O Abrasmercado — indicador que acompanha a variação de preços da cesta de 35 produtos de largo consumo — encerrou o primeiro semestre com alta acumulada de 6,52%. A maior parte desse avanço concentrou-se entre março e maio, período em que o indicador registrou três elevações consecutivas: 2,20% em março, 1,98% em abril e 2,16% em maio.
Em junho, a cesta apresentou leve retração de 0,28%, interrompendo a sequência de altas. Com o resultado, o valor médio passou de R$ 854,91 para R$ 852,54.
Entre os produtos básicos, as principais pressões acumuladas no primeiro semestre concentraram-se no feijão (+52,82%) e no leite longa vida (+22,09%). Em sentido oposto, apresentaram retração o café torrado e moído (-11,49%), o açúcar refinado (-10,78%), o óleo de soja (-9,24%), a farinha de trigo (-4,78%), a massa sêmola de espaguete (-0,65%) e o arroz (-0,52%).
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No grupo das proteínas, as maiores altas acumuladas foram registradas nas carnes bovinas — traseiro (+8,28%) e dianteiro (+6,99%) — e nos ovos (+6,43%). Em contrapartida, o pernil (-5,65%) e o frango congelado (-1,65%) encerraram o semestre em queda.
Entre os vegetais frescos, as maiores elevações acumuladas ocorreram no tomate (+82,41%), na batata (+82,12%) e na cebola (+53,33%).
Nos itens de higiene pessoal, todas as categorias registraram alta no semestre, com destaque para xampu (+5,08%), papel higiênico (+4,59%), creme dental (+4,40%) e sabonete (+3,78%).
Na limpeza doméstica, houve elevação no desinfetante (+4,17%), na água sanitária (+4,00%) e no detergente líquido para louças (+2,09%). O sabão em pó, por sua vez, acumulou retração de 1,06% no período.
Análise regional
No acumulado do primeiro semestre, todas as regiões registraram alta no valor médio da cesta AbrasMercado. O Nordeste liderou a variação, com avanço de 8,06% e preço médio de R$ 773,03 em junho. Apesar da maior alta acumulada, a região apresentou a cesta de menor valor médio do país.
Na sequência aparecem o Norte, com alta de 7,81% e valor médio de R$ 941,00, o maior entre as macrorregiões; o Sul, com avanço de 6,76% e cesta de R$ 928,72; o Centro-Oeste, com elevação de 6,31% e valor médio de R$ 801,23; e o Sudeste, que acumulou alta de 6,05%, encerrando o semestre com a cesta em R$ 870,48.
Cesta de 12 produtos básicos acumula alta de 4,99% no semestre
No recorte da cesta de 12 produtos básicos, o preço médio nacional acumulou alta de 4,99% no primeiro semestre, passando de R$ 340,39 em dezembro de 2025 para R$ 357,39 em junho de 2026. Na passagem de maio para junho, a variação foi de 0,08%, com o valor médio praticamente estável em relação aos R$ 357,10 registrados no mês anterior.
Assim como na cesta ampliada, a principal pressão veio do feijão (+52,82%), seguido do leite longa vida (+22,09%). Também registraram alta a carne bovina – corte do dianteiro (+6,99%), a margarina cremosa (+5,02%), o queijo muçarela (+3,01%) e a farinha de mandioca (+1,85%).
Em sentido oposto, registraram retração o café torrado e moído (-11,49%), o açúcar refinado (-10,78%), o óleo de soja (-9,24%), a farinha de trigo (-4,78%), a massa sêmola de espaguete (-0,65%) e o arroz (-0,52%).
Análise regional da cesta de 12 produtos
No acumulado do primeiro semestre, todas as regiões registraram alta no preço médio da cesta de 12 produtos básicos. O Norte apresentou a maior variação, com avanço de 8,19%, passando para R$ 449,20 em junho. A região também permaneceu com o maior valor médio da cesta entre as macrorregiões.
Na sequência, o Nordeste acumulou alta de 5,97%, com preço médio de R$ 317,01, mantendo a cesta de menor custo do país. No Sul, o avanço foi de 5,66%, elevando o preço médio para R$ 379,86. O Centro-Oeste registrou alta de 4,76%, com a cesta passando para R$ 349,99.
A menor variação acumulada ocorreu no Sudeste, onde o valor médio da cesta avançou 4,16%, com preço médio de R$ 370,19.
Capitais e regiões metropolitanas
Entre as capitais e regiões metropolitanas, os menores valores médios da cesta de 12 produtos permaneceram concentrados no Nordeste. Em junho, Fortaleza registrou R$ 312,62, São Luís ficou em R$ 316,24, Salvador em R$ 316,66, Aracaju em R$ 317,62 e Recife em R$ 321,88.
No Centro-Oeste, os preços permaneceram em faixa intermediária, com Brasília (R$ 348,62), Goiânia (R$ 350,01) e Campo Grande (R$ 351,35).
No Sudeste, a cesta apresentou valores superiores aos observados no Nordeste e no Centro-Oeste, com Rio de Janeiro (R$ 367,80), Belo Horizonte (R$ 369,11), Grande Vitória (R$ 369,64) e São
Paulo (R$ 374,21).
No Sul, Curitiba registrou R$ 377,93 e Porto Alegre R$ 381,79, mantendo a região entre os maiores valores médios do país.
O Norte concentrou os valores mais elevados da cesta, com Belém em R$ 446,18 e Rio Branco em R$ 452,22.