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Estado de Nova York avança para proibir personalização de preços

One Fair Price Act bloqueia uso de IA e algoritmos para analisar dados pessoais de clientes e determinar preços de produtos; lei ainda precisa ser assinada pela governadora Kathy Hochul

De Redação SuperHiper
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Por Renato Müller

Nova York se tornou o terceiro estado americano, depois do Maine e Connecticut, a aprovar uma legislação que limita o uso de dados pessoais dos consumidores para definir preços de produtos no varejo. Na semana passada, a Assembleia Legislativa do estado aprovou o One Fair Price Act, que bloqueia a prática do “surveillance pricing”, quando as empresas usam IA e algoritmos para analisar dados pessoais dos consumidores e então definir preços ou descontos.

Entre os dados pessoais que não podem ser usados para balizamento de preço estão o histórico de navegação no celular / computador, localização em tempo real e inferências sobre tamanho de família ou faixa de renda. A lei ainda precisa ser aprovada pela governadora Kathy Hochul.

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Para Grace Gedye, analista sênior de política da ONG Consumer Reports, a medida é positiva. “Se for assinada, a nova lei ajudará a proteger os consumidores das práticas de precificação personalizada, colocando limites em como as empresas podem usar os dados dos clientes para cobrar o máximo possível de cada pessoa”, afirma.

A discussão sobre privacidade dos dados e uso de informações pessoais para definição de preços vem crescendo nos Estados Unidos. No estado do Colorado, uma lei semelhante foi recentemente vetada, por receios quanto ao fim de benefícios como o recebimento de cupons de desconto personalizados. Outros estados, como Califórnia e Nova Jersey, também analisam leis que podem diminuir a possibilidade de uso de dados pessoais.

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