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Supermercados retomam mercado no varejo alemão

Varejo de alimentos cresce impulsionado pelo formato super, enquanto hipermercados encolhem e lojas de descontos crescem abaixo da média

De Redação SuperHiper
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Por Renato Müller

O varejo de alimentos teve um crescimento de 3,8% na Alemanha em 2025, movimentando 217,8 bilhões de euros, segundo dados do EHI Retail Institute. Supermercados tradicionais e de vizinhança tiveram crescimento mais significativo, enquanto as lojas de desconto avançaram abaixo da média do setor e os hipermercados perderam vendas.

Nos últimos anos, uma sequência de crises moldou o comportamento de compra do consumidor na Alemanha. A pandemia, a guerra na Ucrânia e a alta dos preços de energia e alimentos alteraram repetidamente o equilíbrio de poder entre lojas de desconto e supermercados tradicionais. No ano passado, supermercados e grandes supermercados recuperaram vendas e participação de mercado. Ainda assim, as lojas de desconto de alimentos permaneceram o formato de varejo com maior faturamento, com mais de 100 bilhões de euros em vendas.

Em 2025, as vendas nos supermercados de vizinhança avançaram 6,5%, enquanto os grandes supermercados cresceram 7,1%. Ambos os formatos de varejo tiveram o melhor desempenho desde a década passada. As lojas de desconto, por sua vez, avançaram 2,7%, no crescimento mais fraco desde 2021.

Com isso, as lojas de desconto (como Aldi e Lidl) viram seu market share cair de 46,6% em 2024 para 46,1% no ano passado, enquanto os supermercados ganhram 1,1 ponto percentual e chegaram a 43,2%. Na avaliação do EHI, a inflação em queda fez com que a qualidade se tornasse novamente um fator-chave. Uma linha de produtos mais ampla, seções de produtos frescos e ofertas de serviços de alimentação reforçaram a posição dos supermercados.

Para o EHI, os dados de 2025 sugerem uma cautelosa normalização do comportamento de compra, sem uma volta completa às condições pré-pandêmicas. Dadas as incertezas econômicas e geopolíticas e a cautela dos consumidores, o instituto projeta um desempenho moderado do setor supermercadista em 2026.

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