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GPA amplia margem e reduz alavancagem após reestruturação

Companhia registra avanço de 16,9% no EBITDA ajustado, captura ganhos de eficiência e reforça estratégia para retomar o crescimento rentável das vendas

De Redação SuperHiper
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O GPA começou a colher frutos de sua estratégia de reestruturação operacional e financeira. No primeiro balanço após a homologação de seu plano de Recuperação Extrajudicial, a companhia registrou EBITDA Ajustado de R$ 482 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem EBITDA Ajustado avançou 2,7 pontos percentuais, para 11,7%, refletindo os ganhos das iniciativas adotadas nos últimos trimestres para priorizar operações mais rentáveis, reduzir custos e aumentar a disciplina na gestão de despesas.

A margem bruta chegou a 30,7%, alta de 3,1 pontos percentuais em relação ao 3T25. Nos primeiros nove meses de 2026, a companhia capturou R$ 365 milhões em eficiências, o equivalente a aproximadamente 88% da meta de R$ 415 milhões prevista para 2026. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 821 milhões, redução de 7,8% na comparação anual.

“O terceiro trimestre mostra avanços concretos na execução da nossa estratégia, especialmente na melhoria das margens e na redução de despesas. São resultados importantes, mas temos clareza de que ainda há muito a fazer. Nosso principal desafio é retomar o crescimento sustentável e rentável das vendas, fortalecendo a competitividade das nossas bandeiras e a geração de caixa. Temos prioridades bem definidas e seguimos executando com foco e disciplina”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA.

Na frente operacional, a companhia avançou na regionalização da gestão de lojas buscando adequar o sortimento às características e preferências dos consumidores de cada região, além de ampliar a participação de fornecedores regionais. Além disso, avançou na revisão da proposta de valor e no reposicionamento da bandeira Extra Mercado. “No Extra Mercado, estamos resgatando a essência da bandeira, com foco em preço e competitividade. Iniciamos esse movimento no Rio de Janeiro, com a revisão de preços de mais de 2 mil itens e o fortalecimento de categorias-chave, para recuperar a relevância da marca e ampliar sua conexão com os consumidores”, comenta Santoro.

No trimestre, as vendas líquidas da companhia totalizaram R$ 4,6 bilhões, queda de 6,5% em relação ao 3T25. Segundo o CEO, 4,9 pontos percentuais estão relacionados a mudanças no portfólio e no modelo de negócios da companhia, como a descontinuação da operação de Aliados, o encerramento da parceria de fulfillment nos centros de distribuição e a venda da Stix. “Além dos efeitos dessas decisões estratégicas, o desempenho das vendas mesmas lojas, que recuaram 1,4%, também refletiu um ambiente de consumo desafiador, marcado pela pressão sobre o poder de compra e pelo maior comprometimento da renda das famílias”, explica.

Com a homologação do Plano de Recuperação Extrajudicial, o GPA passa a contar com uma estrutura financeira mais alinhada à sua capacidade de geração de caixa. O prazo médio da dívida foi ampliado de 2,1 para 6,4 anos, enquanto os pagamentos previstos até 2028 foram reduzidos de R$ 5,2 bilhões para aproximadamente R$ 400 milhões. A alavancagem também foi reduzida de 3,7 vezes para 1,2 vez, em bases pro forma.

“A homologação da Recuperação Extrajudicial representa um avanço fundamental na reorganização financeira do GPA. Mas sabemos que a transformação da companhia vai além da estrutura de capital. Nossas prioridades seguem sendo simplificar a operação, fortalecer nossa proposta de valor e recuperar o crescimento rentável das vendas. Temos consciência dos desafios que temos pela frente e confiança na nossa estratégia, na capacidade das nossas equipes e na disciplina de execução para construir um GPA mais sólido e sustentável”, conclui Santoro.

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