Por Renato Müller
Quanto mais tecnologia se faz presente no dia a dia dos supermercados, mais importante é o relacionamento com o cliente e o “olho no olho”. Em um negócio de gente que atende gente, o papel do ser humano é potencializado pelo uso de tecnologia.
Um dos painéis do segundo dia do ABRAS’26 food retail future se propôs a discutir o ambiente concorrencial no varejo alimentar, mas rapidamente deixou claro que, independente de quem esteja competindo pelo consumidor, o mais importante é estar concentrado em entregar aquilo que o cliente deseja. “O consumidor navega em 9 canais para resolver sua vida. Nossa missão é ter a melhor experiência possível para que o cliente resolva toda a sua vida com a gente”, conta Chalim Savegnago, presidente executivo do Grupo Savegnago.
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“O que faz e vai continuar fazendo uma marca ser relevante é sua conexão com os clientes. Enquanto estivermos conectados aos consumidores, trazendo soluções, continuaremos sendo opções relevantes para eles”, analisa Guilherme Façanha, diretor comercial e de trade marketing do canal Varejo Moderno da Coca-Cola FEMSA. Para o executivo, a proximidade com o consumidor é o que gera relacionamentos de longo prazo. “Para ser uma empresa com a longevidade da Coca-Cola, que faz 140 anos de vida em 2027, precisamos acompanhar a evolução da sociedade, agindo rápido e com uma mentalidade de adaptação constante. O que nunca pode mudar é o foco no cliente”, completa.
No caso da indústria, esse foco leva a um melhor entendimento de como atuar em cada canal e como customizar a estratégia de execução para ser uma opção possível para os clientes no varejo. Já para os supermercados, ter o consumidor como prioridade passa pela valorização das equipes. “São nossos colaboradores que fazem com que tudo aconteça no dia a dia. A tecnologia pode indicar o que fazer, mas se não tivermos nosso time atendendo bem o cliente, ele vai preferir a concorrência. Tudo passa pelas pessoas”, decreta Chalim Savegnago.
E isso não muda com o avanço da Inteligência Artificial e dos agentes de IA. “As empresas estão usando mais dados, integrando pagamentos, acrescentando serviços e apoiando a tomada de decisões na IA. Isso muda a competição”, alerta Giovanna Araujo, sócia da KPMG Brasil.
“A tecnologia ajuda a indústria e o varejo a entender melhor o consumidor e seu comportamento de compra. Seu papel é, acima de tudo, conectar o mundo da indústria com o do varejo para tornar as empresas mais eficientes e atender melhor os clientes. É a partir do entendimento do consumidor que o varejo e a indústria devem organizar todo o negócio”, completa Frank Meylan, sócio-diretor e líder de tecnologia e inovação da KPMG na América do Sul.
Fique por dentro de todos os destaques da ABRAS’26 food retail future acompanhando os canais de comunicação da SuperHiper. A cobertura completa do evento estará na edição de outubro da revista.