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Varejo

Mateus estreia no ramo do minimercado com a franquia Armazzem em São Luís

De Administrador SH 13 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

Com modelo de lojas compactas, o quarto maior grupo do Brasil expande sua atuação no varejo com um formato de negócio que pode ser instalado em condomínios e postos de combustíveis

Grupo Mateus dá continuidade ao seu projeto de expansão nas regiões Norte e Nordeste do país com o lançamento do Armazzem, um novo modelo de negócio compacto ideal para condomínios residenciais, comerciais, postos de combustíveis e empresas.

A primeira unidade foi aberta em frente ao Centro de Distribuição (CD) do Grupo Mateus, em São Luís. Novas lojas serão abertas, a partir do próximo semestre, nos estados onde já existem outras lojas Mateus.

O presidente do Grupo Mateus, Ilson Mateus, ressaltou que a implantação do novo formato de loja foi possível porque o projeto está dentro da estrutura de logística da empresa. “Temos toda uma estrutura de retaguarda que nos permite chegar às lojas de atacarejos, de supermercados, Camiño e, agora, Armazzem. Em breve, estaremos com o serviço também no e-commerce e vamos expandir para todos os estados onde a bandeira do Grupo já está presente”, afirmou o executivo.

A franquia tem cinco formatos diferentes. Soluções que podem se adequar ao espaço disponível e perfil dos consumidores onde a loja pretende ser instalada. Com um mix de produtos variados, que contempla as principais marcas de cada categoria, o Armazzem é a mais nova bandeira do Grupo Mateus, que já ocupa o 4˚ lugar entre as maiores redes de varejo alimentar do país.

Alex Martins, sócio do Grupo Mateus no Armazzem,  frisou que a proposta é estar mais perto dos consumidores e tornar o acesso a produtos e serviços cômodo, prático e rápido. “O nosso diferencial está na inteligência de mercado e capacidade logística do Grupo Mateus que permite, se necessário, abastecer a loja duas vezes no mesmo dia”, destacou.

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Varejo

Danone aprimora plataforma para lojista elevar vendas de bebidas vegetais

De Administrador SH 12 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

Frente às mudanças nos hábitos de consumo, a companhia quer promover as novas tendências “saudáveis” da mesa do brasileiro, incluindo os lácteos 

A plataforma de conteúdo da Danone mescla inteligência de dados e a expertise dos seus técnicos para ajudar o supermercadista a vender mais no pdv, principalmente as bebidas vegetais e o segmento de lácteos. As ferramentas são gratuitas para o mercado – GC Danone -, e foram lançadas no começo deste ano.

O portal traz dicas de comunicação e exposição de bebidas vegetais. Com uma oferta muito variada, esse segmento tem caminhado a passos largos nos últimos anos e deve continuar crescendo nos próximos. Segundo estimativas da Euromonitor International, o crescimento do setor no Brasil foi de 860% entre 2014 e 2019, com projeção de crescer mais 150% até 2024.

Assim, a companhia espera preparar os lojistas para essa nova tendência, com o objetivo de que eles entendam esse novo mercado com profundidade e consigam comunicar e expor os produtos de maneira clara e didática para o consumidor final. “A preocupação com a origem dos alimentos se tornou ainda mais importante com a COVID-19, período em que a preocupação com a saúde e bem-estar estava no radar dos consumidores. Queremos fornecer conteúdo relevante para os nossos parceiros varejistas para que eles possam atender melhor esse novo perfil de consumidor”, explica Marina Fernie, VP de Marketing na Danone.

Fora do Brasil, negócios de bebidas vegetais representam grande parte do faturamento da Danone. Com toda essa expertise global, a empresa expõe ao mercado brasileiro informações sobre vantagens, benefícios e funcionalidades das bebidas vegetais, possibilidades de consumo, exposição correta dos produtos, além de espaços extras e cross merchandising. A média no crescimento das vendas de bebidas vegetais nas lojas, desde que implementaram as recomendações do GC da Danone, é de 15%.

De acordo com dados de mercado compilados pelo GC Danone, os produtos de origem vegetal também chamam atenção dos consumidores que buscam novas alternativas e se preocupam com um estilo de vida saudável, mesmo que tenham de pagar a mais por isso. O bem-estar animal e a sustentabilidade também destacam a categoria.

Portal GC: www.gc.danone.com.br

12 de julho de 2021 0 Comentários
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Varejo

Nestlé se prepara para entrar no mercado de carne cultivada em laboratório

De Administrador SH 12 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

A gigante suíça trabalha com produtos alternativos de carne cultivada combinados com ingredientes vegetais e desenvolvidos pela startup israelense Future Meat Techonologies

A Nestlé está planejando entrar no ramo de carne cultivada em um movimento que pode levar a maior empresa de alimentos do mundo a ajudar a entregar a tecnologia nascente mais rapidamente para o mercado.

A gigante suíça tem trabalhado em produtos alternativos de carne que combinariam carne cultivada com ingredientes vegetais, de acordo com pessoas familiarizadas com as deliberações, que pediram para não serem identificadas porque a informação não foi divulgada. A carne está sendo desenvolvida com a startup israelense Future Meat Technologies, disseram as pessoas.

O CEO da Nestlé, Mark Schneider, está avançando na estratégia de proteína alternativa, uma vez que as preocupações ambientais e de saúde levam mais consumidores a optar por não comprar os produtos animais convencionais. O movimento inicial, após uma decisão relativamente tardia de entrar na onda de produtos à base de plantas, ajudaria a Nestlé a ganhar posição em uma indústria que pode chegar a 35% do mercado de carne de US$ 1,8 trilhão até 2040, de acordo com analistas da consultoria Kearney.

Um porta-voz da Nestlé não pôde comentar imediatamente, enquanto um representante da Future Meat Technologies não respondeu a um e-mail pedindo comentários.

O momento de uma entrada potencial no mercado também seria determinado por aprovações regulatórias, disseram as pessoas.

A Future Meat Technologies está preparada para trazer sua tecnologia baseada em células, enquanto a Nestlé tem experiência no desenvolvimento de produtos vegetais sob sua marca Garden Gourmet. O produto híbrido, que mistura células de carne desenvolvidas em biorreatores com ingredientes vegetais, pode ser uma porta de entrada para a Nestlé ingressar com mais rapidez no mercado de carne cultivada.

As startups de carne com base em células incorporam ingredientes à base de plantas em vários estágios de desenvolvimento do produto. Isso permite que eles melhorem a textura dos produtos e reduzam custos, um grande desafio para startups que desejam substituir a carne convencional.

A Future Meat Technologies já obteve sucesso na redução de custos. A empresa conseguiu produzir frango a US$ 4 por 100 gramas e planeja reduzir esse valor pela metade até o final de 2022, disse à Bloomberg o CEO, Rom Kshuk, em entrevista no mês passado. A empresa quer começar as vendas nos Estados Unidos até o final do ano que vem, enquanto são aguardadas as aprovações regulatórias.

Vários gigantes da alimentação e da carne apoiaram startups de carne cultivada nos últimos anos, em reconhecimento ao potencial da tecnologia. Tyson Foods e a Cargill têm investido, enquanto BRF e Mitsubishi Corp. estão trabalhando com Aleph Farms. A última rodada de financiamento da Aleph Farms também obteve apoio da Thai Union Group e CJ CheilJedang, da Coreia do Sul. A Nestlé provavelmente seria a maior a explorar carnes cultivadas, dando um impulso ao setor.

Fonte: Bloomberg

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Shopper

Brasileiro em casa consome 10% a mais de alimentos orgânicos

De Administrador SH 12 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

A procura por produtos sem agrotóxico aumentou com as vendas online e a digitalização dos serviços no varejo de todos os formatos

Produtores e varejistas são unânimes ao afirmar que o consumo de alimentos orgânicos é um comportamento que veio para ficar. Dados do Ministério da Agricultura apontam que o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos cresceu 10% no ano passado.

Com mais tempo em casa, as pessoas cozinham com maior frequência, cuidam melhor das refeições inclusive, para reforçar a imunidade com esses produtos . A elevação do consumo tem estimulado os micro e pequenos negócios do setor.

Para 2021, o segmento trabalha com aumento entre 20% e 30% nas vendas em todo o país. Vale ressaltar que os preços mais acessíveis também ajudaram no aumento dos negócios.

O analista de competitividade do Sebrae, Luiz Rebelatto, explica que o mercado de produtos orgânicos já vinha crescendo, antes da pandemia, e acabou sendo impulsionado pelas mudanças provocadas com as medidas de restrição de circulação.

“A Covid-19 fez com que as pessoas valorizassem mais o consumo e produção de alimentos caseiros, orgânicos, produzidos por pequenos negócios. Nós do Sebrae, já fizemos campanhas nesse sentido, antes mesmo da crise sanitária. Agora as pessoas buscam praticidade e segurança, por isso, o consumidor está comprando mais pelo e-commerce, entregas em domicílio e pegue-e-leve. Dados mostram que o mercado digital cresceu 40% nos primeiros 12 meses de pandemia, sendo que o setor de comidas e bebidas chegou a 57%”, acrescenta Rebelatto.

De acordo com o analista, os produtores de orgânicos estão atentos às mudanças e se estão se movimentando mais no universo online. “É importante vender na feira, da mesma forma que é essencial possuir a presença digital. As vendas podem ser feitas pelas redes sociais, por plataformas de delivery, por sites próprios, marketplaces e até por serviços de assinatura (quando o consumidor contrata um pacote semanal de frutas e verduras selecionadas e as recebe em casa). São muitas opções, o importante nesse momento é ter essa visão híbrida da forma de vender”, indica.

Capacitações

O Sebrae desenvolve uma série de iniciativas para auxiliar os micro e pequenos negócios do segmento de produtos de orgânicos a impulsionarem seus resultados.

Nas unidades estaduais e regionais, a instituição oferece projetos e atividades de atendimento que auxiliam os produtores disponibilizando consultorias técnicas para adequação às normas e a certificação.

Além disso, o Sebrae ainda disponibiliza soluções que ajudam a agregar valor, como desenvolvimento de marca, embalagens, transformação da produção e acesso a mercados por meio de rodadas de negócios, feiras e eventos comerciais.

s cursos de capacitação online também são um destaque para a atuação dos produtores. Todo o processo de digitalização do negócio pode ser feito pelo próprio empreendedor, através dos cursos ofertados gratuitamente.

No momento, são mais de 140 opções, entre elas “Marketing Digital” em vários módulos, “Logística para comércio eletrônico”, “Como vender pela internet na crise do coronavírus”, “Como criar um site para sua empresa”, entre outras.

O catálogo completo de cursos pode ser acessado no https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/cursosonline.

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Tendências

Adoção de self checkouts bate recorde na pandemia

De Administrador SH 12 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

Mais de 175 mil equipamentos foram instalados em supermercados em 2020, um crescimento de 25% sobre o ano anterior

A pandemia acelerou a adoção de tecnologia e o uso de opções com menos interação humana. Com isso, no ano passado mais de 175 mil equipamentos de self checkout foram vendidos para supermercados em todo o mundo, 25% mais que em 2019, segundo dados da empresa de consultoria RBR. De acordo com o levantamento, 55% desses terminais são totalmente cashless, aceitando somente cartões e pagamentos por celulares.

Aparentemente, essa não é uma moda passageira: a RBR estima que, em 2026, haverá mais de 1,5 milhão de equipamentos de self checkout instalados em supermercados. A tecnologia também vem encontrando espaço em outros segmentos do varejo, como farmácias e lojas de conveniência.

O maior crescimento na adoção de terminais de autoatendimento no varejo está na Ásia (especialmente na China), em que as compras de equipamentos avançaram 33% em 2020. Mesmo em mercados em que o dinheiro ainda predomina, como Japão e Alemanha, a utilização do self checkout vem ganhando tração. Cada vez mais, “cashless is king”.

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Indústria

Leite fermentado da Vigor traz Minions esportistas

De Administrador SH 12 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

A novidade apresenta os famosos Minions da linha como esportistas

A Vigor, dando sequência à sua parceria com os personagens Minions, lança agora a coleção Esportes para a sua linha de leite fermentado. Com licenciamento dos Minions, as garrafinhas de Leite Fermentado Vigor trazem agora cada um dos personagens caracterizados como esportistas. Ao todo, são 12 esportes homenageados — tênis, atletismo, vela, judô, handebol, surfe, futebol, taekwondo, vôlei, tênis de mesa, basquete e natação —, cada um deles representado em uma garrafinha diferente.

A edição é limitada e ficará disponível até o final de agosto ou enquanto durarem os estoques. Saborosa e nutritiva, a linha de Leite Fermentado Vigor, garante a empresa, é rica em lactobacilos vivos, que auxiliam no equilíbrio da flora intestinal. A coleção segue à venda em packs com seis unidades de 75 gramas cada uma.

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Indústria

Huggies lança fralda supreme care com a tecnologia Xtra-flex

De Administrador SH 12 de julho de 2021
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Nova fralda oferece mais conforto, liberdade e flexibilidade ao desenvolvimento dos bebês

Chega ao mercado a nova fralda Supreme Care Roupinha da Huggies, marca da Kimberly-Clark, que conta agora com a tecnologia Xtra-flex, uma inovação da Huggies lançada em 2020, na versão tradicional da fralda Supreme Care.

A nova fralda Huggies, informa a empresa, absorve o xixi, via canais exclusivos em formato de X, que se adaptam aos movimentos, sem acúmulo do líquido ou incômodo entre as perninhas, o chamado “bololô”, que pode impedir que os bebês se movimentem com mais facilidade.  

“Temos uma jornada constante de inovação e uma comunicação focada na confiança mútua. Foi pensando nisso que trouxemos mais um produto que entrega vários benefícios para o consumidor, como o conforto e a flexibilidade de uma tecnologia exclusiva para ajudar no desenvolvimento dos bebês, do engatinhar aos primeiros passinhos, fases importantes na vida dos pequenos. Em 2020, essa tecnologia foi lançada nas fraldas tradicionais Supreme Care, e agora incluímos também na linha Supreme Care Roupinha, sempre com o objetivo de facilitar a jornada das famílias com os seus bebês. Temos, atualmente, todo o nosso portfólio com a tecnologia que inclui Tripla Xtra-Protect e Natural Care Xtra-care”, diz o gerente de Marketing de Huggies, Henrique Melo.

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Indústria

Quaker expande portfólio com lançamento da linha Multigrãos

De Administrador SH 12 de julho de 2021
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As novas versões Mix de Grãos e Granola são opções para um cardápio mais nutritivo

Procurando atender as necessidades dos seus consumidores e seus novos hábitos de alimentação, a Quaker lança a linha Quaker Multigrãos, nas versões Mix de Grãos e Granola, este último nos sabores cranberry, maçã e banana e maçã. Ambos os produtos são ideais para consumo com frutas, iogurte, leite, açaí ou em complemento a outros lanches diários.

Mix de Grãos (disponível na versão 148g) é composto por aveia integral orgânica em flocos, flocos de cevada, centeio, castanha de caju e da maçã desidratada, mistura de ingredientes que, segundo a empresa, entrega proteína, fibras e minerais e é uma ótima oportunidade para enriquecer o café da manhã, lanche ou até mesmo para incluir em receitas. Já Multigrãos Granola (na versão de 250g ) possui selo orgânico e, também, é composto pela aveia integral, flocos de arroz e milho, castanha e frutas secas.

 “Passando mais tempo em casa, os consumidores têm uma oportunidade de ter mais controle do que consomem e de como compor o cardápio diário. Assim como os outros produtos Quaker, os dois lançamentos chegam para somar versatilidade, sabor e nutrição para diferentes momentos de consumo, seja no café da manhã com frutas, no lanchinho com iogurte ou numa tigela de açaí de sobremesa”, comenta a diretora de Marketing da PepsiCo Brasil Alimentos, Cecília Dias.

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Varejo

Boom do e-commerce: um ano de crescimento e aprendizado

De Administrador SH 11 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

A pandemia obrigou os supermercadistas a se reinventarem e muito mais consumidores conheceram, na prática, o conceito de multicanalidade, que veio para ficar

Passado pouco mais de um ano desde o início da pandemia da covid-19 no Brasil, o e-commerce no setor supermercadista continua muito bem e com tendência de crescimento constante. Se no início do maior desafio sanitário do Brasil, em fevereiro de 2020, os varejistas tiveram de agir rapidamente para ampliar investimentos em seus canais de vendas on-line e na logística de distribuição, agora não conseguem se ver sem este importante canal de comercialização. E que abre, inclusive, a possibilidade de expansão em formas antes inimagináveis.

A rede Pague Menos, por exemplo, que tinha atuação em parte do interior de São Paulo, com 29 lojas físicas em 16 municípios – principalmente nas regiões de Campinas e Piracicaba –, viu no e-commerce a possibilidade de estender suas vendas para todos os 645 municípios do Estado. E isso no espaço de menos de um ano, quando nem sequer trabalhava com e-commerce. Conforme conta o gerente de Marketing e Inteligência de Mercado da rede Pague Menos, Diego Cicconato, as vendas online começaram em janeiro do ano passado, com abrangência em apenas três cidades paulistas – Americana, Nova Odessa e Sumaré.

“Desde então, não paramos mais de expandir o comércio eletrônico e, agora, atendemos não somente as cidades onde temos lojas, mas todo o Estado de São Paulo, incluindo a capital e o litoral”, comenta Cicconato, que reconhece que a pandemia “mudou o patamar do e-commerce supermercadista”. “Tivemos de agir rapidamente na ampliação de atendimento online para atender à demanda dos consumidores, que migraram para a compra digital”, continua. “Com isso, costumo dizer que avançamos três anos em três semanas, o que favoreceu um crescimento exponencial à rede.” Para Cicconato, a tendência de compras online é irreversível. “Uma mudança que veio num momento difícil para todos, mas que trouxe benefícios à nossa empresa.”

O líder de e-bit da Nielsen Brasil, Marcelo Osanai, traduz esse crescimento em números. Ele diz que, em 2020, os supermercados cresceram 29% em pedidos e 11% em faturamento no e-commerce, com as categorias de alimentos, bebidas e higiene e beleza impulsionando este avanço, em razão das medidas de isolamento social por causa da pandemia de covid-19 e também das restrições ao comércio não essencial.

Para este ano e os próximos, ele acredita que existe a tendência de os números não serem tão exponenciais, ou seja, o crescimento continuará, mas a menores taxas. “À medida que a pandemia se arrefecer e as regras de abertura do comércio forem mais flexíveis, assim como as do isolamento social, há a tendência de o e-commerce crescer a menores taxas”, avalia. “Nossa expectativa para 2021 é de 26% de crescimento em faturamento total no e-commerce do País, uma porcentagem menor do que os 41% de 2020 ante 2019, mas ainda uma alta taxa”, diz Osanai, que justifica a evolução deste canal de vendas entre os brasileiros: “As vendas online são modernas e trazem muitas vantagens em ofertas, portfólio e comodidade. Ou seja, independentemente da pandemia, há vários benefícios nas compras por este canal”.

O executivo da Nielsen acredita que, dado o grande avanço e aprendizado dos supermercadistas de todos os tamanhos no e-commerce no último ano, a tendência será o setor preservar a multicanalidade de vendas. “Independentemente de ter pandemia ou não, a ‘omnicanalidade’ veio para ficar”, diz Osanai, referindo-se, no caso, à possibilidade de o consumidor poder acessar e comprar produtos por intermédio de vários canais – online e em lojas físicas –, conforme sua conveniência. Para tanto, reforça a necessidade de o supermercadista estar “focado na experiência de compra”, sempre. “É importante investir em tecnologia e plataforma de atendimento online na pré e na pós-compra, para que o consumidor se sensibilize e volte a comprar neste canal.”

O grupo mineiro Super Nosso, com 28 lojas em Belo Horizonte e região metropolitana, já entendeu a necessidade da multicanalidade das vendas, relata o gerente de E-commerce e Transformação Digital, Bruno Pedra.  Ele conta à SuperHiper que “para o grupo, as vendas no e-commerce consolidaram as iniciativas do grupo para oferecer aos clientes uma experiência 100% omnichannel”. Segundo Pedra, hoje os clientes da rede podem utilizar vários canais para compra. “No Clique e Retire, por exemplo, o cliente faz a compra no site e busca na loja de preferência”, informa o executivo. “Já no supernossoemcasa.com ou no Apoio Entrega, ele faz a compra e recebe o produto em casa, com toda segurança e praticidade.” Fora, obviamente, as lojas físicas.

Em abril de 2020, o faturamento do Supernosso em comércio online cresceu 400% em relação a igual período de 2019. O crescimento médio no segundo semestre de 2020 foi de 300% ao mês. “Para 2021, o Grupo Supernosso está com a média de 200% mais de faturamento em relação aos meses de 2020.” Pedra diz que a pandemia estimulou pessoas que nunca compraram online a terem sua primeira experiência no canal, “quebrando a insegurança que existia”. Ele acredita, porém, que mesmo sem pandemia, é “uma comodidade que veio para ficar”. “E a tendência é de que o número de consumidores e a recorrência de consumo online venham só a aumentar, ainda mais com a mudança de grande parte dos profissionais para o regime de home office.”

Agora este ano, infelizmente a pandemia prossegue e até mais grave do que no ano passado, mas, mesmo com o isolamento social um pouco mais relaxado em razão de várias circunstâncias, as vendas online continuam avançando com passos largos. Segundo levantamento do índice MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust/Movimento Compre & Confie, em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), em abril houve alta de 17,74% nas vendas online em relação a igual mês de 2020. Em faturamento, o salto foi de 40,68%. Os dados de abril são os mais recentes, informa a camara-e.net.

“Mesmo com uma pequena retração em relação ao mês anterior (recuo de 6,43% março), o mercado passou por uma transformação permanente, com ampliação de vendas das categorias de produtos de necessidade diária e entrada de novos consumidores no varejo digital”, diz, em nota, o secretário executivo da camara-e.net, Felipe Brandão. Ele cita ainda que, no acumulado do ano, há avanço de 13,97%. Brandão lembra que, historicamente, o mês de abril apresenta “tímida retração” no e-commerce, mesmo antes da pandemia. “Não vemos relação direta da queda em abril com um maior relaxamento das medidas de isolamento.”

Outro dado interessante da pesquisa é que a categoria “hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” cresceu 0,7% em vendas em março de 2021, se comparado ao mês de março de 2020, quando representaram, no bolo total de vendas online, 2,8%.  “Aos poucos a categoria de hipermercados vem ganhando maior participação no âmbito das compras online”, reforça Brandão à SuperHiper.

Ele também concorda que, mesmo num cenário sem pandemia, as vendas online devem continuar crescentes, em razão “da importância do canal para os lojistas, que apostam cada vez mais na multicanalidade dos seus negócios”.

Visão da indústria

O ano de 2020 foi histórico para o e-commerce alimentar e, consequentemente, para as indústrias de bens de consumo. Para a Unilever, por exemplo, a companhia conseguiu atingir um novo patamar de vendas em sua operação, com disparada pela busca de produtos para limpeza para casa, destacando-se as marcas OMO e CIF. A empresa também conseguiu adaptar rapidamente seu portfólio para disponibilizar sua linha completa de desinfecção com OMO, álcool em gel e sabonetes antibacteriano através de Rexona. Outro destaque foi Hellmann´s, Knorr e Mãe Terra, pois, com as restrições, o brasileiro intensificou o cozinhar em casa, aumentando significativamente a participação de alimentos no on-line.

“Um movimento que já estava consolidado e que vale reforçar é a participação desproporcional de marcas mais premium e com propósito claro, como Love, Beauty and Planet, Nexxus e Sétima Geração. Chegam a ser quatro vezes maior no online”, revelou o gerente de e-commerce, Thiago Dias. “Isso é explicado por serem marcas com maior propensão de distribuição via players que estão no online, e também pelo uso de ferramentas que permitem o varejo ativar o consumidor por meio de dados, sendo mais cirúrgicos na segmentação”, explica.

Na avaliação de Dias, a Unilever percebe um varejo mais preparado, que buscou infraestrutura para operar no canal, vencendo barreiras tecnológicas e logísticas. A companhia também enxerga o consumidor com maior intenção de compra, mixando sua cesta entre os canais on-line e off-line. “Acreditamos que, ainda nos próximos dois anos, o canal que já crescia em altas taxas, entregará ao varejo crescimentos acima das taxas pré-pandêmicas. Segundo a Kantar, apenas 12,9% dos lares brasileiros compraram on-line, ou seja, há espaço para as operações digitais conquistarem espaço. E players fora do segmento supermercadista já sabem disso.”

Questionado sobre quais os principais aprendizados que a Unilever pode transmitir ao varejo em relação ao e-commerce, Thiago Dias foi enfático: em primeiro lugar, se fazer presente no canal on-line. “A maior barreira que precisa ser endereçada no Brasil é a disponibilidade do e-commerce em si. Por isso que, em 2018, lançamos o Meu Mercado em Casa, uma plataforma para dar acesso ao varejo ao canal, onde já conectamos mais de 800 lojas ao seu consumidor. Os apps de entrega também são uma boa porta de entrada para quem quer participar desse canal”, lembra.

“Outro ponto importante é que o e-commerce é mais do que um canal de vendas, é um canal de influência, e o consumidor está usando o smartphone enquanto compra no PDV físico para comparar. Logo, não estar presente no mundo digital faz com que sua participação na jornada de compra do consumidor diminua. Eu cito o e-commerce como um canal de influência, pois, por meio dele, o varejista pode aumentar sua presença em mídias digitais, pode acelerar seu aprendizado através de dados e reaplicá-los em toda a operação.”

Para completar, Dias destaca mais três pontos de atenção para que o varejo obtenha mais eficiência em seu e-commerce. O primeiro deles diz respeito à qualidade das imagens dos produtos, que devem ser otimizadas para as pequenas telas dos celulares, as chamadas Hero Image. “Outro ponto é o cuidado com a descrição dos itens. O consumidor não tem a embalagem em mãos para consultar, logo, ter informações completas é imperativo para uma boa experiência. Por fim, invista em capturar, analisar e entender os dados que o sell-out on-line aponta. Eles são grandes indicadores de tendência e oportunidade.”

E-commerce por segmentos no Brasil

Em março de 2021, a composição de compras realizadas pela internet, por segmento, ficou da seguinte forma: equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (43,1%), móveis e eletrodomésticos (26,9%); e tecidos, vestuário e calçados (10,4%). Na sequência, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%), outros artigos de usos pessoal e doméstico (6,2%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%). Fonte: Câmara-e.net

Em 2020, o e-commerce do varejo alimentar cresceu…

29% em pedidos

11% em faturamento

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Varejo

Dalben impulsiona jornada omnichannel do cliente, personalizando experiências

De Administrador SH 11 de julho de 2021
Escrito por Administrador SH

A Rede unificou os aplicativos “Dalben Delivery” e “Meu Estilo” no app Dalben. Com o programa de vantagens repaginado, o consumidor ativa suas  ofertas no esquema one to one

Rede Dalben Supermercados avança em sua jornada em prol da estratégia omnichannel da marca. A Dalben unificou o seu aplicativo de vantagens, o Meu Estilo, e o de compras online, o Dalben Delivery. Agora, os clientes podem consultar e ativar as ofertas personalizadas e também fazer compras no e-commerce num único APP, o APP DALBEN.

Com a parceria da Propz, o programa de vantagens Estilo Dalben, lançado em 2017, passa por importantes evoluções. Através de um motor de recomendações por inteligência artificial, a estratégia “one to one”, usada pela Propz, consegue analisar cada cliente de forma individual, e permite que a Rede Dalben seja ainda mais assertiva em suas ações trazendo ofertas personalizadas, tratando cada cliente como único.

O cadastro no programa também ficou muito mais ágil, já que o usuário consegue fazê-lo via site, aplicativo ou então diretamente no caixa da loja, informando apenas o CPF e número de celular com DDD. Após essa etapa, o cliente recebe um SMS com um link para completar o cadastro quando puder, mas já consegue usufruir sem fricções das vantagens e condições especiais do Estilo Dalben.

Lojas físicas e canais digitais do Dalben, assim como as mídias, já estão trabalhando com o repaginado Programa Estilo e o novo aplicativo. A campanha publicitária é estrelada pela garota propaganda da marca, a atriz e dançarina, Claudia Raia, através de um planejamento de comunicação integrada de marketing (CIM) e storytelling.

As estratégias de marketing estruturadas nessa importante movimentação da marca seguem as principais tendências do mercado e de compras online, além de uma experiência de compra cada vez mais unificada e personalizada para os seus clientes.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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