Por Renato Muller
Um negócio que pode apresentar uma margem de 70% (contra os 2% a 4% típicos da venda de alimentos) e, com isso, contribuir de forma desproporcional para o sucesso do varejo. Não é à toa que Retail Media é um dos pilares do sucesso da Amazon no mercado global – uma receita que também pode ser aplicada aos supermercados brasileiros.
“Retail Media permite que o varejo vá muito além em sua proposta de valor, aumentando a recorrência, o tíquete médio e o relacionamento com os clientes”, afirma Ari Kertesz, diretor-geral da consultoria Accenture, em painel no ABRAS’26 food retail future, que acontece em Campinas (SP). “A transformação do varejo em mídia permite gerar recursos para investir mais e oferecer serviços e experiências melhores para os clientes”, acrescenta.
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Para o especialista, o uso de Retail Media deve se basear em duas grandes alavancas: o fortalecimento do relacionamento com os clientes e a monetização desse relacionamento. “Juntas, essas duas alavancas podem triplicar a contribuição de cada cliente no resultado do varejo”, declara.
Sair da teoria para a prática, porém, depende de um posicionamento estratégico claro da rede supermercadista. “Toda empresa precisa identificar uma proposta de valor clara para os anunciantes, definir papeis, processos e métricas e desenvolver inventário online e offline para alcançar clientes em múltiplas ocasiões”, comenta Fátima Leal, diretora de agências e parcerias da Unlimitail.
Além disso, a publicidade trazida via Retail Media precisa criar valor para o consumidor final. “O ponto de venda é, cada vez mais, um ponto de atenção. Como fazer com que esse momento de contato do cliente com a marca seja mais interessante? Ações criativas com telas digitais dentro do ponto de venda capturam a atenção dos clientes, mudam seu mindset e colocam descoberta, consideração e decisão no mesmo ambiente. É uma solução que gera relevância e relacionamento”, analisa Fátima.
“Hoje, quem não tem Retail Media está em desvantagem no mercado, pois essa é uma receita adicional, com margem mais ampla, sem a limitação do estoque físico e possibilidade de diferenciação estratégica”, analisa Mariana Meinberg, gerente corporativa de estratégia e growth do Magalu Ads. “Trata-se, no fim das contas, de ser relevante e transmitir confiança, pois só assim o varejo irá aumentar seu fit e sua conexão com o consumidor”, completa.
Fique por dentro de todos os destaques da ABRAS’26 food retail future acompanhando os canais de comunicação da SuperHiper. A cobertura completa do evento estará na edição de outubro da revista.