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quarta-feira, maio 27, 2026
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Negócios

Coca-Cola é líder há uma década no planeta

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Dados constam do Estudo anual Brand Footprint feito pela Kantar; o segundo lugar é de uma marca de higiene pessoal

O estudo anual Brand Footprint, uma análise detalhada do comportamento global do comprador em 2021, feito pela Kantar, líder mundial em dados, insights e consultoria, revelou que as famílias concentraram consistentemente suas escolhas em apenas 55 marcas no ano. Tornar-se uma dessas marcas é a chave para o crescimento no mercado de bens de consumo massivo (FMCG).

Pelo 10º ano consecutivo, a Coca-Cola continua sendo a marca mais escolhida do planeta, comprada 6,6 bilhões de vezes em todo o mundo durante o ano, um aumento de 3% em relação ao ano anterior, com base nas vendas de FMCG para consumo dentro do lar. A Colgate continua como a segunda marca mais escolhida, e é a que está presente na maioria dos lares, com 57,3% do mundo a comprando pelo menos uma vez por ano.

Após uma pausa de um ano, a Maggi retorna ao top 3 das marcas mais escolhidas, sendo comprada 3,4 bilhões de vezes, o que representa um aumento de 11% ano a ano, e tendo o maior aumento de penetração global (1%) do que qualquer marca. Isso se deveu ao aumento em nove de seus 10 maiores mercados, sendo que, em dois deles, Índia e Filipinas, a marca ganhou pontos de penetração de +3,3% e +3,2%, respectivamente.

De acordo com Benjamin Cawthray, Global Thought Leadership Director da Divisão Worldpanel da Kantar, “a 10ª edição do relatório fornece três verdades fundamentais sobre como compramos produtos de consumo massivo: o número de marcas que os compradores adquirem permaneceu consistente ao longo da década, com as famílias escolhendo apenas 55 delas; aumentar a taxa de penetração na vida das famílias é a melhor maneira de crescer e a única forma de fazê-lo consistentemente ano após ano; e por último, o sucesso para marcas pequenas significa aumentar a penetração doméstica em 0,5% ao ano, e para marcas mais estabelecidas 1,5%. No entanto, o crescimento consistente é muito difícil de alcançar. Das 50 marcas globais mais escolhidas, apenas duas conseguiram tal feito em cada um dos 10 anos em que produzimos o relatório. Por isso, parabéns para Dove e Vim, da Unilever”.

Destaques de desempenho

Em 2021, as famílias em todo o mundo fizeram 416 bilhões de escolhas de marcas, crescendo 1,4% em relação a 2020. As 10 principais marcas globais representaram 7,4% de todas as compras (crescendo 3,2% ano a ano), enquanto as 50 principais marcas globais representaram 17,2% (crescimento de 1,8% ano a ano). Close-Up e Cheetos são as marcas mais recentes a se juntar ao clube ‘um bilhão’, sendo compradas mais de um bilhão de vezes no ano. 28 marcas já atingiram esse marco, contra 16 em 2012.

“As maiores marcas continuaram a mostrar sua força e resiliência em 2021, superando o restante do mercado de consumo massivo. Este também não é um caso isolado. Na última década, eles aumentaram seu alcance global em 11%, em comparação com 8% para o Top 50 como um todo. Para se tornar uma potência global as marcas precisam atingir alguns objetivos cada vez mais difíceis. É necessária uma taxa de penetração global de pelo menos 30% para se juntar às 10 principais marcas globais, juntamente com uma frequência de compra de pelo menos seis vezes por ano.”, conclui Guillaume Bacuvier, CEO da divisão Worldpanel da Kantar.

Fonte: Asserj

30 de maio de 2022 0 Comentários
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ESG

Nestlé muda as regras de distribuição de bônus para a liderança

De Administrador SH 30 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

São mais de cem iniciativas em andamento que incluem desde matérias-primas, operações, destinação de resíduos, distribuição e reciclagem

A Nestlé passará, a partir deste ano, a atrelar a remuneração variável de toda a sua liderança ao cumprimento de metas de redução das emissões de carbono. A iniciativa vai considerar os resultados obtidos em mais de cem projetos em andamento ou em fase de implementação para toda a cadeia de valor. Cerca de 2 mil colaboradores em todo o Brasil serão impactados pela medida e terão parte da remuneração variável relacionada ao atingimento do target definido para a companhia no país.  

A medida está alinhada ao compromisso global de reduzir pela metade as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2050, bem como com as metas estabelecidas para o mercado brasileiro para serem cumpridas em três anos. São elas: obter 30% das principais matérias-primas por meio de práticas regenerativas; reciclar o equivalente a todo o plástico colocado no mercado brasileiro; e conservar 300 mil hectares na Amazônia, gerando renda e promovendo educação para 4 mil pessoas.  

“É um passo concreto que demonstra o compromisso com a evolução da nossa jornada de sustentabilidade de ponta a ponta na cadeia de valor. Essa decisão também nos coloca como um player importante dentro do ecossistema para ajudar a acelerar ações de transformação junto aos nossos fornecedores”, afirma Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil.   

Agricultura regenerativa, matérias-primas sustentáveis, melhorias de processos e eficiência em fábricas, logística, embalagens, reciclagem e destinação de resíduos estão entre as áreas responsáveis pelos projetos estabelecidos para a cadeia de valor com o objetivo de promover a redução da emissão de carbono. A evolução da meta para cada um dos projetos é acompanhada mensalmente pelo Comitê de Sustentabilidade, formado pelo presidente da empresa, diretores das áreas relacionadas e equipes técnicas, e passará por auditorias periódicas para a mensuração dos resultados.   

A decisão de incluir metas de sustentabilidade na remuneração variável é global e envolve todos os mercados nos quais a Nestlé atua, respeitando o peso da operação e os projetos em desenvolvimento em cada um deles. 

Fonte: Bússola, Exame

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Negócios

M-commerce só cresce no Brasil

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Varejista deve direcionar o site ou aplicativo para essa ferramenta. Entenda os motivos

Estudo da FGV mostra que há 242 milhões de smartphones em uso no país, ou seja , 1,1 aparelho por habitante, ou 113% da população. Neste sentido, o Brasil está acima da média mundial de 91% da população, mas ainda abaixo dos 136% registrados nos Estados Unidos.

Para cada televisor foram vendidos 3,1 smartphones no mercado brasileiro, no ano passado. 

Os dados fazem parte da 33ª Pesquisa do Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas elaborada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGVcia).

Diante desses números, dois outros institutos concluíram que 81% dos consumidores brasileiros fizeram ao menos uma compra via app ou site pelo celular nos últimos 30 dias, ou seja, via mobile-commerce, pelo celular.

A Mobile Time e a Opinion Box realizaram uma pesquisa que, entre os tópicos, abordava o uso dos smartphones na compra online.

Outra boa notícia é que, dos respondentes, 93% disseram que já experimentaram comprar via smartphone alguma vez na vida. Além disso, 83% disseram comprar atualmente via smartphone mais do que seis meses atrás. Portanto, se você por acaso ainda tem dúvida em criar um aplicativo para o seu e-commerce, saiba que 23% dessas pessoas compram mais de uma vez por semana via apps. Outro ponto interessante da pesquisa é que atualmente os aplicativos de mensageria também se tornaram canais de compras muito promissores.

Compras por aplicativos conversacionais

Portanto, muitas marcas estão usufruindo do recurso de compra dos aplicativos para fornecer seus produtos (o já conhecido “comércio conversacional”). WhatsApp e Instagram, por exemplo, se tornaram ótimas ferramentas de vendas por parte das empresas. Apenas como comparativo, 64% dos brasileiros com smartphone já fizeram compras pelo WhatsApp. No mesmo levantamento, ficou registrado que 46% usam o Instagram para comprar, enquanto 31% compram pelo app conversacional do Messenger (Facebook).

Satisfação do consumidor do m-commerce

Outro ponto relevante é que 92% dos consumidores móveis brasileiros estão satisfeitos com a experiência de m-commerce. Ou seja, em uma escala de 1 a 5 para a satisfação com o serviço, as notas oscilam entre 4 e 5. Uma curiosidade: o que o brasileiro mais aprecia em um app de m-commerce são os descontos. Afinal, essa foi a preferência de de 60% dos consumidores móveis brasileiros!

A base pesquisada, neste caso, possui 1.897 brasileiros que já compraram via app ou site pelo smartphone.

Esse item, aliás, foi incluído pela primeira vez na lista de opções de resposta nesta pesquisa. Em seguida estão o cashback, com 52%, e entrega no mesmo dia, com 32% — a pergunta permitia mais de uma resposta. Outra novidade é que pela primeira vez o Pix ultrapassou o boleto bancário na preferência do brasileiro entre os meios de pagamento dentro de apps, indicado por 16% dos consumidores móveis. Apesar disso, o preferido continua sendo o cartão de crédito (67%). No caso do boleto, a escolha caiu para a quarta posição, com 7%, atrás das carteiras digitais (9%).

Fonte: Giuliano Gonçalves, E-commerce Brasil

28 de maio de 2022 0 Comentários
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ESG

Herdeiros verdes redirecionam os negócios com foco na agenda ESG

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Conheça como as gerações mais jovens têm feito, na prática, nas empresas familiares

A mudança geracional no comando de empresas familiares brasileiras tem sido acompanhada de uma reorientação para a sustentabilidade. Os “herdeiros verdes”, na faixa dos 30 a 40 anos, estão assumindo postos de comando ou criando novos negócios a partir dos que herdaram já conscientes da necessidade de destacar pautas ambientais e práticas sustentáveis.

Adotar ações em prol do combate às mudanças climáticas é visto como uma responsabilidade por 72% dos herdeiros de empresas familiares brasileiras, segundo levantamento inédito da consultoria PwC.

A pesquisa, que ouviu 1.306 negócios no mundo, indica que, a missão é levada mais a sério entre no Brasil que em outros países: globalmente, 47% dos sucessores se enxergam responsáveis nesse mesmo sentido.

As sucessões ajudam as empresas a incluírem políticas ambientais, sociais e de governança corporativa (resumidas na sigla ESG, em inglês) no cotidiano como uma necessidade para a sobrevivência dos negócios, mas também como uma forma de ampliar mercados e margens de lucro, avaliam alguns desses novos líderes. Afinal, são temas cada vez mais caros a investidores e consumidores.

O desafio, contam eles, é aprender a lidar com a complexidade de demandas e processos decorrentes dessas mudanças — que podem ajudar a conter, por exemplo, o desmatamento e os maus-tratos a animais. Isso pode significar romper com o estilo de administração das gerações anteriores.

Agricultura regenerativa

O paulista Felipe Vilella, de 29 anos, viu a citricultura focada em laranja e limão-taiti que o bisavô uruguaio mantinha em Limeira (SP) se descontinuar. Apesar do carinho pela plantação, nenhum dos descendentes conseguiu criar uma estratégia para manter o negócio.

Para tentar resgatar a tradição familiar, há quatro anos Felipe se tornou cofundador da reNature, com foco na agricultura regenerativa.

— O modelo que meu bisavô utilizava para o plantio era de monocultura. Hoje, tenho espécies que são cultivadas para fazer a cobertura do solo e que se tornam matéria orgânica para torná-lo mais fértil. O novo desenho do negócio mostra que as práticas sustentáveis são, sim, economicamente viáveis — diz Vilella.

Idealizada em Amsterdã, capital da Holanda, onde ele morou dez anos atrás, a reNature também atua no Brasil e chega a lucrar anualmente R$ 5 milhões. Além da produção, as atividades incluem consultoria para grandes marcas, como Nespresso, Unilever e Danone — todas em busca de melhores práticas no manejo agrícola.

— O mundo está muito turbulento diante das mudanças climáticas, da pandemia e de outros fatores. Por isso, os novos líderes precisam desenvolver seus próprios planos para manter o crescimento necessário e estarem atentos às práticas ESG. Os jovens têm papel importante e precisam encontrar o próprio espaço para fazer acontecer dentro do meio familiar, sem medo de seguir caminhos diferentes — diz Helena Rocha, sócia da PwC Brasil.

A carioca Amanda Pinto, de 31 anos, começou em 2013 a virar a chave da Mantiqueira, produtora de ovos fundada pelo pai, Leandro Pinto, no interior de Minas Gerais em 1989. Aos 22 anos, após cursar Administração, abandonou um emprego para se dedicar ao negócio da família.

Criou o setor de marketing para abrir ao público detalhes sobre a maior produção de ovos da América do Sul, com 11,5 milhões de galinhas e atuação também voltada para agropecuária. Aos 30, ela fundou a foodtech N.ovo para produzir alimentos à base de vegetais, incluindo os que imitam ovos e frango, como um braço da empresa do pai.

— Na primeira reunião sobre a N.ovo, fiquei assustado, mas meu sócio foi o primeiro a apoiar a Amanda. Depois, passei a sonhar junto com ela. Quando comecei o meu negócio, não tinha esse olhar para a sustentabilidade — relembra Leandro, de 54 anos.

Ele ainda revela que chegou ser alertado pelo Ministério Público (MP) sobre a necessidade de aprimorar a destinação do esterco produzido nas granjas, hoje transformado em fertilizante:

— Minha visão sobre essas práticas foi mudando com os filhos e as novidades propostas pelas novas gerações.

O que motivou Amanda a criar a N.ovo foi a alta demanda crescente de consumidores por produtos “amigos do meio ambiente”. Em 2019, ela já tinha convencido os conselheiros da Mantiqueira a investir na criação de aves em granjas livres de gaiolas. Assim, a empresa já “libertou” mais de um milhão de galinhas e, até 2025, pretende ampliar a marca para 2,5 milhões — em um aceno para clientes e investidores que buscam produtos de origem animal e livres de maus tratos.

— Vi conselheiro cochilando e até fazendo piada de mim nas vezes em que levava ideias sustentáveis para reuniões corporativas. Mas, conforme fui demonstrando meus pontos com pesquisas e dados de mercado, muitos entenderam que aquela era uma demanda real — conta Amanda, relembrando seu principal argumento: — Se a gente não saísse na frente, seríamos uma nova Kodak (a empresa de fotografia analógica que perdeu mercado com a popularização das câmeras digitais).

Reinvenção do negócio

É legítimo, e até mesmo necessário, o temor de perder espaço no mercado. O levantamento mais recente da PwC mostra que, enquanto 75% dos herdeiros acreditam que suas empresas podem ser capazes de liderar o mercado quando o assunto é sustentabilidade, só 35% dos que responderam à pesquisa já estão inseridos na ampliação de investimentos nessa área pelos negócios familiares.

Professor associado da Fundação Dom Cabral (FDC) nas áreas de governança corporativa e sucessões, há 30 anos Jairo Gudis auxilia herdeiros que assumem posições de comando. Segundo ele, falta estratégia na maior parte das empresas:

— Poucas empresas têm um planejamento estratégico e sabem onde querem chegar. A passagem de bastão faz com que os negócios deixem de ser de um só dono e passem a um processo decisório compartilhado. Sem estratégia, pode haver um hiato no crescimento e as empresas acabarem ameaçadas, principalmente quando não conseguem observar questões sociais, ambientais e de governança.

Especializada em Direito Ambiental, a advogada Ana Luci Grizzi alerta que as empresas podem acabar criando um discurso de preservação da natureza que não se aplica na prática do negócio ou que seja simplesmente o cumprimento das legislações, criando situações de greenwashing (quando anunciam medidas positivas, ligadas à agenda verde, que nunca saem do papel) ou rainbow washing (caso semelhante, porém ligado a atitudes sociais).

— Empresas precisam seguir as normas ambientais vigentes, as quais se aplicam independentemente do posicionamento delas. A mesma lógica vale para o cumprimento de normas trabalhistas, de saúde e segurança, de direito do consumidor e direitos humanos, que também se aplicam independentemente de posicionamento — pontua Ana Luci.

O empenho dos herdeiros e das empresas responde, de fato, a uma demanda do público, segundo pesquisa da consultoria Opinion Box, realizada com 2,2 mil pessoas em 2021: 63% afirmaram que dão preferência a marcas reconhecidas por cuidarem do meio ambiente.

É a essa parcela majoritária dos consumidores que se volta Tobias Chanan, de 45 anos, fundador da Urban Farmcy, que produz hambúrgueres de origem vegetal desde o ano passado. Inspirado pela veia empreendedora da família, que foi dona de uma confecção gaúcha, Chanan comandou a gigante de cosméticos The Body Shop e, agora, trilha um novo caminho.

— As práticas sustentáveis geram grande valor para as empresas e ajudam na produtividade, na qualidade de entrega, no engajamento do consumidor e nas alianças com outros negócios que têm o mesmo posicionamento — diz o empresário, que aponta obstáculos no caminho. — As demandas socioambientais deixam o negócio mais desafiador, inclusive porque a legislação em vigor não foi feita para impulsionar empresas que nascem com essa filosofia.

Fonte: João Paulo Saconi, O Globo

28 de maio de 2022 0 Comentários
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Negócios

Saiba lucrar com o “up” no visual

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Clientes buscam alternativas e dão o famoso jeitinho brasileiro para se cuidar, sem comprometer a renda

A volta aos escritórios, a retomada de eventos e do convívio social pós-pandemia têm levado a uma busca por um up no visual. Com a maior demanda, crescem também os preços, exigindo criatividade das brasileiras na hora de usar o esmalte ou o batom.

No acumulado dos últimos 12 meses até maio, o preço do esmalte, por exemplo, subiu 10,59%, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), acima da inflação no período. Além de mais gente comprando frascos para pintar as unhas, insumos químicos usados como matéria-prima para produtos de beleza ficaram mais caros com a alta do preço do petróleo.

— Algumas resinas são retiradas do petróleo e outros produtos químicos que subiram de preço no mercado internacional. O esmalte não é um bem tão essencial quanto os outros derivados (como gasolina), não vai subir tanto, mas vai acompanhar a inflação — explica André Braz, coordenador dos Índices de Preços do Ibre/FGV.

De acordo com a FGV, a gasolina, que sofre impacto mais direto da escalada da cotação da commodity, subiu 29,2% em 12 meses. O GNV ficou 46,8% mais caro. O preço do petróleo tem sido impacto pela guerra na Ucrânia, pois a Rússia é um importante produtor.

No mundo da beleza, a saída tem sido improvisar. Ganham destaque no look modelitos que economizam no esmalte ou aproveitam ao máximo cada frasco do produto. Funcionária da Comlurb e designer de unha nas horas vagas, Luana Barros explica as estratégias para agradar a clientela sem comprometer sua renda:

— A técnica esfumada pinta só metade da unha e fica lindo, mas gasta menos esmalte. Aí fica mais barato. A “teia de aranha” também economiza e as clientes ficam satisfeitas.

Vendas de cosméticos crescem

Mesmo com os preços em alta, a demanda por cosméticos não dá sinais de diminuir. Para Jean Paul Rebetez, sócio da consultoria de varejo Gouvêa, o momento que o Brasil vive em relação à pandemia é favorável para a área de cosméticos, beleza e saúde, pois há um movimento de retorno à vida social.

— O consumidor está mais na rua, fora de casa. Com isso, vem toda essa indústria junto que de uma certa maneira tem a ver com o autocuidado, sociabilidade e imagem das pessoas — diz o analista.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), no primeiro bimestre de 2022, a categoria de maquiagem apresentou crescimento de 10,3% de vendas, em comparação ao mesmo período de 2021. A associação avalia que um dos reflexos que impulsionam o desempenho positivo é a retomada do contato social e a flexibilização do uso de máscaras.

Alex Almeida, dono de lojas de produtos de beleza no Mercadão de Madureira, polo de comércio popular na Zona Norte do Rio, diz que a procura por maquiagem cresceu 30% desde o início deste ano, com destaque para produtos para os olhos.

— Na pandemia, ficou em alta a extensão dos cílios, já que as máscaras cobriam parte do rosto. E a moda ficou — conta.

Para driblar a alta de custos, Almeida substituiu alguns fornecedores e tenta manter os preços para os clientes. Ainda assim, uma paleta de sombras de uma marca nacional que em 2019 custava R$ 4,50 no atacado e R$ 6 no varejo hoje fica por R$ 10 e R$ 12, respectivamente – ou seja, o dobro do preço.

Efeitos do aumento

Para muitos, o preço mais alto significou perda de clientes. Raquel Vital, que trabalha em um salão em Guaratiba e é especializada em alongamentos, sentiu o baque após ter subido seus preços.

— Infelizmente, não tenho outra opção. Não adianta baixar o valor, porque a gente vai usar a mesma quantidade de produto. Para que os alongamentos fiquem realistas, preciso usar produtos importados, que são caros — conta.

A manicure Sandra Maria Bento sentiu na ponta do lápis o aumento dos preços:

— Por muitos anos, o esmalte custava R$ 1,50, e eu amolava alicate a R$ 2,50. Agora, o esmalte custa R$ 5,00 e para amolar é R$ 10,00.

Faça você mesma

Ana Paula Ribeiro, que trabalha em uma loja de cosméticos no Centro do Rio, observa outro fenômeno da beleza que foi herdado da pandemia: o aumento da procura por produtos de beleza usados para fazer procedimentos em casa.

— Algumas mulheres aprenderam a fazer sozinhas alguns procedimentos que tinham costume de fazer no salão de beleza. Temos vendido muitos itens de progressiva, botox capilar, drenagem linfática e unhas — relata.

Uma dessas mulheres é Nathália Leal, de 25 anos. A jornalista tinha o hábito de fazer alongamento em gel nas unhas a cada 15 dias com uma manicure, que interrompeu o atendimento na pandemia.

Com mais tempo livre, ela decidiu que aprenderia, com tutoriais na internet, a fazer as unhas sozinha, e comprou um kit de alongamento completo:

— Mesmo com os salões abertos, continuei fazendo sozinha, porque sai mais barato. Não quero gastar entre R$ 80 e R$ 100 reais a cada 15 dias com a manutenção das unhas. Tomei gosto e, hoje, além de fazer as unhas de algumas amigas, também aprendi a cortar meu cabelo e fazer as minhas sobrancelhas.

Fonte: Camilla Alcântara, O Globo

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LançamentosNegócios

Sonho de consumo do público masculino vai elevar o faturamento

De Administrador SH 28 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Lançamento de produto feito em Manaus deve aguçar ainda mais o segmento que faturou R$ 2,7 bi em 2021

“Vamos parar de fazer lâminas de barbear quando não pudermos continuar melhorando.” A frase de King Camp Gillette, fundador da marca Gillette em 1901, é seguida à risca até hoje, mais de 120 anos depois. São lançados dez novos produtos por ano, em média.

O mais recente deles, que acaba de chegar ao mercado, é o Gillette Derma Proteção, o primeiro aparelho de barbear descartável desenvolvido para combater pelos encravados. Foi desenvolvido no Brasil, especialmente para o consumidor brasileiro, mas será comercializado também em mercados internacionais.

Apesar das dezenas de novidades ao longo dos últimos 15 anos, a Gillette trata o produto como a maior inovação da categoria de aparelhos de barbear descartáveis desde 2007, quando foi lançada a linha Prestobarba3, o primeiro três lâminas.

Como estratégia de negócio, o Derma Proteção deve incrementar a receita da marca no País, em um setor bilionário. Segundo dados da consultoria Nielsen, o segmento de lâminas de barbear faturou R$ 2,7 bilhões em 2021.

Um nicho completamente dominado pela Gillette, que detém 80% de market share. Ainda assim, a marca pretende avançar. “Metade das vendas são de produtos que tem abordagem de sensibilidade da pele. Mas em descartáveis são 25%. Temos uma oportunidade de negócio. Com esse lançamento, queremos equilibrar esse balanço”, disse Luis Siqueira, diretor sênior de Marketing de Gillette Brasil, mas pode chamá-lo de comandante da operação brasileira da empresa adquirida pela P&G em 2005 pela bagatela de US$ 57 bilhões.

Foram dois anos de desenvolvimento do novo produto, produzido na fábrica de Manaus, uma das maiores de Gillette no mundo. São duas lâminas e uma barreira protetora no meio delas, que corta o pelo um pouco acima da pele.

A promessa é resolver o problema de irritação, reclamação de 61% dos homens brasileiros, de acordo com pesquisa interna da marca. Durante as sondagens, constatou-se ainda que 85% dos homens negros afirmaram ter pelos encravados e 44% disseram sofrer com irritação moderada ou severa, que já são tratadas no âmbito dermatológico.

Além da tecnologia inovadora, a Gillette também desbrava outros campos com o Derma Proteção. Pela primeira vez traz um retrato de um homem negro nos materiais publicitários, inclusive na embalagem, que também tem todas as informações sobre o produto escritas em português.

E vai colocar sua expertise de comunicação com o consumidor para disseminar o aparelho. Uma das poucas marcas presentes em todos os 5.570 municípios do País, investe muito nos pontos de venda.

Afinal, a compra de lâmina de barbear é por impulso. “O consumidor vê o produto na gôndola do mercado, na farmácia, na padaria ou mesmo na banca de jornal, e lembra que precisa”, disse o executivo.

Dentro desses estabelecimentos também há um plano para dar visibilidade aos produtos Gillette, que precisam estar bem-posicionados. O corredor do check out é indispensável. “Se achar algum lugar que não tem, me liga porque está errado”, disse Siqueira, ao destacar que as vendas de descartáveis da Gillette cresceram 5% em 2021, enquanto a categoria no geral cresceu 1%.

E como ficam os 50% do público masculino que têm algum tipo de barba? Nesse caso, a aposta é na maquininha portátil Styler, com quatro níveis de corte e possibilidade de acoplar o barbeador à carga de lâminas da linha Fusion. “O mercado brasileiro é gigantesco e precisamos ter produtos para todos os perfis”, afirmou Siqueira, dando continuidade à centenária ideologia de King Camp Gillette.

Fonte: Beto Silva, Isto É Dinheiro

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Negócios

Atacarejo da UnidaSul estreia amplo mix em sua 11ª loja

De Administrador SH 27 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Nova unidade abre ao público de forma sustentável com uso de energia solar fotovoltaica

O Macromix Atacado acaba de inaugurar a 11ª loja da rede, em Portão. São 7.7 mil metros quadrados de área total, sendo 3.1 mil de área de venda. A unidade é o primeiro empreendimento da rede na cidade e está localizado na ERS 240, nº 3930. A loja já está aberta ao público.

O presidente da UnidaSul, Augusto de Cesaro, destacou as vantagens que o modelo de atacarejo trará para a cidade e toda a região. “Chegamos a nossa décima primeira loja de Macromix Atacado e estamos trazendo para Portão o nosso modelo de atacarejo, com produtos cuidadosamente escolhidos para atender os moradores e pequenos comerciantes da região, combinando a economia do atacado com as facilidades do varejo”, ressaltou o executivo.

A loja

Conforme explica o Superintendente de Atacarejo da UnidaSul, holding que administra o Macromix, Eloi Zagonel, o mix variado de produtos é um dos grandes diferenciais da loja. São 11 mil itens, entre eles, merecem destaque as opções vegetarianas, veganas e o setor dos chamados produtos especiais e restritivos (sem glúten e sem lactose). “Além disso, teremos uma excelente adega com vinhos nacionais e importados e um amplo setor de produtos resfriados e congelados”, ressalta Zagonel.

O fácil acesso ao Macromix Portão também é outro destaque da loja. Localizado na  ERS 240, no trevo de entrada da cidade, a unidade será uma opção não só para os moradores locais, mas também para os de cidades vizinhas. “Não somente Portão, mas Estância Velha, São Sebastião do Caí, São Vendelino e até Novo Hamburgo e São Leopoldo ganham uma nova opção de compra. Pensamos a localização na entrada da cidade justamente para abastecer essas localidades”, reforça o Superintendente de Atacarejo da UnidaSul.

Autosserviço na padaria já é sucesso

A exemplo do recém-inaugurado Macromix Padre Reus, em São Leopoldo, o novo modelo de autosserviço no setor da padaria também será implementado na loja de Portão. Ele funciona assim: pães, bolos, salgadinhos e doces ficam expostos em balcões específicos à disposição do cliente. Ele mesmo irá escolher, colocar nas embalagens e pesar. 

“Percebemos uma grande aceitação por parte dos clientes a este novo modelo, onde eles mesmos podem escolher os itens da sua preferência dentro dos produtos oferecidos. Será uma marca das nossas lojas do Macromix”, explica Zagonel.

Sustentabilidade

Outra novidade já implementada e que também aparece no Macromix Portão é a opção de carregadores para veículos elétricos no estacionamento. Além dessas, o local disponibiliza 270 vagas, sendo 84 cobertas. 

A nova loja também conta com energia solar fotovoltaica, em que a energia elétrica é gerada através da luz do sol. “Temos priorizado o uso de uma energia mais sustentável nos nossos projetos”, destaca o gestor.

27 de maio de 2022 0 Comentários
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Negócios

Atacadão reforça caixa com recursos da matriz

De Administrador SH 26 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Dívida da companhia brasileira chega a R$ 4 bi e se aproxima do patamar do início de 2021

Um dia depois da aprovação da compra do BIG pelo Carrefour, o Atacadão, bandeira de atacarejo da rede francesa, anunciou que reforçou sua estrutura financeira com R$ 1,9 bilhão em uma linha de crédito com a controladora, por meio da subsidiária financeira Carrefour Finance. O custo da linha é de 14,25% ao ano — o equivalente a aproximadamente 110% do CDI, que hoje está em 12,75% — e o prazo é de 36 meses. O contrato ainda prevê uma taxa de 0,55% ao ano sobre o limite disponível e não utilizado, a ser pago no fim de cada trimestre.

O formato do empréstimo é o “revolving loan facility”, uma linha de capital de giro utilizada com frequência pela operação brasileira para recorrer a crédito da matriz, pelo menos desde 2016. Ao fim de março, o balanço aponta que, dentro dessa mesma linha com o Carrefour Finance, havia um saldo devedor de R$ 2,25 bilhões — recursos que foram contratados em janeiro, com uma taxa de 12% ao ano. Com a nova linha, o total sobe para mais de R$ 4 bilhões.

O montante se aproxima dos patamares registrados em 2021. O pico da dívida com a vertical financeira da matriz aconteceu no terceiro trimestre do ano passado, época em que a companhia tinha uma dívida de R$ 4,5 bilhões, a uma taxa 0,6% ao ano somada à variação cambial, com vencimento em janeiro de 2022.

Na época, o Carrefour afirmou que o aumento de alavancagem já era uma preparação da estrutura de capital para o pagamento da aquisição do BIG, uma vez que fosse aprovada pelo Cade. Agora, a coincidência entre o anúncio da linha de crédito e a aprovação da aquisição pelo órgão antitruste indica um novo reforço.

Em 2021, o Carrefour Brasil fechou o ano com alavancagem de 1,8 vezes o Ebitda, considerando uma dívida líquida média de R$ 5,9 bilhões. Dentro desse valor, a companhia já considerava duas linhas com valores disponíveis para financiamento de capital de giro e aquisição do Grupo BIG, de R$ 1,8 bilhão e 675 milhões de euros.

Para relembrar como esses valores conversam com a transação, no comunicado que anunciava a compra do BIG, o Carrefour anunciou o pagamento de R$ 7,5 bilhões pela totalidade do capital social da empresa (podendo ser desembolsado integralmente em cash quanto 70% do valor em dinheiro mais ações, ainda a ser definido com a conclusão do acordo). Antes da aprovação do órgão antitruste, o Carrefour fez o pagamento de um “sinal” R$ 900 milhões aos vendedores, que seria devolvido caso o Cade não aprovasse o acordo — o dinheiro veio de uma dívida feita nos mesmos moldes com a matriz, no primeiro trimestre de 2021.

Agora, Carrefour e BIG já podem concluir a operação. Entretanto, o deal ainda não foi finalizado por causa do cumprimento de algumas condições — não especificadas pelo Carrefour em fato relevante desta semana — previstas no contrato de compra e venda.

A ideia é que, assim que concluída a operação, o Grupo Carrefour tenha 67,7% de participação no Grupo Carrefour Brasil (ante 71,6% antes da conclusão da operação) e a Península Participações 7,2%, enquanto a Advent e o Walmart, por meio de entidades afiliadas, terão juntos 5,6% de participação.

Relembre o acordo

Na última quarta-feira, o Cade aprovou com restrições a aquisição do grupo BIG pelo maior varejista do país, em uma decisão unânime. Os pontos do órgão antitruste para que a transação seja concluída incluíram a venda de 14 lojas (11 hipermercados e 3 supermercados), o que representa 3,6% das lojas do BIG e 6% da receita do BIG em 2021. Em relatório, analistas do Itaú BBA viram os apontamentos de forma otimista, diante do potencial de ganho que os negócios combinados podem trazer. “Nós reiteramos que a transação vai desempenhar um papel essencial na consolidação do setor no Brasil e vai abrir novas avenidas de crescimento para a marca Sam’s Club no país”, afirma o documento.

Na época do anúncio da aquisição, há mais de um ano, o Carrefour Brasil indicou que o BIG pode representar uma contribuição adicional ao Ebitda de R$ 1,7 bilhão anualmente, três anos após a conclusão da operação. No fim do ano, a companhia revisou as estimativas para cima, com estimativas 15% maiores do que as iniciais, de sinergias de R$ 2 bilhões ao fim de 2025. O valor está relacionado à maior densidade de vendas (já que o BIG está em regiões onde o Carrefour tem atuação limitada, como o Nordeste e o Sul), além de aumento de margens ao transformar lojas BIG Bompreço e Maxxi em Carrefour e Atacadão.

Outro ponto defendido pela companhia de origem francesa no ato da compra foi a receita gerada a partir de serviços do Banco Carrefour nas novas lojas, além da aceleração do crescimento das ofertas digitais do Carrefour usando a base do Grupo BIG. Por fim, despesas indiretas e eficiência na cadeia de suprimentos também foram pontos defendidos para chegar ao valor apresentado.

Em 2021, o Grupo BIG registrou R$ 23,1 bilhões em receita, cifra estável em relação ao período pré-pandemia. A margem bruta teve ganho de 0,8 ponto percentual na comparação com 2019, para 25,4%. E o Ebitda da companhia aumentou significativamente ante o pré-pandemia, passando de R$ 378 milhões em 2019 para R$ 804 milhões em 2021.

São números que ajudam a completar o cenário mostrado pelo Carrefour no último ano. Em 2021, o Atacadão, com suas 252 lojas, foi responsável por R$ 3,9 bilhões dos R$ 5,7 bilhões registrados no Ebitda da companhia. A margem Ebitda da vertical foi de 7,3%, aproximadamente 2 pontos percentuais superior à do varejo.

As estimativas otimistas vão de encontro ao bom momento que o setor de atacarejo vive no Brasil, que condiz com a busca de consumidores por produtos mais baratos em meio ao cenário de inflação salgada. A rede Assaí, por exemplo, mais do que dobrou a receita nos últimos cinco anos e agora busca maneiras de atrair as classes A e B para as lojas. O foco é investimento para tornar as lojas cada vez mais “pop” e menos parecidas com galpões. Nesse plano, a companhia também comprou 71 hipermercados Extra do GPA para convertê-los em atacarejos, em um negócio de R$ 5,2 bilhões.

Nesta quinta-feira, as ações do Atacadão foram negociadas a R$ 19,74, mais perto da máxima do último ano (de R$ 24,18), do que da mínima (de R$ 13,73). A companhia vale, na bolsa, R$ 39,2 bilhões, R$ 1 bilhão a mais do que na época do anúncio da transação.

Fonte: Karina Souza, Exame

26 de maio de 2022 0 Comentários
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LojasNegócios

Índice de ruptura bate média histórica

De Administrador SH 26 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Dados da Neogrid revelam que a Guerra da Ucrânia foi um dos motivos para o problema

Em abril, de cada cem produtos que o consumidor buscou nos supermercados, 11 não foram encontrados.

Este número já foi maior em janeiro deste ano (12). Mas, ainda assim, o dado de abril é superior ao da média histórica do setor (8).

O levantamento é da Neogrid, empresa de tecnologia que presta serviços para o varejo, em consulta a cerca de 20 mil supermercados espalhados pelo país.

A escalada da inflação é o principal motivo apontado pela Neogrid ao divulgar o índice de ruptura dos supermercados no mês passado, de 10,8%.

“A inflação mexe com a cadeia de abastecimento. As negociações entre a indústria e o varejo demoram mais, resultando em falta de produtos”, diz Robson Munhoz, diretor da empresa.

A guerra na Ucrânia, que causou a interrupção da produção de vários produtos, como o trigo, diz ele, também provocou a redução na oferta de vários produtos, com impacto nas gôndolas.

O aumento do volume de produtos em promoção e a cautela nas compras por parte dos lojistas são outros dois motivos que explicam a ruptura acima da média histórica.

Desde janeiro do ano passado, o maior índice de ruptura registrado pelo Neogrid foi em maio de 2020, de 12,5%.

Antes disso, o maior índice tinha sido identificado em maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros, quando cerca de 15 produtos, de cada cem, estavam em falta.

Qualquer que seja o número, diz Munhoz, vale dizer que o ideal para um supermercado é ter índice zero de ruptura, isto é, não ter falta de qualquer produto nas gôndolas.

“É péssimo para o varejista quando um cliente entra e não encontra o produto que precisa. Ele corre o risco de o consumidor trocar de vez a loja por outra mais próxima.”

HARMONIA E CONFIANÇA

A solução para situações como essa de inflação alta e falta de produto, na avaliação de Munhoz, é a melhora nas parcerias entre a indústria e o varejo.

“Não adianta partir para a guerra nas negociações. A lição que fica é a colaboração, a confiança, para que todos da cadeia ganhem.”

Não interessa nem para a indústria nem para o varejo, diz ele, a falta de produtos nas lojas.

Para Munhoz, o que pode mudar esta situação é o comércio passar para a indústria as informações sobre estoques.

Desta forma, a indústria ajuda o lojista na cadeia de abastecimento, de acordo com ele, avisando quando um produto está com estoque quase zerado na loja.

Este é um assunto sempre discutido entre indústria e varejo. Num momento como este de escalada da inflação fica ainda mais difícil falar em abrir as informações sobre estoques.

O argumento dos lojistas é que, se a indústria tem informações de que o estoque de um determinado produto está chegando ao fim, ela ganha mais poder na negociação.

“Este estereótipo de guerra precisa acabar de vez entre a indústria e o varejo”, afirma.

ESTOQUES   

Ainda de acordo com a Neogrid, em abril, o volume médio de estoques nos supermercados atingiu o menor patamar desde janeiro de 2020.

No mês passado, o volume médio de estoque nas lojas era aproximadamente 9% menor do que o de abril do ano passado e quase 16% menor do que o de abril de 2020.  

Para Munhoz, este dado reflete o duro cenário que mescla a dificuldade de importação de insumos da China, onde parte está em lockdown, e a disparada da inflação.

Cenário que provocou aumento nos preços de insumos, como o diesel, que é fundamental no transporte de mercadorias da indústria para o varejo, de acordo com ele.

Fonte: Dcomercio

26 de maio de 2022 0 Comentários
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Negócios

Abertura de atacarejo marca progresso de rede

De Administrador SH 26 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Loja fica em uma Região Metropolitana com circulação diária de milhares de pessoas no entorno

Depois da primeira unidade em Contagem, o grupo Economart expandiu para cidades no interior de Minas Gerais e agora chega à capital mineira, com uma grande inauguração.

A unidade em Belo Horizonte, fica na rodovia Papa João Paulo II (Linha Verde), número 3.135, no bairro Serra Verde – ao lado da Cidade Administrativa, sede do governo de Minas Gerais. 

A nova loja conta com uma área 5.200 m² e gerou mais de 250 empregos diretos.  A localização privilegia o acesso de consumidores, tanto da capital, como de várias cidades da região, especialmente do vetor norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

O Economart atua no formato de atacarejo e disponibiliza um sortimento de mais de 10 mil produtos, nas diversas seções como bazar, açougue, mercearia, bebidas em geral, higiene e beleza, frios e laticínios e hortifrutigranjeiros, para quem compra no varejo e no atacado.

Esta segunda opção é ideal para as compras de comércios como bares, pizzarias, padarias, mercearias e minimercados. “O propósito do Economart é levar preço justo ao consumidor final e contribuir com os negócios dos pequenos e médios comerciantes da região” informa Isabela Freitas, diretora de marketing do grupo.

Fonte: Amis

26 de maio de 2022 0 Comentários
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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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