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terça-feira, setembro 29, 2026
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Varejo

Grupo Heineken fortalece logística com novo CD

De Administrador SH 2 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Complexo será o terceiro maior da empresa no Brasil. Passo é desdobramento do novo acordo de distribuição com a Coca-Cola

Quatro anos após desembarcar com a compra da Brasil Kirin, dona da Schin, o grupo Heineken assume a distribuição de suas principais marcas de cerveja: Heineken e Amstel.

As marcas da cervejaria holandesa eram distribuídas pelo Sistema Coca-Cola, que, pelo acordo firmado no início do ano após uma acirrada disputa arbitral, continuará responsável pela distribuição até 2026, de Kaiser, Bavaria, Sol, Eisenbahn e, agora, também da novata Tiger marca da Singapura que a Heineken acaba de lançar no Brasil.

Com o novo arranjo na distribuição, o segundo grupo cervejeiro do país, com cerca de 20% do mercado, atrás de Ambev com 55%, reforça a sua rede logística com a inauguração de mais dois centros de distribuição: um no Rio e outro em Poços de Caldas(MG).

A nova estrutura de distribuição inclui ainda acordos com três novas revendas exclusivas, que vão incrementar em 20% o volume de clientes, para mais de 1 milhão de pontos de venda, além de garantir uma maior cobertura territorial. A frota própria e da rede de revendas foi ampliada em 25% somando 2350 caminhões.

O novo CD do Rio ocupa uma área de 5.500 m² e está localizado no bairro de Cordovil, na zona norte. É o segundo CD da Heineken no Rio e o terceiro maior da empresa, que possui mais de 30 CDs no país. Com 277 colaboradores, o novo CD vai abastecer a capital, a Baixada Fluminense e Costa Verde e tem capacidade para armazenagem de 4,5 milhões de litros mensais. O CD de Jacarepaguá, inaugurado em 2018, tem 118 funcionários.

Já o CD de poços existe desde 2017, mas triplicou de tamanho para atender mais de 100 cidades do Sul de Minas. O espaço contará uma com uma área de 5.100 m², um volume de vendas de 1,4 milhão de litros por mês e mais de 90 colaboradores diretos.

O acordo firmado em fevereiro antecipou para setembro a transferência da distribuição das marcas Heineken e Amstel prevista originalmente para durar até 2022. O acordo deixou a Coca-Cola livre para entrar no mercado de bebidas alcoólicas e a marca mostrou que tem sede: há 20 dias, a Coca Cola Femsa anunciou a compra da Cervejaria Therezópolis.

Fonte: Por Mariana Barbosa, Capital

2 de setembro de 2021 0 Comentários
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Varejo

Cade autoriza aquisição da BRF no mercado de pet food

De Administrador SH 2 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Com essa liberação, empresa responderá por cerca de 10% do bilionário setor de alimentos para cães e gatos

A BRF, através de sua subsidiária BRF Pet, concluiu nesta quarta-feira a aquisição das sociedades Paraguassu Participações S.A. e Affinity Petcare Brasil Participações Ltda., detentoras de 100% do capital social da Mogiana Alimentos, dona de marcas consolidadas no segmento de pet food nas categorias Super Premium e High Premium de rações para cachorros e gatos.

A operação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sem restrições, e somada à aquisição do Grupo Hercosul concluída no início de agosto, posiciona a BRF como uma das protagonistas deste mercado no País.

Com forte atuação na região Sudeste, a Mogiana Alimentos conta com duas unidades produtivas, sendo uma em Campinas e outra em Bastos, ambas no interior de São Paulo, e com posição logística privilegiada.

A BRF passa a contar com linhas tradicionais em seu portfólio, como Guabi Natural (líder de mercado em alimentação natural no segmento Super Premium), Gran Plus (vice-líder no segmento High Premium), Faro (Premium), Herói e Cat Meal (ambas do segmento Standard).

“Estamos firmes no propósito de nos tornar uma das líderes em pet food no País e, com a conclusão dessa operação, teremos receitas líquidas combinadas nos últimos 12 meses de R$ 750 milhões. Nossa Visão 2030 está em execução e vamos explorar este mercado com seu enorme potencial de crescimento. Estamos animados para dar os próximos passos e consolidar nossa posição, agora com o time diferenciado da Mogiana.”, afirma Lorival Luz, CEO Global da BRF.

Com investimento de R$ 1,35 bilhão somando as aquisições da Mogiana Alimentos e do Grupo Hercosul, a BRF Pet atinge aproximadamente 10% de market share, de acordo com dados fornecidos pela ABINPET – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação. A integração da Mogiana começa agora em setembro e possibilitará ganhos de sinergia, principalmente na compra de grãos e insumos para a fabricação de rações, assim como aumento de intensidade e capilaridade nos canais de venda.

“Nossa estratégia comercial será impulsionada pela ampliação do nosso portfólio, que ficará ainda mais completo ao receber marcas fortes e consolidadas, atendendo de forma completa os tutores de pets. Integrando as operações, também teremos ganhos com a expansão geográfica da nossa distribuição e melhoria no nível de serviço aos nossos clientes”, avalia Marcel Sacco, VP de Novos Mercados da BRF.

2 de setembro de 2021 0 Comentários
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ESG

Sustentabilidade passou a ser mais valorizada na pandemia

De Administrador SH 2 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Estudo detalha o comportamento do consumidor brasileiro em relação à coerência das marcas

Resultado de um estudo que começou lá no início da pandemia para acompanhar mudanças no comportamento do consumidor após a covid-19, o Future Consumer Index traz um alerta às empresas: elas enfrentarão pressões cada vez maiores para tornar suas operações mais sustentáveis.

Elaborado pelo EY-Parthenon, braço de consultoria estratégica da EY, o levantamento mostra que a sustentabilidade se tornou um dos critérios relevantes de compra para 66% dos brasileiros. Como reflexo, 61% dos consumidores também passaram a achar importante observar os valores praticados pelas empresas das quais pretendem comprar os produtos.

Adicionalmente, o mercado de capitais vem valorizando e identificando formas de tangibilizar práticas necessárias de ESG. No Brasil, a B3 e a Bolsa de Valores brasileira também estão estudando novas formas de acompanhar a performance das empresas brasileiras, juntamente com a GPTW em adição aos demais índices existentes (ICO2, ISE, IGC, IGCT, IGC-NM, ITAG e o ICDPR-70).

O olhar do consumidor para as marcas

Os entrevistados também se mostram mais dispostos a comprar, no futuro, de empresas que durante a pandemia cuidaram de seus funcionários (79%), garantiram por meio de seus negócios impacto positivo na sociedade (75%) e, de quebra, assumiram uma postura ativa ao dar suporte à comunidade (72%).

“Os brasileiros estão atentos à coerência do discurso das empresas com suas práticas e estão dispostos a priorizar companhias que cuidam melhor de seus funcionários, fornecedores, clientes, comunidades e que tenham um impacto positivo na sociedade”, destaca Cristiane Amaral, sócia da EY e líder do segmento de consumo, produtos e varejo para América Latina da consultoria.

Marcas que deram o exemplo

De acordo com a EY Parthenon, a crise exigiu que as empresas reagissem de forma rápida. Quem começou a se mobilizar antes, obteve um melhor resultado. Porém, o cenário continua com mudanças deixando cada vez mais visível propósito e ações concretas por parte das empresas.

“Hoje temos empresas dos vários segmentos de consumo e varejo, respeitadas e admiradas pelos consumidores no Brasil e que já vêm agregando práticas de sustentabilidade como parte de seu propósito ou em suas estratégias”, diz Cristiane.

Entre as companhias, ela destaca a Natura, que se preocupa com a origem da matéria-prima usada em seus produtos (93% deles compostos de ingredientes de origem natural) e que em 2020 investiu mais de 10 milhões de reais em um fundo emergencial para amparar consultoras e consultores em situação de vulnerabilidade.

A Renner vem trabalhando toda a sua cadeia visando produtos e serviços cada vez mais sustentáveis, olhando a cadeia de fornecedores e trabalhando o engajamento de colaboradores, comunidades e clientes.

A Marfrig vem buscando a transparência nos processos que agregam para a cadeia pecuária e para os consumidores, além de estar comprometida com a mobilização de empresas em torno da redução das emissões GEE em linha com o Acordo de Paris.

Outro exemplo foi a Ambev, que transformou os comércios, de diferentes regiões do Brasil, em pontos de distribuição de bebidas para o Zé Delivery, para que os donos de bares pudessem garantir uma renda extra. A empresa também promoveu uma ação na qual consumidores podiam comprar vouchers de 25 a 100 reais para ser usados em seus botecos preferidos assim que eles voltassem a funcionar. A Bohemia custeou 20% do valor dos vouchers.

Enquanto isso, o Magazine Luiza incorporou práticas que vão do empreendedorismo a questões de diversidade, como a integração de pequenos empreendedores ao seu marketplace, e botão de denúncias do app Magalu ao 190, para pedidos de socorro em casos de violência doméstica.

São vários exemplos de práticas que incluem outras empresas como Nestlé, Boticário, Sadia, Havaianas e Unilever. O consumidor e o mercado estão atentos à maneira como estas práticas vão se desenvolver, amadurecer rapidamente e de forma consciente.

Como se fortalecer na crise

Sérgio Menezes, sócio da EY-Parthenon para o Brasil, aponta três dos desafios para uma empresa ser mais sustentável:

Fortalecer a governança em torno dos compromissos criados com os stakeholders, priorizando os objetivos estratégicos ao mesmo tempo que se leva em consideração o contexto empresarial e sociopolítico;

Vincular a remuneração de executivos e de toda a empresa a um conjunto amplo de métricas, com metas claras e padrões comportamentais alinhados a uma estratégia orientada ao propósito, de modo que os riscos e recompensas sejam distribuídos de forma mais equitativa;

Analisar riscos e oportunidades de mudanças sociais e ambientais e incutir a disciplina na gestão de desempenho não financeiro como uma base para a adaptação contínua.

“O sucesso de uma empresa não será mais medido apenas pelo lucro ou métricas operacionais. Para retomar o crescimento sustentável será necessário reformular a agenda estratégica não da maneira como os negócios funcionavam antes, mas sim como uma nova plataforma para criar valor e ao mesmo tempo proteger a sociedade e o meio ambiente”, alerta o especialista.

Cristiane concorda. “Transformar a empresa de dentro para fora para integrar a sustentabilidade ao core business pode ser a estratégia mais difícil, mas acreditamos que isso será determinante para separar as organizações prósperas daquelas que podem não durar no longo prazo”.

Fonte: Exame Solutions

2 de setembro de 2021 0 Comentários
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Varejo

Receita plant based a gosto do freguês

De Administrador SH 2 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Algoritmos de foodtech brasileira podem alterar a composição de um alimento com base em análises genéticas dos consumidores 

Do contêiner de 66 metros quadrados, uma nanofábrica produz um iogurte de planta a gosto do freguês, a partir das informações genéticas, recomendações médicas e preferências sensoriais. A ideia da foodtech brasileira The Question Mark — que desenvolveu uma base láctea a partir de inhame, castanha de caju e coco — pode até parecer futurista, mas atraiu investidores e está prestes a se lançar no mercado.

Fundada neste ano, a startup investiu R$ 2 milhões para instalar a primeira nanofábrica em Cajamar, cidade paulista escolhida pela boa infraestrutura logística. Uma segunda será inaugurada no início do próximo ano em São Paulo.

Para tirar o projeto do papel, a The Question Mark captou recursos com anjos — o que inclui nomes como Donald Cash, executivo que já liderou a Danone Nutricia na América Latina —, e firmas como Distrito Ventures e Play Studio, consultoria e venture builder que já investiu no Mercado Bitcoin e na cervejaria artesanal Praya.

A foodtech teve ainda a assessoria comercial da AGN Consultoria e Negócios, firma de Alberto Gonçalves Neto, um dos maiores especialistas em plant based no país.

Os produtos personalizados da The Question Mark ainda estão em testes e só devem entrar em fase comercial em 2022, mas a foodtech já lança agora em setembro uma linha plant based de leites e iogurtes que será vendida no e-commerce próprio e no varejo especializado em alimentação saudável. Requeijão e manteiga estão em desenvolvimento.

“Somos uma opção de nutrição saudável sem abrir mão da indulgência. Se o produto fosse apenas nutritivo, não estaria no nosso portfólio”, afirmou o fundador Pedro Campos.

E-commerce e varejo devem ser os principais canais de vendas da foodtech nos primeiros anos, mas o o desenvolvimento dos lácteos personalizados é a grande aposta do empreendedor — que antes de fundar a The Question Mark fez carreira na indústria de bebidas, passando por Coca-Cola e Natural One.

Para chegar ao modelo de negócios da foodtech, Campos passou os últimos dois anos dedicado ao projeto, num périplo que incluiu uma imersão na Anuga, tradicional feira da indústria de alimentos que ocorre na Alemanha, e visitas aos Estados Unidos.

À experiência de negócios, Campos aliou a bagagem técnica de Paula Scherer, gastrônoma que estudou com Sandor Kats — um dos maiores nomes da fermentação natural do mundo —, e Cauré Portugal, biólogo e PhD em enologia. Os dois completam o time de fundadores da The Question Mark. Scherer é a COO da foodtech e Portugal, o diretor científico.

Quando os produtos personalizados deixarem a fase de testes — os investidores são as cobaias do MVP —, os consumidores poderão pedir uma receita customizada de seu leite ou iogurte a partir do código genético para fins de nutrição e resultados de exames de sangue e pico glicêmico.

Se o médico do cliente também fizer recomendações específicas, basta registrá-las na plataforma para que o algoritmo criado pela foodtech modifique a receita. O sistema foi criado com a ajuda de uma banca de geneticistas estrangeiros, disse Campos.

A The Question Mark considera que a indústria está passando pela terceira onda dos testes genéticos. A primeira veio dos testes de ancestralidade e a segunda ficou marcada pelo efeito Angelina Jolie, para descobrir a pré-disposição a doenças.

A aposta é que, com o tempo, os testes genéticos para fins nutricionais repetirão a trajetória dos outros dois, ficando mais acessíveis com o tempo. Atualmente, o preço de um desses testes fica em torno de US$ 400, mas já chegaram a custar US$ 1,5 mil há dois anos. “Ao longo de três a quatro anos, eles vão estar disponíveis a preços acessíveis”.

Enquanto prepara o terreno para a era da personalização, a foodtech tenta ganhar espaço com os lácteos plant based e com receitas assinadas por especialistas conhecidos, como a endocrinologista Natália Almeida Prado, da clínica da nutricionista funcional Patrícia Davidson, e a culinarista Bruna Hey.

Fonte: Por Luiz Henrique Mendes, Pipeline Valor

2 de setembro de 2021 0 Comentários
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Tendências

O supermercado mais lindo do mundo

De Administrador SH 1 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH


Após 120 anos de existência deixa de existir esse que era considerado o supermercado mais lindo do mundo. Também foi vitima da covid 19 junto com  uma complicada disputa legal sobre a venda do palácio. Sim, o imóvel era um antigo palácio repleto de obras na cidade de Moscou.

Eliseyevskiy ou   Yeliseyevsky  ou   Eliseesvski era o nome dele.

Em 1901 esse lindo palácio no centro da cidade foi transformado em uma grande mercearia chamada Elisseeff ainda na Russia Imperial.

Em 1917 foi nacionalizado após a revolução comunista. Em 2005 já como supermercado e com o nome  Eliseyevskiy passa a ser operado pela rede Alye Parusa. Era sofisticadíssimo, um supermercado gourmet muito acima da média, que servia a toda elite do país. Já não serve mais.

A loja Eliseevskiy

Era o local onde o público de alto poder aquisitivo sempre encontrava produtos locais de excelente qualidade e iguarias raras de serem achadas em outros pontos de Moscou, sobretudo na era soviética.

Visitar essa loja, nos últimos anos, significava adentrar um espaço que, para muitos, abrigava o supermercado mais bonito do mundo. Mais do que qualquer produto, o que atraía mais era o salão predominantemente dourado, com colunas de mármore, lustres de cristal e obras de arte nas paredes.

Vendia todo tipo de alimento. O balcão da rotisseria oferecia uma fartura de pratos prontos, preparados pelos seus chefes de cozinha, segundo as receitas europeias, asiáticas, do oriente próximo e claro, delicias da culinária russa.

Muitas pessoas iam ao “Eliseevsky” todos os dias, outras vinham em excursão. Todas tinham a certeza que o moderno “Eliseevsky” era o exemplo de comercialização russa de alimentos.

A rede que operava com problemas financeiros fechou todas as suas lojas, mantendo aberto apenas o Eliseiesvski. Muito frequentada por turistas, um público que a pandemia afastou, a loja vivia cenário de decadência nos últimos meses, com raros clientes e muita ruptura nas prateleiras. 

Dias atrás, o endereço na rua Tverskaia fechou de vez as portas.

Ainda não se sabe o futuro do prédio, que a cidade de Moscou concordou em vender em 2015 para a rede Aliye Parusa, mas cujo acordo nunca foi   finalizado.    

1 de setembro de 2021 0 Comentários
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Tendências

PepsiCo terá fábrica movida a batatas

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Estrutura, que ficará pronta até 2025, será a maior e mais sustentável da empresa na Europa

A PepsiCo anunciou que investirá US$ 257 milhões para desenvolver sua maior e mais sustentável fábrica de alimentos na Europa. Localizada em Sroda Slaska, na Polônia, a fábrica é a quinta da empresa no país e abastecerá 21 países da região.

O grande destaque da estrutura fica para as inúmeras ações de sustentabilidade. Desenvolvida com base em princípios ambientalmente corretos, a fábrica terá 100% de energia renovável, sendo autossuficiente na geração de energia solar. A PepsiCo também pretende desenvolver no local uma fazenda alimentada da mesma fonte. O local também conta com reuso da água e dos sistemas de aquecimento e refrigeração, além da coleta de água de chuva para uso em diversas atividades.

Uma característica especial do local é o uso das cascas de batata, que são descartadas na fabricação de batatas fritas, para gerar biomassa. Depois de alimentar geradores na fábrica, a biomassa será fornecida às fazendas da região como um fertilizante de baixo carbono. As batatas que servem de matéria-prima são fornecidas por fazendeiros locais, como parte do Programa Polonês de Agricultura Sustentável, estabelecido há quase 30 anos.

Atualmente, a PepsiCo utiliza 230 mil toneladas de batatas sustentáveis a cada 12 meses. Nos próximos anos, ampliará esse consumo e iniciará relacionamentos com fazendeiros de milho, com o objetivo de chegar a 2027 com 330 mil toneladas anuais de milho sustentável para a produção de Doritos.

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Assaí reforça novo conceito em loja de R$ 63 milhões

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Unidade com treze mil metros quadrados foi aberta com açougue diferenciado onde colaboradores manuseiam a carne de acordo com a vontade do cliente

Reforçando a presença no estado do Rio de Janeiro, o Assaí Atacadista acaba de inaugurar a primeira unidade da companhia na cidade de São João de Meriti. Com um investimento de R$ 63 milhões e mais de 13 mil m² de área construída, a nova loja reúne variedade de produtos, preços baixos e diferenciais em serviços (como cafeteria e açougue) em uma loja ampla, climatizada e bem iluminada, e com estacionamento próprio para carros e motos com mais de 390 vagas.

Localizada em uma posição estratégica da cidade, na Rodovia Presidente Dutra, n° 4.301, em Coelho da Rocha, a unidade de São João de Meriti atende não apenas os clientes e comerciantes da cidade, mas também dos municípios vizinhos, que buscam preço baixo e as vantagens da compra de atacarejo. A principal delas é o “preço de atacado”, ou seja, ao adquirir mais de um item do mesmo produto, o cliente ganha desconto (a informação de preço consta na etiqueta de cada item), o que significa excelente economia no final da compra. Outra é o serviço de televendas, ideal para o comerciante que precisa de agilidade e de compra em grande quantidade.

Com a abertura, o grupo passa a contar com 189 lojas em todo o país, sendo 23 no Estado. “O Rio de Janeiro tem grande importância para o nosso negócio, sendo o segundo estado em quantidade de lojas. Estamos chegando no município para atender não apenas o setor de comércio e serviço, aquecido na região, mas também o consumidor final que busca variedade e preços competitivos todos os dias”, afirma Moacir Sbardelotto, Diretor Regional do Assaí. Para formar o novo time, a companhia gerou mais de 280 empregos diretos na região e valorizou a formação de um time diverso e inclusivo, para retratar ao máximo a sociedade, e que morasse no próprio município. 

A loja disponibilizará serviço de açougue, em que um time de açougueiros está preparado para atender o cliente, fatiando e moendo as peças de carne seguindo as preferências de cada um e do jeito desejado. A loja conta ainda com mais de 7 mil produtos, entre alimentos, bebidas, itens de higiene pessoal e limpeza, produtos de bazar, linha automotiva, linha pet e eletroportáteis, além de embalagens e descartáveis.

Com mais de 270 protocolos sanitários implantados para proteger funcionários e clientes da covid-19, a nova unidade faz parte da geração mais moderna de lojas da companhia, que evoluiu para proporcionar uma experiência de compra superior ao consumidor. Este novo modelo se caracteriza por corredores amplos, pé direito alto e câmaras frigoríficas grandes, que facilitam o descarregamento do produto e aumentam a capacidade de armazenamento das mercadorias na própria loja. Outro destaque é a quantidade superior de caixas de pagamento (a unidade terá 30).   

“Estamos felizes em levar o conceito mais atual de lojas Assaí para São João de Meriti, entregando à população o que temos de melhor em formato de loja e em serviços. Queremos que o cliente tenha uma experiência de compra cada vez melhor conosco, além, é claro, de aproveitar os preços baixos e das ofertas que praticamos diariamente em nossas unidades”, conclui Sbardelotto.   

Os diferenciais da nova loja são:

– Preço competitivo – a companhia adota uma política de preços mais competitivos na comparação com o varejo tradicional e os produtos saem mais baratos quando comprados em determinado volume (dois ou mais iguais, dependendo do item).   

– Pagamento – serão aceitos cartões de crédito e débito das principais bandeiras, dinheiro, vale-alimentação e QR Code pelo app do PicPay. A empresa também conta com o cartão próprio Passaí. Dentre as vantagens e os benefícios exclusivos, o principal deles é que o cliente paga o preço de atacado a partir de uma unidade. 

– Televendas – com foco no pequeno e no médio empresário, como donos de restaurantes, o Assaí oferece um serviço por telefone, no qual esse cliente pode solicitar produtos, verificar os preços, formalizar o pedido e apenas passar na loja para buscar a compra.    

– Variedade – o atacadista disponibilizará mais de 7 mil produtos aos consumidores, além de um serviço de açougue e cafeteria.    

– Conforto – para maior comodidade dos clientes, a loja oferecerá 30 checkouts e mais de 390 vagas de estacionamento para carros e motos.

– Sustentabilidade – a construção e a operação da loja foram pensadas para causar o menor impacto possível ao meio ambiente, começando pelo uso racional de energia elétrica e o aproveitamento da luz natural. A nova loja também contará com coletores de pilhas e baterias para que os clientes possam depositar esses resíduos. Após recolhidos, esses itens são encaminhados para empresas especializadas, que garantem a destinação adequada do material.

Horário: 9h

A loja fica na Rodovia Presidente Dutra, n° 4.301, bairro Coelho da Rocha. O horário de funcionamento é de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h, e aos domingos e feriados, das 8h às 18h

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Mambo compartilha desafios e projetos com a indústria

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Evento Mambo Connect anuncia os trinta e nove anos da rede e detalha as diretrizes para a próxima década com tecnologia de ponta

Dando início às comemorações de seus 39 anos, completados agora em setembro, o Supermercados Mambo reuniu, no mês de agosto, mais de 300 indústrias ― entre elas Ambev, Diageo, Heineken, Colgate, Unilever, General Mills, Lactalis, Coca-Cola e Bauducco ― no evento online Mambo Connect, para anunciar ações e projetos que não só marcam uma nova fase como colocam a rede em um outro patamar, atrelando suas atividades cada vez mais à tecnologia.

De acordo com Marcos Nassar, presidente do Supermercados Mambo, o encontro teve o objetivo de apresentar aos fornecedores a campanha de aniversário e os avanços da rede, incluindo os planos audaciosos para o futuro. “Estamos empenhados em colocar em prática nossos propósitos, que visam tornar o Mambo a principal rede premium de São Paulo”, afirma.

O ponto alto do evento foi a apresentação da campanha de aniversário. Entre os dias 02 e 30 de setembro, os clientes poderão concorrer a prêmios instantâneos: serão sorteados 240 dispositivos Echo Dot com Alexa. “Essa ação será um marco para os consumidores do Mambo e para o varejo brasileiro. A partir de R$ 200 em compras, o cliente tem a chance de ganhar um dispositivo. Basta que ele cadastre o cupom fiscal no site para descobrir na hora se foi um dos ganhadores. Serão sorteados oito Echo Dot com Alexa por dia, um por loja”, explica Daniele Motta, diretora de marketing do Supermercados Mambo.

Mais que uma rede de lojas, o Supermercados Mambo é um conceito vencedor e busca, constantemente, repensar e se reinventar para manter-se fiel à sua essência, mesmo frente a desafios. Assim, a rede lança em breve um novo site e um novo aplicativo, para acompanhar a transformação digital, além de garantir aos clientes uma experiência única, com eficiência e excelência. A principal estratégia do ano é o fortalecimento da marca, sempre colocando o consumidor como foco principal. A ideia é garantir a presença digital, o reforço do PDV e as parcerias com fornecedores estratégicos, que se tornam ainda mais importantes nos planos de crescimento da rede.

Para consolidar essa nova fase, o marketing assume papel importante. Segundo Daniele Motta, o departamento como um todo terá desafios fascinantes, sendo o primeiro deles manter e aprimorar os resultados conquistados na Pesquisa Shopper, realizada recentemente, que demonstra que a marca possui fãs. “Nossa meta é colocar o shopper no centro das decisões e, para isso, traçamos um raio-x do cliente Mambo. Entre os diferenciais do nosso público, destacamos que 60% são mulheres, casadas, que adoram os setores de padaria e açougue e que declaram ter uma experiência superior quando comparada aos concorrentes”, comenta.

Mambo Connect

A primeira edição do evento trouxe uma nova maneira de se comunicar com o trade, por meio de um plano sólido e bem estruturado, com base em quatro pilares. O primeiro diz respeito ao consumidor, que busca qualidade no atendimento e nos produtos, ambiente aconchegante e acolhedor. Para isso, a ideia é reforçar o DNA da marca e continuar oferecendo uma experiência superior.

Para Luciano Kleiman, COO do Supermercados Mambo, a rede continuará colocando em prática seus diferenciais. “Continuaremos reforçando nosso conceito de marca, serviços, layout, atendimento e seleção de produtos. Nossos diferenciais seguem sendo essenciais, seja pela forma personalizada de atendimento ou pelas experiências únicas”, afirma.

Já o segundo pilar está baseado na expansão, tanto física ― com a abertura de novas unidades―, quanto digital. “O e-commerce representa 20% do faturamento do Mambo, que vem ganhando força e evoluindo de forma constante, além de contar com parcerias importantes, como a feita com o Rappi e outras novidades que estão por vir”, comenta Kleiman.

A terceira vertente está relacionada ao trade: a finalidade é evoluir e amadurecer as relações, passando de transacionais para estratégicas, seja por meio do Join Business Plan (JBP) ou por outras ações que estão sendo avaliadas. E, por fim, o quarto e último pilar refere-se à equipe de colaboradores do Mambo. A rede pretende focar no crescimento e aperfeiçoamento de talentos. Além disso, é importante destacar a nova sede, que será inaugurada em outubro. O escritório será na Vila Leopoldina, ao lado da loja Aliança.

“Para tudo isso, contratamos a TPNQ, agência estratégica especializada em mapear e criar experiências integradas, que nos ajudou a idealizar desde um modelo de evento digital, proprietário e dinâmico, para nossos parceiros até inovar na campanha de aniversário complementando ainda mais a jornada de nosso cliente”, finaliza Kleiman.

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Mix de biscoitos: como gerir um gigante que só cresce?

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Alvo de constante inovação, categoria exige uma gestão apurada. Veja como obter mais eficiência na execução desta gôndola

*Fonte: Fátima Merlin, Connect Shopper

Por ter alto giro, o biscoito é uma categoria indispensável para os supermercados. Sua importância para o mix é conhecida tanto pela diversidade de tipos, marcas e inovações, quanto, principalmente, por sua altíssima popularidade. Democrático, o biscoito tem penetração nos lares brasileiros, de todas as classes econômicas, superior a 99%, segundo os principais institutos de pesquisa do setor. Tanta variedade de apresentações e lançamentos constantes, além do custo acessível, proporcionam ao varejo resultados atraentes em tráfego, giro e rentabilidade. Mas isso, naturalmente, desde que haja uma gestão inteligente do espaço na área de venda.

O desafio do supermercadista em gerenciar a seção começa quando se sabe que há milhares de SKUs desta categoria à disposição no mercado. “A categoria é gigante. Por isso, é preciso ser assertivo, para ter o produto certo, na loja certa, com abastecimento certo”, afirma o diretor de Trade Marketing da Nestlé, Felipe Votisch.

Com um universo de produtos para organizar na exposição, os fabricantes promovem encontros periódicos com varejistas para orientar a gestão da seção e promover as vendas. “O que mais nos pedem nessas reuniões são sugestões de organização das gôndolas”, afirma Felipe. “Normalmente, quando elas são organizadas ‘explicando’ ao consumidor o momento de consumo e mostrando os diferentes formatos de biscoito, se obtém de 15% a 20% de incremento de sell out (venda)”.

Como a gôndola não é elástica, o Gerenciamento por Categoria é uma ferramenta recomendada ao varejista por especialistas do mercado. Sua implementação começa reunindo informações significativas, tanto do consumidor, quanto do mercado e suas marcas, conforme aconselha a consultora de varejo Fátima Merlin, especialista em Gerenciamento por Categoria e CEO da Connect Shopper (veja box com passo-a-passo). “A categoria de biscoito está sempre em contínua reinvenção, mudanças constantes, lançamentos, segmentos novos, novos players. Isso exige um olhar pautado em obter dados, ter informações cada vez mais relevantes do consumidor, do mercado, das marcas, da categoria, a fim de traduzir, na prática, essa inovação no ponto de venda.”

O dinamismo do produto no ponto de venda também reflete com rapidez alterações no ambiente econômico que afetam a vida da população. “Em termos de comportamento do mercado, o ano de 2020, com o advento do benefício social concedido pelo Governo, o Auxílio Emergencial, foi marcado por opções de maior indulgência e tipos premium de biscoitos por parte do consumidor”, destaca Anderson Freire, diretor de Marketing Pesquisa e Desenvolvimento da Arcor do Brasil. “Passado o momento do Auxílio, houve a retomada dos básicos e de sua importância, de mais de 60% da categoria”.

Categoria madura, com cobertura quase total dos domicílios no País, os biscoitos ainda dão sinais de crescimento em tíquete médio e em novos consumidores. “As taxas de crescimento são pequenas, pois a base é muito grande. O crescimento se dá mais entre os segmentos”, explica Fabio Melo, diretor de Marketing da M. Dias Branco. Na pandemia, ele exemplifica, a questão econômica impulsionou as marcas mais baratas e as embalagens maiores, como rosquinha e cream cracker, que favoreceram as ocasiões mais expressivas, como voltar a tomar café em casa. “Recheado também cresce devido à acessibilidade e do apelo a indulgência, como também os cookies e o wafer, considerados quase uma sobremesa, acessível e prática.”

O crescimento da categoria nos últimos anos está relacionado a questões que se consolidaram com a pandemia, como a praticidade, a indulgência e a conveniência, avalia Fátima Merlin. “Alguns segmentos possuem apelo mais saudável, estão conectados com tendências que se consolidaram na pandemia”, diz. Outros estímulos são a exploração pela indústria de novas ocasiões de consumo, como café da manhã e lanchinhos. “E na pandemia também cresceram segmentos como maria e maisena, até por conta de se fazer mais doces caseiros, pavê, assim como também cresceram wafer, recheados, água e sal.”

No curto prazo, o segmento básico é o palpite dos profissionais do setor como oportunidade de crescimento. “Tudo que é básico pode ser reaquecido. A médio e longo prazos estão os saudáveis e indulgentes. Os saudáveis, pautados na leitura de mercado e pelo histórico, vão crescer. Não sabemos quanto”, afirma Anderson, da Arcor. Entre as tendências de longo prazo, o segmento saudável desponta. “Há disponibilidade e procura crescente nos últimos anos, como os tipos com cereais, integrais, com menos gordura e outros. Seu crescimento se intensificou nos últimos cincos anos e é bastante importante, embora sua representatividade ainda seja baixa”, diz.

Enriquecidos com grãos, fibras ou voltados para dietas restritivas, os saudáveis devem crescer sua presença no portifólio junto à também tendência de novos apelos de conveniência, com diversidade de tamanho de embalagem, favorável a diferentes ocasiões de consumo, para levar na bolsa ou deixar no carro. Segundo a indústria, mais à frente, estão garantidas a conveniência, a preocupação com saúde e bem-estar e as ofertas diferenciadas, apostas certeiras sem abrir mão de boa dose de indulgência.

GC: revisão constante

Cada vez mais o varejo e a indústria estão conscientes da importância do gerenciamento por categoria, ainda mais para a categoria de biscoitos, que possui diversas subcategorias e que é alvo de constantes lançamentos. A implementação deste processo, por sua vez, exige muito empenho, união e organização, mas, além disso, é ainda mais fundamental atentar-se para a sua manutenção e continuidade. Ou seja, acomodação é uma palavra que não combina com o GC.  

“Ao implementar o Gerenciamento por Categoria, é importante, saudável e necessário que o varejista, assim como a indústria, revisite o sortimento do portifólio periodicamente. O portfólio tem de ser algo vivo. O tempo todo é preciso verificar o que faz sentido ou não faz”, destaca o diretor de Marketing da M.Dias Branco, Fabio de Melo. “Outra medida é sempre questiona. O que o consumidor está querendo? Se ele está preocupado com a saúde ou com seu bem-estar, tenho de entregar isso por meio de lançamentos, abrir espaço na gôndola para isso”, exemplifica o executivo.

Outro ponto enfatizado por Melo é a importância de oferecer ao consumidor uma boa variedade de mix, em função da dimensão desta categoria. “Um produto não cumpre o mesmo papel que outro. Talvez seja necessário entender que o espaço na gôndola pode ser mais bem distribuído, com mais variedade e mais valor agregado. Não precisa dar dez frentes a um mesmo produto”, explica.

Em sua rotina de gestão de categorias a M.Dias Branco sugere sempre iniciar o fluxo da gôndola pelas opções doces, que possuem caráter de indulgência, com destaque para os recheados, wafer e cookies. Na parte central da gôndola, a recomendação é expor as opções de biscoito seco doce, como maria, maisena e rosquinhas. Completando o fluxo, entram os segmentos de salgados (veja ilustração).

Os fundamentos do GC para os biscoitos

1) Entender profundamente os shoppers é o primeiro passo para maximizar os resultados de uma categoria. Identificar suas necessidades, hábitos, drivers decisórios, como ele segmenta a hierarquia da categoria e outros. Todo esse conhecimento deve ser considerado em ações práticas, desde o cadastro de produtos até a segmentação correta da categoria, levando em conta a árvore de decisão da compra e desdobrando para a decisão de produto, mix, prateleira e tudo o mais. Esta já será grande parte da estratégia estruturada.

2) Com o shopper bem identificado, é importante o varejista ter clareza de sua própria estratégia enquanto varejo, sua proposta de valor, para se conectar com os papéis das categorias. O que é biscoito para a loja? Destino, rotina, conveniência? “Eu tenho clientes de varejo em que o biscoito é rotina e tenho clientes em que é conveniência. Isso depende da própria proposta de valor do varejista, da solução que ele quer entregar e de quanto essa categoria é relevante para o shopper daquele varejista”, exemplifica Fátima Merlin. É o papel da categoria que vai determinar como serão executados todos os “p” da equação, o “p” de produto, de promoção, de pricing e de prateleira, pensando na exposição.

3) Se for uma categoria de rotina, fica pressuposto que ela deverá ter uma cobertura ampla da categoria, com um mix relevante e em torno de 80% do que o mercado oferece, fortalecendo os principais SKU’s, mas também com foco na inovação para manter a categoria atualizada. Em termos de prateleira, ou seja, exposição, ela deve ocupar um local bastante relevante. Segmentar corretamente a categoria é um passo importante para dimensionar qual espaço cada segmento deve ocupar, o chamado ‘cálculo do facing’, espaço que a categoria vai ocupar, a fatia justa ou ‘fair share’. 

4) Pela árvore de decisão do shopper, a primeira segmentação a fazer é separar o doce do salgado. Tradicionalmente, doce participa com 70% do mercado, então, esse tipo deverá ocupar um espaço equivalente. Dentro da área de doce, é preciso segmentar: wafer, cookie, tradicional, cookie integral e outros. Sempre respeitando a hierarquia do shopper e determinando os espaços de acordo com a relevância. “Particularmente, eu recomendo que essa ponderação do espaço leve em consideração não só volume ou valor, mas, sim, uma ponderação entre volume, valor e rentabilidade, para qualificar cada metro quadrado ou linear que se vai ocupar”, observa Fátima.

5) Se o papel do biscoito for conveniência, o número de marcas a serem trabalhadas será bem restrito, uma cobertura em torno de 35% a 55% do que o mercado oferece. O foco seránosprincipais SKU’s e a prateleira em local que ofereça visibilidade, disponibilidade e acessibilidade. “Por isso não há uma sugestão única de planograma. Ele reflete a estratégia do varejista, além do papel e da estratégia da própria categoria”, diz a consultora.

6) Se a estratégia for gerar fluxo, a exposição deve ser diferente do que se a estratégia for gerar rentabilidade. Para maximizar a lucratividade da categoria, por exemplo, a recomendação é começar pelos tipos mais diferenciados, como importados, saudáveis, cookies, indo para a linha mais popular. “Isso mostra como é importante ter uma estratégia clara, entender a árvore de decisão do shopper e entender o papel da categoria para compor essas frentes.” 

O cenário do mercado de biscoitos no Brasil

O Brasil fechou o ano de 2020 com um aumento significativo no valor comercializado para biscoitos industrializados. Entre 2019 e 2020, o incremento foi de R$ 1,43 bilhão. O crescimento foi distribuído em tipos variados, como maria e maisena, waffer, recheado doce, biscoito palito e água e sal. Em 2019, a categoria já tinha batido a marca de R$ 18,9 bilhões. No ano passado, o valor subiu para R$ 20 bilhões. Os dados são da Nielsen e contam no relatório da Abimapi, que representa o setor de massas, biscoitos e bolos.

De acordo com a Nielsen, quem tem a maior representatividade neste total movimentado é o biscoito doce recheado, que fechou o ano com uma participação de R$ 5,17 bilhões, sendo seguido pelo água e sal/cream cracker (R$ 3,1 bilhões) e secos/doces especiais (R$ 2,64 bilhões). Já em participação por volume, quem liderou foi o seco/doce, cujo share foi 38,4%, seguido por saldo (33,7%) e salgado tradicional (26,9%).

Com consumo per capta de 7,2 quilos por habitante, a categoria de biscoitos está presente em 99,7% dos lares brasileiros e apresenta um tíquete médio de R$ 9,8.

Já com relação ao ano de 2021, a empresa de inteligência de mercado Horus detectou que o consumo de biscoitos vem crescendo. Com base em informações coletadas das notas fiscais de 400 mil consumidores, que mensalmente compartilham cerca de 40 milhões de cupons, a incidência, ou seja, a presença de biscoitos nas notas fiscais cresceu 2 pontos percentuais no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior, passado de 23,3% para 25,3%.

No período, a média de itens por compra passou de 3,45 unidades para 3,72, o que corresponde a um aumento de 12,6%. O tíquete médio, por sua vez, saltou 8%, chegando a R$ 10,86. “As regiões Sul e Sudeste foram as que apresentaram maior variação da incidência e do ticket médio”, esclarece a diretora de Novos Negócios, Luiza Zacharias. “Biscoito recheado e biscoito salgado são os mais presentes nesta cesta, sendo suas incidências superiores a 30% e 20%, respectivamente.”

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Consumo de peixes e frutos do mar cresce com embalagens menores

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Em uma parceria com a ABRAS, a Semana do Pescado vai até o dia 15 de setembro, trabalhando a nova estratégia de tornar acessível as proteínas e evitar desperdício

Os brasileiros estão entre os consumidores que mais passaram a gastar com alimentação em casa e a pesquisar preços antes das compras, de acordo com diversas pesquisas. Nesse cenário, a demanda por alimentos mais acessíveis, práticos e capazes de evitar desperdícios se acentuou, tornando mais oportunos, por exemplo, os peixes e frutos do mar oferecidos em porções menores ou pré-preparados. Os produtos com esse perfil vão fortalecer a 18ª Semana do Pescado, que ocorre entre os dias 1º e 15 de setembro de 2021.

Os produtos porcionados e pré-preparados facilitam uma mudança de hábito imposta pela pandemia. Até 2019, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 60% do consumo brasileiro de pescados era feito fora do lar. As restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento de bares e restaurantes levaram a uma queda no giro, que vem se recuperando graças ao aumento do consumo nas residências. “Tanto que o varejo já registrou, nos últimos meses, um crescimento de 30% nas vendas de pescados”, relata Eduardo Ono, presidente da CNA.

O varejo aquecido inspirou a Seara. Em março, a empresa tornou-se a primeira gigante do mercado de proteína animal a oferecer peixes e frutos do mar congelados. Os produtos são comercializados em porções de até 600 gramas, com filés e unidades congelados um a um, permitindo ao consumidor usar apenas o que precisar e guardar o restante para outra ocasião. O carro-chefe é o Filé de Tilápia, peixe mais consumido no Brasil. No entanto, há ainda destaques como Kit Paella (que inclui tentáculos de polvo na composição e já vem com um sachê para preparo do caldo) e o Camarão Empanado, uma novidade da marca no mercado nacional.

Após estrear com 10 itens, a linha foi ampliada neste mês de agosto com mais 15, com novas opções de empanados, quatro itens de bacalhau nobre e de origem tradicionalmente portuguesa e novas opções de pescados para o dia a dia, entre elas porções reduzidas (200g) de camarão descascado e sem cabeça. Para facilitar o uso pelo consumidor, as embalagens agora estampam um QR code, que, lido por smartphones ou tablets, leva o consumidor a um portal com receitas para os produtos.

Pulverização da oferta

Enquanto o consumo per capita de peixes e frutos do mar no Brasil é de cerca de 9 quilos por ano, a média mundial supera os 20 quilos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). Para estimular o consumo dessa proteína no Brasil, a Seara decidiu trabalhar com embalagens menores em toda a operação, inclusive na distribuição.

“A aceitação das caixas de embarque menores foi excelente em diversos canais, mas no pequeno varejo se mostrou uma grande vantagem”, conta Sandro Facchini, diretor do negócio de Pescados da Seara. “Quanto mais conseguirmos pulverizar a oferta nos pequenos varejos, mais colaboraremos para tornar os pescados mais acessíveis à população. Além disso, o comerciante obtém um complemento importante ao seu mix de valor agregado”.

Além de permitir ampliar a atuação no pequeno varejo, os peixes e frutos do mar em embalagens menores ou pré-preparados também favorecem as crescentes compras online de bens de largo consumo. Conforme aponta um relatório do Conselho Norueguês da Pesca (CNP), o comércio eletrônico já é responsável por quase 28% das vendas de supermercados no mundo, ou mais que o dobro do que se previa em 2015.

“As compras online estão se tornando muito importantes para a indústria de frutos do mar, à medida que consumidores estão comprando peixes e crustáceos nesses canais”, afirma Øystein Valanes, diretor do Conselho Norueguês da Pesca no Brasil. Para o executivo, os novos canais representam uma oportunidade para a conquista de novos consumidores, ainda mais devido ao aumento da preocupação das pessoas com a saúde e a adoção de dietas mais equilibradas. A íntegra do relatório pode ser baixada neste link.

O CNP dedica atenção especial ao Brasil pelo fato de o país ser o terceiro principal destino do Bacalhau da Noruega, atrás somente de Portugal e da República Dominicana. Em 2020, o mercado nacional recebeu a importação de 2 mil toneladas de Gadus morhua, além de 5 mil toneladas da espécie Saithe.

Sobre a 18ª Semana do Pescado

Em sua 18ª edição, a Semana do Pescado vai acontecer de 1º e 15 de setembro de 2021. Com ações promocionais e eventos gastronômicos, a campanha é organizada pelo próprio setor produtivo, depois de ter sido criada pelo extinto Ministério da Pesca. Considerada a “segunda quaresma”, a campanha busca estimular o consumo de pescado no cardápio do brasileiro durante o ano todo.

Com o suporte de entidades e empresas parceiras, os organizadores da Semana do Pescado pretendem descentralizar as ações dos grandes centros de produção e consumo de pescado para atingir todas as cidades brasileiras. Os resultados de edições anteriores mostram um aumento entre 30% e 50% nas vendas no varejo no período da campanha.

A edição de 2021 tem entre os patrocinadores a Alaska Seafood Institute, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (CONEPE), Conselho Norueguês de Pesca, Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (SAPERJ), Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (SINDFRIO), Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá (SINDIPESCA), Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) e Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (SIPESP). Também tem o apoio do Ministério da Agricultura, com destaque para a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA), do SEBRAE e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL).

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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