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terça-feira, setembro 15, 2026
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Varejo

MJ vai investigar Mastercard por subir taxa de intercâmbio

De Administrador SH 23 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Ministério atende a denúncia feita pela Associação Brasileira de Supermercados – ABRAS

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que, diante de denúncia feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a administradora de cartões Mastercard Brasil será investigada “por possível elevação da taxa de intercâmbio cobrada sobre o uso de cartões de crédito e débito, utilizados para recebimentos nos supermercados”.

A taxa de intercâmbio é paga pela empresa usuária do cartão aos bancos emissores do serviço, pelo uso do sistema de crédito e débito.

Em nota, o ministério informa que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) encaminhou ofícios à Mastercard Brasil e ao Banco Central informando que deu início à apuração da denúncia dos supermercadistas. A Abras informou que o aumento dessa taxa será repassado ao consumidor.

A Mastercard informou à associação que a alteração da taxa de intercâmbio representa uma “busca de expansão do ecossistema de pagamentos eletrônicos, especialmente em transações com cartões, presencialmente ou virtualmente”.

O Ministério da Justiça acrescenta que a Mastercard e outra administradora têm sido alvo de ações coletivas, no Reino Unido, por abusividade da cobrança da taxa de intercâmbio. “Mais de cem mil empresas britânicas já entraram na justiça questionando o aumento de preço das taxas, alegando que as duas administradoras de cartão estão se prevalecendo da condição de dominantes do mercado naquele país”.

Contatada pela Agência Brasil, a Mastercard informou que “o aumento da taxa de intercâmbio não resulta, necessariamente, em aumento de preços ao consumidor”, e que “essa é uma decisão que os adquirentes [empresas com papel de liquidar as transações financeiras por meio de cartão de crédito e débito] devem tomar em conversa com os comerciantes, que foram beneficiados pelo investimento em segurança e melhor experiência do consumidor”.

A Mastercard acrescenta que as taxas de intercâmbio são pagas pelo adquirente ao banco do titular do cartão pelos serviços que ele fornece, como a garantia do pagamento, e por desempenhar seu papel na segurança, compensação e liquidação da transação. “Esta é uma troca entre essas duas entidades. A Mastercard não obtém nenhuma receita advinda de taxas de intercâmbio”.

Fonte: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília

23 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Fusão de laticínios busca presença nacional com marcas consolidadas

De Administrador SH 22 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Empresa nasce como quinto maior produtor lácteo do país com fábricas no Ceará e em Minas Gerais

Alvoar Lácteos. Este é o nome da nova empresa guarda-chuva que está à frente das operações da Embaré, que tem forte presença em Minas Gerais, e da Betânia, cuja atuação no setor lácteo é concentrada no Nordeste. No ano passado, as empresas anunciaram a fusão, e, mais recentemente, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o processo.

De acordo com o CEO da Alvoar Lácteos, Bruno Girão, a nova marca representa o alvorecer e o desejo de alçar novos voos no mercado local e nacional. “O nome tem o papel de representar duas marcas fortes, com raízes e históricos muito bem estabelecidos nas regiões. O nosso propósito é levar conexão com os alimentos e voar com essa vontade de alcançar liderança”, afirma ele.

O CEO explica, no entanto, que os consumidores continuarão acessando os produtos, em suas respectivas regiões, com a marca de costume. Ainda que a sede da Alvoar esteja localizada no Ceará, Bruno Girão aponta que as áreas comerciais continuarão independentes, o que, para ele, é uma forma de a empresa garantir que clientes e fornecedores mantenham os fluxos de comunicação e relacionamento com a empresa em suas necessidades.

A mudança, portanto, está no que ele considera um casamento perfeito decorrente da fusão e que pode impulsionar a venda de leite de produtores mineiros. “Minas Gerais produz mais leite do que consome. E o Nordeste tem uma relação contrária a isso. Nós somos deficitários no leite fluido. A Embaré tem acesso a leite de qualidade, que é o que precisamos. Então o produtor mineiro terá o benefício de alcançar mais mercado”, avalia o CEO da Alvoar.

Estratégias

A curto prazo, Bruno acredita que o caminho da Betânia é defender o território principal, além de ganhar mais espaço e relevância em regiões onde a marca ainda não é líder no Nordeste. Ele lembra que uma das características da marca produtora de leite em pó, leite condensado, leite UHT, creme de leite, entre outros, é a distribuição mais pulverizada.

Em relação a investimentos, o CEO da Alvoar afirma que, recentemente, os parques fabris das empresas receberam recursos para ampliação e melhorias. Por isso, a ideia agora é aproveitar a capacidade ociosa da fábrica de Patrocínio, no Alto Paranaíba, para ampliar a produção e a captação de leite.

Com o perfil consolidado das marcas, a empresa agora terá como foco a distribuição dos produtos e eventuais criações de linhas de produtos específicas. “Nós vamos investir em pesquisa. Vamos entender o consumidor para ter mais assertividade em lançamentos e entender tendência, considerando que a base de consumidores está 70% no Nordeste e que aqui não é possível fazer tantas sofisticações e aumentar os custos para uma população que tem menos recursos”, comenta Girão, que acrescenta, ainda, que 30% do mercado está em Minas Gerais e nos 64 países para os quais a Embaré exporta produtos.

Com faturamento anual da ordem de R$ 4 bilhões, a nova empresa nasce como o quinto maior laticínio do Brasil, atrás de Nestlé, Lactalis, Italac e Laticínios Bela Vista. Abastecido com matéria-prima entregue por 6,5 mil famílias de produtores e 12 cooperativas, conta com nove fábricas e 13 centros de distribuição, capacidade para processar 4,8 milhões de litros por dia e exportações para 45 países.

Segundo a Alvoar, as linhas de produtos das marcas Betânia, Camponesa — que era da Embaré — e Caramelos Embaré serão mantidas no mercado, com estratégias próprias de comercialização. A marca Alvoar, por sua vez, contará com portfólio mais completo. A sede da nova empresa, que tem como CEO Bruno Girão, da família fundadora da Betânia, é em Fortaleza.

Fonte: Emelyn Vasques, DC e Valor

22 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Indústria quer crescer com o skate e a varinha de condão da Fadinha

De Administrador SH 22 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Saiba das possibilidades de negócio e das metas de produção de uma indústria pouco conhecida pelo Brasil afora

Uma das maiores fabricantes de balas e confeitos do país, a gaúcha Docile projeta faturamento de R$ 550 milhões neste ano, mas ainda é uma marca pouco conhecida nacionalmente, o que pretende mudar a partir de agora.

A empresa fechou uma parceria com a skatista e medalhista olímpica Rayssa Leal. Além da campanha em vídeo para os canais digitais, a jovem de 14 anos estampa e dá nome a uma linha de produtos. O investimento em marketing é a principal aposta da empresa no ano e soma R$ 10 milhões.

“Sempre tivemos uma visão muito forte da porta para dentro. Agora é um movimento de tornar a marca mais conhecida”, conta o presidente da empresa, Ricardo Heineck. Os produtos com a “Fadinha” — apelido da skatista — chegaram aos pontos de venda neste mês e a campanha vai ao ar no dia 6 de junho.

Nessa missão de se tornar mais familiar para os consumidores, a companhia também tem trabalhado em ampliar os canais de atuação. Hoje, a maior parte dos produtos da Docile é vendida em atacadistas doceiros, mas as novas parcerias de distribuição têm sido principalmente com supermercados e atacarejos, a fim de se aproximar do consumidor final. O número de distribuidores ficou seis vezes maior em 2021.

“No último ano dobramos nossa participação de mercado nos canais ao consumidor final, mas estamos só começando. Como é uma fatia ainda pequena, podemos crescer muito”, diz Heineck, um dos três irmãos que criaram a Docile em 1991.

Outro canal em que a companhia tem investido é sua operação de varejo on-line, que ainda é iniciante. “A gente consegue identificar alguns produtos que têm potencial de crescimento e que não estão conseguindo no canal tradicional”, afirma.

Neste ano, a Docile está transferindo para São Paulo a operação de varejo on-line, que ainda é iniciante. “A gente consegue identificar alguns produtos que têm potencial de crescimento e que não estão conseguindo no canal tradicional”, afirma.

Neste ano, a Docile está transferindo para São Paulo a operação de armazenamento e expedição para o canal digital. “O desafio que temos é que o produto tem pouco valor agregado em comparação ao frete.”

A expansão da distribuição é o que o motiva a projetar um crescimento de mais de 30% na receita em 2022, após um avanço de 39% no ano passado. E até a pouca familiaridade com o consumidor pode ajudar, diz. “Nesse ambiente macroeconômico, temos observado a procura por embalagens menores e, principalmente, a migração das marcas líderes para outras. Nos favorece, porque é a chance de experimentação do cliente.”

Para além do mercado interno, a venda a outros países deve ser uma importante fonte de receita. Com mais de 60 países como destino, a Docile é a segunda maior exportadora brasileira na categoria.

Mais recentemente começou a embarcar para os Estados Unidos produtos da marca e não só “private label” (marca do comprador). “Avaliamos ter uma unidade fora do Brasil. Até como uma estratégia de estabilidade e crescimento”, diz o empresário.

Heineck afirma que o objetivo é que a empresa tenha crescimento orgânico até 2025, enquanto algumas aquisições também são consideradas para fortalecer o negócio. Dentro desse plano, investiu R$ 52 milhões no ano passado para a renovação dos parques fabris — em Lajeado (RS) e em Vitória de Santo Antão (PE). Além de modernizar a linha de produção, adotou processos sustentáveis, como o reuso de água da chuva e o tratamento de 98% dos resíduos sólidos e 100% dos resíduos líquidos.

Fonte: Raquel Brandão, Valor

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Varejo

Conheça detalhes da nova planta milionária da Korin

De Administrador SH 22 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Companhia messiânica, pioneira em orgânicos, deve triplicar sua produção de alimentos saudáveis

A busca por comida saudável e a forte pressão de custos provocada pela alta de preços dos grãos, duas tendências aceleradas pela pandemia, levaram a Korin Alimentos a realizar o maior plano de investimentos de sua história. Pioneira no mercado de orgânicos, livres de agrotóxicos e antibióticos, especialmente na produção de aves e ovos, a empresa está desembolsando R$ 65 milhões.

Desse total, R$ 45 milhões serão aplicados na construção de uma nova fábrica em Ipeúna (SP). A unidade deve entrar em funcionamento no segundo semestre de 2023 e vai produzir cortes de aves e de carnes bovinas pré-preparadas para consumo. O restante da cifra já foi destinado a melhorias de eficiência nas fábricas de processamento de aves e ovos para compensar a forte inflação dos grãos usados na ração dos animais.

Fundada em 1994 pela Igreja Messiânica, que a controla até hoje, a empresa 100% nacional nasceu da ideia do reverendo japonês Tetsuo Watanabe de colocar em prática a agricultura natural. Ele liderou a igreja no Brasil e no mundo e faleceu em 2013. A agricultura natural é um dos pilares dos ensinamentos do pensador japonês Mokiti Okada (1882-1955), que fundou a Igreja Messiânica Mundial em 1935.

Luiz Demattê, novo presidente da companhia, veterinário e messiânico, explica que a agricultura natural é um dos princípios da doutrina pregada por Mokiti Okada, voltada para a construção de um mundo sem pobreza, sem doença e sem conflito. Segundo a religião japonesa, a interação natural do solo com as plantas e os animais produz alimentos dotados de energia vital, que supre a fome espiritual do ser humano. Isso o torna mais altruísta e capaz de construir a civilização, explica o executivo.

“A Korin é uma empresa que nasceu com esse propósito e, por isso, foi fundada pela Igreja Messiânica”, afirma. Aliás, a companhia carrega no nome Korin, que significa no ideograma japonês círculos de luz, a trilogia da agricultura natural, formada pela energia do sol, da lua e do planeta Terra.

Efeito da pandemia

Demattê diz que, com a crise sanitária, esse diferencial de produzir alimentos de forma sustentável e a preocupação das pessoas sobre a qualidade da comida que consomem e a sua saúde ganharam relevância. “A pandemia foi um marco.”

Heloisa Guarita, presidente da RG Nutri, consultoria especializada em nutrição e alimentação, concorda. Segundo ela, a pandemia fez surgir no mercado de alimentos duas necessidades importantes e crescentes. De um lado, uma população que ficou sem acesso à comida por causa do aumento de preço. De outro, uma parcela de brasileiros que busca alimentos mais saudáveis e que façam sentido para si e para o planeta. “Há uma parte importante da indústria que quer ter uma relação maior com esse consumidor.”

Aumento na produção

É exatamente nesse filão que a Korin planeja avançar. Quando estiver em pleno funcionamento, a nova fábrica deve praticamente triplicar a capacidade de produção de itens mais elaborados, hoje feitos em parceria com terceiros. Atualmente, são processadas nas fábricas 23 mil aves orgânicas por dia, entre frango resfriado e congelado. Do entreposto de ovos, saem diariamente 150 mil unidades. Esse volume deverá dobrar até o fim de 2022, por causa de investimentos em eficiência realizados. “Estamos nos reestruturando para enfrentar mudanças importantes, como a demanda maior por alimentos saudáveis e, principalmente, o aumento expressivo de preços dos grãos, algo que em décadas no setor nunca vi nada parecido.”

No ano passado, uma das quatro subsidiárias, a Korin Alimentos – voltada para produtos saudáveis destinados ao mercado de consumo e vendidos em supermercados, franquias e lojas próprias – respondeu por R$ 200 milhões dos R$ 240 milhões da receita total do grupo. Em dois anos, quando a fábrica estiver em operação plena, a expectativa é de que a receita da subsidiária chegue a R$ 400 milhões.

O executivo explica que os lucros não são distribuídos, mas reinvestidos na empresa. “Não é um reinvestimento no sentido de formar uma empresa para ganhar dinheiro”, diz ele. O objetivo da igreja, argumenta, é expandir a agricultura natural por meio da Korin, promover exemplos e inovações. “Trinta anos atrás, o frango livre de antibióticos, uma grande inovação, foi investimento da igreja para que algo nessa linha acontecesse.” Hoje a empresa se sustenta por conta própria e tem 420 funcionários.

Novos produtos 

Antes de a fábrica entrar em operação, a companhia já começou a pavimentar a nova etapa de crescimento. Até dezembro, o plano é lançar, no mínimo, 35 produtos que unam saudabilidade e praticidade, como espetinho temperado de frango orgânico para churrasco, por exemplo.

Esses produtos irão se juntar aos mais de 240 itens orgânicos da marca, fabricados por meio de parcerias. Com a nova fábrica, grande parte dos produtos terceirizados será produzida pela empresa. Mas Demattê pondera que uma série de outros itens continuará sob a responsabilidade de parceiros de longa data. Só no fornecimento de grãos, são 340 produtores.

O executivo assumiu o comando da subsidiária de alimentos em julho de 2021, após criar a Korin Agricultura e Meio Ambiente. Esse é o braço de produção de bioinsumos destinados à agricultura e pecuária, mas dentro da porteira.

Fonte: Márcia de Chiara, Estadão

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Varejo

Unicórnio na contramão: supermercado digital Facily acumula prejuízos e demissões

De Administrador SH 22 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Startup registra 211 mil queixas no Procon e inadimplência junto à fornecedores da plataforma

Em meio ao crescimento das startups brasileiras, o hipermercado digital Facily parecia ser uma das maiores histórias de sucesso no cenário recente de inovação. Em dezembro de 2021, pouco mais de três anos desde a sua fundação, a companhia atingiu o status de “unicórnio” (startup avaliada acima de US$ 1 bilhão). Por trás do título, porém, havia uma empresa com problemas, que foram expostos apenas quatro meses mais tarde, quando mais de mil pessoas foram demitidas, entre funcionários diretos e terceirizados.

A Facily atua como um hipermercado digital, vendendo alimentos e produtos de limpeza por meio de um app. Para diminuir custos, a startup entrega as mercadorias em pontos de retirada, locais estratégicos onde o próprio cliente busca as compras. A cadeia simplificada atraiu investimento.

Em novembro e dezembro de 2021, a companhia levantou US$ 385 milhões – a captação fez a Facily fechar o ano atrás apenas de nomes como Nubank e QuintoAndar. Com o caixa cheio, a startup iniciou um plano de contratação.

Na época dos aportes, Diego Dzodan, CEO da companhia, dava pistas sobre o crescimento da companhia. “Com os novos investimentos recebidos, a empresa irá focar na eficiência logística para acelerar as entregas dos pedidos realizados na plataforma, além de trabalhar na expansão nacional da empresa”, escreveu, em nota.

Porém, quatro meses depois, entre 18 e 19 de abril, vieram os cortes. A companhia tinha o objetivo de enxugar cerca de 60% da folha de pagamento. Entre 300 e 400 funcionários diretos foram dispensados, segundo informações extraoficiais. Embora a Facily não abrisse publicamente o tamanho do seu quadro de funcionários a companhia tinha entre 800 e 900 pessoas.

Entre os terceirizados, os cortes começaram em março. Contratada pela Facily, a i9 Xperience Center prestava serviços de atendimento e suporte logístico e tinha cerca de mil pessoas trabalhando diretamente com a startup.

Na i9, cerca de 900 pessoas ficaram sem trabalho por conta do corte de gastos – 700 delas estão em um grupo de emails para pessoas com contrato pessoa jurídica que circulava informações sobre a relação da i9 com a Facily. Os funcionários da terceirizada estimam ainda que cerca de 200 pessoas em regime CLT também se dedicavam ao trabalho.

Por e-mail, Dzodan afirmou à reportagem que os cortes foram realizados por uma “repriorização” de projetos. “Até o final do ano passado, o cenário brasileiro era diferente e promissor, mas assim que entramos em 2022 já vimos que o cenário, a contenção e os avanços seriam diferentes e mais cautelosos por todos. Inclusive por conta das altas taxas de juros, a instabilidade política e social que abalou mercados e investidores de todo o mundo”, escreveu ele.

Ele não confirmou quantos funcionários foram cortados nem o tamanho da redução na folha de pagamentos. Segundo ele, todas as áreas foram “reorganizadas de acordo com a repriorização dos projetos”.

Porém, para ex-funcionários, que falaram ao Estadão na condição de anonimato (a reportagem conversou com 11 ex-empregados), havia sinais de que a companhia não tinha se planejado para o novo momento. Entre eles, estavam sobrecargas nos sistemas de pagamento, desencontros de informações e problemas nas cadeias logísticas – isso sem contar as reclamações de clientes.

Os ex-funcionários dizem que as demissões se distribuíram em vários níveis e setores. Porém, o que chamou mais a atenção foi a dispensa de cerca de 150 funcionários do time de tecnologia, na contramão do mercado atual de startups.

Dzodan refutou a ideia de mau planejamento: “Contratamos conforme o planejamento organizacional. Os cenários nacionais e globais vão mudando e, automaticamente, projetos vão sendo repriorizados”.

Problemas

Fundada em 2018, a Facily é também um social commerce modelo no qual usuários com interesses em comum juntam-se em grupos para ganhar descontos. Por fim, ainda buscando reduzir preços, a companhia funciona como um marketplace, onde varejistas e produtores podem vender diretamente ao consumidor, pulando intermediários e fornecedores da cadeia de suprimentos.

A cadeia simplificada atraiu investidores, mas o crescimento da startup foi acompanhado de problemas. “Nesse processo, a infraestrutura ficou para trás”, disse um dos ex-funcionários que falou ao Estadão. Erros de sistema, por exemplo, se tornaram comuns e obrigaram a Facily a cancelar milhares de pedidos nos últimos meses.

Com frequência, conta outro ex-funcionário, era possível ver informações incorretas sobre pedidos na plataforma. Em alguns casos, os pedidos apareciam como “enviados” nos sistemas de lojistas e “cancelados” no sistema da startup – a inconsistência de informações fazia com que os pedidos não saíssem do lugar.

Sobre os pedidos cancelados e problemas na cadeia de distribuição, Dzodan afirma que a Facily está passando por uma reestruturação para continuar crescendo. Sobre as reclamações de entregas, ele afirma: “Temos investido fortemente para melhorar nossos processos e garantir que todos os nossos clientes sejam atendidos. Implementamos processos de controle, novas ferramentas de atendimento ao consumidor e estrutura logística para garantir agilidade nas entregas”.

Procon

Com 211 mil reclamações, a empresa foi a líder no ranking do Procon-SP em 2021. Em dezembro do ano passado, a Facily afirmou que a marca foi resultado de seu rápido crescimento.

Os problemas começaram em maio de 2021, quando as reclamações sobre produtos não entregues ou pagamentos não feitos começaram a chegar em massa ao órgão de defesa do consumidor. Naquele mês, a Facily foi alvo de 2.068 mil queixas, ante 223 no mês anterior. A partir daí, o número disparou. O ápice foi em outubro, com 59 mil queixas.

Em novembro, a Facily firmou um acordo com o órgão para, em 30 dias, diminuir em até 80% as queixas registradas. Ao Estadão, Guilherme Farid, diretor executivo do Procon-SP, afirmou que o acordo assinado não foi cumprido na íntegra e que o órgão vai encaminhar o caso. A Facily poderá receber uma multa de até R$ 12 milhões. Em 2022, já são 34,3 mil queixas.

Gargalo

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, alguns estabelecimentos decidiram encerrar a parceria com a Facily por falta de pagamentos.

As falhas nos sistemas também geraram desgaste com os lojistas da plataforma. A cada venda, a Facily fica com 10% do valor ou com uma taxa mínima, que varia de produto para produto. Os repasses são feitos por meio de um sistema da própria startup.

O site da Facily informa que os pagamentos são feitos sempre dez dias após o fechamento do mês de vendas, mas ex-funcionários contam que há gargalos no sistema de repasses, que só teria três profissionais para realizar as análises.

Sobre os supostos débitos e a operação do sistema de pagamentos, Dzodan disse desconhecer as informações.

Fonte: Estadão Conteúdo/ Exame

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Varejo

Shopee tem prejuízo de 37% no 1T

De Administrador SH 20 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

O prejuízo líquido da cadeia asiática supera meio bilhão de dólares no período

A Sea Limited, dona da Shopee, divulgou os dados do primeiro trimestre de 2022, que apontam prejuízos da empresa. Segundo o que foi divulgado, o prejuízo líquido da companhia foi de US$ 580,1 milhões nos primeiros três meses do ano. As perdas aumentaram 37,4% na comparação anual.

Com relação à receita, no mesmo período a empresa somou US$ 2,89 bilhões, crescimento de 64,4% sobre o mesmo período de 2021. Já o GMV (volume bruto de mercadorias) foi de US$ 17,4 bilhões, alta de 38,7%. De acordo com a Sea Limited, houve também melhora na margem bruta e nas comissões por compra, além da receita dos anúncios.

“Nós tivemos resultados robustos em nossas áreas de atuação durante o primeiro trimestre mesmo com as comparações anuais elevadas com o ano passado”, diz Forrest Li, diretor-presidente, em nota. O prejuízo, no entanto, é compensado pelo ganho de escala e eficiência operacional da empresa.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da Shopee foi negativo em US$ 742,8 milhões, ante número negativo de US$ 412,9 milhões de 2021, com aumento de custos em meio a expansão acelerada da plataforma. No Brasil, a empresa registrou prejuízo por pedido, retirando efeitos de custos, de US$ 1,52, melhorando em 45% o indicador em um ano.

Fonte: Valor

20 de maio de 2022 0 Comentários
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Varejo

Grupo faz investimento agressivo em novo atacarejo

De Administrador SH 19 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Cidade do litoral gaúcho também soma as vagas de operações de duas outras redes de supermercados

Bandeira de atacarejo da Comercial Zaffari, o Stok Center vai investir R$ 50 milhões para abertura de uma nova unidade em Tramandaí, no Litoral Norte. A loja terá 11 mil metros quadrados de área total e deve ter as obras concluídas em outubro, de acordo com a prefeitura da cidade.

Procurada, a empresa não retornou para passar mais detalhes da operação, como quantidade de empregos e data de inauguração. Ainda segundo a prefeitura, a unidade contará com caixas de autoatendimento e será aberta na Avenida Fernandes Bastos.

Com a unidade, serão três as novas operações da Stok Center em 2022, refletindo uma aposta forte que o setor varejista está fazendo em abertura de atacarejos.

A rede também abriu unidades em Guaíba e Santa Cruz do Sul. Relembre: Rede de supermercados Comercial Zaffari marca abertura de seu 20º atacarejo e Rede de supermercados Comercial Zaffari abrirá novo atacarejo na Região Metropolitana

Além da Stok Center, Tramandaí também receberá, entre outubro e novembro, uma unidade do Macromix Atacado, do Grupo Unidasul. Serão 300 empregos diretos, 17 caixas, estacionamento para 300 vagas e uma área de venda superior aos 3 mil metros quadrados. O valor do investimento não foi divulgado.

A prefeitura da cidade comemora a entrada das duas marcas para Tramandaí e relembra, também, que recentemente, a rede Asun abriu no município uma operação da Leve Mais Asun, gerando 160 empregos diretos.

Fonte: Giane Guerra e Daniel Giussani, GZH

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Varejo

Negócios com cash & carry se multiplicam pelo país

De Administrador SH 19 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Na próxima semana, rede vai inaugurar a sexta das 12 lojas projetadas para 2022

Na próxima sexta-feira, 27/05/22, às 8 horas, Belo Horizonte recebe mais um empreendimento do Grupo ABC na cidade: o novo ABC Atacado e Varejo. O maior e mais completo Atacado e Varejo da região, situado na Av. Cristiano Machado, 9395 – Bairro São Bernardo. Uma loja ampla, com uma área de vendas de 3.000m2, 18 chekcouts e 200 vagas para estacionamento. O empreendimento gerou 200 empregos diretos e também fomentará o comércio da região.

A loja contará também com canais de venda online através do site ou aplicativo Super ABC e o serviço de televendas via Whatsapp. Tudo para proporcionar aos seus clientes mais praticidade e conforto, além do preço diferenciado de atacado.

As aberturas de lojas continuam seguindo todos os protocolos e cuidados exigidos pela Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde. Todas as lojas estão preparadas paras receber os clientes com total segurança.

 A expectativa para este ano é de que a empresa continue investindo e crescendo, inaugurando mais 6 novas lojas em Minas Gerais até o final do ano, totalizando 12 lojas em 2022.

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Varejo

Rede cruza estado e acelera com expansão de atacarejo

De Administrador SH 19 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Trata-se da segunda unidade fora do Espírito Santo onde a rede foi criada inicialmente como supermercado

O grupo Carone inaugura, no segundo semestre do ano que vem, sua primeira loja no Estado do Rio. Será um Sempre Tem, atacarejo da rede, com mais de 5 mil m2 de área de venda, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Aliás, região já sob forte influência das redes que atuam na capital fluminense, são apenas 150 km de distância. Trata-se de um movimento importante do grupo capixaba no estado vizinho. O Sempre Tem de Cabo Frio vai enfrentar uma concorrência pesada. O Atacadão, do Carrefour, e Assaí, do Pão de Açúcar, já têm presença consolidada na Região dos Lagos.

Vai ser a segunda loja Sempre Tem fora do Estado. A primeira, em Teixeira de Freitas, Sul da Bahia, foi inaugurada no final do ano passado. Nessa expansão para fora do Estado, que vai continuar, o grupo Carone já estuda uma segunda loja no Sul da Bahia, tanto que já adquiriu uma área em Eunápolis, mas ainda não há data para começo das obras.

Aqui no Estado os investimentos seguem em ritmo forte. Em junho será inaugurada uma unidade do Sempre Tem em Jardim Camburi, a primeira em Vitória. O de Alto Lage (na antiga garagem da Viação Itapemirim) sai em setembro. Ainda no primeiro semestre do ano que vem será aberta uma loja em Castelândia, na Serra. Para dar conta disso tudo, um novo centro de distribuição, na Rodovia do Contorno, já começou a ser construído. Serão 80 mil metros quadrados de área de armazenagem. O atual, em Jardim Limoeiro, tem 12 mil m2.

Hoje, o grupo possuiu dez supermercados Carone e cinco atacarejos Sempre Tem.

Fonte: Abdo Filho, A Gazeta

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TendênciasVarejo

Acionado sinal de alerta entre grandes varejistas dos EUA

De Administrador SH 19 de maio de 2022
Escrito por Administrador SH

Novo cenário econômico com comportamento adverso do cliente leva as maiores do Varejo de Alimentos a adotarem outras estratégias

A inflação pegou de jeito o setor de varejo nos Estados Unidos e, por consequência, o mercado americano nesta quarta-feira, 18 de maio, gerando receios sobre o futuro da maior economia do mundo e o desempenho do mercado acionário em 2022. 

Com Target e Walmart, dois dos principais nomes do varejo americano, registrando resultados abaixo do esperado em função da alta dos custos e redução do poder de compra dos consumidores, os índices acionários fecharam o dia com fortes quedas.

O maior prejudicado foi o Dow Jones, que registrou uma perda de cerca de 1,1 mil pontos, pior resultado desde junho de 2020, e o menor fechamento desde março de 2021, recuando 3,57%, aos 1.164,52 pontos.

O Nasdaq fechou com a maior queda desde 5 de maio, de 4,73%, aos 11.418,15 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 4,04%, aos 3.923,68 pontos, pior retração desde junho de 2020.

Os receios e a aversão a risco vistos nos Estados Unidos acabaram sendo sentidos por aqui, com o Ibovespa fechando a sessão de hoje com baixa de 2,34%, aos 106.247,15 pontos, após registrar cinco dias seguidos de alta.

Antes da abertura do mercado, a Target informou que o lucro por ação ajustado foi de R$ 2,19 no trimestre, abaixo dos R$ 3,07 esperados pelos analistas, segundo a Refinitiv, diante do aumento dos custos com combustíveis e problemas na cadeia de suprimentos.

O Walmart também citou esses pontos como fatores que afetaram seu desempenho. Os resultados, divulgados ontem, mostram que a empresa teve um ganho por ação ajustado de US$ 1,30, enquanto o mercado projetava US$ 1,48.

Mais do que os resultados abaixo do esperado das duas companhias, o que atemorizou os investidores foram as mensagens que elas passaram em relação ao estado do consumidor americano, uma sinalização de que o consumo pode desacelerar fortemente nos próximos trimestres.

Maior varejista dos Estados Unidos, o Walmart informou que os clientes estão reduzindo as compras e trocando por marcas mais baratas. O CEO da companhia, Doug McMillon, alertou ainda que a inflação dos alimentos estava crescendo na casa dos dois dígitos e que esse ritmo não tende a desacelerar, levando a uma redução das compras. A companhia, cujas ações tinham caído 11,4% na terça-feira, voltaram a registrar fortes perdas hoje, recuando 6,79%, a US$ 122,43.

A Target, voltada para os consumidores de baixa renda, divulgou que clientes diminuíram a compra de eletrodomésticos e televisões. Isso, combinado com a questão dos custos em alta, fez com que as ações caíssem quase 25%, para US$ 161,61, pior desempenho desde 1987.

O avanço da inflação nos Estados Unidos tem gerado muita preocupação entre consumidores e investidores, que veem a alta dos preços começando a prejudicar o desempenho da economia. O índice de preços ao consumidor registrou alta de 8,3% nos 12 meses até abril, ficando apenas 0,2 ponto percentual abaixo do maior patamar desde dezembro de 1981. E não há sinais de que as coisas vão melhorar com o passar do tempo.

“As varejistas sofrem com a perda de poder de compra por conta da inflação e a situação  não tende a se recuperar tão cedo, porque a política monetária dos Estados Unidos vai começar a passar para o campo restritivo, tendo efeitos sobre a economia”, diz Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos.

O presidente do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, Jerome Powell, deixou claro que a política monetária vai ficar mais contracionista, ao afirmar ontem que a autoridade monetária aumentará a taxa de juros até que haja evidências convincentes de recuo da inflação, mesmo que isso resulte numa desaceleração da economia.

A combinação de inflação em alta e aumento de juros deve continuar colocando pressão sobre as ações das varejistas, mas também de outros setores.

Enrico Cozzolino, sócio e head de análise da Levante, afirma que não apenas as companhias do setor de consumo, como também aquelas classificadas como de “crescimento”, ou seja, que tem potencial de crescimento no futuro, serão prejudicadas pelas iniciativas do Fed para combater a inflação.

Companhias do ramo de tecnologia se enquadram nesta situação, juntamente com fintechs e outras startups que chegaram ao mercado recentemente. “Quando vemos o mundo inteiro subindo os juros em meio ao cenário de alta de inflação e realizamos o fluxo de caixa descontado, vemos que não faz sentido pagar múltiplos elevados por empresas cujos resultados vão aparecer mais para frente”, afirma Cozzolino.

Diante das circunstâncias, Cozzolino optou por rearranjar as recomendações para suas carteiras de longo prazo, saindo de nomes de consumo e tecnologia para ações de commodities, cujos preços subiram fortemente desde o ano passado, e para energia, em que a demanda e as tarifas são estáveis e previsíveis.

Ainda que a previsão seja de desempenho negativo para as ações das varejistas americanas, Sanchez destaca a possibilidade de vermos recuperação das cotações nos próximos dias. Segundo ele, a inflação e a queda nas cotações não sinalizam problemas estruturais para o setor de varejo, nem para a economia do país, ainda que a atividade deva desacelerar.

“Nesses momentos ocorre um oversell de ações, um movimento de manada, mas os investidores vão fazer contas, vão reprecificar os ativos e eventualmente voltar a comprar um pouco esses papéis”, diz. “O que vimos hoje não se trata de um gatilho para uma ruptura estrutural da economia americana.”

Fonte: Ivan Ryngelblum,  Neofeed

19 de maio de 2022 0 Comentários
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