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Tendências

Parcerias fazem rede de supermercados superar problemas de abastecimento

De Administrador SH 21 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Nos EUA, Ahold Delhaize implanta programa que já conta com 200 fornecedores e reduziu ruptura nas gôndolas

Em 2021, em meio a um dramático problema de abastecimento que afetou todo o varejo supermercadista e se tornou uma das maiores discussões estratégicas do varejo americano nos últimos meses. Para reduzir suas questões de abastecimento, o grupo Ahold Delhaize, com pouco mais de 2.000 lojas no território americano, iniciou o programa ADvantage, para desenvolver parcerias que aumentassem a eficiência de seus negócios.

Completando um ano de vida, o programa já conta com 200 parceiros e ajudou a empresa a manter produtos em estoque, apesar das dificuldades de abastecimento. “As parcerias que desenvolvemos por meio do ADvantage nos ajudaram a atacar os principais problemas da cadeia de suprimentos durante a pandemia, ao mesmo tempo em que geramos inovações que serão importantes no médio e longo prazo”, disse Peggy Krebs, vice-presidente do programa de relacionamento com fornecedores.

Neste ano, a Ahold Delhaize deve ultrapassar a metade de sua trajetória de integração da sua cadeia de suprimentos integrada. Cinco Centros de Distribuição mudarão para o modelo de rede autogerida, fazendo com que o modelo de parcerias seja responsável por 85% do volume de produtos nas lojas da rede. “Estamos partindo para uma nova era de colaboração, que se baseia em atuar próximos de nossos fornecedores”, afirma Peggy. “Para nós, o programa ADvantage é fundamental para superar os desafios trazidos pelas restrições de abastecimento e pelas mudanças no comportamento dos consumidores”, completa.

21 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

A evolução do e-commerce na nova era pós-covid

De Administrador SH 21 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Novas experiências, opções de meios de pagamento e divulgações assertivas são apenas alguns dos elementos exigidos pelo consumidor

As descobertas atualizadas do relatório Winning Omnichannel, da Kantar, revelam as mudanças de comportamento e as oportunidades para as marcas atenderem às novas necessidades dos consumidores. De janeiro a setembro de 2021, o crescimento do fast-moving consumer goods (FMCG) – ou bens de consumo rápidos, produtos embalados como alimentos, bebidas, itens de higiene, etc. – desacelerou para apenas 0,8%.

As compras de supermercado em casa permanecem 8,4% mais altas do que eram antes do covid-19. Enquanto isso, o e-commerce continua liderando o crescimento do canal, embora em um ritmo mais lento: registrou um crescimento de 17% de janeiro a setembro de 2021, em comparação com um aumento impressionante de 42% no ano anterior.

O estudo é baseado nos painéis de compras domésticas da Kantar em sete grandes mercados mundiais (Reino Unido, França, Espanha, China Continental, Indonésia, Brasil e México), que representam 29% da população global. Isso mostra que as tendências pré-pandemia estão retornando, mas que a atenção aos comportamentos que permanecem predominantes desde a pandemia, como trabalhar em casa e o retorno da socialização presencial, é essencial.

Mesmo sendo a maior história de sucesso da pandemia, o e-commerce precisará se adaptar em 2022 se quiser continuar seu crescimento estelar. As plataformas precisarão encontrar novos compradores para obter sucesso adicional, de acordo com a Kantar.

Diante desse cenário, a Bornlogic em parceria com a Opinion Box realizou um levantamento sobre as principais tendências para o segmento. Ao entrevistar 2129 pessoas de todo o Brasil que fizeram compras online nos últimos seis meses, em setembro de 2021, o relatório revela que um a cada três afirma comprar apenas via e-commerce e que a frequência de aquisição aumentou 71% no último ano.

Para 2022, 49% pretendem comprar ainda mais, tendo as restrições causadas pela pandemia, praticidade, preços e promoções específicas como motivadores. Além disso, apenas 4% desejam comprar menos pela internet, o que significa que o brasileiro realmente aderiu ao fenômeno e pretende continuar fiel a ele.

A pesquisa também elenca as quatro categorias mais compradas online e que, consequentemente, quebraram a barreira do “quero experimentar antes de comprar”: Alimentos e bebidas; Eletrônicos; Telefonia; e Eletrodomésticos.

As redes sociais podem ser aliadas

Para o estudo da Bornlogic com a Opinion Box, 26% usam redes sociais, como o Instagram e o Facebook, para fazerem compras, e 65% afirmam que tem o hábito de pesquisar por produtos nas redes sociais, sendo que 10% usam as redes como primeira opção de pesquisa.

Dessa forma, uma alternativa que pode trazer bons resultados são os anúncios, opção para quem quer encurtar a jornada de compra e atingir em cheio o público-alvo. Uma prova de sua relevância social é que o Instagram foi uma das redes responsáveis por popularizar a profissão de influencer e é lá, ainda, que estão aqueles com maior poder sobre a decisão do cliente.

Concomitante a isso, o TikTok, rede de vídeos curtos, que vem batendo recordes de downloads e números de usuários pelo mundo, é uma oportunidade que segue crescendo e, na opinião do consumidor, pode ser um bom canal para o marketing de influência.

A pesquisa com os clientes brasileiros mostra que a hora de atuar com omnicanalidade é essa: desde o boom do e-commerce impulsionado pela pandemia, com todo tipo de loja fechando as portas e precisando recorrer ao on-line, algumas estratégias nesse sentido se popularizaram e se consolidaram.

“Um novo mundo de opções se abre quando misturamos o varejo físico com o digital. Os consumidores já sabem disso e estão contando com as marcas que conseguem oferecer experiências híbridas”, reforça o estudo.

Ao unir essas tendências, as companhias poderiam investir em tecnologias de realidade virtual e aumentada, uma vez que 21% das pessoas consultadas assume que gosta do varejo físico porque há o atendimento ao cliente em sua essência. Logo, que tal, desenvolver sistemas que simulem essas interações e dê dicas de produtos?

Ao perguntar especificamente sobre e-commerce, o relatório obteve que 71% utilizam o smartphone para fazer compras online, sendo o Pix o destaque entre os meios de pagamento: apenas 1% dos consumidores diz não conhecer o formato, enquanto 86% conhecem e utilizam no dia a dia.

Em seguida, o pagamento por carteiras digitais é o mais usado no e-commerce brasileiro, seguido pelo QR Code. WhatsApp Pay e ferramentas com base em reconhecimento facial têm menor adesão, mas são conhecidas pela maioria das pessoas.

Por fim, ao passo que os meios de pagamento evoluem, ainda existem alguns entraves que impedem uma parcela dos clientes de se entregarem ao e-commerce para valer, são eles: valor do frete; avaliação negativa de outros clientes; fraude; prazo de entrega; e medo de informar dados pessoais.

Problemas de logística, satisfação e cibersegurança, aparentemente, de acordo com a pesquisa, são as principais lacunas a serem preenchidas pelos players. Além disso, há um alerta: de nada adianta a tecnologia seguir avançando se os consumidores não aderem a elas ou saem insatisfeitos após o uso.

É fato que o e-commerce já atingiu o seu auge, mas é possível que, no decorrer dos anos, o fenômeno siga ganhando espaço no mercado. A questão é que os consumidores vão ficando cada vez mais exigentes e esperam experiências diferenciadas. Estar no ambiente digital apenas por estar não é mais suficiente.

Os hábitos de consumo mudam constantemente e é fundamental estar preparado para o que der e vier. Agora, a concorrência está a poucos cliques de distância e com uma estratégia para cada público. A vez será de quem soube otimizar processos e oferecer produtos no momento e local corretos. FONTE: Consumidor Moderno

21 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Supermercados já podem oferecer pagamento por biometria facial com tecnologia da DMCard

De Administrador SH 21 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

O sistema de reconhecimento facial substitui totalmente o próprio cartão físico e proporciona alta eficiência na prevenção de fraudes

Em janeiro deste ano, foi realizado com sucesso o primeiro pagamento com reconhecimento facial de um cartão de marca própria da DMCard. A loja que deu início aos testes da nova tecnologia foi o Supermercado do Frade, que fica em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo. Após os bons resultados em um ambiente controlado, a tecnologia que foi desenvolvida pela fintech Payface já está à disposição a todos os varejistas parceiros da empresa de serviços financeiros voltados para a concessão de crédito.

“O varejo supermercadista foi onde a DMCard nasceu e se tornou líder na gestão de cartões private label, os chamados cartões de loja. Por isso, trazemos para o nosso processo de digitalização o propósito de desenvolver cada vez mais tecnologias para estimular o desenvolvimento desse setor e incrementar as vendas de nossos parceiros varejistas”, explica Fernando Oliveira, Diretor de TI da DMCard.

O executivo destaca outras iniciativas. “Por exemplo, recentemente conseguimos, também em parceria com uma startup especializada, desenvolver um sistema de e-commerce que aceita o cartão de loja como forma de pagamento. Antes, isso era possível apenas com cartões bandeirados. Uma evolução muito importante, não apenas para os resultados do supermercadista como também para o consumidor de baixa renda que, muitas vezes, tem o private label como única opção de acesso ao crédito”.

Quando uma rede adota o sistema de pagamento por reconhecimento facial, basta que o consumidor faça o registo de sua biometria fotografando seu rosto diretamente pelo aplicativo. Após esse procedimento, basta informar no caixa que deseja realizar o pagamento pela biometria.

“A biometria facial não se trata apenas de uma substituição de senha, pois neste caso seria necessário estar com o plástico em mãos. O sistema de reconhecimento facial substitui totalmente o próprio cartão físico, que não precisa ser levado até a loja e nem ser mantido na bolsa ou carteira”, destaca Caio Bregonde, Gerente de Prevenção a Fraudes da DMCard.

Além disso, com a tecnologia disponível no mercado atualmente, a biometria é o sistema com a mais alta eficiência na prevenção de fraudes com várias vantagens, como explica Bregonde. “A identificação biométrica usa características únicas de um ser humano com as quais nascemos e morremos, isso significa que podem ser utilizadas por tempo indeterminado, não sofrem alterações que exijam constante atualização e jamais se repetem de forma idêntica em mais de uma pessoa”.

Ariane Carolina Bete, Gerente Comercial da DMCard, comenta o ganho no dia a dia do ponto de venda com o pagamento por reconhecimento facial. “Ainda que o cliente prefira o uso do cartão físico para suas compras, tendo cadastrada a sua biometria, ele pode fazer seu pagamento mesmo que tenha esquecido o cartão em casa ou nem carregá-lo por não ter planejado previamente sua visita ao supermercado”.

21 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Eventos

Evento discute o fortalecimento da atuação feminina no varejo

De Administrador SH 18 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Organizado pelo Instituto Mulheres do Varejo, encontro presencial fomentará a ampliação da diversidade, equidade e inclusão da mulher no ecossistema dos negócios

O Instituto Mulheres do Varejo realizará no dia 9 de março, em São Paulo, o evento Voice & Choice: Como o poder da escolha pode empoderar todo o ecossistema dos negócios. O encontro presencial acontece na sede da Associação Paulista de Supermercados (Apas), entre 18h e 22h, e tem por objetivo discutir o papel da mulher na sociedade e a transformação do ecossistema do varejo num lugar em que as mulheres possam ter a sua escolha.  

O encontro abrirá caminhos de diálogos sobre diversidade e inclusão e terá no time de palestrantes nomes como o de Rache Maia, fundadora da RM Consulting, ex-CEO da Lacoste, Pandora e Tiffany e que hoje ocupa a cadeira de conselheira de empresas de diferentes segmentos, e o de Elisa Tawill, que atua pela equidade de gênero no setor imobiliário e acumula títulos como o de co-fundadora e líder do Mulheres do Imobiliário e o de executiva pela eXp Brasil.

O evento é uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher e uma grande oportunidade não só de falar de temas pertinentes, como também de networking entre profissionais do setor, com direito também a um coquetel para enriquecer ainda mais as trocas de experiências.

As inscrições devem ser feitas em: https://bit.ly/3LsQ91K

18 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Tendências

Nasce a Rede Global de Gestão de Categorias

De Administrador SH 17 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Grupo reúne especialistas em gestão de categorias de diversos países para fomentar e trocar experiências a respeito das práticas do GC

A Comunidade ECR lançou uma Rede Global de Gestão de Categorias, a #ECRCatManNetwork Steering Group. Este grupo, formado por especialistas em gestão de categorias de diversos países, tem como objetivo desenvolver e partilhar conhecimentos e experiência em GC; acompanhar os mais recentes tópicos e tecnologias relevantes relacionados ao GC; focar na interação, conexão e colaboração entre indústria e varejo; e fornecer um fórum valioso para vitrines, discussão, debate e aprendizagem. Representa o Brasil nesta rede a consultora Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper.

O primeiro encontro deste grupo diretor aconteceu no dia 15 de fevereiro, em reunião organizada pelo ECR global, liderado por Declan Carolan. Foram duas horas de discussão sobre o papel do GC na era do omnichannel, diante de um cenário global de inflação, com mudanças significativas geradas pela pandemia no comportamento dos consumidores e shoppers, e sobre o alinhamento estratégico com ênfase em maximizar resultados, recuperar margens e receitas. “Interessante ver como as questões discutidas eram extremamente relevantes e atuais em todas as regiões do mundo”, disse Fátima Merlin.

O próximo passo desta rede será a realização de webinars globais #ECRCatManNetwork. O primeiro ocorrerá no dia 6 de abril, às 13h30 (Brasil) e será online, ao vivo e gratuito. SuperHiper trará mais informações deste encontro.

Brasil está representado por Fátima Merlin, CEO da Connect Shopper

A rede #ECRCatManNetwork Steering Group é formada por:

Steering Group Members to date

CatMan Experts

Dr. Brian Harris (EUA)

Luc Demeulenaere (Bélgica)

Fatima Merlin (Brasil)

David Ciancio (EUA)

Sarah Miskell (Reino Unido)

Manufacturers

Natassa Tsotra (Grécia)

Frank Bonnamour (França)

Red Bull (Itália)

Ferraro (Alemanha)

Service Providers

Steffen Schöne (Alemanha)

Julian Plötz (Alemanha)

ECR Community

Declan Carolan (Irlanda)

Birgit Schröder (Alemanha)

ECR Nationals

ECR France – Francoise Acca

ECR Italy – Antonella Altavilla

ECR Switzerland – Marilyne Brönnimann

ECR Germany – Sofia Allerby

ECR Spain – Ana Ejarque

ECR China – KonBright

ECR Guatemala, Miguel Angel Cancinos Rendon

17 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Tendências

Combate ao desperdício de alimentos passa por mudança na validade dos produtos

De Administrador SH 17 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

No Reino Unido, consórcio de indústrias quer mudar expressão “consumir até”, presente nas embalagens, para mostrar que produtos podem ser consumidos depois da data

Atualmente, cerca de um terço dos alimentos produzidos no mundo são desperdiçados ao longo da cadeia de distribuição e do consumo doméstico e em restaurantes. Medidas para diminuir esse índice vêm sendo tomadas em todas as partes – inclusive nas embalagens dos produtos. No Reino Unido, um consórcio de indústrias vem atuando para mudar a expressão usada para indicar a validade dos produtos – e mudar a mentalidade dos consumidores.

A campanha “Look, Smell, Taste. Don’t Waste”, lançada recentemente pela Too Good to Go, quer encorajar os consumidores a não se basear apenas na data de validade dos produtos. Em vez disso, cheirar, sentir e provar os alimentos e mantê-los caso eles ainda estejam com boa qualidade. A campanha tem o suporte de mais de 40 empresas, entre elas gigantes da indústria, como Danone, Nestlé e PepsiCo, e o apoio de varejistas como a rede de supermercados Morrisons, que anunciou no mês passado que não colocará mais datas de validade nas garrafas de leite fresco.

Mas a questão da validade dos produtos vai além – e pode parecer puramente semântica. A ideia é abandonar a expressão “use by” (“consumir até”) e passar a adotar “best before” (“melhor antes de”), para eliminar a ideia de que um produto na data de validade ou após essa data está irremediavelmente estragado.

Uma pesquisa realizada pela Too Good to Go mostra que 64% dos britânicos adultos entendem que datas “best before” indicam que os produtos não estão em sua melhor qualidade depois da data apresentada, mas apenas 52% acreditam que os produtos são 100% seguros para comer depois do “best before”. Como resultado, em média os consumidores jogam fora o equivalente a £303 (R$ 2.123,00) por ano em alimentos que ainda poderiam ser utilizados.

Para a Too Good to Go, a melhor forma de determinar a correta data “best before” é a partir de coletados pela agência alimentar do Reino Unido (UK Food Standards Agency), para que haja uma análise responsável do risco microbiológico associado a alimentos fora da validade.

Na avaliação do microbiologista Phil Voysey, uma abordagem colaborativa entre indústria, varejo e governo, baseada em dados sólidos, tem o potencial de acelerar a mudança de mentalidade no setor. “Com isso, poderemos avançar mais rapidamente na redução do desperdício de alimentos”, acredita.

17 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Carrefour lucra com o fechamento das lojas do Extra

De Administrador SH 17 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Mais clientes têm ido à rede francesa que considera o atacarejo, um forte concorrente na disputa por quem busca preço baixo

O grupo Carrefour registrou aumento na circulação de clientes nas suas lojas nos locais onde o concorrente Extra fechou as portas, mas descarta a hipótese de ganhos de margem oriundos de mudanças em política de preços nesses locais. Cerca de 100 pontos do Extra deixaram de operar desde o fim de 2021, mas as lojas vendidas – a maior parte agora controlada pelo Assaí – ainda não reabriram.

A ideia do Carrefour é ampliar rentabilidade pelo ganho em volume vendido. “Já vemos clientes do Extra vindo, mas não apostamos num cenário de subida de margem, como efeito de um aumento de preços, por causa desse tráfego. Pode ser um crescimento [de margem] por volume”, disse David Murciano, diretor financeiro, após divulgação do balanço de quarto trimestre. Em outubro, o GPA, dono do Extra, anunciou a venda de 71 pontos de hipermercado para o Assaí e de 17 imóveis para o fundo imobiliário Succespar Varejo.

O executivo diz que a empresa vem trabalhando dentro de uma nova proposta promocional, que considera diferentes variáveis, além do fim do Extra. “Na pandemia, [o braço de] varejo tinha um nível de promoção e agora estamos voltando ao nível que tínhamos antes. Muita coisa mudou, e estamos ajustando esse nível entre o que tivemos na pandemia e o que tínhamos antes”.

Em outras palavras, o Carrefour, assim como todo o varejo alimentar, foi menos promocional no auge da crise sanitária, porque não precisava atrair tráfego de clientes, mas essa fase acabou no ano passado, com a piora do ambiente econômico. A empresa sinaliza que está voltando a ser mais agressiva em preços nos supermercados e hipermercados, só que também não de forma tão forte.

Isso ocorre, em parte, porque a concorrência diminui sem o Extra, o que, de certa maneira, pode ser benéfico ao Carrefour no curto prazo, antes da chegada do Assaí nesses locais. “Nós temos que considerar que somos o único [agora] com proposta completa e somos os únicos na relação com o fornecedor também para [vender] a gama completa dele. E todo esse cenário impacta a nossa proposta [comercial]”, afirmou o diretor a jornalistas.

Ele faz a ressalva de que, mesmo com o fechamento do Extra, é preciso considerar a concorrência com as redes de atacarejo.

São 100 hipermercados do Carrefour no país (não há novas aberturas há anos), mas a empresa não publica desempenho de vendas só desse negócio. O grupo informa dados gerais de supermercados e hipermercados – que, inclusive, têm tido piores números que o atacado. O Carrefour é dono da rede Atacadão.

Em supermercados e hipermercados, as vendas brutas caíram 3,4% no quarto trimestre, para cerca de R$ 6 bilhões, e a margem bruta do varejo encolheu 1,7 ponto, para 23,2%. O grupo diz que a operação foi afetada pela base forte de 2020 e pela queda de 23% na demanda de não alimentos, como produtos eletrônicos. Consultores lembram que a venda de eletro é uma parte menor da receita do hipermercado, na faixa de 30%.

A operação alimentar, que responde pela grande fatia, cresceu, em termos nominais, 1,5% (sem postos). “Se subiu 1,5% nos dois modelos, é bem provável que, se olhar o hipermercado deles separado, terá caído no quarto trimestre. Apesar de 2020 ser uma comparação forte, ainda é um modelo difícil no Brasil e no mundo”, diz um ex-diretor da rede.

“Por isso, é complicado acreditar que o hiper deles vai ‘nadar de braçada’ após o fim do Extra. Os atacarejos ficaram muito fortes em cidades grandes, vamos lembrar que eles concorrem com o próprio Atacadão. E, em alguns meses, o Assaí vai entrar forte nessas lojas fechadas”, diz a fonte. “É provável que, dependendo da região, o atacarejo colha mais frutos do fim do Extra do que o hiper.”

Ontem, em teleconferência com analistas, a companhia também foi questionada sobre esse tema da concorrência e das políticas comerciais no varejo. O diretor afirmou que a empresa está buscando um equilíbrio entre as ofertas, os preços regulares e aquilo que oferece em seu programa de fidelidade. E que essa avaliação está em andamento.

Analistas disseram, em relatórios, que, de forma geral, o trimestre foi levemente positivo para o grupo, mas em grande parte pelo desempenho do Atacadão e do Banco Carrefour.

Na rede de atacarejo, as vendas brutas atingiram R$ 16,7 bilhões no quarto trimestre, alta de 6,6% versus ano anterior, com queda de 5% em “mesmas lojas”. Desde janeiro, a cadeia diz ter apurado alta de um dígito médio nas vendas “mesmas lojas”.

Fonte: Adriana Mattos, Valor

17 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Ambev fomenta cultivo do lúpulo e atrai investidores

De Administrador SH 17 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Primeira safra cheia deve ser colhida este ano no Projeto Fazenda Santa Catarina

Depois de deixar o trabalho na bolsa de Valores, o paulistano Alexander Creuz, de 46 anos, reencontrou a ABEV3 – ou melhor, a Ambev – no interior de Santa Catarina, agora como fornecedor de lúpulo para fabricação das cervejas da companhia brasileira.

Largar décadas no mercado financeiro e a vida na maior metrópole da América Latina para estudar agronegócios e se tornar produtor rural não foi uma decisão fácil, mas Creuz afirma que só se arrepende de não ter feito isso antes. E, na ponta do lápis, as contas mostram que a escolha foi positiva.

A produção de lúpulo tem um custo significativo para implementação, porém a projeção é de que o lucro líquido varie entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por hectare, segundo ele. Se tudo correr como planejado, com a primeira safra cheia sendo colhida neste ano, o retorno do investimento deve vir em até 40 meses.

O fato de a área necessária ser pequena foi determinante para a opção pelo lúpulo – a propriedade de Creuz, localizada em Lages (SC), tem 12 hectares. “Para ter essa rentabilidade com a soja, por exemplo, precisaria de muito mais área”, explica. Pesquisas indicam que o lucro da oleaginosa gira em torno de R$ 2 mil a R$ 3 mil por hectare.

O lúpulo, ou pé-de-galo, é uma planta da espécie Humulus lupulus, da família Cannabaceae. É nativa de Europa, Ásia ocidental e América do Norte. Sendo uma trepadeira, costuma medir entre 4,6 e 6,1 metros de altura.

Sabor amargo

Na fabricação de cerveja, durante o processo de cozimento com malte, água e levedura, a planta libera resinas de sabor amargo, dando à bebida seu sabor característico. O lúpulo também é um conservante natural. No passado, era adicionado ao barril de cerveja após a fermentação para manter a bebida fresca enquanto era transportada.

Hoje, praticamente todo o lúpulo utilizado pelas cervejarias do país é importado. No ano passado, a indústria gastou U$ 82 milhões na compra de aproximadamente 4.700 toneladas do insumo vindo de outros países, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolupulo) divulgado no ano passado, a área plantada no país é de pouco mais de 40 hectares, e a produção gira em torno de 24 toneladas.

Fomento ao cultivo

Maior cervejaria da América Latina, a Ambev quer fomentar o aumento do cultivo no Brasil. Creuz afirma que a ajuda é mais do que bem-vinda. “Uma coisa sou eu, pessoa física, bater na sede da Epagri [órgão de assistência técnica de Santa Catarina] e pedir auxílio técnico. Outra é a Ambev”, brinca ele, que já foi presidente da Aprolupulo, associação que representa produtores.

Creuz faz parte do projeto Fazenda Santa Catarina, da Ambev, que começou em 2020 e, desde então, realizou testes de manejo e variedades que aumentem a produtividade e garantam renda. No segundo semestre do ano passado, a Ambev começou a produção e a doação de mudas para os produtores.

“Esperamos fomentar essas economias locais, além de produzir cerveja com mais qualidade ao termos um lúpulo mais fresco”, afirma a head de Conhecimento e Cultura Cervejeira da Ambev, Laura Aguiar. Segundo ela, a primeira safra significativa do projeto deverá ser colhida neste ano, mas não há estimativas de volume.

A companhia também está atraindo reforços para alavancar o cultivo. No fim de dezembro, anunciou uma parceria com a Silver Hops, agtech criada dentro da Fazenda Pratinha, na região de Ribeirão Preto (SP), com foco em tecnologias para o lúpulo.

“Nosso papel será complementar o trabalho que já está sendo realizado com a agricultura familiar através do olhar da pesquisa e da inovação”, afirma José Braghetto Neto, responsável pela Silver Hops.

Fonte: José Florentino, Valor

17 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Marfrig diversifica produtos para captar o jovem flexitariano

De Administrador SH 17 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Mercado plant-based deve girar nas Américas do Norte e Sul U$ 10,7 bilhões

Já faz algum tempo que o consumo de proteínas alternativas vem ganhando espaço na mesa dos brasileiros, principalmente entre os mais jovens. Esse é o motivo pelo qual a Marfrig – uma das pioneiras no lançamento de produtos à base de plantas no mercado nacional – está ampliando sua presença no segmento.

“Queremos ser a primeira opção não apenas dos vegetarianos e flexitarianos, mas atrair mais consumidores que gostam de proteína animal também. A Marfrig investiu em produtos com sabor e textura muito semelhantes à carne, trazendo uma experiência bastante superior ao que temos hoje no mercado”, afirma Paulo Pianez, diretor de comunicação corporativa e sustentabilidade da Marfrig.

Um dos produtos de grande sucesso no mercado brasileiro é o hambúrguer vegetal do sanduíche Rebel Whopper, do Burguer King. Lançado em 2020 pela PlantPlus Foods – joint venture entre Marfrig e ADM –, o primeiro hambúrguer à base de plantas da companhia logo chamou a atenção do público pelo sabor e textura parecidos com o da carne bovina.

A iniciativa, bem-aceita pelo público, abriu caminho para novos produtos plant-based no mercado. Tanto é que a PlantPlus Foods já está produzindo uma linha de proteínas que inclui carne moída, almôndega e quibes feitos de vegetais.

“Acreditamos que os nossos produtos irão promover um momento gastronômico com muita qualidade e sabor em qualquer tipo de refeição”, diz Beatriz Hlavnicka, head de marketing da PlantPlus Foods para a América do Sul.

Entre o público, a preferência pela diversificação de proteínas é grande. Esse estilo de vida, chamado de flexitariano, já é comum para 52% da população, de acordo com uma pesquisa realizada pela ADM em parceria com o Ibope.

Fome de carne vegetal

Há muito o que explorar no mercado de proteína vegetal. De acordo com a PlantPlus Foods, o segmento de alimentos à base de proteína vegetal cresce, em média, 17% ao ano na América do Norte, e 15% ao ano na América do Sul, regiões onde a companhia atua.

No mundo, o mercado de alimentos plant-based deve atingir US$ 6,5 bilhões em 2021 e continuar crescendo nos próximos anos. Até 2030, a projeção global de consumo da categoria é de US$ 25,5 bilhões. Só nas Américas do Norte e do Sul, esse mercado deve movimentar US$ 10,7 bilhões, o que representa 42% do total.

Produção responsável

Mas não é só com a diversificação alimentar que o consumidor está ficando mais atento. Além da proteína vegetal, Pianez aponta que a produção de carne animal do futuro terá de respeitar pilares de responsabilidade e gestão socioambiental, pois as empresas serão cada vez mais cobradas por atitudes responsáveis e transparência perante os consumidores.

Na Marfrig, a produção baseada em princípios sustentáveis é feita desde 2009, quando a companhia assumiu o compromisso “Desmatamento Zero” no bioma da Amazônia. Foi quando criou políticas para identificar o fornecimento de gado legal da região.

Desde então, a Marfrig vem aprimorando suas ações sustentáveis em seis eixos estratégicos: controle de origem, que monitora a procedência da matéria-prima (especialmente o gado); redução das emissões de gases de efeito estufa; bem-estar animal (criação e abate humanizado); uso consciente de recursos naturais; gestão e tratamento de efluentes e resíduos; e responsabilidade social.

Todos os eixos são avaliados por indicadores de desempenho (KPIs), reforça Pianez. “A proteína animal que vai ser consumida é aquela que respeita esses pilares”, assegura.

Cadeia sustentável e livre de desmatamento

Dentro dos pilares de sustentabilidade, o  Plano Marfrig Verde+ é responsável pela inclusão de quase 2 mil fazendas no Brasil como fornecedores regularizados e praticantes de princípios socioambientais. Isso representa cerca de 26% das propriedades que venderam gado para a Marfrig em 2021 e equivale a aproximadamente 600 mil animais abatidos.

O plano tem como foco a reinclusão de produtores rurais que, anteriormente, não atendiam aos requisitos de produção responsável.

De acordo com Pianez, a retomada foi possível em função do apoio técnico das unidades da Marfrig e incentivo à adoção de boas práticas pecuárias, como solução de pendências ambientais, trabalhistas e de documentação dos parceiros.

“A Marfrig acredita que a exclusão de produtores – muitos deles pequenos e sem acesso à tecnologia e ao crédito – não é a solução para os problemas ambientais do país”, argumenta o executivo. “Por isso, trazemos o pecuarista para perto e damos apoio e orientação. Assim, conseguimos conciliar produção e sustentabilidade e gerar mais valor para toda a cadeia de produção bovina.”

Fonte: Exame

17 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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Varejo

Pandemia traz à tona a relevância do estoque

De Administrador SH 17 de fevereiro de 2022
Escrito por Administrador SH

Investir na infraestrutura da estocagem de mercadorias pode maximizar seu lucro

*Oferecido por ISMA

Junto aos desafios gerados pela pandemia, como restrições sanitárias, paralizações, afastamentos e consequente crise de abastecimento de matéria-prima e insumos na indústria, é necessário observar e rastrear o comportamento de consumidores cada vez mais exigentes.

Para manter gôndolas abastecidas e com a diversidade de produtos que o consumidor busca, é fundamental o investimento em infraestrutura para garantir um estoque com margem de segurança.

A tecnologia é, sem dúvidas, uma grande aliada no posicionamento omnichannel das grandes marcas. Desde o abastecimento de produtos até a entrega, agilidade e acurácia são primordiais para não deixar espaço livre para a concorrência.

Canais físicos e online devem estar sintonizados através de uma gestão logística precisa, a fim de evitar problemas como atrasos, falhas, produtos avariados ou fora da validade, etc.

Para atender essa necessidade e manter um preço competitivo, uma Supply Chain coordenada e organizada é a tática que os grandes grupos varejistas têm utilizado. Centros de distribuição ou dark stores posicionados estrategicamente, investimentos em infraestrutura para armazenagem e um bom gerenciamento do estoque, são algumas dessas condicionais que otimizam o processo. Com mais autonomia na distribuição, é possível um maior controle de preços e prazos às empresas.

Seja em estrutura própria ou em galpões alugados em condomínios logísticos, os sistemas de armazenagem utilizados ganham cada vez mais importância frente às necessidades do mercado, a fim de gerar otimização do espaço útil.

A ISMA, uma das maiores fornecedoras de sistemas de armazenagem do país, recomenda que seja feita uma análise prévia por especialistas de qual estrutura irá atender melhor o fluxo das mercadorias no estoque. Os sistemas mais utilizados no varejo são Porta-Paletes seletivo, Flow Rack e as estantes, feitas sob medida. A escolha e planejamento da solução ideal são baseados nas condições locais e nas particularidades operacionais.

Fique atento à infraestrutura para estocagem de mercadorias, esse investimento pode maximizar seu lucro, além de oferecer vantagens logísticas dentro de um mercado cada vez mais competitivo.

17 de fevereiro de 2022 0 Comentários
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