Por Renato Müller
A Target decidiu mudar de estratégia para ganhar espaço no mercado americano. E em sua nova estratégia, os alimentos ocupam uma posição central. A ideia da empresa é se posicionar como um destino para compra de itens de supermercados, em vez de ser uma empresa “que vende de tudo”. Mais Trader Joe’s, menos Walmart.
“Os consumidores têm priorizado estilos de vida mais saudáveis e temos modificado nosso sortimento para atender a essa demanda”, afirma Cara Sylvester, VP Executiva e Chief Merchandising Officer da Target. Um exemplo é uma mudança recente na área de cereais, em que produtos com cores sintéticas foram retirados das prateleiras: a ideia é reforçar a curadoria do sortimento e fazer a Target ser vista como especialista em alimentos.
A dificuldade será superar a visão que os clientes têm hoje sobre a Target. A empresa é considerada uma opção importante para consumidores que buscam esticar seus orçamentos, mas ainda com algum estilo, sem necessariamente buscar lojas hard discount como Lidl e Aldi.
Depois que a nova estratégia foi adotada, a Target tem visto o fluxo de clientes subir. Entre fevereiro e março, de acordo com a Placer.ai, o volume semanal de visitas às lojas subiu de 6,6% a 10,3% na comparação anual, dependendo da região. Já na promoção Circle Days, entre 25 e 27 de março, o número médio de visitas subiu entre 2,9% e 5,9% sobre as edições anteriores do evento.