Em um mercado onde cada centavo faz diferença, a pergunta já não é apenas qual preço praticar, mas como tomar decisões de preço mais inteligentes.
Mesmo com o avanço da tecnologia, muitos supermercados ainda definem preços com base em regras fixas, planilhas e análises manuais. Enquanto isso, fatores como estoque, validade, sazonalidade, comportamento do consumidor e ações da concorrência mudam diariamente.
O resultado? Oportunidades de margem passam despercebidas.
Em uma loja com cerca de 15 mil SKUs, basta que uma pequena parcela dos produtos esteja com preços fora do ponto ideal para gerar impactos relevantes no faturamento e na rentabilidade. O desafio é que esse volume de decisões já não pode ser tratado manualmente.
“O maior desafio do varejo é identificar rapidamente, dentro de um ambiente muito dinâmico, quais produtos precisam de ajuste e qual decisão gera o melhor resultado para o negócio”, explica Eduardo Lopes, CEO da Gondoleye Tecnologia.
Mas uma boa decisão só gera resultado quando chega rapidamente à loja.
Uma grande oportunidade está na integração do Dynaprice com etiquetas eletrônicas (ESL), que permite executar rapidamente na gôndola as decisões de preço, reduzindo o esforço operacional e o risco de divergências entre o preço definido e o preço exibido ao consumidor.
Os dados mais valiosos já estão dentro da operação
Durante muito tempo, acompanhar os preços da concorrência foi a principal estratégia de precificação. Hoje, isso continua sendo importante, mas deixou de ser suficiente.
Cada supermercado possui um histórico único de vendas, estoque, elasticidade, perdas e comportamento do consumidor. Quando analisados em conjunto, esses dados revelam oportunidades que dificilmente seriam identificadas apenas pela experiência ou por regras padronizadas.
“O dado mais importante para uma boa estratégia de preços não está na loja do concorrente. Está dentro da própria operação do varejista.”
É justamente nesse cenário que a Inteligência Artificial vem ganhando espaço. Em poucos minutos, algoritmos conseguem analisar milhares de SKUs, identificar oportunidades de ajuste e recomendar ações alinhadas aos objetivos de margem, giro ou competitividade.
Mais do que automatizar a precificação, a IA transforma dados em decisões.
“O futuro da precificação será definido por quem consegue olhar a totalidade do seu mix de produtos e tomar decisões melhores e mais rápidas”, conclui Eduardo Lopes.
Em um ambiente de margens cada vez mais pressionadas, utilizar inteligência para definir preços deixou de ser um diferencial competitivo. Está se tornando uma necessidade para os supermercados que desejam crescer com rentabilidade.
Porque preço inteligente não é apenas saber quanto cobrar. É saber quando mudar, por que mudar e executar essa decisão rapidamente.
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