar. O dia da final da Copa do Mundo é 19 de julho, um domingo, às 16h. O fato de ser no fim de semana e no meio da tarde é favorável para reunir famílias e amigos diante da televisão, o que representa uma oportunidade para ampliar o tíquete-médio das compras de última hora.

Quais produtos mais vendem nos supermercados durante a Copa?

O comportamento de compra observado ao longo do Mundial mostra que, de fato, houve um aumento no volume de vendas em categorias ligadas à socialização durante os jogos do Brasil na fase de grupos, como petiscos, itens para churrasco e congelados (salgados e batatas), cervejas, gelo, energéticos e refrigerantes.

Portanto, posicionar os produtos de maior saída em locais de destaque é a melhor estratégia para manter o ritmo de vendas aquecido e manter o faturamento em alta.

Ações de cross-selling com seleções internacionais

Além disso, há oportunidade ao apostar em ações com alimentos típicos dos países que entram em campo. Por exemplo: promover uma degustação de doce de leite ou vinhos Malbec em dias de jogos da Argentina; ativar promoções para saquinhos de chá e biscoitos amanteigados quando a Inglaterra jogar; ou criar uma fornada especial de croissants e baguetes na padaria em dias de partida da França.

Outra opção é usar a rivalidade histórica entre as seleções para engajar o consumidor. Se gigantes como a Argentina e a França se enfrentarem na reta final, promova uma “disputa saborosa” na loja, contrapondo o alfajor argentino e os vinhos franceses. Vale incluir descontos progressivos para quem levar os dois ou uma competição entre os clientes em que o item com mais votos ganha uma oferta especial.

A criação de combos temáticos focados nas seleções que continuam vivas também gera ótimos resultados. Kits combinando “frios fatiados e vinhos espanhóis” para os jogos da Espanha ou uma “seleção de queijos e chocolates importados” para as partidas da Suíça estimulam o cross-selling, ajudam na saída de produtos e aumentam o faturamento.

Como adaptar o PDV sem o verde e amarelo?

Outra frente dos trabalhos deve ser direcionada para a mudança no tom da comunicação tanto dentro como fora das lojas. Elementos verdes e amarelos perdem força para elementos com foco na experiência do esporte e na grandiosidade do evento como um todo.

A identidade visual nas lojas deve ser redirecionada para as finais do Mundial, com cartazes chamativos para os próximos confrontos e destacando a qualidade dos produtos para acompanhar os grandes clássicos que estão por vir.

Estratégias para queimar o estoque encalhado do bazar e vestuário

Certas categorias do supermercado tendem a registrar queda na procura com a eliminação do Brasil. É o caso do setor de bazar, que vinha registrando alta com adereços, vuvuzelas e a venda de figurinhas da Copa. Supermercados com seção de vestuário também podem notar a diminuição na saída de camisas da seleção brasileira ou peças com forte apelo verde e amarelo.

A estratégia recomendada para evitar que essas mercadorias fiquem paradas é apostar em promoções especiais e campanhas relâmpago, como as tradicionais “Leve 2 e Pague 1” ou descontos no aplicativo de fidelidade. Trabalhar com o cross-selling (oferecendo um copo temático por um valor simbólico ao comprar um pack de cerveja, por exemplo) também é uma forma de liberar espaço nas gôndolas para o estoque regular, além de evitar possíveis prejuízos.

Dessa forma, a principal estratégia para o varejo é não tratar a Copa como um evento que termina com a participação do Brasil. As fases finais continuam mobilizando consumidores e gerando ocasiões de compra. Ao adaptar a comunicação, promover novas ativações e reposicionar produtos como opções para confraternizações e momentos de lazer, os supermercados mantêm o giro das categorias, reduzem o risco de encalhe e aproveitam todo o potencial comercial que o torneio ainda oferece até a grande final.

Fonte: Asserj

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