Início » Seção » EUA: tecnologia e experiência do cliente são prioridade

EUA: tecnologia e experiência do cliente são prioridade

Investimentos dos supermercadistas americanos se concentram em áreas de diferenciação estratégica e aumento de margens

De Redação SuperHiper
0 Comentários

Por Renato Müller

As redes de supermercados dos EUA estão priorizando investimentos em tecnologia, experiência dos clientes nas lojas físicas, redução de preço dos produtos e aumento do sortimento em categorias como saúde e bem-estar.

De acordo com o relatório “The Food Retailing Industry Speaks 2026”, desenvolvido pelo FMI – The Food Industry Association, essa é uma resposta aos desafios macroeconômicos e às mudanças de comportamento dos consumidores. “Os clientes estão cada vez mais atentos ao custo dos alimentos e às necessidades nutricionais das famílias. Os supermercados têm respondido a essas demandas com inovação e melhoria da experiência nas lojas, ao mesmo tempo em que ampliam o mix de opções saudáveis”, afirma Leslie G. Sarasin, presidente e CEO do FMI.

Mesmo em um cenário de margens apertadas, o varejo tem investido em novas áreas para suas principais categorias, na excelência do atendimento ao cliente, em mais alimentos frescos e de produção local, além de novidades tecnológicas que retirem atrito da experiência de compra.

Segundo o relatório, o varejo americano está focado em 5 estratégias: lidar com um ambiente macroeconômico volátil; atender às necessidades dos clientes em relação a valor e saudabilidade; melhorar o ambiente de loja; adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade; e ampliar a resiliência dos negócios.

Para 90% dos supermercadistas americanos, o tarifaço do governo americano e os conflitos internacionais impactaram seus negócios, e 82% dos fornecedores entrevistados estão preocupados com as mudanças de comportamento dos clientes por causa da inflação e do aperto de renda.

Dois terços dos varejistas e 70% dos fornecedores disseram ter sentido um impacto negativo no ano passado, com os desafios enfrentados pela cadeia de suprimentos. Cerca de 11% dos supermercadistas fecharam o ano no vermelho, mas as margens totais ficaram praticamente estáveis em relação a 2024, em 2,1% das vendas.

Atualmente, 80% dos supermercadistas vendem online (eram cerca de 50% antes da pandemia) e 94% dos consumidores compraram alimentos tanto online quanto nas lojas no ano passado. Com isso, ser omnichannel se tornou obrigatório e as redes têm ampliado seus investimentos na integração das experiências online e offline.

Outro foco importante são os investimentos em Inteligência Artificial para apoio operacional, incluindo planejamento do sortimento e prevenção de perdas. Os fornecedores, em média, investem uma parcela maior de seu faturamento em tecnologia do que os varejistas (3,3% contra 1,9%).

Leia Também