O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou ao mercado que a Bonsucex Holding S.A., conjuntamente com seu acionista Silvio Tini de Araújo, elevou sua participação na varejista para aproximadamente 25,8% do total de ações ordinárias.
Com o movimento, o Grupo Coelho Diniz, de Minas Gerais, deixou de ser o principal acionista do GPA. Antes da alteração, os Coelho Diniz detinham 24,9% de participação, frente a 24,5% da Bonsucex Holding. Na sequência do quadro societário, aparecia o Grupo Casino, com 20,4%.
O fim da cláusula de ‘poison pill’ no GPA
A mudança na liderança acionária acontece logo após os acionistas do GPA aprovarem a retirada da cláusula de “poison pill” do estatuto social da companhia.
Esse mecanismo obrigava qualquer investidor que ultrapassasse um limite específico de ações a comprar todos os papéis restantes da empresa por um valor elevado ou com prêmio. O objetivo original era proteger os acionistas minoritários contra aquisições hostis.
O que muda para os acionistas?
A alteração ocorreu por meio da exclusão integral do Capítulo X do estatuto social do GPA. Na prática, a medida agora permite que os acionistas elevem suas fatias acima do limite de 25% sem a obrigação de realizar uma oferta pública de aquisição (OPA), facilitando compras diretas no mercado.
Clique aqui e confira a íntegra do comunicado divulgado pelo GPA.
Com informações da área de RI do GPA e do Money Times