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terça-feira, setembro 29, 2026
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Varejo

Consumo de peixes e frutos do mar cresce com embalagens menores

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Em uma parceria com a ABRAS, a Semana do Pescado vai até o dia 15 de setembro, trabalhando a nova estratégia de tornar acessível as proteínas e evitar desperdício

Os brasileiros estão entre os consumidores que mais passaram a gastar com alimentação em casa e a pesquisar preços antes das compras, de acordo com diversas pesquisas. Nesse cenário, a demanda por alimentos mais acessíveis, práticos e capazes de evitar desperdícios se acentuou, tornando mais oportunos, por exemplo, os peixes e frutos do mar oferecidos em porções menores ou pré-preparados. Os produtos com esse perfil vão fortalecer a 18ª Semana do Pescado, que ocorre entre os dias 1º e 15 de setembro de 2021.

Os produtos porcionados e pré-preparados facilitam uma mudança de hábito imposta pela pandemia. Até 2019, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 60% do consumo brasileiro de pescados era feito fora do lar. As restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento de bares e restaurantes levaram a uma queda no giro, que vem se recuperando graças ao aumento do consumo nas residências. “Tanto que o varejo já registrou, nos últimos meses, um crescimento de 30% nas vendas de pescados”, relata Eduardo Ono, presidente da CNA.

O varejo aquecido inspirou a Seara. Em março, a empresa tornou-se a primeira gigante do mercado de proteína animal a oferecer peixes e frutos do mar congelados. Os produtos são comercializados em porções de até 600 gramas, com filés e unidades congelados um a um, permitindo ao consumidor usar apenas o que precisar e guardar o restante para outra ocasião. O carro-chefe é o Filé de Tilápia, peixe mais consumido no Brasil. No entanto, há ainda destaques como Kit Paella (que inclui tentáculos de polvo na composição e já vem com um sachê para preparo do caldo) e o Camarão Empanado, uma novidade da marca no mercado nacional.

Após estrear com 10 itens, a linha foi ampliada neste mês de agosto com mais 15, com novas opções de empanados, quatro itens de bacalhau nobre e de origem tradicionalmente portuguesa e novas opções de pescados para o dia a dia, entre elas porções reduzidas (200g) de camarão descascado e sem cabeça. Para facilitar o uso pelo consumidor, as embalagens agora estampam um QR code, que, lido por smartphones ou tablets, leva o consumidor a um portal com receitas para os produtos.

Pulverização da oferta

Enquanto o consumo per capita de peixes e frutos do mar no Brasil é de cerca de 9 quilos por ano, a média mundial supera os 20 quilos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). Para estimular o consumo dessa proteína no Brasil, a Seara decidiu trabalhar com embalagens menores em toda a operação, inclusive na distribuição.

“A aceitação das caixas de embarque menores foi excelente em diversos canais, mas no pequeno varejo se mostrou uma grande vantagem”, conta Sandro Facchini, diretor do negócio de Pescados da Seara. “Quanto mais conseguirmos pulverizar a oferta nos pequenos varejos, mais colaboraremos para tornar os pescados mais acessíveis à população. Além disso, o comerciante obtém um complemento importante ao seu mix de valor agregado”.

Além de permitir ampliar a atuação no pequeno varejo, os peixes e frutos do mar em embalagens menores ou pré-preparados também favorecem as crescentes compras online de bens de largo consumo. Conforme aponta um relatório do Conselho Norueguês da Pesca (CNP), o comércio eletrônico já é responsável por quase 28% das vendas de supermercados no mundo, ou mais que o dobro do que se previa em 2015.

“As compras online estão se tornando muito importantes para a indústria de frutos do mar, à medida que consumidores estão comprando peixes e crustáceos nesses canais”, afirma Øystein Valanes, diretor do Conselho Norueguês da Pesca no Brasil. Para o executivo, os novos canais representam uma oportunidade para a conquista de novos consumidores, ainda mais devido ao aumento da preocupação das pessoas com a saúde e a adoção de dietas mais equilibradas. A íntegra do relatório pode ser baixada neste link.

O CNP dedica atenção especial ao Brasil pelo fato de o país ser o terceiro principal destino do Bacalhau da Noruega, atrás somente de Portugal e da República Dominicana. Em 2020, o mercado nacional recebeu a importação de 2 mil toneladas de Gadus morhua, além de 5 mil toneladas da espécie Saithe.

Sobre a 18ª Semana do Pescado

Em sua 18ª edição, a Semana do Pescado vai acontecer de 1º e 15 de setembro de 2021. Com ações promocionais e eventos gastronômicos, a campanha é organizada pelo próprio setor produtivo, depois de ter sido criada pelo extinto Ministério da Pesca. Considerada a “segunda quaresma”, a campanha busca estimular o consumo de pescado no cardápio do brasileiro durante o ano todo.

Com o suporte de entidades e empresas parceiras, os organizadores da Semana do Pescado pretendem descentralizar as ações dos grandes centros de produção e consumo de pescado para atingir todas as cidades brasileiras. Os resultados de edições anteriores mostram um aumento entre 30% e 50% nas vendas no varejo no período da campanha.

A edição de 2021 tem entre os patrocinadores a Alaska Seafood Institute, da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA), Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (ABRAPES), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (CONEPE), Conselho Norueguês de Pesca, Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (SAPERJ), Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca no Estado do Ceará (SINDFRIO), Sindicato das Indústrias de Pesca dos Estados do Pará e Amapá (SINDIPESCA), Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) e Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (SIPESP). Também tem o apoio do Ministério da Agricultura, com destaque para a Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA), do SEBRAE e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL).

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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ESG

BIG adota projeto piloto para gestão de resíduos

De Administrador SH 31 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Em parceria com empresa de biotecnologia, loja de Osasco vai trabalhar de forma inteligente o lixo orgânico a fim de desafogar o aterro sanitário

Com foco na responsabilidade ambiental e atento às inovações tecnologias disponíveis no mercado, o Grupo BIG acaba de implementar um projeto piloto no Big Osasco (SP) para aprimorar o processo de gestão de resíduos em suas unidades.

Por meio da parceria com a Bioconverter™, empresa de biotecnologia especializada em soluções para o tratamento de resíduos orgânicos alimentares, foi instalado um biodigestor aeróbico capaz de transformar restos orgânicos em um efluente seguro para ser destinado ao sistema de esgotamento sanitário. Com este processo, a empresa diminuirá substancialmente a quantidade de resíduos orgânicos enviados para aterro sanitário.

“O tratamento e a destinação correta dos resíduos gerados é fundamental para a preservação do meio ambiente e para solucionar um dos maiores problemas ambientais da atualidade: a quantidade de lixo gerado que é enviada aos aterros sanitários”, afirma Marcelo Tardin, diretor-executivo de administração e de sustentabilidade do Grupo BIG. “Com a solução, vamos reduzir consideravelmente a quantidade matéria orgânica que era destinada aos aterros sanitários, diminuindo também o número de viagens e, consequentemente, a nossa pegada de carbono”, completa.

Com a capacidade para realizar a biodigestão de até 01 tonelada de resíduos orgânicos por dia, o equipamento reduz significativamente a pegada de carbono ao operar em três vertentes: tecnológica, biológica e mecânica. Desta forma, a utilização do Bioconverter™ no decorrer de um ano pode proporcionar a eliminação de 571 toneladas de CO2 na atmosfera ou o equivalente a o plantio de 9.518 árvores além de outros benefícios de sustentabilidade.

31 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Atacadão abre décima segunda loja na capital paulista

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Nova unidade visa o cliente da Grande São Paulo e também o público que desce para o litoral

O Atacadão, maior atacadista brasileiro em número de lojas e com abrangência nacional, inaugurou nesta segunda-feira (30), mais uma loja em São Paulo, gerando cerca de 500 empregos diretos e indiretos. Esta é a 12ª unidade da rede na capital, onde o Atacadão está presente desde 1973.

A nova unidade fica na Via Anchieta, caminho para o litoral, e conta com uma área de vendas de 4.932 m², 22 checkouts e 430 vagas. O formato atacarejo atrai todos os tipos de públicos, mas em sua maioria estão os microempreendedores – como proprietários de bares, pizzarias, minimercados – e consumidores finais.

Para atender todas as exigências de seus consumidores, a rede oferece milhares de opções de produtos que podem ser adquiridos em embalagens de diversos tamanhos, fechadas ou fracionadas, de acordo com a necessidade do cliente. Além disso, o Atacadão disponibiliza aos consumidores uma ampla variedade de marcas nos setores de mercearia, bebidas, cuidados pessoais, artigos de limpeza, frios e laticínios, incluindo líderes de mercado, produtos regionais e alternativas de baixo custo. Já na área de hortifrúti, os consumidores encontram também uma seleção de alimentos frescos e de qualidade. Há ainda produtos para casa, carro, animais de estimação e itens para festa.

“É muito importante consolidar nossa presença numa região que possuí uma enorme população e é estratégica para o nosso modelo de negócio, que também proporciona melhores oportunidades para pequenos comerciantes e o acesso à alimentação básica de qualidade para os consumidores locais. Isto faz parte do nosso plano expansão. Nossa expectativa é atingir 250 lojas e 33 atacados de entrega até o final de 2021”, comenta Marco Oliveira, CEO do Atacadão.

Atualmente, o Atacadão tem 239 lojas pelo Brasil e 31 atacados de entrega. Em São Paulo, estado em que está presente desde 1973, a rede chegou a sua 64ª unidade, onde também tem 3 atacados de entrega.

Todas as medidas de segurança foram tomadas para a inauguração da loja. Para funcionamento, a unidade segue todas as recomendações dos órgãos de saúde: o uso de máscaras pelos funcionários e clientes, controle de entrada de clientes, sinalização para distanciamento nas filas, medição de temperatura, barreira de acrílico nos checkouts e disponibilização de álcool em gel. Além disso, todas as lojas ressaltam a importância do uso de máscaras pelos consumidores e comparecimento de apenas uma pessoa por família, sempre que possível.

A loja fica na rua Góis Raposo N. 400 – KM 11 da Anchieta ao lado da Sodimac no Jardim Santa Cruz, São Paulo, SP.

A loja funciona de segunda a sábado: 7h às 22h e aos domingos: 8h às 20h.

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Varejo

Expansão de atacarejo prevê mais três lojas até 2022

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Empresa relata que as inaugurações vão acontecer após instalação de novo centro de distribuição na região

A ampliação das atuais 8 para 11 unidades da bandeira pertencente à Unidasul, dona também do supermercado Rissul, teve sinal verde com a implantação de um grande centro de distribuição (CD) em 2020. “Agora a gente vai abrir algumas lojas.  Vamos cavalgar no ar para abrir alguns Macromix”, diz o superintendente do atacarejo, Eloi Zagonel.

A Unidasul tem sede em Esteio, onde também tem Macromix. A última filial a ser aberta foi a de Canoas, em 2018. O atacarejo tem unidades ainda em Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapiranga, Torres e Xangri-lá. As três novas filiais vão somar cerca de 650 empregos diretos. A rede não divulga investimento; os terrenos e prédios são de terceiros.

A primeira nova unidade será inaugurada em 16 de setembro em Sapucaia do Sul. A filial na avenida Theodomiro Porto da Fonseca, 1365 no bairro Pasqualini, terá cerca de 15 mil itens, 16 check-outs e área de 3,2 mil m². Foram abertas 200 vagas de trabalho, todas preenchidas.

Logo depois virá nova filial em São Leopoldo, que já tem duas unidades do atacarejo. O empreendimento está sendo erguido próximo à Unisinos e será o maior da rede, com a área de vendas de 4,2 mil m². Serão criados 300 empregos. A previsão é abrir no primeiro semestre do ano que vem.

A terceira unidade a ser aberta em Portão e já está em obras com previsão de abertura em 2022. O atacado tem 2,9 mil m² e 150 funcionários.

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Varejo

Ambev lança produto inspirado em Munique

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Companhia amplia portfólio no mercado de puro malte às vésperas da tradicional festa mundial da cerveja, a Oktoberfest

A fabricante de bebidas Ambev tem ampliado o portfólio em busca de agradar diferentes paladares e ocasiões de consumo, assim, depois de anunciar a unidade de negócios Future Beverages, para quem busca bebidas alcoólicas que não cervejas, agora é a vez de lançar a Spaten, da cervejaria de mesmo nome criada em 1397 em Munique, na Alemanha.

“A conexão com as pessoas nos incentiva a inovar em nosso portfólio e, pra isso, intensificamos a troca de conhecimento com mestres cervejeiros do mundo todo. Estamos trazendo para o Brasil uma autoridade em cerveja”, diz Laura Aguiar, head de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev.

Segundo ela, apesar de puro malte, a bebida é diferente de todas as conhecidas no país. “Do estilo Munich Helles, a Spaten tem sabor forte, mas na medida, capaz de conquistar não só quem não abre mão de uma cerveja marcante como também quem está acostumado com cervejas mais leves”, diz.

Para Joice Carvalho, gerente de marketing da marca, a Spaten promove uma experiência nova. “A cerveja propõe uma imersão na cultura cervejeira de Munique por meio do paladar, com a qualidade e o sabor de uma puro malte da escola alemã”.

A Spaten é um reforço no mercado de puro malte no Brasil, no qual há marcas como Skol Puro Malte, Becks, além de Amstel e Heineken, por exemplo. Além disso, Spaten completa a estratégia de marcas core inn da Ambev, ao lado de produtos como a Brahma Duplo Malte, que ajuda a impulsionar as vendas da companhia.

Spaten está disponível em garrafas de 355ml e 600ml, além da lata sleek de 350ml, no Empório da Cerveja, Zé Delivery, supermercados e bares de regiões como Grande São Paulo, Ribeirão Preto, Franca, Campinas, Vitória, Uberlândia, Belo Horizonte e região, Florianópolis, Cuiabá, Campo Grande, Brasília e Salvador, além de expandir para mais cidades durante setembro e outubro, período em que tradicionalmente acontece a comemoração da Oktoberfest de Munique.

Fonte: Exame, Por Marina Filippe

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Varejo

Por que o cadastro de produtos ainda é um desafio para o varejo?

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Entenda as consequências de um cadastro mal gerido e o porquê este ainda é um tema sensível para os supermercados

O cadastro de produtos é uma das bases da operação do varejo alimentar e, mesmo com os contínuos avanços e progressos registrados pelos supermercados brasileiros em muitas frentes, este quesito segue como um grande desafio para o autosserviço. A inevitável interrogação que fica, portanto, é por que este ainda é um tema sensível para o setor supermercadista, considerando o atual nível de informação e de recursos tecnológicos à disposição das empresas? 

Em sua missão de apoiar o setor no enfrentamento de todos os seus desafios, SuperHiper entrevistou duas grandes referências neste assunto, a Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil) e a Vércer, empresa que oferece um serviço de qualificação de dados de produtos a partir de uma base cadastral centralizada, que é fruto de uma joint venture entre a entidade e a Associação Paulista de Supermercados.

A respeito do persistente gargalo que ainda vigora no setor supermercadista a respeito do cadastro, a gerente de Desenvolvimento Setorial da GS1 Brasil, Ana Paula Vendramini Maniero é enfática: “Não vejo nos últimos anos aumento na qualidade de dados que o varejo tem na ponta. A tratativa de dados está igual, mas sua importância mudou, o que deixa o autosserviço atrasado em relação à essa pauta”, disse.

Sobre o motivo deste cenário, a especialista explica que os dados, de uma forma geral, ainda não estão no plano estratégico das empresas, tendo a sua gestão encarada como um custo. “Estamos ouvindo que o dado é o novo petróleo há muito tempo, mas isso ainda não está amplamente dentro das estratégias e prioridades das companhias. Neste campo, as ações são muito pontuais”. Outro fator destacado por ela é a falta de validação dos dados, que acarreta falhas de informação, cadastro com atributos imprecisos e conteúdos duplicados.  

Ana Paula também destaca que o atual momento vivenciado pelo varejo alimentar corresponde à uma segunda Era na utilização dos dados. “Na medida que avança a preocupação com a experiência dos clientes, mais importante o dado fica. Passamos de uma fase onde o dado tinha apenas valor operacional e logístico para uma fase de dados mais robustos, dedicados a conhecer e engajar o consumidor, especialmente no ambiente on-line”, explica. “É por isso que falhas no cadastro se tornaram um problema ainda mais crítico, justamente porque o varejo está fazendo operações híbridas, por causa da multicanalidade.”

O tamanho do problema

De acordo com uma pesquisa realizada pela própria GS1 Brasil no varejo nacional, em produtos com vários atributos, ou seja, várias características, em 80% dos casos há um atributo incorreto. Isso ilustra a dimensão do desafio e o impacto que ocorre nas operações supermercadistas.

“A gestão eficiente do cadastro de produtos é um desafio global. Um estudo internacional conduzido pela GS1 detectou que 80% das empresas varejistas não estão seguras em relação ao seu cadastro de produtos e que menos de 50% dos produtos industrializados atingiram os requisitos necessários para um planograma correto”, conta Ana Paula. “Além disso, o estudo também revelou que 8,7% das vendas são perdidas devido à imprecisão no inventário e que 50% dos consumidores já enfrentaram problemas com o serviço de clique e retire, num momento em que essa operação cresce em muitos países, inclusive no Brasil.”

Para a gerente da GS1 Brasil, o caminho para se ter um cadastro de produtos bem gerido passa pela implementação de uma cultura de dados, com métricas, colaboração e transparência, que conte com o envolvimento da alta direção da companhia e a área de tecnologia nessa estratégia. “E sempre é bom lembrar que todo item deve ter uma identificação única e que o varejo precisa cobrar isso de seus fornecedores. Outro ponto é a busca por informação. A GS1 disponibiliza para todo o varejo o Cadastro Nacional de Produtos. Hoje tem 55 milhões de produtos cadastrados nesta plataforma”, finaliza a executiva.

Suporte de ponta a ponta    

O CEO da Vércer, Farias Souza, também é um profundo conhecedor do atual cenário do cadastro do varejo e dos gargalos que existem nesta área. Em sua entrevista para a reportagem de SuperHiper, reproduzida na íntegra a seguir, ele compartilhou sua visão sobre a dimensão do desafio que os supermercados ainda enfrentam e a realidade que ainda vigora neste importante fundamento para as operações das empresas do setor.

Quando vocês conquistam um novo cliente, quais as principais dores e gargalos que identificam nas empresas varejistas?

A principal dor é que ainda se tem muito trabalho manual, o que gera uma série de falhas e inconsistências, deixando o cadastro incompleto e boa parte incorreta. Acredito que é preciso avançar muito fortemente sobre o processo de automatização, usando mais a tecnologia a nosso favor. O varejo, nos últimos anos, em função da pandemia, tem sido empurrado para esse processo tecnológico, mas ainda está bem atrasado em relação ao processo interno de automatização. Acredite se quiser, mas o cadastro é feito nas grandes redes, no Brasil, ainda de maneira manual, ou seja, chega um novo produto físico na área de cadastro e lá tem um colaborador que pega esse produto, apura suas informações e as insere no sistema. Tem várias empresas do varejo que ainda fazem isso. Outros estão um pouco mais adiante e usam planilhas de Excel, que a gente sabe que ainda a possibilidade de falhas é enorme, principalmente de classificação fiscal e tributária.

Vocês têm algum levantamento ou estimativa dessa proporção de quanto o varejo ainda está no processo manual e como anda o nível de automatização do cadastro?

Eu estimo que os dez maiores do Ranking ABRAS estão com 70% a 75% de processo cadastral automatizado. Do 11º até o 100º, vamos encontrar um nível de automatização em torno de 15% a 20%. Olha o tamanho do gap desse negócio. Aqui na Vércer, nós temos a possibilidade de apoiar esses 80% que ainda trabalham com esse processo manual.

Quais são as maiores consequências de um cadastro de produtos mal gerido?

O primeiro grande problema é o varejo não conseguir vender um determinado item, porque se o sistema não tiver uma classificação fiscal do produto de acordo com o que a gente chama de NCM [Nomenclatura Comum do Mercosul], não é possível colocar o produto pra dentro, ou seja, receber esse produto na doca. Esse é o maior problema, perder venda. Porque imagina uma grande indústria de material químico, que lançou um produto que todo mundo está vendendo e a sua rede não o está porque o cadastro não está feito. O segundo problema é classificar de maneira incorreta e correndo o risco de tomar uma multa. A loja está vendendo, tudo certo, mas quando acontece uma fiscalização e encontra irregularidades, todo o lucro que obteve com as vendas será perdido com o pagamento de multas. Isso falando de classificação fiscal. Esses são os dois principais problemas que a gente encontra.

No caso de um serviço de automatização, como o da Vércer, o varejo tem acesso a que tipo de informações e dados dos produtos?

Vércer vem de verificação e certificação. Nossa empresa trabalha e entrega três pilares de dados. No primeiro pilar, a gente fala da descrição completa do produto, em torno de 1.000 atributos e informações que a gente pode capturar de um produto, como peso, todas as dimensões do produto, altura, largura, centímetros, milímetros. E não apenas do produto-base, mas também informações da embalagem, do palete, tabela nutricional, no caso de alimentos; se o produto for químico a gente pega toda a tabela química, captura todas essas informações. Como isso pode ser útil? Imagina no e-commerce você ter a descrição completa do produto para facilitar a busca pelo cliente, isso vai te ajudar a vender mais e melhor. No segundo pilar temos a classificação fiscal, com a qual entregamos para o varejo as informações corretas e validadas do produto, que fazem parte da classificação fiscal para se vender um produto. E o terceiro pilar, que é a cada dia mais importante, são as fotos, as imagens em alta definição. Temos até dez fotos de cada produto, inclusive para alguns itens com foto em 360 graus. Imagina que a pessoa vai comprar um celular no site de um supermercado, ela vai poder ver a foto do aparelho em 360 graus, para facilitar a compra do cliente de e-commerce. Facilita também para o varejo, que vai montar o e-commerce e não precisar tirar fotos.

Além desses dados dos produtos, vocês realizam a descrição, que é muito comum e muito importante para o e-commerce?

Sim, oferecemos uma descrição completa do conteúdo. Vinhos, por exemplo, é uma categoria que tem muitas informações e atributos, como o país, o tipo de uva, o tamanho da garrafa, o tipo de rolha; são todas as informações que vão ajudar o cliente escolher melhor e com isso a empresa vai vender mais. Tem também informações sobre como e quando usar o produto, de novo, no caso de um vinho, com qual alimento ele combina. Estamos falando em torno de 1.200 informações de cada produto.

E como vocês fazem para estar com o sistema sempre atualizado?

Hoje, capturamos informações de 540 indústrias. No nosso contrato com elas, está acordado que qualquer alteração precisa ser informada, para podermos fazer uma nova captura de informações. E de maneira colaborativa, o varejo também pode nos sinalizar a ocorrência de mudanças. Imagina, por exemplo, que a lata de Coca-Cola 350 ml mudou, mas a foto ainda é a antiga. Nesse caso, o próprio varejo pode solicitar que a gente faça uma nova captura. Ou seja, o varejo nos apoia garantindo que as informações estejam corretas.

Ou seja, tem uma escala colaborativa entre os três elos. O varejo, a indústria e a Vércer.

Nós temos o guardião no contrato, junto à indústria, o qual diz que ela precisa nos mandar uma nova amostra de um produto que está mudando, seja a cor da embalagem, o tamanho, a dimensão. A indústria é obrigada e nos mandar essa informação, mas temos, também, do outro lado, o varejo que está recebendo o produto e que pode, de maneira colaborativa, informar que um produto não está batendo com as características eletrônicas. Essa parte de lançamento de produtos não para nunca. E criar esse processo dentro do varejo, de maneira que ele seja mais eficiente, é a função da Vércer, para apoiar e agilizar esse processo cadastral. Imagina uma Unilever, que vende no Brasil inteiro e precisa falar com todos os varejistas do Brasil sobre o cadastro. Ela vai ter que falar, por exemplo, com cerca de 2.500 redes de varejo, enquanto a Vércer já está conectada com essas redes, facilitando o trabalho dela.

Hoje vocês atendem quantas empresas supermercadistas?

Estamos em 89 redes de varejo, hoje, só que no nosso portfólio em implantação temos 286 redes. Nós adotamos como estratégia integrar o nosso sistema aos grandes ERPs, como Bluesoft, Totvs e SAP, por exemplo. Estamos finalizando o processo de integração com eles, para que dentro do seu próprio ERP o varejista já receba as informações atualizadas. Ele não precisa baixar uma planilha ou informações de um site. Não vai ter manipulação de dados. Dentro do ERP, já vai ter um botão da Vércer para atualizar as informações dos produtos.

Pegando sua expertise nesse segmento, no caso de pequenas empresas supermercadistas, médias, que de repente não têm condições de recorrer a um serviço tão qualificado como esse, como elas conseguem ter um pouco mais eficiência no cadastro?

Vamos imaginar que sou dono de um pequeno supermercado, em São Paulo, com cinco ou seis check-outs e eu tenho problema de cadastro. Se esse supermercado for associado da Apas, da Asserj, da Abase e da Agos, ele tem o cadastro de maneira gratuita, aqui junto da Vércer. Nós temos um contrato de convênio com essas associações para que os associados possam consumir as informações na plataforma da Vércer, de maneira totalmente gratuita. E isso tanto para um varejista que tenha dois check-outs ou que tenha 40 lojas.

O desafio de gestão de dados

  • Nos produtos com vários atributos, em 80% dos casos há uma característica incorreta.
  • Menos de 50% dos produtos industrializados cumprem os requisitos necessários para um planograma correto.
  • 80% das empresas varejistas não estão seguras em relação ao seu cadastro de produtos
  • 8,7% das vendas são perdidas devido à imprecisão no inventário
  • 50% dos consumidores já enfrentaram problemas com o serviço de clique e retire

Fonte: GS1

30 de agosto de 2021 0 Comentários
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Tendências

No varejo americano, “volta ao normal” fica para depois

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Mais da metade dos consumidores dos EUA continuam preocupados com a Covid-19, fazendo com que hábitos de consumo adotados na pandemia permaneçam

Um relatório divulgado pelo Food Marketing Institute (FMI) colocou água no chope das expectativas de retomada rápida do consumo e de uma “vida normal”. Segundo o U.S. Grocery Shopper Trends Tracker: Back to School / Back to Office, as preocupações com o coronavírus continuam tendo um impacto considerável sobre o comportamento de compra dos consumidores.

O estudo mostra que metade dos consumidores continuam preocupados ou muito preocupados com a Covid-19, especialmente com as novas variantes, como a delta. Para os supermercados, a condição é menos preocupante, já que o receio em fazer compras nas lojas do setor diminuiu (graças às medidas de proteção adotadas pelos varejistas). Por outro lado, bares e restaurantes continuarão sofrendo com fluxos menores de clientes nos próximos meses.

A compra e o consumo de alimentos, segundo o levantamento, têm mantido os padrões dos primeiros meses de pandemia: mais compras em supermercados, tanto de itens prontos para o consumo quanto de alimentos para preparo em casa. E grande parte dos clientes acredita que as mudanças vieram para ficar: metade dos americanos afirmam que seus atuais hábitos permanecerão em um pós-pandemia.

30 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Sommelier dá plantão para encantar os clientes

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Grupo aprimorou a venda de vinhos inclusive com a ampliação das adegas a fim de elevar ainda mais as vendas da bebida 

O crescimento do consumo de vinhos tem incentivado o mercado a oferecer cada vez mais opções a quem aprecia a bebida no Brasil. Seja no calor, com brancos, rosés e espumantes; ou no clima mais frio, com predominância dos tintos, há sempre um bom rótulo para cada perfil de consumidor. No Rio de Janeiro, a rede de supermercados Prezunic acompanha a tendência com a ampliação de sua adega, trazendo novidades para este inverno. Nas lojas onde há maior demanda, sommeliers especialmente treinados orientam os clientes com dicas para quem quer acertar em cheio na escolha da bebida mais adequada.

“Buscamos sempre manter uma adega de qualidade e diversificada para atender desde o cliente que busca rótulos mais requintados, até aquele que pretende degustar uma boa bebida levando em conta o custo/benefício”, afirma Fabrício Caldas, gerente de compras de bebidas da rede.

Uma pesquisa realizada pelo Ideal Consulting e divulgada no início deste ano mostra que o mercado de vinhos no Brasil teve alta de 31% em 2020, com 501,1 milhões de litros consumidos naquele ano, contra 383,9 milhões em 2019. No primeiro trimestre de 2021, durante os meses mais quentes, a tendência de crescimento se manteve, em especial, na comercialização dos espumantes, mais procurados no verão. Além de lojas especializadas e restaurantes, o levantamento considerou também as vendas em supermercados.

Para este inverno, a expectativa é boa. Um dos profissionais especializados do Prezunic, o sommelier Alexandre Labre fica à disposição dos clientes na loja da Barra da Tijuca. Com 15 anos de trabalho na rede de supermercados carioca, há seis ele é o responsável por atender quem busca pelos melhores vinhos, e está atento às demandas de cada cliente.

“É muito comum recebermos clientes em busca de vinhos para ocasiões específicas, como celebrações de noivado, pedidos de casamento e outras situações. Buscamos sempre atender da melhor forma possível, levando em conta todos os fatores, a partir das expectativas e possibilidades de cada um”, explica Alexandre.

Entre as novidades para este inverno estão vinhos nacionais, chilenos, argentinos, franceses, portugueses e italianos, entre outras procedências. Com preços entre R$ 24,99 e R$ 199, há opções para todos os gostos e bolsos.

“É possível fazer bonito, mesmo com um vinho de custo mais baixo. No caso do Prezunic, temos rótulos de excelente qualidade a preços bastante convidativos, a partir, também, da importação própria feita pela rede”, observa o sommelier.

O investimento constante em sua adega faz da rede de supermercados carioca uma referência em vinhos no Rio de Janeiro. O próprio Alexandre Labre mantém uma lista de clientes em grupos de WhatsApp que o acionam em diversos momentos para solicitar dicas e orientações na aquisição de rótulos.

“A confiança que adquirimos ao longo do trabalho no Prezunic faz com que muitos clientes solicitem nosso contato para consultas sobre vinhos. Me sinto muito satisfeito em poder colaborar. O vinho continua sendo uma bebida requintada, o que não o impede de se tornar popular”, afirma o especialista.

Todas as 30 lojas já oferecem os novos vinhos selecionados para este inverno. As unidades Barra, Recreio, Botafogo, Freguesia, Icaraí, Ilha, Jauru, Meier e Pechincha contam com profissionais especializados que podem orientar os clientes na escolha dos melhores rótulos, de acordo com o perfil de cada consumidor.

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ESG

Tetra Pak ativa economia circular com baixo carbono

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Em cinco anos, empresa dobrou taxa de reciclagem de suas embalagens no Brasil e deve zerar as emissões de gás de efeito estufa até 2030

Há dez anos, a Tetra Pak anunciou uma meta climática para, até 2020, limitar seu impacto em toda a cadeia de valor aos níveis de 2010. Ano passado, o objetivo não só foi atingido, como superado, reduzindo em 70% as emissões de gases de efeito estufa em suas operações (escopos 1 e 2) e em 19% se considerada toda a cadeira de valor. Os dados foram publicados este mês na última edição do Relatório de Sustentabilidade da companhia.

Agora, a companhia vai além e foca no alcance das metas de 2030, que são zerar emissões líquidas em suas operações assim como reduzir os GEE em 46% em toda a cadeia de valor (com base no ano de 2019). A cadeia de valor, aliás, representa um dos objetivos mais ousados da organização: garantir que seus fornecedores, clientes e parceiros sejam carbono neutros. Todos esses números foram estabelecidos junto à iniciativa Science Based Targets (SBT), que identifica e promove abordagens inovadoras para a fixação de metas ambiciosas e significativas de redução de emissões de GEE.

“A Tetra Pak foi fundada a partir da ideia de que uma embalagem deve economizar mais do que custa, considerando sempre a sustentabilidade como a essência do negócio. Desde 1999, a companhia tem recolhido dados anuais sobre a utilização de energia e emissões de gases de efeito estufa de toda a organização, sendo as suas contas auditadas por uma consultoria desde 2013”, explica Valéria Michel, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak Brasil e Cone Sul.

Brasil

Uma das maiores operações da empresa no mundo, a Tetra Pak Brasil teve grande contribuição para a melhora dos índices globais. Em 2020, 108 mil toneladas de embalagens cartonadas foram recicladas no país, o equivalente a 43,7% de toda a produção local. Acima da média internacional, o índice tem crescido gradativamente e chegou a dobrar nos últimos cinco anos, resultado de diversos investimentos na cadeia de reciclagem, parcerias com o poder público e campanhas de conscientização sobre o descarte adequado de resíduos.

“A embalagem do futuro é de baixo carbono e a Tetra Pak conta com um portfólio de embalagens, máquinas e serviços que promovem exatamente isso: uma economia circular na qual toda a cadeia de valor é otimizada para um impacto climático mínimo. Ficamos felizes em perceber todos os avanços registrados em nosso Relatório e garantimos que índices ainda mais sustentáveis estão por vir”, afirma Valéria.

Entre os projetos de destaque em 2020, esteve o apoio financeiro a catadores de materiais recicláveis por meio de parceria com a startup Ribon. A iniciativa consistiu em engajar milhares de indivíduos a fazerem doações virtuais por meio do aplicativo da Ribon. Para isso, os usuários precisavam acessar o aplicativo e ler os conteúdos sobre diferentes iniciativas, acumulando, assim, moedas virtuais, chamadas ribons. Os ribons doados à causa dos catadores tornaram-se reais por meio do investimento da Tetra Pak. Os valores foram enviados à ONG Pimp My Carroça, que distribuiu a renda mínima entre os catadores cadastrados no aplicativo Cataki.

Outra redução relevante no período foi em relação ao consumo de energia. Desde 2011, foram investidos, globalmente, mais € 16 milhões em eficiência energética, evitando que o consumo de energia aumentasse 23% neste período. No Brasil, a companhia utiliza apenas energia 100% renovável desde 2012 e também tem fortalecido seus programas neste âmbito.

A unidade de Monte Mor (SP), por exemplo, elevou em 28% a sua eficiência energética nos últimos cinco anos (ou seja, gasta 28% menos energia para produzir a mesma quantidade de embalagens). Já na fábrica de Ponta Grossa (PR), a redução no consumo de energia elétrica foi de 6% no mesmo período.

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Pessoas

Mars busca equidade de gênero em todas as lideranças

De Administrador SH 30 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Programas corporativos potencializam oportunidades para mulheres em todos os níveis da companhia no Brasil e no mundo

Na última semana quando se comemorou o Dia Internacional da Igualdade Feminina, a Mars reforçou seu compromisso e objetivo global de criar um ambiente inclusivo que viabilize o crescimento profissional e a valorização das mulheres, que inclusive, já vêm desempenhando papel fundamental na empresa, uma vez que a companhia compreende que o sucesso delas é elemento chave para um futuro compartilhado.

Os compromissos da empresa em relação à igualdade de gênero nos locais de trabalho, comunidades, fornecedores e no mercado, tem levado a empresa para estabelecer a meta global de posições de liderança 100% equilibradas em termos de gênero em todas as suas 80 operações no mundo. No Brasil, a liderança feminina da Mars já alcançou a marca de 30% em posições gerenciais e 40% em posições operacionais.

“O nosso objetivo em todas as unidades de negócio, é alcançar 100% de equilíbrio de gênero entre as equipes de liderança globalmente”, conta Marcele Gianmarino, gerente de diversidade e inclusão da Mars Brasil. Recém chegada na empresa, Marcele assume a posição com o desafio de acelerar ainda mais a agenda de Diversidade e Inclusão na Mars, tendo a liderança feminina como um dos seus principais pilares: “nos últimos anos, fizemos um importante progresso na representação de gênero, aumentando a proporção de mulheres em cargos de liderança sênior em mais de um terço”, completa.

As práticas da Mars são pioneiras no país desde 2014 e contemplam a licença maternidade estendida para as mulheres, uma vez que se compreende a importância e impactos emocionais da chegada de uma criança na vida de uma família. Essa licença pode, inclusive, ser estendida voluntariamente por mais 6 meses de forma não remunerada. Da mesma forma, a empresa também oferece todo o apoio para o retorno das mães ao trabalho, por exemplo, com uma sala de amamentação no escritório.

“O primeiro passo é ouvir as mulheres para entender como podemos fortalecer as mensagens de diversidade feminina dentro da companhia e, por fim, fortalecer o suporte àquelas que estão retornando de licença maternidade. Além disso, a recente criação do grupo de afinidade de gênero irá propiciar um local seguro onde as mulheres possam trazer suas experiências e serem acolhidas, e consequentemente alcançar nossos objetivos de prover representação igualitária e equilibrada para mulheres do mundo todo”, comenta Marcele.

O processo seletivo da Mars também trabalha com intencionalidade no recrutamento de candidatos para a ampliação do quadro de mulheres em todos os níveis e áreas funcionais, principalmente em média e alta gestão.

Enquanto compromisso global, a Mars também incluiu uma estratégia específica na cadeia produtiva, chamada Cacau Para Gerações, a empresa se uniu a agência de ajuda humanitária CARE e investiu US$ 10 milhões para empoderar 50.000 mulheres em comunidades produtoras de cacau ao redor do mundo nos próximos cinco anos. O objetivo é capacitar as mulheres dessas localidades por meio de microfinanciamentos para aumentar a alfabetização financeira, a poupança das famílias e as atividades geradoras de renda das mulheres.

A Mars contribui para uma mudança sistêmica e permanente, e acredita que é preciso dar voz e amplitude às mulheres para alcançar a igualdade de gênero nas empresas e na sociedade como um todo. Em fevereiro, a empresa lançou a campanha de empoderamento #HereToBeHeard. A iniciativa convida mulheres do mundo todo a responderem à pergunta “o que precisa mudar para que mais mulheres possam alcançar seu máximo potencial?”, ajudando a empresa a moldar uma sociedade mais inclusiva. A campanha é global e foi disponibilizada em português para garantir a participação das mulheres brasileiras. Agora está em fase de análise de resultados para divulgação no início de outubro.

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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