A busca por uma alimentação mais rica em proteínas tem transformado a gôndola de laticínios no Brasil. Um levantamento inédito realizado pelo Observatório Receiteria com 1.000 consumidores revela que 82,5% dos entrevistados estão tentando consumir mais proteína no dia a dia.
Como resultado direto dessa tendência, 70,6% mudaram seus hábitos e passaram a colocar mais produtos lácteos no carrinho de compras devido a esse componente nutricional. A pesquisa, realizada em julho de 2026, mostra que os alimentos tradicionais estão vencendo a corrida contra os suplementos isolados: o aumento na compra de queijos (36,1%) e de leite (32,6%) superou a procura pelo próprio whey protein (24,3%).
De acordo com o estudo, o rótulo “alto teor de proteína” já funciona como um decisor de compra para mais da metade dos brasileiros (53,7%), influenciando a escolha especialmente quando o preço do produto é competitivo.
Por que o consumidor busca alimentos com mais proteína?
O principal motivo para o aumento do consumo de proteína é a busca por saúde e disposição geral, apontada por 30,1% dos entrevistados. O objetivo de emagrecer ou controlar o peso aparece em segundo lugar (23,2%), enquanto o ganho de massa muscular e o foco em atividades físicas ocupam a terceira posição (20,8%). Outros 9% afirmam seguir orientações diretas de médicos ou nutricionistas.
Esses dados indicam que o mercado endereçável de lácteos proteicos expandiu o seu escopo: o segmento deixou de ser um produto exclusivo de academia e passou a fazer parte da rotina das famílias brasileiras.
Quais são os lácteos mais comprados por causa da proteína?
Os queijos em geral lideram a lista, com 36,1% dos consumidores aumentando sua compra devido ao teor proteico. Em seguida, aparecem o leite tradicional (32,6%), o whey protein (24,3%) e os iogurtes proteicos do tipo skyr (22,6%).
O levantamento também destaca o avanço de outras categorias inovadoras nas escolhas do consumidor:
Requeijão ou cream cheese proteico: 19,1%
Bebidas lácteas proteicas: 14,0%
Queijo cottage: 12,0%
Qual é o principal canal de vendas para o mercado de laticínios?
As grandes redes de supermercado são o principal canal de vendas de laticínios no Brasil, concentrando 57,5% da preferência dos consumidores. O varejo físico de proximidade também mantém forte relevância, com os supermercados de bairro respondendo por 26% das compras. Somados, os formatos tradicionais representam mais de 80% do abastecimento da categoria.
Os demais canais dividem-se em:
Atacarejo (cash & carry): 7,9%
Feiras livres ou direto com o produtor: 3,6%
Padarias e mercadinhos locais: 2,7%
Canais on-line e delivery: 2,2%
Promoções e receitas culinárias estimulam compras por impulso
O estudo também mapeou o que leva o consumidor a adicionar um laticínio extra que não constava em sua lista inicial. Embora as promoções e descontos sigam como o principal gatilho de oportunidade (60,4%), a lembrança de uma receita culinária aparece isolada em segundo lugar, motivando 36% das compras por impulso.
O impacto do conteúdo gastronômico supera fatores tradicionais do ponto de venda, como a indicação de terceiros (20%), ações de degustação em loja (14,2%) e a exposição de produtos em pontas de gôndola (11,4%).