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terça-feira, maio 26, 2026
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ESG

Consumo de produtos sustentáveis dobra no país

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Estudo “Tendências de consumo online com impacto positivo” traz detalhes importantes do público que prioriza a sustentabilidade

O Mercado Livre divulgou estudo sobre o consumo online de produtos com impacto positivo, aqueles que promovem a redução de impactos no meio ambiente e/ou a geração de benefícios socioambientais. Realizada a partir de dados da plataforma, colhidos entre abril de 2021 e março deste ano, a pesquisa aponta que dobrou o consumo de produtos sustentáveis no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México e Uruguai.

Chamado de ‘Tendências de consumo online com impacto positivo’, o estudo detalha ainda que cerca de 4,3 milhões de pessoas adquiriram mais de 7,3 milhões de produtos sustentáveis no último ano. O Brasil corresponde a 40% desse mercado, cujo crescimento das vendas foi duas vezes maior em relação ao levantamento anterior.

Segundo o estudo, o Brasil se destaca mais uma vez e já responde por 53% dos compradores da categoria, crescimento de mais de 123% em relação ao levantamento anterior, indicando a forte tendência de expansão do consumo de produtos que geram benefícios para o planeta e para as pessoas, promovendo um estilo de vida, hábitos e comportamentos mais sustentáveis. Em relação ao volume de consumidores, o Brasil também se sobressai: 32% mais brasileiros optaram por itens dessa categoria, enquanto o crescimento na América Latina foi de 29%, número igualmente expressivo.

Desde 2020, quando esse estudo passou a ser produzido, houve uma recuperação na região, onde o total de vendedores da categoria subiu 37%. No Brasil, o crescimento acumulado supera os 45%. Ao analisar o comportamento de compra na região, para mais de 380 mil usuários, a primeira compra na plataforma foi de um produto sustentável — 48% deles no Brasil. Em toda região, o número de empreendedores e marcas que oferecem produtos de impacto positivo atingiu 63 mil, sendo que 38% deles se encontram no Brasil.

Mais vendidos

Casa & Móveis foi a categoria líder em vendas no Brasil e na região, sobretudo composteiras e iluminação à base de LED; assim como a seção de Eletrodomésticos, com produtos de alta eficiência energética. Fazem parte dessa lista as categorias de Alimentos & Bebidas, principalmente orgânicos ou veganos, além de Esporte & Fitness, Beleza & Cuidado Pessoal. As categorias que mais cresceram no país foram Games (712%) e Celulares (517%) recondicionados, e Alimentos & Bebidas (235%).

No Brasil, os 10 produtos sustentáveis mais vendidos no período foram: lâmpada LED, purificador de água, bicicleta, aparelho de ar-condicionado com eficiência energética (A ou mais), máquina de lavar e secadora de roupas com eficiência energética, garrafa reutilizável, micro-ondas com eficiência energética, cápsula de café recarregável, geladeira com eficiência energética e coletor menstrual.

Mais buscados

Já os termos mais procurados na plataforma brasileira foram bicicleta, garrafa térmica, lâmpada solar, copo menstrual, fralda ecológica, carro híbrido, escova de bambu, cápsula reutilizável, composteira doméstica e horta vertical. A bicicleta liderou as buscas nos seis países pesquisados. As categorias buscadas que mais cresceram no país foram purificador de água (82%), garrafa térmica (75%) e fralda ecológica (53%).

Tal como no ano anterior, a composição e qualidade dos produtos estiveram dentre os fatores mais valorizados na hora de escolher um produto sustentável na comparação com um item comum, segundo o Mercado Livre. Durante essas buscas no Brasil, se destacam os produtos feitos com material reciclado, com embalagem reciclável e durabilidade — no caso das embalagens, o país é o que mais valoriza esse fator.

Perfil do consumidor

Pesquisa adicional com mais de 3.800 usuários da plataforma, realizada em abril deste ano, mostrou que a maior parte (32%) dos consumidores brasileiros da categoria sustentável tem entre 35 e 44 anos — os consumidores acima de 55 anos também representam 32% dos compradores.

Dentre os países pesquisados, o Brasil representa 25% das respostas dos consumidores da região, sendo que 91% deles concordaram que “a atual situação ambiental é muito preocupante” devido a fatores como o aquecimento global, contaminação e escassez de água.

Fonte: ECBrasil

25 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

BRF vive melhores dias no Oriente Médio

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Após três anos, caem os vetos à negociação da megafábrica em Abu Dhabi

Desde que chegou à BRF, o mineiro Lorival Luz nunca teve vida fácil. Da Operação Carne Fraca à contenda societária entre os fundos de pensão e Abilio Diniz, o executivo também não contou com a ração barata — um benefício que os antecessores tiveram. Mas a sorte pode estar mudando.

Depois de um primeiro trimestre catastrófico, que precipitou um corte de 25% nos cargos de diretoria, a BRF está começando a colher os frutos da decisão de ajustar drasticamente a oferta de aves nas granjas, o que já se traduziu numa recuperação dos preços da carne de frango — em dólar e reais — e engordou as margens. Em bolsa, a ação da BRF ainda amarga queda de 30%.

Quando a fase melhora, até o que parecia impossível acontece. Ontem, a BRF conseguiu encerrar um embargo histórico. Depois de três anos, a Arábia Saudita derrubou a decisão que proibia a megafábrica de alimentos processados de Kizad, em Abu Dhabi, de exportar ao mercado saudita.

A liberação vai permitir à companhia retomar a venda ao país de produtos como frango empanado ou marinado, com maior valor agregado, complementando a atual entrega do produto in natura a partir do Brasil.

Em retrospectiva, o veto saudita à fábrica dos Emirados Árabes Unidos foi um dos maiores baques para o negócio da BRF no Oriente Médio, onde a companhia é líder histórica graças ao pioneirismo de Sadia e Perdigão ao desbravar o mercado saudita na década de 1970. Sadia, cuja marca quase se confunde com o nome da nação saudita, é a marca líder na região.

As restrições da Arábia Saudita à fábrica de Abu Dhabi atendiam a uma estratégia do governo, que deflagrou um plano para aumentar a autossuficiência em frango. Em resposta, os árabes passaram a exigir que os estrangeiros investissem na produção em solo saudita.

A BRF entendeu o recado, mas a verdade é que o retorno da fábrica de Abu Dhabi demorou muito mais que o previsto. Nesse meio tempo, a dona da Sadia anunciou a aquisição de uma fábrica menor na Arábia Saudita — em maio de 2020, fechou a compra da Sharqiya Food Production Factory, por US$ 8 milhões.

A maior tacada, no entanto, só veio neste ano. Em abril, a BRF firmou um acordo com um fundo soberano da Arábia Saudita para criar uma joint venture — a dona da Sadia terá 70% da sociedade — que investirá US$ 350 milhões na produção de frango.

Com as movimentações e principalmente com exportação direta a partir do Brasil, a BRF conseguiu garantir seu segundo mercado global. A Arábia Saudita respondeu por 6,7% do faturamento da BRF no ano passado, um volume de R$ 3,2 bilhões.

Ao que tudo indica, as diversas sinalizações da companhia despertaram a boa vontade dos sauditas – não à toa, a BRF ficou imune ao embargo que eliminou a Seara (marca da JBS) do mercado saudita no ano passado.

Para a BRF, a liberação da fábrica para vender aos sauditas é claramente positivo. Quando vetou a unidade em 2019, a Arábia Saudita era responsável por aproximadamente 30% da demanda de processados produzida em Kizad. Agora, a dona da Sadia está livre para explorar o mercado enquanto ainda matura os investimentos no território árabe.

Enquanto isso, os concorrentes também tiveram de se aproximar dos árabes e investir no país. A JBS, por exemplo, anunciou em abril a compra de duas fábricas no Oriente Médio (uma nos Emirados Árabes e outra na Arábia Saudita) e indicou Mohamed Mahrous como CEO para a região.

A Tyson, maior companhia de carnes dos Estados Unidos, anunciou um acordo na mesma direção, comprando participações em duas companhias sauditas (15% em uma subsidiária da Tanmiah, que produz frango, e 60% na Supreme Foods Processing Company, de alimentos processados). Com isso, garante o suprimento local de frango para vender ao McDonald’s da região. A companhia americana usava frango da Malásia, mas ficou sem essa possibilidade após o país do Sudeste Asiático proibir as exportações.

Para a BRF, o fim do embargo pode ser sinal de tempos mais auspiciosos.

Fonte: Luiz Henrique Mendes, Valor

25 de julho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Negociação com o Makro está quase fechada

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Dança das cadeiras no mercado varejista brasileiro aponta para novos domínios de redes em meio a expansão dos atacarejos

A negociação para a venda de 24 lojas da rede de atacado Makro, localizadas em São Paulo, para o Grupo Muffato avançou nas últimas semanas, e inclui, além dos pontos, a sede da rede e o centro de distribuição em Cajamar (SP). Os representantes do Makro iniciaram as sondagens a potenciais interessados avaliando os ativos em cerca de R$ 3 bilhões, mas o mercado projeta que o negócio deve ser fechado num preço abaixo desse patamar, na faixa dos R$ 2 bilhões.

Também há informações circulando no mercado de que o Grupo Pereira, dono da Fort Atacadista, teve interesse na operação, chegou a tratativas iniciais, mas o Muffato teria tido a preferência e acelerado as conversas no último mês.

Há uma expectativa de que a transação com o Muffato possa ser fechada nas próximas semanas, caso as conversas continuem avançando no ritmo atual. O Santander assessora os donos do Makro, o grupo holandês SHV, como antecipamos em abril. Se o acordo for concluído, será a entrada na capital paulista do Muffato, controlado pela família de mesmo nome, pois a empresa passaria a ter pontos nos bairros do Butantã, Lapa, Interlagos e Vila Maria.

Até o momento, o Muffato, com 82 unidades no país, opera apenas no interior de São Paulo e no Paraná, onde lidera o mercado de varejo alimentar. Cerca de 80% de seus pontos estão no Sul. No interior paulista, o Muffato tem sete unidades da bandeira Max Atacadista e nove do Super Muffato. Procurados, Muffato, Makro e Santander não comentaram o assunto.

Esse movimento deve ser um novo fator de pressão para o mercado de atacarejo em São Paulo, o maior e mais concorrido do país. Dois executivos de redes rivais ouvidos dizem que nem todos os pontos à venda são cobiçados, mas as unidades no Butantã e Vila Maria são lojas “bem competitivas”.

O aumento da força do Muffato no Estado não deve mexer só com o segmento de atacarejo, mas tornaria a rede mais combativa também em supermercados. Quem ficar com as lojas do Makro adiciona em vendas anuais (e em poder de barganha com a indústria) cerca de R$ 3 bilhões (o mesmo valor pedido pela operação).

Se o Muffato levar o negócio, pulará da sexta posição geral do ranking para o quinto lugar, superando os Supermercados BH, e logo atrás do Grupo Mateus. Também se distanciaria mais do Pereira, sétimo na lista geral. Os dados consideram o faturamento das redes em 2021, publicado pelo ranking da Abras, a entidade do setor.

“Ainda seria uma forma de o Muffato mostrar ao mercado que não deve ficar parado vendo a Cencosud voltar a crescer”, diz o CEO de uma rede concorrente. A empresa descolaria dos chilenos da Cencosud, que subiu no ranking e praticamente empatou em vendas com o Muffato após a compra do Giga Atacado, concluída neste mês, por R$ 500 milhões.

Segundo uma fonte, a Cencosud foi sondada pelo Santander para apresentar proposta pelo Makro, mas não houve interesse. Em entrevista neste mês, Sebastián Los, presidente da Cencosud no país, disse que a empresa não avaliaria o ativo.

É pouco provável que a venda do Makro chegue nos R$ 3 bilhões pedidos, por conta de litígios judiciais e porque o Muffato identificou sobreposição de algumas lojas da rede com o Makro em São Paulo. Por isso, vem sendo negociada uma soma menor, de até R$ 2 bilhões, dizem fontes. O acordo inclui 16 postos de combustíveis.

Aquisições e a disputa, posição a posição, são um capítulo à parte nas movimentações do setor. Outra negociação foi fechada dias atrás no mercado, apurou o Valor. Trata-se da venda de um ponto do Makro ao Grupo Pereira, localizado em Campo Grande (MS). O Pereira confirma a transação.

É sabido que os valores de mercado das cadeias caíram, e os projetos de crescimento têm sido analisados com critério maior, em parte pela lenta retomada econômica. Só que as operações hoje em andamento avançam por outras razões.

O Makro não quer esperar uma melhora de preço para deixar o país, por isso, aceita negociar condições até determinado limite, diz uma pessoa a par do assunto. Se realmente mantiver essa estratégia e concluir a venda, será a saída definitiva da empresa do Brasil, após já ter vendido parte da operação ao Carrefour em 2020.

A rede holandesa chegou no país 50 anos atrás, mas na última década, o forte crescimento de Assaí e Atacadão e a aceleração do mercado de atacarejo, negócio que ela demorou a explorar no país, acabou levando a empresa a perder competitividade e mercado.

“Para quem compra, o fator positivo é que não há tanta concorrência, porque Atacadão e Assaí já não queriam essas lojas do Makro mesmo. Para quem vende, não é uma boa hora porque os ‘valuations’ ainda estão bem descontado s. Só que é preciso entender que as empresas estrangeiras têm suas próprias estratégias de saída dos mercados”, diz um consultor.

O Muffato foi criado a partir de um pequeno armazém de secos e molhados, em Cascavel (PR), por José Carlos Muffato em 1974. Hoje é gerido pelos sócios e filhos do fundador. A empresa alcançou R$ 10,5 bilhões em faturamento em 2021, alta de 17% sobre 2020, acima da média do setor, e de grupos líderes como GPA e Carrefour.

Fonte: Adriana Mattos, Valor

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Internacional

5 tendências de consumo para 2022 e além

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Estudo da Kantar indica padrões de comportamento dos clientes no pós-pandemia e indica os caminhos para a evolução das vendas

*Por Renato Muller

O comportamento dos consumidores teve grandes transformações nos últimos dois anos. A digitalização da jornada de consumo, o impacto dos problemas globais da cadeia de distribuição e o aumento da inflação estão mudando padrões de compra e reforçando a procura por uma melhor relação custo/benefício.

De acordo com um estudo da Kantar Retail, existem 5 grandes tendências de consumo impactando o comportamento dos clientes ao longo deste ano – tendências que continuarão relevantes em 2023 e além:

  1. Inflação sobe, aumenta importância dos supermercados

A inflação tem reduzido consideravelmente o poder de compra dos consumidores – em todo o mundo. Com isso, os consumidores têm aumentado os gastos com alimentos, elevando a participação dos itens de consumo (FMCG) para 37% na média global (41% no caso de famílias com crianças). Em países nos quais a inflação e o desemprego ficam abaixo da média, a situação fica um pouco mais favorável aos consumidores.

  1. O food service ainda não se recuperou

O consumo fora do lar ainda está 15% abaixo dos níveis pré-pandemia, enquanto o consumo em casa está 25% mais alto. Até agora, o relaxamento das medidas de isolamento social não foi suficiente para levar os consumidores para seus hábitos anteriores, seja por uma preocupação ainda existente com a saúde, seja pelo trabalho em home office, que diminui o consumo fora de casa.

  1. Todo contato é importante

Os consumidores estão indo às lojas com frequência menor e utilizando mais canais de relacionamento com o varejo do que em 2019. Com isso, o omnichannel passa a ser ainda mais importante: na América Latina, por exemplo, 80% do crescimento das vendas de FMCG vem de clientes que utilizam mais de 8 canais de relacionamento com o varejo. As ações de marketing, promoção e vendas são cada vez mais fragmentadas.

  1. Desconto e praticidade

Os formatos focados em valor, como o atacarejo, continuam liderando o crescimento das vendas, ao lado de formatos baseados em conveniência (como as lojas de vizinhança). Enquanto os primeiros contribuíram com mais de 50% da expansão das vendas do setor de supermercados nos últimos 12 meses, as lojas de vizinhança / conveniência oferecem uma contribuição 4 vezes maior que seu tamanho, principalmente devido ao aumento do número de visitas a essas lojas.

  1. Desaceleração do varejo online

Globalmente, as vendas do e-commerce continuam em expansão, mas vêm desacelerando. O número de domicílios comprando online se estabilizou em 24% dos consumidores, 9 vezes mais que em 2019. A frequência de compras, porém, cresceu apenas 13% nesse mesmo período. O relacionamento com os early adopters do varejo online de supermercados evoluiu e, para a Kantar, a chave para continuar a crescer no e-commerce é oferecer melhores experiências para os clientes mais acostumados com o varejo digital.

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Negócios

Mais uma rede varejista parte para o cash and carry

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Em caixa, 75 milhões de reais para começar a expansão audaciosa do grupo

Sertãozinho, no interior de São Paulo, é conhecida por sua produção de açúcar e álcool. Mas em meio ao canavial e à área agrícola, desenvolveu-se na cidade uma das principais redes de supermercado do Brasil, a Savegnago.

Com um faturamento em 2021 de R$ 4,3 bilhões, a empresa se mantém fiel à estratégia de crescimento no interior do estado e, após compra de algumas lojas da rede Paulistão, planeja sua expansão para os atacarejos.

A família Savegnago está há 46 anos desenvolvendo o negócio, com um crescimento que começou na cidade de Sertãozinho e região de Ribeirão Preto e, na última etapa, chegou até a região de Campinas, onde aconteceram as mais recentes inaugurações. Ao todo são 57 lojas em 20 cidades de São Paulo, com previsão de fechar o ano com 60 unidades, todas no interior.

Representando um novo marco na expansão, a empresa comprou no final do ano passado 14 das 28 unidades da rede de supermercados Paulistão, em uma negociação com o Grupo Peralta pelo Shopping Passeio, em São Carlos (SP), que era propriedade da empresa.

“Como não temos muita vocação para a atividade de shopping, fizemos uma troca de ativos”, disse o presidente-executivo da rede Savegnago, Chalim Savegnago. Com a compra, iniciaram uma nova fase, com algumas unidades já transformadas na marca e outras como parte do plano de entrada no segmento de atacarejos.

Para iniciar o projeto, cinco mercados do Paulistão serão convertidos para o novo formato, com um investimento de R$ 75 milhões. E, até 2025, o objetivo é ter 15 unidades de atacarejo em funcionamento, considerando o desenvolvimento das lojas desde a compra do terreno.

Como resultado, espera-se um crescimento de 50% no faturamento, quando comparado com 2022. Para que a operação funcione, muita coisa precisará mudar, como a diminuição do mix de produtos, de 15 mil itens para 7 mil, redução dos serviços oferecidos em loja e a própria estrutura mais simples. Tudo para que a operação do mercado fique mais barata e essa diferença possa ser sentida pelo consumidor na hora da compra.

A entrada no segmento vem em um bom momento. Motivados pelo aumento dos preços, esses canais se tornam uma opção de economia. Dados da Kantar apontam que em 2021 o atacarejo atingiu 73% dos lares brasileiros, apesar de viver uma retração no volume de compra, com 170kg por ano por pessoa. Olegário Araújo, professor e pesquisador do Centro de Excelência em Varejo da Fundação Getulio Vargas, explica que esse movimento é natural, justamente para que as redes possam alcançar mais pessoas e ampliem suas possibilidades. “As empresas vão segmentando para atender as diferentes necessidades dos clientes”, disse.

PROXIMIDADE Nessa mesma busca por diversificação e consumidores, a Savegnago também está de olho na proximidade e na digitalização. A primeira loja no formato de proximidade foi inaugurada em Sertãozinho em março de 2022 e está sendo usada como laboratório para a empresa. Com os mesmos 300m2 da primeira unidade inaugurada em 1976, a Savegnago Prático está em estudo para o crescimento do formato. E mergulhando na transformação digital do varejo de alimentos, em todas as cidades em que atua há venda on-line, mesmo elas não representando muito no faturamento final da empresa.

A rede é a 15a maior do Brasil, de acordo com o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), e não se assusta com os grandes players. Brigando por preços mais competitivos e apostando em serviços para os consumidores, a Savegnago se solidifica e encontra força no interior paulista. “A gente acaba fazendo um trabalho diferenciado, mais próximo do cliente, com um mix de produtos mais assertivo”, disse Chalim Savegnago. “Então conseguimos ter sucesso nas cidades em que atuamos.”

Fonte: Lara Sant’anna, Isto É Dinheiro

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Negócios

Conheça a região onde o consumo das classes C e D cresceu acima da média nacional

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Pesquisa da Superdigital, focada em inclusão econômica, detalha como o brasileiro distribui sua renda apertada

No Paraná, maio apresentou uma alta no consumo das classes C e D de 3,5% ante abril, de acordo com a Pesquisa de Hábitos de Consumo da Superdigital, fintech do Grupo Santander focada em inclusão econômica. O aumento ficou acima da média nacional que subiu 2%.

O bom resultado foi puxado pincipalmente por gastos com lazer e viagens, diferente de outros estados que cresceram impulsionados pelas compras em Lojas de Roupas, em decorrência da comemoração ao Dia das Mães.

Os paranaenses gastaram com Diversão e Entretenimento (43%), Companhias Aéreas (25%), Transporte (18%), Serviços (15%), Drogaria/Farmácia (13%), Automóveis e Veículos (12%), Combustível (10%), Lojas de Roupas (8%), Prestadores de Serviços (7%), Lojas de Artigos Diversos (6%) e Restaurante (5%). As quedas foram observadas nos setores de Rede Online (-11%), Hotéis e Motéis (-8%) e Telecomunicação (-4%).

O Paraná teve o melhor resultado da região Sul. Na pesquisa, exceto o Nordeste, onde o consumo recuou 2,4%, as regiões brasileiras mostraram alta. O Sudeste teve uma recuperação de 3,3%, seguido do Sul (1,5%), Norte (1,4%) e Centro-Oeste (0,1%).

No Brasil, os setores que mostraram altas mais significativas no consumo foram: Lojas de Roupas (14%), Transporte (7%), Automóveis e Veículos (6%), Lojas de Artigos Diversos (6%), Prestadores de Serviços (6%), Combustíveis (5%) e Drogarias e Farmácias (5%). Já os setores que mostraram recuo foram: Rede Online (-3%), Companhias Aéreas (-2%), Diversão e Entretenimento (-2%) e Hotéis e Motéis (-1%).

Luciana Godoy, CEO da Superdigital Brasil, afirma que a alta no consumo destas classes sociais, mesmo que pequena, mostra que a economia no varejo está se recuperando aos poucos. “O dado também foi impactado pelas compras no Dia das Mães, que geralmente traz um aquecimento ao comércio varejista. Mas percebemos que mesmo os setores que não têm correlação com o Dia das Mães mostraram alguma recuperação”, afirma a executiva, que aponta como exemplo os setores de Transportes, Automóveis e Veículos e Prestadores de Serviços.

O levantamento mostrou também que o principal gasto no orçamento continua sendo o com Supermercado (36,9%). Em segundo lugar estão Restaurantes (13%), Lojas de Artigos Diversos (10,3%) e Combustível (7,7%).

Outro dado da pesquisa da Superdigital mostra que 87% dos gastos totais foram feitos presencialmente, mantendo o mesmo percentual de abril.

Em relação ao ticket médio, houve aumento nos setores Lojas de Roupas (11%), Lojas de Artigos Diversos (6%), Prestadores de Serviços (6%), Serviços (4%), Automóveis e Veículos (4%) e Combustíveis (3%). Contudo, caiu o ticket médio de Companhias Aéreas (-30%), Rede Online (-4%), Supermercado (-3%) e Restaurantes (-2%).

Fonte: Apras

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Negócios

Mateus completa 6 meses de lojas híbridas

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Novo modelo de negócio aproveita a logística do grupo que soma hoje 222 lojas em diversos formatos

Durante o mês de junho, o grupo Mateus deu continuidade ao seu plano de expansão, com a chegada do Grupo em Sergipe e mais uma inauguração no Ceará.

Aracaju, capital de Sergipe, deus as boas-vindas à sua primeira loja do Grupo: um atacarejo com uma área de vendas de 5.283 m², onde os clientes encontram a grande variedade de produtos e serviços que é a marca do Mateus. Com esta inauguração, o Grupo expandiu sua presença para 7 estados do Norte e Nordeste.

Por sua vez, Crateús, no Ceará, recebeu a primeira operação de varejo do Grupo no estado. A cidade agora conta com um supermercado híbrido, que possui uma área de varejo e outra de atacado, para atender tanto o público B2B como o B2C.

A primeira loja híbrida foi inaugurada às vésperas do Ano Novo com esse conceito de servir aos dois públicos consumidores.

Com estas inaugurações, o grupo Mateus encerrou maio com 222 lojas em operação, conforme detalhado abaixo:

Grupo Mateus é a quarta maior empresa de varejo alimentar do país, com operações no varejo de supermercados, atacarejo, atacado, móveis e eletrodomésticos, e-commerce, indústria de panificação e central de fatiamento e porcionamento.

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Negócios

Indústria de alimentos aumenta planta no interior de SP

De Administrador SH 25 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Fábrica de biscoito planeja aumentar a produção em dois dígitos com a ampliação

A Arcor anuncia investimento de 10 milhões de reais na fábrica de Campinas (SP). A inauguração da nova linha irá ampliar a capacidade produtiva da categoria em dois dígitos.

A unidade, que foi adquirida pela Arcor em 2004, tem capacidade para produzir diariamente mais de 1,5 milhão de biscoitos e utiliza cerca de 32 mil toneladas de farinha por ano no processo de fabricação. Os produtos fabricados nesta unidade atendem o mercado nacional e mais de 30 outros países pelo mundo.

“O biscoito é um alimento que está presente em 99% dos lares brasileiros e em muitas de nossas memórias afetivas. Além disso, a categoria representa cerca de 50% dos negócios da Arcor no país. Por isso, buscamos oferecer produtos de qualidade que agradem toda a família, além de participarmos de momentos mágicos de tantas pessoas há muitas décadas”, afirma Anderson Freire, diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da Arcor do Brasil.

Além da fábrica de Campinas, a Arcor tem também uma unidade fabril dedicada à produção de biscoitos em Contagem (MG). Por lá, a marca Aymoré é líder na categoria e segue em constante crescimento, registrando de janeiro a maio deste ano um faturamento com aumento superior a 30%, quando comparado ao mesmo período de 2021.

O portfólio de biscoitos da Arcor é composto por aproximadamente 100 itens somando as marcas Triunfo, Aymoré, Tortuguita, Cereal Mix, Salpet, Danix e Passion.

Fonte: EM

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Negócios

Vinícola Aurora aposta em produtos premium e crescimento nas vendas chega a 65% desde 2019

De Administrador SH 22 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Marca dobrou a elaboração e comercialização de rótulos de maior valor agregado na última década. Investimentos que iniciam no vinhedo incluem pesquisas e reposicionamento de marca

Desde que lançou o seu primeiro vinho premium, em 1991, a Vinícola Aurora tem apostado cada vez mais em produtos de valor agregado. Foi com o Millésime, um Cabernet Sauvignon, que a cooperativa abriu as portas para a elaboração de rótulos que traduzem a evolução e a versatilidade do vinho fino brasileiro, seja em tintos, brancos, rosés ou espumantes.

O resultado, informa a empresa, é que nos últimos três anos registrou um crescimento de 65% nas comercializações de vinhos premium e super premium. A lista de rótulos inclui desde os últimos lançamentos, como as linhas Gioia e Gran Reserva, passa pelo ícone Millésime até os vinhos com Indicação de Procedência (IP) Pinto Bandeira e a série Pequenas Partilhas. Por último, mas não menos especiais, a empresa ainda apresentou produtos de Edição Única, o Riesling Safra 2014 e o Viognier 2020.

O diretor superintendente da Vinícola Aurora, Hermínio Ficagna, afirma que a pandemia acelerou ainda mais o mercado dos vinhos de faixas de preço mais elevadas. Segundo ele, durante o período de restrições de circulação e de eventos sociais, os consumidores deixaram de ir a restaurantes e passaram a consumir produtos de maior valor agregado em casa.          

“O público passou a ter acesso mais facilitado em supermercados, e-commerces e lojas especializadas. Com o mesmo valor que ele poderia adquirir uma garrafa no restaurante, ele comprava duas nestes pontos de venda. Isso ajudou a ampliar o consumo deste tipo de produto no país”, acredita o dirigente.

Ficagna destaca que a Aurora dobrou a elaboração destes tipos de bebidas na última década, reforçando ainda mais a liderança no segmento de vinhos finos brasileiros no país. Hoje, os vinhos e espumantes premium e super premium representam cerca de 10% do total de vinhos finos da empresa, percentual que deverá aumentar nos próximos anos.         

“Teremos muitas novidades em breve. Novas safras de vinhos ícones, edições únicas, outras de apenas 300 garrafas de um determinado vinho e novas origens para vinhos premium. Além disso, passamos a ter um canal de e-commerce próprio que também vai ajudar no atendimento deste consumidor”, adianta Ficagna. 

Mercado de vinhos em expansão          

Segundo dados da Ideal Consulting, o mercado de vinhos no Brasil ampliou 27% de 2019 até 2021. Somente no ano passado foram 489,2 milhões de litros de vendidos entre rótulos brasileiros e importados, o que fez com que o consumo per capita passasse de 2 para 2,8 litros no país.

Nos últimos 5 anos, entre 2017 e 2021, o mercado premium teve um crescimento médio de 5% e o de super premium de 20% ao ano. Em 2021, o incremento foi de 27% nos vinhos premium e de 48% nos super premium, em relação a 2020.

Outro levantamento que chama a atenção é que, de acordo com informações compiladas pela Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS/RS), de 2020 a 2021, o número de apreciadores corriqueiros de vinhos saltou de 39 milhões para 51 milhões de pessoas no país.

“É muito importante este aumento na base de consumo, pois o que percebemos é uma evolução na exigência de quem inicia como um apreciador de vinhos de mesa ou de entrada e vai aos poucos passando a consumir produtos de maior valor agregado. Com a melhora dos processos, investimento pesado em tecnologia e inovação enológica. A tendência é que toda a categoria de vinhos finos cresça ainda mais em qualidade e padrão. A linha premium é um norte a ser buscado dia após dia. Sempre tem melhorias a serem alcançadas, e ao alcançar buscamos mais evolução”, opina o enólogo-chefe da Aurora, Flavio Zilio.   

Cuidado que começa no vinhedo

Na busca por ampliar a participação neste mercado, a Vinícola Aurora tem investido em novas variedades, áreas de produção e na continuidade do acompanhamento aos mais de 1,1 mil pequenos produtores associados.

Zilio explica que o trabalho começa com o acompanhamento da matéria-prima, em todos os ciclos da videira, passa pelo agendamento do recebimento da uva até o momento em que iniciam os processos de elaboração.

“É quando é feita a remontagem, a delestagem, controle de temperatura com maceração prolongada, até chegar às barricas de carvalho, em especial para os vinhos tintos, onde ficam de oito a 12 meses antes de irem ao mercado. Chamamos de uma elaboração de precisão para chegarmos ao padrão de qualidade exigido para os vinhos das linhas premium e super premium”, esmiúça o enólogo.

E todo esse cuidado, destaca a empresa, tem resultado em premiações e pontuações expressivas em concursos e publicações mundiais. O vinho ícone da Aurora, o Millésime conquistou 11 medalhas internacionais e já foi reconhecido como o melhor Cabernet Sauvignon brasileiro por revistas especializadas. Outros destaques vêm dos espumantes, com o Gioia Sur Lie e o Extra Brut, ambos com IP Pinto Bandeira, recebendo, respectivamente, 92 e 91 pontos da Guia Descorchados.       

“São mostras de que, tanto em vinhos tranquilos como espumantes, a Aurora tem se posicionado de uma forma firme entre os produtores que elaboram, sim, grandes volumes, mas que também obtém resultados excelentes em vinhos de maior valor agregado. São rótulos para uma parcela de consumidor que está disposta a uma experiência com vinhos de alta gama”, conclui o enólogo-chefe Flavio Zilio.       

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Negócios

JBS anuncia novo presidente global de operações

De Administrador SH 22 de julho de 2022
Escrito por Administrador SH

Efetivamente, a troca na Família Batista se dará em novembro

A JBS anunciou nesta sexta-feira que Wesley Batista Filho assumirá o cargo de presidente global de operações a partir de novembro deste ano. O movimento acontece em meio à decisão do presidente das operações na América do Norte, André Nogueira, decidiu deixar o cargo. Antes dividida entre América do Norte e América Latina, Oceania e do Negócio de Plant-Based – que já estavam sob o comando de Batista Filho -, a presidência global de operações passa a ser agora unificada.

Batista Filho continuará se reportando a Gilberto Tomazoni, que é CEO global. Tim Schellpeper, CEO da JBS USA, Brent Eastwood, CEO da JBS Austrália, e Gilberto Xandó, CEO da JBS Brasil, se reportarão ao novo presidente global.

Membro da família fundadora da JBS, Batista Filho trabalha na empresa desde 2010. Foi presidente da JBS Canadá entre 2014 e 2016 e depois teve uma rápida passagem como presidente da JBS Fed Beef, também nos EUA. Voltou para a América do Sul em 2017, como CEO da companhia de carnes para a região – cargo que ocupou até janeiro deste ano, quando assumiu como presidente das operações na América Latina e Oceania e do negócio global de produtos à base de plantas.

Em nota, a empresa diz que Nogueira continuará exercendo cargo consultivo até o fim do ano, quando passará para o conselho consultivo da JBS USA, além de manter seu atual papel no conselho de administração da Pilgrim’s.

Economista, Nogueira trabalhava no Banco do Brasil, em cargos de corporate banking no Brasil e nos Estados Unidos, antes de entrar na JBS. Em 2007, ingressou na companhia de carnes como diretor financeiro. Em 2012, foi CEO da operação na Austrália, e no ano seguinte se tornou CEO da JBS nos EUA, função que ocupou até 2020 quando foi alçado à presidência de operações na América do Norte.

Fonte: José Florentino, Valor

22 de julho de 2022 0 Comentários
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