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quarta-feira, setembro 16, 2026
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Varejo

Carrefour Brasil registra forte recuperação no volume de alimentos em ambos os formatos

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Vendas do Grupo no Brasil ultrapassaram os R$ 20 bilhões no primeiro trimestre

O Grupo Carrefour Brasil registrou vendas brutas consolidadas de R$ 20,75 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa alta de 14,5% em relação ao mesmo período de 2021. Os dados são do relatório de vendas do primeiro trimestre, em versão preliminar e não auditada.

O volume bruto de mercadoria cresceu 50,8% no comparativo trimestral, para R$ 1,1 bilhão. As vendas de alimentos cresceram no canal físico e no digital, impulsionado pela escalabilidade do Atacadão.

No segmento Carrefour Varejo, as vendas brutas totalizaram R$ 5,7 bilhões, avanço de 4,8%. De acordo com a companhia, os “fortes volumes” foram impulsionados por uma imagem de preço favorável. Além da penetração de marca própria aumentando consistentemente: 19,7% no 1T 22 vs. 13,3% no 1T 20.

Já as vendas brutas do Atacadão somaram R$ 15,05 bilhões, alta de 18,6%. A companhia afirma que o desempenho reflete a melhoria do posicionamento de preços, com melhor preço ao consumidor. No período, duas novas lojas foram inauguradas, e outras sete estão em construção.

Outro destaque é a aceleração do canal digital, que alcançou participação de 2,3% das vendas totais. No mesmo período de 2021, a participação era de 0,3%.

Já o Banco Carrefour teve faturamento de R$ 12 bilhões, alta de 10,6%, com o crescimento de 15% no faturamento do cartão Atacadão. Os empréstimos pessoais também impactaram o faturamento, impulsionando crescimento de 38,2% no segmento de novos produtos.

Fonte: Ana Luiza de Carvalho, Valor

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Varejo

GPA sofre com queda de vendas no segmento premium

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Prévia operacional da companhia aponta que a receita bruta consolidada supera os R$ 11 bi

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou receita bruta total consolidada de R$ 11,1 bilhões no primeiro trimestre de 2022, segundo a prévia operacional da companhia. O resultado considera as operações brasileiras e o Grupo Éxito, além de não excluir as operações Extra Hiper, postos e farmácias.

A varejista reforça que o primeiro trimestre foi marcado pela transição de sua operação no Brasil e pela manutenção da retomada do Éxito. “Importante destacar que as lojas Extra Hiper, tanto as que foram fechadas no começo do ano como as que estão abertas e serão convertidas, serão alocadas em atividade descontinuada”, ressalta o GPA.

Ainda no consolidado, o indicador vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) cresceu 11,2% entre janeiro e março. As operações do GPA Brasil tiveram receita bruta de R$ 4,72 bilhões no período.

Considerando apenas o chamado Novo GPA Brasil, que exclui hipermercados e drogarias, o faturamento foi de R$ 4,19 bilhões no primeiro trimestre. Enquanto vendas mesmas lojas caiu 0,9% para os dois resultados.

Mesmo com um cenário macroeconômico desafiador, queda de venda do mercado no segmento premium e mudanças operacionais ocasionadas pelos ajustes necessários à transformação do Novo GPA, a bandeira Pão de Açúcar ficou em linha com o mesmo período de 2021. No 1T22, mesmo com o fechamento de todas as lojas de hipermercado, a penetração de vendas online total foi de 9,9% e a venda do e-commerce totalizou R$ 369 milhões, crescimento de 44% vs 1T21, excluindo as vendas dos hipermercados que foram descontinuados.

“Na bandeira Pão de Açúcar apresentamos um leve, mas importante crescimento, mesmo com o mercado premium em regressão segundo a Nielsen. Esse resultado nos dá confiança de que a estratégia traçada se mostra ganhadora. Tivemos um efeito pontual na ruptura muito alto, explicado pelo momento de ajuste na malha logística devido à saída dos hipermercados. Essa adequação da malha já foi superada e no início de abril já estamos com níveis em patamares pré-transação. Outro
impacto negativo na bandeira foi a dificuldade de importação nos últimos 2 meses, principalmente devido à falta de contêineres. Com isso, a participação de alguns produtos em categorias importantes está sofrendo com ruptura”, diz o comunicado aos investidores do GPA.

Já o Grupo Éxito, que opera na Colômbia, Uruguai e Argentina, teve receita bruta de R$ 6,91 bilhões de janeiro a março, com o indicador vendas mesmas lojas subindo 20,8% na base anual.

Segundo o GPA, diante a valorização do real em relação ao peso colombiano, o crescimento total lojas do Éxito foi de 5,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2021.

O Grupo Pão de Açúcar diz que, nos três primeiros meses deste ano, foram fechados 41 hipermercados e 68 drogarias da bandeira Extra, enquanto abriu duas lojas Minuto Pão de Açúcar. O Éxito, por sua vez, encerrou as atividades de 13 unidades na Colômbia, sendo quatro para conversão, e uma no Uruguai.

Fonte: Flávya Pereira, Valor

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Varejo

Comércio comemora vendas maiores nesta Páscoa ante 2021

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Com a população vacinada, aumentaram as visitas familiares com almoços e trocas de chocolate

O Indicador da Serasa Experian de Atividade do Comércio – Páscoa mostrou que as vendas nacionais do varejo físico brasileiro cresceram 8,9% durante a semana (11 a 17 de abril). Considerando apenas o final de semana comemorativo (15 a 17 de abril), a expansão foi maior, de 11,8%. As altas registradas foram maiores do que a do ano anterior (1,9%) e mais expressivas do que o percentual de vendas alcançado no Natal de 2021 (2,8%). Confira no gráfico abaixo a série histórica do índice:

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o índice revela o movimento gradual de retomada econômica após a pandemia no país. “Mesmo com os desafios financeiros que o comércio continua enfrentando em 2022 e a diminuição do poder de compra dos brasileiros, alavancada pela alta da Selic e inflação, conseguimos observar uma melhora no cenário se comparado ao ano anterior. Neste ano, durante o feriado, as pessoas não precisaram lidar com restrições voltadas à pandemia, aumentando os encontros presenciais e potencializando gastos nesse sentido, o que não aconteceu em 2021 devido às proibições impostas na época”.

No cenário regional da cidade de São Paulo, a semana da Páscoa também marcou crescimento, esse de 12,2%. Nesse mesmo recorte, mas apenas durante o final de semana (15 a 17 de abril), as vendas do comércio físico marcaram alta de 14,3%. Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

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Varejo

Bebidas Campari têm novo distribuidor de peso no Brasil

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Valor do acordo não foi divulgado entre companhia brasileira e a italiana dona de marcas como Skyy, Aperol, Cinzano

Em um movimento para aumentar a presença de mercado e diversificar o portfólio de produtos disponíveis aos estabelecimentos, a Coca-Cola anunciou que passa a ser a distribuidora das marcas da italiana Campari no Brasil.

Segundo um comunicado enviado à imprensa e ao mercado, a Coca-Cola afirma que o contrato de distribuição define ações de atuação estratégica “para cada estado/região, especialmente no que diz respeito ao portfólio envolvido”.

“Este acordo faz parte da estratégia de longo prazo dos fabricantes do Sistema Coca-Cola para diversificar cada vez mais seu portfólio, de forma a oferecer um atendimento cada vez mais amplo e variado aos clientes e consumidores brasileiros”, completa.

O valor do acordo não foi divulgado.

A Campari é dona de rótulos como Skyy, Cynar, Aperol, Cinzano, Sagatiba, entre outros.

Além de refrigerantes, o Sistema Coca-Cola distribui alguns dos rótulos de cerveja do grupo Heineken, como Sol e Kaiser. Em 2021, comprou a cerveja artesanal Therezópolis e assinou acordo de distribuição com a cervejaria espanhola Estrella Galicia.

Fonte: Gazeta do Povo

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PessoasVarejo

Mars coloca executiva como líder e Head de Enterprise Planning

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Executiva Paula Coury assume posto de nova área chave para a estratégia da companhia

A Mars anuncia Paula Coury como Head de Enterprise Planning. A executiva será responsável pelas áreas de S&OP+ (Strategic Deployment & Operational Planning), Planejamento de Demanda e Supply, Comex, Activity Management (Gestão dos Projetos de Inovação) e Projetos Estratégicos na divisão de chocolate, gomas, balas e snacks da empresa no Brasil.

“Estou muito engajada com o desafio de estruturar a nova organização de Enterprise Planning, uma função chave para nossa estratégia nos próximos anos, impulsionando a sinergia entre Demanda e Supply e o desdobramento da nossa estratégia nos processos-chave de planejamento e gestão do negócio”, comenta.

Na Mars, Paula foi a responsável pela implementação da função de Activity Management no Brasil, garantindo uma execução brilhante para a agenda de inovação nos lançamentos de M&M’S®️ Crispy, SNICKERS®️ e Twix®️ Dark. A executiva também contribuiu no desenvolvimento da área de Planejamento da Demanda, além de liderar o processo de S&OP+.

Essas entregas resultaram em uma significativa melhoria no planejamento de curto, médio e longo prazo, que refletiu no crescimento que a empresa teve nos últimos anos. Recentemente, Paula também foi indicada como uma das Influenciadoras Globais de Mars Be Well, programa de Saúde e Bem-estar da companhia.

A executiva é Formada em Matemática Aplicada e Computacional pela Unicamp e com pós-graduação em Gestão e Estratégia de Negócios pela mesma universidade. Além disso, fez especialização em Gestão de Supply Chain pela BSP (Business School of São Paulo). Entre seus reconhecimentos está sua forte e consistente habilidade de liderança de pessoas e gestão de processos e projetos.

Sobre a Mars 

 A Mars é uma empresa familiar, privada, com mais de 100 anos de história e dona de algumas das marcas mais amadas do mundo, como M&M’S®️, OPTIMUM™️, PEDIGREE®️, RÁRIS®️, ROYAL CANIN®️, SKITTLES®️, SNICKERS®️, TWIX®️, UNCLE BEN’S®️ e WHISKAS®️. Sediada em McLean, no estado norte-americano da Virginia, a Mars tem faturamento global de US$ 40 bilhões provenientes de seus 4 segmentos de negócio: Petcare, Wrigley, Alimentos e Pesquisa. Cerca de 130 mil colaboradores, em mais de 80 países, estão reunidos sob os Cinco Princípios da empresa — Qualidade, Eficiência, Responsabilidade, Mutualidade e Liberdade — trabalhando diariamente, para desenvolver relações mútuas, em linha com o seu propósito de criar o mundo de amanhã através da forma como fazemos negócios hoje.

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Varejo

Grupo inaugura atacarejo sustentável na RM de Porto Alegre

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Unidade com 4 mil m² vai atender ao público que trafega pela BR-116 oferecendo ótimas opções de preço

O Macromix Atacado inaugura no dia 20 de abril, em São Leopoldo, a maior loja da rede. São 18,5 mil metros quadrados de área total, sendo 4 mil de área de venda. É o terceiro empreendimento da rede na cidade e está localizado na Avenida Theodomiro Porto da Fonseca, nº 2120, próxima à Avenida Unisinos.

Conforme explica o Superintendente de Atacarejo da UnidaSul, holding que administra o Macromix, Eloi Zagonel, o mix de 11 mil itens é um dos grandes diferenciais da loja. “Nessa filial teremos também um dos maiores setores dos chamados produtos especiais e restritivos (sem glúten, sem lactose, vegetarianos, veganos), além de uma adega de alta qualidade e variedade”, destaca.

Uma das novidades é o autosserviço no setor da padaria, que permitirá ao consumidor escolher cada um dos produtos que quer levar para casa. Funciona da seguinte maneira: pães, bolos, salgadinhos e doces ficam expostos em balcões específicos à disposição do cliente. Ele mesmo irá escolher, colocar nas embalagens e pesar. 

“Assim, o consumidor poderá escolher, ele mesmo, os itens da sua preferência dentro dos produtos oferecidos. É comum na padaria termos gostos diferentes a respeito do ponto dos produtos – mais ou menos assado, por exemplo”, lembra Zagonel. Ele adianta que outras unidades da rede devem migrar para esse sistema, que já está consolidado em outros estados. 

O novo Macromix também será o primeiro a disponibilizar vagas de estacionamento com um carregador para veículos elétricos. O novo empreendimento é a décima loja da rede no Estado e deverá gerar 250 postos de trabalho, sendo 150 novos. A nova loja também começa sua operação já com opções de entrega pelo Ifood, compre e retire, além de televendas (esse último para Pessoas Jurídicas).

Sustentabilidade

A exemplo da loja inaugurada em Sapucaia do Sul, no último ano, o novo Macromix de São Leopoldo também irá contar com energia solar fotovoltaica, em que a energia elétrica é gerada através da luz do sol. “Este é um item que iremos priorizar em todos os novos projetos de loja, com foco no uso de uma energia mais sustentável”, destaca Zagonel.

Novo Macromix São Leopoldo – informações gerais

  • Endereço: Avenida Theodomiro Porto da Fonseca, 2120
  • Área total: 18.500m² – maior loja da rede
  • Área de venda: 4.000m²
  • Mix: 11 mil itens
  • Checkouts: 20
  • 250 colaboradores, sendo 150 novos postos de trabalho
  • 290 vagas de estacionamento, sendo 6 para carros elétricos
  • Energia solar fotovoltaica
  • 800 rótulos de vinho
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ABRASVarejo

Começa a contagem regressiva para estreia do “Marketplace dos Supermercados”

De Administrador SH 19 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Projeto coordenado pela ABRAS faz parte de um pacote de iniciativas que também prevê a criação de uma instituição financeira e um fundo imobiliário

Lideradas pela Abras, a associação brasileira de supermercados, redes do setor avançam num projeto de criação de cinco negócios para tentar uni-las e torná-las mais competitivas. Em parte, é uma reação a um ambiente de concorrência que se espalha por diversos setores que, no passado, não eram vistos como competidores das cadeias. Essas ações, adiantadas pela entidade ao Valor, devem ser discutidas no fórum anual das supermercadistas, em setembro, o maior evento do segmento.

Três iniciativas são consideradas centrais por envolverem venda on-line e o braço de serviços financeiros e de novos negócios. Trata-se da criação ou aquisição de um banco para atendimento às cadeias associadas, a construção de um fundo imobiliário, a ser gerido por gestora (e já com conversas em andamento), e um “marketplace” formado pelos associados. Indústrias e instituições financeiras já foram consultadas sobre os projetos.

Ainda fazem parte das ações avançar numa plataforma educacional e criar um “hub” de inovações. Neste momento, atraem mais a atenção do mercado, com reuniões com investidores e potenciais parceiros, os negócios na área digital e financeira. As companhias, parte delas redes tradicionais e familiares, manterão seus negócios independentes, mas dividirão estruturas e serviços em comum, na tentativa de dar um salto maior em eficiência.

“A união é uma resposta ao ritmo forte de mudanças que passamos após a pandemia. A ideia é criar uma estrutura integrada que permeie várias atividades, como logística e produtos financeiros, reduzindo custos”, diz o vice-presidente de ativos setoriais da Abras, Rodrigo Segurado. “Deve ser anunciado o plano do banco na convenção [em setembro] e, ao mesmo tempo, a parte operacional do ‘marketplace’ deve começar a funcionar em 2022. Temos o sinal verde da atual gestão [da Abras], que conta com o aval dos associados”. João Galassi, presidente da Abras desde 2021, trouxe Segurado para a entidade para trabalhar especificamente essas pautas.

Atualmente são 90 mil lojas associadas à entidade, num setor dono de 7,5% do PIB e vendas totais de R$ 550 bilhões em 2020.

O projeto do marketplace vem sendo apresentado a investidores em “roadshows”, com valor do negócio estimado em R$ 8 bilhões, segundo análises preliminares. Há um investidor estratégico já fechado, German Quiroga (ex-Americanas e ex-Cnova) que entrará como sócio minoritário. Na iniciativa, já aprovada em assembleia de associados, os supermercadistas serão vendedores no marketplace, e terão acesso aos serviços de distribuição e do braço financeiro (como antecipação de recebíveis, por exemplo). Do total de 1,2 mil cadeias que fazem parte do ranking da Abras, 100 declararam interesse em entrar na plataforma.

O negócio terá uma marca, a ser anunciada nos próximos meses, e as varejistas parceiras da plataforma manterão suas políticas comerciais de forma separada. Segurado diz que empresas como Ambev, Coca, Heineken, JBS e BRF estão a par do modelo a ser criado, e devem entrar como parceiros num segundo momento, com acesso a base de dados gerada por cada rede de forma individualizada.

“Temos no planejamento ações de publicidade a serem criadas na plataforma, com participação da indústria, com verba em propaganda e nos lançamentos, por exemplo. Eles já anteciparam interesse que isso avance e vêm apoiando que novos canais digitais cresçam”, diz. A concentração maior do mercado nas mãos de poucas plataformas ou redes incomoda fornecedores porque reduz seu poder de barganha.

Paralelamente, vem sendo discutida a criação de um banco das supermercadistas. “Há o caminho de fazer um M&A [sigla para fusão e aquisição], com recursos da rodada de busca de investidores em andamento. É tudo um mesmo pacote. A ideia é ter um banco já com uma adquirente [braço que faz intermediação de pagamentos], de forma que possamos reposicionar a sua atividade com foco no setor”.

O vice-presidente preferiu não detalhar essas negociações. O que se viu recentemente foram alguns bancos comprando adquirentes e redes criando esse braço próprio, sem envolvimento de entidades setoriais. O difícil, nesses projetos, é a necessidade de capital de terceiros, num momento de mercado mais fechado, assim como eventual rejeição entre associados.

“Governança e transparência têm que ser um dos pilares, como sigilo total dos dados de cada rede, mas isso já está claro entre os associados. De qualquer forma, é mais provável que já lancem o marketplace, que não opera com exclusividade [a cadeia pode estar em várias plataformas ao mesmo tempo] e deixem para depois o fundo, que é mais complexo”, diz o diretor de uma rede de minimercados.

“O problema do fundo é que as redes nem sempre querem colocar os seus melhores ativos na cesta, o que vira um problema. Não adianta vir com loja ruim”, afirma ele. Contatos iniciais já foram feitos com gestoras como XP e BTG, para ver o interesse nessa estruturação. Procuradas, ambas não comentaram. Trata-se de um formato tradicional de investimento: cada rede aporta lojas ou centrais, separadamente, e, após a venda remunera o fundo com aluguel pelo ativo vendido. Ganham liquidez com isso, reforçando caixa e reduzindo eventual alavancagem.

Para Eduardo Terra, sócio-diretor da BTR Educação e Consultoria, o que muda agora é a pressão maior nos negócios das empresas, com a entrada no mercado dos aplicativos e o avanço na área de varejistas de outros segmentos, como Americanas e Magazine Luiza. “As empresas nunca estiveram tão conscientes de que precisam se mexer e rever modelos de atuação. E as associações entenderam a necessidade de buscar postura mais ativa. A questão é se a consciência das redes será o bastante para essa mudança mais profunda”, diz.

Com base no ranking geral do setor, as cinco redes líderes são donas de cerca de 25% do mercado. Estão nesse grupo Carrefour, GPA (ambos controlados por franceses) e os chilenos do Cencosud. Mas redes controladas por grupos locais representam mais de 70% do mercado – algumas são muito fortes regionalmente, mas parte está fora de marketplaces e tem gestão de patrimônio pouco avançada.

Fonte: Adriana Mattos, Valor

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Varejo

Atacarejo vira reduto de famílias das classes A e B

De Administrador SH 18 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Pressão inflacionária tem criado um novo movimento de compras entre as pessoas de classe média e alta, revela Nielsen

Pesquisa realizada pela NielsenIQ mostra que as famílias das classes mais altas estão optando pelos chamados atacarejos — hipermercados que fazem venda de produtos tanto no atacado como no varejo — como forma de se proteger contra a inflação dos alimentos.

De acordo com o levantamento, dois em cada três lares brasileiros, ou seja, 66%, vêm optando por comprar em maior quantidade para evitar os seguidos aumentos de preços.

Mesmo depois da estabilização da moeda, a formação de estoques caseiros permanece um hábito entre os brasileiros. Economistas atribuem isso à memória da hiperinflação, quando as pessoas compravam mais produtos do que realmente necessitavam apenas para não pagarem mais caro, às vezes no dia seguinte, por eles. Até a entrada em vigor do Plano Real, em 1º de julho de 1994, somente em 1989 a inflação no Brasil alcançou 1.782%.

O diretor de varejo da NielsenIQ, Roberto Butragueño, explicou que a opção pelos atacarejos vem crescendo de cinco anos para cá. “O atacarejo passou de 47% para 67%, ganhou 20 pontos percentuais em penetração no consumo. Isso veio da classe média e da alta, além das outras classes que já eram clientes. Desde a crise de 2015 e 2016, o consumidor vem buscando economizar”, observou.

Segundo Butragueño, a pandemia ajudou a turbinar ainda mais os atacarejos, pois o consumidor queria fazer compras maiores para sair menos de casa. “Mas a inflação causou grande impacto. Tem o consumidor que precisa economizar, pois seu lar perdeu renda. Mas há lares que, embora não tenham sofrido um impacto direto, se adaptam e incorporam a cultura da economia. A Nielsen calculou que os só os preços dos alimentos dos últimos três anos estão 30% mais caros”, observou. De acordo com a pesquisa, o segmento de atacarejo movimentou R$ 200 bilhões em 2021.

EMPOBRECIMENTO

Para Marcelo Neri, diretor do FGV Social, da Fundação Getulio Vargas, no começo da pandemia houve perda de poder de compra. Mas, agora, o problema é o empobrecimento geral da população.

“A renda do trabalho desvalorizou 10%. Então, é natural que as pessoas da classe média busquem o desconto, uma redução de preços, pontos de distribuição mais em conta”, disse. Ele acrescenta que a maior procura pelos atacarejos também se deve à memória inflacionária de mais de 30 anos atrás.

“O consumidor diversifica, muda o ponto de compra para tentar baixar sua inflação. Quem compra carne não vai deixar de comprá-la. Pode diminuir a frequência ou tentar achar locais mais baratos. Nesse ponto, é importante tentar entender o hábito de consumo, pois é normal que se mude o local de compra em vez de deixar de consumir”, observa.

Fonte: Debora Cardoso, Correio Braziliense, EM

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Varejo

Novos atacarejos aquecem mercado de trabalho

De Administrador SH 18 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Crescimento do modelo em todo o país gera centenas de novos empregos alimentando ainda mais a economia local

Uma cidade gaúcha está comemorando a criação de 462 empregos pela instalação de atacarejos. É Santa Cruz do Sul, que está recebendo três dessas lojas que têm avançado no mercado de supermercados. Elas são maiores e com operação mais enxuta, o que, no geral, permite repassar preços menores aos consumidores.

Uma delas é do Grupo Passarela, de Santa Catarina. A empresa abrirá um atacarejo da bandeira Via Atacadista ainda em 2022 no município. O investimento será de R$ 40 milhões, com geração de 150 postos de trabalho. As obras serão iniciadas ainda em abril.

Os outros dois empreendimentos foram inaugurados recentemente, mas não divulgaram os aportes financeiros. Um deles é o Stok Center, do Comercial Zaffari, de Passo Fundo. Foram abertos 187 empregos na loja. Já o Desco Super&Atacado, do Grupo Imec, de Lajeado, gerou 125 postos de trabalho e abriu ao público em agosto de 2021.

A prefeitura destaca o programa Desenvolve Santa Cruz, implementado há um ano para simplificar a abertura de empresas e dar incentivos a novos investimentos. Segundo os executivos municipais, ele já permitiu a criação de 2 mil empregos. De março de 2020 – quando começou a pandemia – até fevereiro de 2021, Santa Cruz do Sul acumula criação geral de 883 empregos com carteira assinada, considerando o saldo entre demissões e contratações no mercado de trabalho local.

Além dos atacadistas, a Secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo destaca investimentos da fábrica de fumo UTC, da concessionária Rota de Santa Maria e da Sacyr Construções. Quando as empresas estiverem operando na sua máxima capacidade, o valor adicionado de ICMS ao município por elas passará de R$ 250 milhões, garante ele.

Fonte: Giane Guerra e Daniel Giussani, GZH

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Tendências

Supermercado online ganha força no varejo americano

De Administrador SH 18 de abril de 2022
Escrito por Administrador SH

Participação dos alimentos nas vendas digitais chegou a 8,9% no ano passado; no total, e-grocery movimentou mais de US$ 79 bilhões

As vendas online de itens de supermercado movimentaram pouco mais de US$ 79 bilhões nos Estados Unidos no ano passado e correspondem a 8,9% do faturamento total do e-commerce americano. Segundo dados divulgados pela Adobe Analytics, em dois anos o setor de alimentos se tornou um dos mais importantes do varejo digital.

Esse foi um movimento impulsionado pela pandemia, que afastou os consumidores das lojas físicas e deu impulso ao e-commerce em todas as categorias – e ainda mais naquelas que tinham uma presença digital modesta. No caso dos supermercados, a participação nas vendas online do varejo americano saltou de 6,3% em 2019 para 9,1% em 2020, e então recuou ligeiramente, para 8,9%, com a reabertura dos pontos de venda físicos.

Em faturamento, porém, o ritmo é de expansão: as vendas online de supermercados bateram US$ 79,2 bilhões em 2021, 7,2% mais que os US$ 73,7 bilhões do ano anterior (quando a expansão havia sido de 103%). A Adobe Analytics espera que as vendas online de supermercados superem US$ 85 bilhões este ano nos Estados Unidos.

“O e-commerce está sendo transformado pelos supermercados”, afirma Patrick Brown, vice-presidente de growth marketing e insights da Adobe. “O crescimento das vendas digitais de alimentos reflete uma mudança importante, em que velocidade e conveniência se tornam tão importantes quanto o preço para uma grande parte dos clientes”, acrescenta. Hoje, os alimentos já são a terceira categoria mais importante no e-commerce americano, atrás apenas de eletrônicos e vestuário.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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