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quarta-feira, setembro 30, 2026
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ESG

PepsiCo anuncia rígido plano de gestão hídrica

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Meta global ambiciosa visa fornecer água potável à cem milhões de pessoas até 2030 entre várias ações operacionais

A PepsiCo anuncia a meta de alcançar globalmente um impacto hídrico positivo até 2030 que vai permitir à companhia devolver para a sociedade mais água do que utiliza em seus processos produtivos, em especial nas regiões de grande escassez hídrica ao redor do mundo. Esse compromisso coloca a companhia entre as empresas de alimentos e bebidas – que operam em bacias hidrográficas de alto risco – mais eficientes em termos de gestão da água.

A eficiência em termos de redução será alcançada por meio da adoção de padrões de eficiência operacional de excelência, ou de classe mundial, no uso da águ em mais de mil instalações próprias e/ou de terceiros, sendo quase a metade delas em áreas de alto risco hídrico.

Aumentar o padrão de eficiência nessas instalações permitirá à PepsiCo reduzir seu uso de água em mais de 11 bilhões de litros por ano, o que representa 50% da quantidade de água que a companhia utiliza nesses locais. Em 2025, a PepsiCo também vai adotar o padrão da Aliança para a Gestão Sustentável da Água em todas as áreas de alto risco hídrico onde opera.

“O tempo está se esgotando para o mundo agir a respeito da água. A água não é apenas um componente fundamental do nosso sistema alimentar, é um direito humano fundamental. A falta de água limpa e segura em todo o mundo é um dos problemas mais urgentes que a nossa comunidade global enfrenta hoje”, avalia Jim Andrew, líder de Sustentabilidade da PepsiCo.

“A escassez de água está diretamente ligada às mudanças climáticas e na PepsiCo acreditamos que um esforço global para alcançar um impacto hídrico positivo é essencial. Estamos focados em garantir que as pessoas em todo o mundo tenham acesso a este recurso natural e em certificar-nos de que estamos priorizando a gestão da água em todas as nossas operações”. complementou.

Assim, novas e audaciosas metas vão guiar as ações operacionais da PepsiCo para a redução do uso absoluto de água e pelo reabastecimento das bacias hidrográficas locais com mais de 100% da água utilizada em instalações próprias e de terceiros em áreas de alto risco hídrico. Para alcançar um impacto hídrico positivo, a PepsiCo pretende proporcionar acesso à água potável a 100 milhões de pessoas até 2030.

A Fundação PepsiCo também anuncia um novo programa, em parceria com a WaterAid, que contará com investimento de US$ 1 milhão – para levar água potável a famílias na África Subsaariana. Esse investimento vai permitir melhorar a infraestrutura hídrica na região, construir novos sistemas de fornecimento de água e instalações de saneamento equitativas, além de promover a educação para a higiene.

O programa chega num momento crítico, em que a variante delta da covid-19 se propaga pelo mundo e integra ações que vêm sendo realizadas pela companhia desde 2006 e somam US$ 53 milhões em investimento para a promoção de acesso à água em mais de 20 países e que já beneficiou mais de 59 milhões de pessoas.

Na América Latina, o programa da Fundação PepsiCo opera na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana.

“No início da pandemia, aprendemos rapidamente que a lavagem das mãos e a higiene adequada são fundamentais para conter a propagação da doença. Porém, para milhões de pessoas em todo o mundo, o acesso à água continua sendo um luxo. Como resultado, milhões de vidas permanecem em perigo e, até que enfrentemos esta crise, a região continuará sendo especialmente suscetível a vírus como o da covid-19”, afirma C.D Glin, vice-presidente de Filantropia da PepsiCo. “Esta disparidade no acesso à água não só contribui para a gravidade da pandemia, como afeta muitas outras metas de desenvolvimento da região, incluindo a produção de alimentos, a igualdade de gênero, a resiliência climática e a diminuição da pobreza.”

“A Fundação PepsiCo é um parceiro incondicional da WaterAid em três continentes”, revela Kelly Parsons, CEO da WaterAid América. “Eles estão financiando programas essenciais, proporcionando flexibilidade para responder à pandemia e falando nitidamente sobre a importância do acesso à água potável para bilhões de pessoas que carecem dela. Estamos orgulhosos da parceria com a Fundação PepsiCo e comprometidos em fazer tudo aquilo que estiver ao nosso alcance para apoiar a meta da empresa de alcançar 100 milhões de pessoas até 2030. A aspiração da PepsiCo nos ajuda a chegar mais longe e a trabalhar com mais afinco em prol das pessoas que necessitam”.

Prioridades no Brasil

Com a forte escassez de chuvas nos últimos meses e uma matriz energética altamente dependente de hidrelétricas, o país vive uma situação de desabastecimento preocupante em diversas regiões. Nesse cenário, recentemente, junto à PepsiCo Foundation, a PepsiCo Brasil anunciou um investimento social privado de R$ 16,5 milhões no país, em iniciativas de Prosperidade Econômica, Segurança Alimentar e de Acesso à Água, com o objetivo de impactar mais de 2 milhões de pessoas nos próximos dois anos.

Nesse último eixo, a companhia desenvolveu parcerias especiais por meio do apoio à Water.org e o Aquafund, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além do Banco do Nordeste, em projetos para o fornecimento de água para 52.000 pessoas no Nordeste do país. Além dessa ação, a PepsiCo mantém um projeto com a Habitat para a Humanidade para a instalação de estações de lavagem de mãos, reconstrução de banheiros, caixas d’água e outras melhorias estruturais para higiene em comunidades de São Paulo. Outro projeto desse pilar, é encabeçado pela The Nature Conservancy, que visa a restauração de aquíferos e recuperação de bacias hidrográficas brasileiras.

Com foco em economia de água, a PepsiCo também vem desenvolvendo uma série de iniciativas em suas fábricas no Brasil, que promoveram a redução de 3,57 L/Kg em 2015 para 2,05 L/Kg em 2020. Uma economia de mais de 599 milhões de litros no período de 2015 a 2020.

Na fábrica da PepsiCo em Itu – SP, existe ainda um complexo para reaproveitamento de água, pelo meio do qual já foram repotabilizados 162 milhões de metros cúbicos até 2020, o equivalente a 4 piscinas olímpicas por mês. Por meio de uma tecnologia pioneira no Brasil, a empresa economiza o total de 9.000.000 litros mensais, o que corresponde a 60% do consumo total da fábrica.

Em suas fazendas próprias e de produtores parceiros, o Agro da PepsiCo, por meio de sistema de manejo de água de irrigação na fazenda e fábrica de KERO COCO® economizou mais de 420 mil metros cúbicos de água por mês. Na cultura da batata, já houve uma redução de 60% do uso de água limpa, cerca de 50 milhões de litros desde 2018. Essa quantidade de água é suficiente para abastecer uma cidade de 65 mil habitantes por 7 dias no Brasil.

Para mais informações sobre a agenda de sustentabilidade da PepsiCo, consulte o Relatório de Sustentabilidade 2020 , com recursos multimídia disponíveis para download em https://pepsi.co/media .

17 de agosto de 2021 0 Comentários
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ESG

BRF e AES investem R$ 825 milhões em fonte limpa de energia

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Joint-venture que une as duas empresas, reforça compromissos de sustentabilidade da BRF para os próximos 20 anos

A BRF criou uma joint venture com subsidiária da AES Brasil para a construção de um parque eólico em Cajuína, no Rio Grande do Norte, com capacidade instalada de 160MW e geração de 80MW médios ao ano, a serem comercializados por meio de um contrato de compra e venda de energia de 15 anos.

O investimento total estimado é de R$ 825 milhões, sendo que a BRF investirá de forma direta aproximadamente R$ 80 milhões, a serem desembolsados durante o desenvolvimento do projeto. Com essa iniciativa, a empresa avança em seu compromisso de se tornar Net Zero até 2040, priorizando fontes de energia limpa como a eólica e a solar. O início das operações do parque está previsto para 2024 e esta joint venture ainda está sujeita à aprovação das autoridades competentes.

“Esta iniciativa está totalmente alinhada com nossa agenda ESG e contribui para acelerar uma das principais frentes tático-operacionais no nosso plano Net Zero, que é incrementar o uso de fontes limpas. Estimamos ainda que, ao longo de 15 anos, teremos ganhos da ordem de R$ 735 milhões em redução de custos. A parceria irá nos proporcionar o atendimento de um terço de nossas necessidades energéticas no Brasil, além de mitigar riscos de escassez de abastecimento, oferecer custos de produção mais competitivos e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, reforça Lorival Luz, CEO global da BRF.

Em junho, a BRF anunciou o compromisso em ser Net Zero em emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2040, tanto em suas operações como em sua cadeia produtiva. Até 2030, a Companhia reduzirá as emissões diretas geradas pelas operações da empresa (Escopo 1), indiretas originadas pelo consumo de energia elétrica ou térmica (Escopo 2) e as emissões indiretas e que não pertencem à Companhia (Escopo 3), além de neutralizar emissões residuais até 2040. Para atingir as metas, além dos investimentos em energia, a empresa atuará em frentes que incluem a compra sustentável de grãos, agricultura de baixo carbono e eficiência operacional.

“É uma satisfação podermos trabalhar em parceria com a BRF neste projeto, apoiando uma das maiores multinacionais brasileiras na transição de sua matriz energética para fontes limpas. Trata-se de um movimento que ganha velocidade nas empresas que compreendem que uma produção sustentável é essencial para o futuro de seus negócios e do nosso planeta”, afirma Clarissa Sadock, CEO da AES Brasil. 

A BRF vem evoluindo rapidamente com os compromissos públicos em sua agenda de Sustentabilidade, que tem como uma de suas metas chegar a 2030 com mais de 50% da sua matriz elétrica proveniente de fontes limpas. Em 2020, cerca de 3% da energia consumida era eólica ou solar e, até o final de 2022, a expectativa é chegar a 25%. Com a joint venture, a BRF avança de maneira significativa para o alcance da meta estabelecida para 2030. 

“Continuaremos prospectando oportunidades para investir em fontes alternativas de energia, em consonância com o nosso plano de ser Net Zero até 2040. Esse movimento reforça o grande objetivo de descarbonização de operações”, afirma Grazielle Parenti, vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF. 

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Indústria

Veja apresenta novo Power Fusion Coco

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

O novo multiúso é eficaz contra bactérias e o vírus da covid-19. Outra novidade é na linha de Veja Cozinha, com a fragrância Lavanda

Marca de produtos de limpeza da Reckitt Hygiene Comercial, Veja apresenta seu mais recente lançamento, o Veja Power Fusion Coco na versão Trigger. O produto combina Veja multiúso com detergente de coco, bicarbonato de sódio e desinfetante, garantindo, segundo a empresa, ação desengordurante, desinfecção e limpeza e brilho em uma só passada.

O novo Veja Power Fusion Coco Trigger, informa a empresa, também é eficaz contra o vírus da covid-19, garantindo limpeza e desinfecção para toda a casa. O produto já estava disponível na versão Squeeze e chega às prateleiras agora em novo formato, também com 500ml.

“O lançamento do formato Trigger garante mais facilidade de aplicação para os consumidores tornando a limpeza com Veja® Power Fusion Coco ainda mais prática e eficaz, tudo isso somado ao poder desengordurante e de desinfecção”, afirma, a head de Marketing de Veja, Carolina Frenkiel.

A linha Power Fusion de Veja® é inspirada por combinações de ingredientes que, juntos, trazem ainda mais eficácia para os produtos, garantindo máxima limpeza com mais facilidade e praticidade. Atualmente, já estão disponíveis Veja® Power Fusion Limão e Laranja, ingredientes que, combinados ao bicarbonato de sódio e ao álcool, garantem limpeza eficiente, brilho e secagem rápida.

Outra novidade da marca é na linha Veja Cozinha, com o lançamento da nova fragrância Lavanda, com rápida ação desengordurante, removendo até as gorduras mais difíceis, garante a empresa. O produto pode ser utilizado em toda a cozinha, até mesmo em superfícies de inox, de fórmica, em geladeiras, acrílicos, louças e panelas restaurando rapidamente o brilho.

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Indústria

Nutren Senior ganha versão zero lactose Baunilha

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
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Lançamento é voltado especialmente para quem tem mais de 50 anos e pessoas que não podem consumir lactose

Buscando satisfazer uma necessidade de seus consumidores, Nutren Senior —complemento alimentar da Nestlé desenvolvido especialmente para quem tem mais de 50 anos — expande mais uma vez seu portfólio de produtos e anuncia o lançamento da versão zero lactose com sabor de baunilha. O novo sabor baunilha está disponível em latas de 740g.

Desenvolvido pela Nestlé Health Science (NHSc), unidade da Nestlé voltada para o desenvolvimento de soluções de saúde e nutrição, o novo sabor do produto foi, segundo a empresa, resultado do sucesso de vendas que a versão zero lactose sem sabor obteve, desde seu lançamento em julho de 2020.

“Uma das coisas bacanas desse SKU é que ele está recrutando novas pessoas para a categoria. Quando a gente olha os dados das nossas vendas, percebemos que 50% dos consumidores são novos na categoria. Por isso, esse é um lançamento importante para aumentar nossa penetração na categoria. Esses novos consumidores eram pessoas que não consomem lactose e não se sentiam atendidos pelo segmento”, ressalta a gerente de Marca, Vivian Beppu.

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Indústria

Piraquê apresenta versão Chocolate Branco do Chocowafer

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

O lançamento reforça o investimento de Piraquê em produtos diferenciados

Chega ao mercado a versão Chocolate Branco do Chocowafer da Piraquê, a linha de cobertos de chocolate recheados com finas camadas crocantes de wafer crocante. A novidade está disponível em embalagens de 100,8g nos supermercados de todo o Brasil. O lançamento reforça o investimento de Piraquê em produtos diferenciados e indulgentes nas categorias em que atua.

“Piraquê acredita que o segredo da receita é ser original. Por isso, ampliamos a linha Chocowafer, que na versão ao leite conta com chocolate de verdade na cobertura e no receio, com a opção Chocolate Branco. A novidade foi criada a partir dos pedidos dos consumidores, que fazem questão do seu sabor preferido com a crocância que só Chocowafer oferece”, ressalta o gerente de Marketing de Piraquê Rodrigo Mainieri.

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Varejo

Mart Minas revela expansão robusta até o Natal

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Empresa mineira quer fechar o ano com receita de R$ 5,5 bilhões de reais, vinte por cento maior que 2020

A Mart Minas, terceira maior rede supermercadista de Minas Gerais e 11ª maior do país, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), abre 11 lojas neste ano, chegando a um total de 51 unidades. Hoje, a rede opera com 46 lojas, no modelo de atacarejo. Para 2022, a previsão é abrir outros dez pontos de venda.

A rede é uma das que mais se expandiu no primeiro semestre. De acordo com a Abras, em todo o país, foram inaugurados 60 estabelecimentos neste ano até junho, de todos os formatos, de minimercados a atacarejos.

Para se ter uma base de comparação, o Atacadão, do Carrefour, maior rede de atacarejo do país com 265 lojas, fez 28 aberturas no primeiro semestre, mas apenas 6 são lojas novas, as outras 22 são conversões de bandeira Makro. A meta da rede é abrir 19 unidades até o fim do ano. Já a rede Assaí, segunda maior do país, com 187 lojas, abriu três unidades no primeiro semestre, e tem previsão de inaugurar de 25 a 28 unidades até dezembro.

O valor investido na expansão da Mart Minas é mantido em sigilo pela companhia. Filipe Martins, diretor de marketing da rede Mart Minas, disse apenas que as novas unidades serão abertas com recursos próprios. No alvo estão cidades com mais de 50 mil habitantes em Minas Gerais, que funcionem como um polo comercial da região, atraindo consumidores de cidades vizinhas.

“A gente vem em ritmo forte de crescimento há dez anos, com crescimento médio de 30% ao ano. A rede tem crescido acima da média do mercado e neste ano não é diferente”, afirmou Martins. Segundo o executivo, a expectativa é de crescimento de 20% nas vendas neste ano. Em 2020, a Mart Minas registrou receita de R$ 4,6 bilhões, com crescimento de 30,7%. A previsão para 2021 é chegar a R$ 5,5 bilhões.

É um desempenho acima da média do setor supermercadista e similar ao apurado pelas líderes do atacarejo. No primeiro semestre, os supermercados de Minas Gerais cresceram 3,88% em vendas, de acordo com pesquisa da Associação Mineira de Supermercados (Amis). As vendas brutas do Atacadão no primeiro semestre avançaram 18,7%, em comparação com o mesmo intervalo de 2020, totalizando R$ 26,79 bilhões. A receita bruta do Assaí, por sua vez, cresceu 20,9%, para R$ 21,26 bilhões.

Martins disse que o crescimento neste ano é menor que o de 2020 porque a base de comparação é alta e também porque, com a reabertura dos bares e restaurantes, os consumidores voltaram a fazer refeições fora de casa. Com isso, uma parte do consumo de alimentos que no ano passado foi transferido da rua para o lar, agora volta para os bares e restaurantes.

“Ainda assim o atacarejo cresce mais do que os supermercados e é uma categoria que deve continuar em expansão, porque é a opção mais barata de compras para os consumidores”, disse Martins.

O executivo observou que as redes operam neste ano com margens de lucro pressionadas pelo aumento nos preços de produtos, que não podem ser totalmente repassados aos consumidores. Ainda assim, segundo ele, a operação da Mart Minas será lucrativa neste ano.

A Mart Minas foi fundada em 2001 em Divinópolis, na região metropolitana de Belo Horizonte, por Murilo Martins. Oito anos mais tarde, a empresa já tinha unidades em quatro municípios no Estado. Em 2011, o atual presidente, Rono Neves, vendeu sua participação de 16,6% na DMA Distribuidora (dona das redes Epa Supermercados e Mineirão Atacarejo) e tornou-se sócio de Murilo Martins.

Em Minas Gerais, o maior grupo supermercadista é o Supermercados BH, com receita de R$ 8,9 bilhões e crescimento de 28,9% em 2020, seguido pela DMA Distribuidora, com receita de R$ 5,8 bilhões e avanço de 41% em relação a 2019. O faturamento dos supermercados no Estado foi da ordem de R$ 55 bilhões no ano passado, segundo dados da Abras. No Brasil, o setor faturou R$ 554 bilhões em 2020, com crescimento real de 42% e crescimento nominal de 46,5%.

Fonte: Por Cibelle Bouças, Valor

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Varejo

Cresce a concorrência entre os atacarejos no Sul do país

De Administrador SH 17 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

A terceira maior rede de supermercados da região investe pesado nesse formato de loja e no começo de setembro entregará uma nova loja

Rede de supermercados com sede em Passo Fundo, a Comercial Zaffari marcou a data de inauguração do seu primeiro atacarejo em Porto Alegre. A unidade, com a bandeira Stok Center, abre no dia 2 de setembro na Avenida Assis Brasil. Será a maior loja da rede, com 13,5 mil metros quadrados e 7 mil produtos. Foram gerados 200 empregos. O investimento financeiro não foi informado à coluna.

A loja da Capital fica ao lado da Havan, que foi inaugurada na última quinta-feira (12), conforme também foi antecipado pela coluna. A rede de varejo de Santa Catarina investiu R$ 35 milhões e abriu 150 empregos na loja, com possibilidade de ampliar este número para 200, disse à coluna o diretor Nilton Hang. A combinação entre Comercial Zaffari e Havan para a abertura de lojas uma ao lado da outra tem se repetido em várias cidades do Rio Grande do Sul.

A Comercial Zaffari é a terceira maior rede de supermercados do Rio Grande do Sul, segundo o último ranking da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS). A rede tem lojas da marca Stok Center em 14 cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Atualmente, a empresa emprega 3.550 pessoas. Não é a mesma empresa do Grupo Zaffari, que tem supermercados, hipermercados e shoppings Bourbon, com atuação mais forte em Porto Alegre.

Fonte: Por Giane Guerra e Daniel Giussani, GZH

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Varejo

As metas da Lacta para a próxima década

De Administrador SH 16 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Mondelez trabalha o consumo consciente e saudável, para tanto vai reduzir o tamanho das embalagens dos produtos

Era final de 2019, quando Liel Miranda decidiu que a sua vida seria mais doce. Depois de 28 anos na fabricante de cigarros Souza Cruz, onde entrou estagiário e saiu presidente, o administrador de empresas aceitou o convite da multinacional de guloseimas Mondelez para comandar a operação da companhia no Brasil.

Dona de marcas icônicas como os chocolates Lacta, Sonho de Valsa e Bis, os chicletes Trident, a bala Halls, e os biscoitos Club Social, Belvita e Oreo, a Mondelez estava começando a se adaptar ao ritmo do novo presidente, que chegou com a missão de destravar processos e torná-la mais ágil, quando veio a pandemia. E Liel teve que se tornar um líder remoto.

“Com apenas 100 dias no cargo, passei a gerenciar a Mondelez por Whatsapp, Microsoft Teams, email, telefone”, diz o sul mato-grossense, de Aquidauana, que deixou a família no Rio e veio para São Paulo. “Brinco que comando a empresa pelo celular”.

Os perrengues iniciais deixaram dois grandes aprendizados. “Primeiro a sensação de liberdade proporcionada pela conectividade. Estou conectado o tempo todo, em qualquer lugar. É uma sensação de empoderamento para essa vida executiva”, diz.

Casado e pai de três adolescentes –de 11, 15 e 17 anos–, Liel Miranda não deixou a pandemia abalar a sua disciplina com horários. Começa a trabalhar às 8h da manhã e desliga às 7h da noite. Tudo para que o descanso aos sábados e domingos seja sagrado e ele possa fazer o que mais gosta: cavalgar. “Faço religiosamente todo fim de semana”. Uma prática que tem trazido mais alento que o futebol. “Estou tristíssimo com a situação do meu Vasco”.

“Ao mesmo tempo, ficou a impressão de que estamos mais juntos do que imaginávamos. Até então, a gente vivia em bolhas –os líderes, os funcionários, a empresa, qualquer que seja o grupo. Mas a pandemia provou que os problemas que precisamos enfrentar como sociedade são de todos, o vírus não respeita bolhas”, afirma Liel.

O executivo incluiu a Mondelez entre as signatárias do Mover – Movimento pela Equidade Racial, que reúne 46 empresas com a meta de gerar 10 mil novas posições de liderança e capacitar 3 milhões de pessoas negras para o mercado de trabalho ou empreendedorismo, até 2030. Liel é um dos membros do conselho.

“A desigualdade econômica está muito associada à desigualdade racial. Não tem como as empresas continuarem crescendo de forma sustentável se a sociedade brasileira não evoluir de forma sustentável. Essas questões precisam ser endereçadas”, diz Liel. “Participar deste movimento é um sonho. Quero ver isso acontecer”.

Antes de 2030, porém, a Mondelez terá que atingir outras metas. Até o final de 2024, 100% do chocolate produzido no Brasil será fabricado com cacau sustentável, fruto da parceria com produtores da região amazônica, dentro do programa mundial Cocoa Life.

“Também dentro de três anos queremos que 25% do nosso portfólio seja formado por produtos veganos, sem glúten ou com nutrientes adicionais”, diz Liel. “É uma tendência que veio para ficar”.

Com a pandemia, o consumidor começou a ficar mais preocupado com a própria saúde e mais atento ao que come, na tentativa de aumentar a sua imunidade. Como a Mondelez vê o futuro do mercado de guloseimas diante desses novos hábitos?

Nossas pesquisas dizem que o consumidor quer as duas coisas: uma alimentação mais equilibrada, sem abrir mão do momento indulgente. Se ele teve um dia difícil, quer comer aquela barrinha de chocolate à noite. Durante o dia, se está em momento de estresse e quer ter aquela pequena carga de energia, busca um Bis. O biscoito nutritivo está no café da manhã, o suco no almoço, o chiclete na hora de tensão de uma reunião, o chocolate no final do dia, para aquele momento de indulgência. Nosso propósito é oferecer o snack certo, feito da forma certa, para o momento certo.

O que significa “feito da forma certa”?

Queremos oferecer um produto mais equilibrado. A começar pela porção: uma barra pequena, para que ninguém se acabe no chocolate. Biscoito a mesma coisa, uma embalagem individual. Hoje, 20% do nosso faturamento vem de embalagens individuais, para um consumo controlado. Isso deve crescer, é tendência.

A segunda coisa diz respeito à origem dos ingredientes: só usar cacau produzido de forma sustentável. Até 2024, 100% do chocolate fabricado no Brasil será dessa forma, via Cocoa Life, programa mundial da Mondelez baseado em parcerias com pequenos produtores rurais no Brasil, Gana, Costa do Marfim, Indonésia, Índia e República Dominicana. Aqui, temos cerca de 700 produtores da Amazônia registrados no programa. Em vez de desmatar, eles restauram a floresta, que tem o cacau como planta nativa.

Um terceiro aspecto está relacionado à saudabilidade. Ter vitaminas no suco em pó, mais nutrientes no biscoito, oferecer um chocolate sem glúten ou vegano –estamos direcionando o portfólio nessa direção. São produtos que já têm boa aceitação em outros mercados, como Estados Unidos e Europa, e vamos trazê-los para cá. Nossa meta é que, ao final dos próximos três anos, 25% do nosso portfólio tenha essas características.

Ter mais embalagens individuais não significa gerar mais lixo?

Até 2025, 100% das nossas embalagens serão recicláveis. Hoje já estamos em 85%. O material pode ser reutilizado como embalagem, papel ou plástico, girando a economia circular. A embalagem azul do chocolate Lacta, por exemplo, é reciclável, mas não reciclada –do ponto de vista regulatório, uma embalagem reciclada não pode ser usada em alimentos. Mas pode voltar para a economia de novas formas.

Você citou o Cocoa Life como exemplo de ação sustentável, mas a Mondelez ao lado das fabricantes Nestlé, Cargill, Barry Callebaut, Mars, Olam e Hershey foram alvo de uma ação nos Estados Unidos que associou a indústria do chocolate ao trabalho infantil na África, nas fazendas de cacau. Que mecanismos que a empresa precisa adotar para evitar essa prática?

É preciso fazer com que o Cocoa Life abranja 100% do cacau que a empresa compra. Por meio do programa, temos controle sobre o produtor, que tem que seguir padrões de produção em relação ao meio ambiente, ao não uso de defensivos agrícolas, à proibição ao trabalho infantil. O problema é que hoje o nosso programa não atinge 100% da nossa cadeia, mas este é o objetivo. No Brasil, 30% do cacau usado atualmente é obtido de forma sustentável, porque grande parte da matéria-prima ainda é importada. A gente quer que 100% sejam produzidos aqui, de forma sustentável. Vamos atingir até o final de 2024.

A Nestlé divulgou recentemente um documento que aponta que 60% dos seus produtos não são saudáveis. A Mondelez tem um levantamento semelhante?

A Mondelez acredita no “mindful snack”: as pessoas têm que consumir os nossos produtos de forma consciente. Vamos oferecer embalagens pequenas para controlar quantidade, produtos com ingredientes sustentáveis, ou com algum benefício para a saúde. A gente acredita que essa demanda vai crescer, especialmente entre os adultos jovens, de 18 a 30 anos. Em dois mercados esta demanda está aumentando: Estados Unidos e Europa, principalmente Inglaterra e Alemanha, onde a representatividade deste portfólio está entre 20% e 30% do volume vendido. Estamos investindo muito na gestão do portfólio balanceado. Montamos um time focado nessa área, que não existia antes.

O que você percebeu de mudança no comportamento do consumidor durante a pandemia?

As pessoas estão consumindo mais snacks. A alimentação está mais fragmentada ao longo do dia. Outra coisa foi a compra online. Os nossos produtos não eram percebidos pelo consumidor neste canal, e agora eles entram na cesta de supermercado: biscoitos, chocolate, gomas, barras. Nossas pesquisas identificaram que o consumidor que compra só online ou só offline tem um tíquete-médio “x”. O consumidor que compra nos dois canais gasta de dois a três “x”. Tem uma frequência maior de compra, com tíquete-médio maior. Para nós, o e-commerce passou de uma operação pequena, quase uma função do marketing, para um novo canal de vendas. Antes da pandemia, nossa loja online era usada só em eventos, como Páscoa e Natal. Mas na Páscoa deste ano, 15% foram vendidos pela internet. Hoje temos 2 mil lojas parceiras da loja online da Lacta.

O mercado de guloseimas é marcado pela compra por impulso, muitos itens expostos ao lado do caixa. Com o home office, isso não se perdeu?

A Mondelez tem as categorias de impulso –bombom, Tridente, Halls, que você vê no caixa. A venda desses produtos realmente caiu. Mas também tem biscoitos, chocolates, suco em pó, que as pessoas compram e levam para casa. Nestas, o consumo aumentou 10%, porque pais e filhos estão o dia todo em casa.

Qual a importância do Brasil para a Mondelez?

O Brasil é um dos quatro mercados mais importantes da companhia no mundo. A briga pelo quarto lugar é entre Brasil, China e Índia. Dependendo do câmbio, um passa à frente do outro. Os três primeiros são Estados Unidos (com destaque para as marcas Oreo e Ritz), Europa Ocidental (na Inglaterra, somos fortes com Cadburry) e Europa Central (com Milka).

Qual será o perfil do consumidor da Mondelez daqui 10 anos?

Temos observado uma preocupação crescente do consumidor com o propósito das marcas e das empresas. Com o Covid, isso ficou mais evidente. Tivemos boas experiências com nossas marcas, à medida que elas se conectaram com essa preocupação, estabeleceram uma conversa mais humana.

Lançamos, por exemplo, a campanha “Oreo Faz de Contos”, uma revisita aos contos de fadas, com uma perspectiva de diversidade e inclusão. A Rapunzel era uma menina negra, a história do João e o Pé de Feijão era com um menino cadeirante, e o Patinho Feio era de dois meninos adotados por um casal homoafetivo. As histórias foram escritas pelo ator Lázaro Ramos, que também narrou a da Rapunzel. A repercussão foi excepcional! Durante a pandemia, Oreo assumiu a liderança de biscoito recheado no Brasil. Há dois anos, era o sexto em participação, agora é o número um.

Não sei se está relacionado à campanha, mas a marca falou direto com o consumidor em momento delicado. Incentivou que ele continuasse brincando com os filhos, ou soltando a imaginação. Quando você se conecta com o ser humano, com as questões que permeiam a sociedade, você passa a ser relevante.

Quão diversa é a Mondelez?

Hoje temos 40% de mulheres, sendo que a liderança feminina já soma 45% do total. A nossa grande meta agora é trabalhar com pessoas negras e ter negros na liderança sênior. Queremos atingir representatividade de 30% até 2023 para todo o time administrativo, a partir dos níveis de entrada até a liderança. Hoje está em 8%.

Liel Miranda, 52

Formado em Administração pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), com MBA em Administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o aquidauanense Liel Miranda começou na Souza Cruz como trainee. Passou por diversas áreas da companhia no Brasil, controlada pela British American Tobacco. Assumiu posições nas China, Canadá e Inglaterra, até se tornar presidente da empresa em 2017. Em dezembro de 2019, assumiu o comando da filial brasileira da Mondelez.

RAIO-X

(dados de 2020)

Fundação: 2012, Estados Unidos (ex-Kraft Foods)

Funcionários: 8 mil

Fábricas: Curitiba (PR) e Vitória de Santo Antão (PE)

Receita líquida: US$ 26,6 bilhões (mundo) e US$ 2,5 bilhões América Latina

Lucro: US 3,6 bilhões (mundo)

Principais marcas: Bis, Lacta, Oreo, Tang, Club Social, Halls e Trident Maiores concorrentes: Nestlé, Perfetti Van Melle, Hershey, Bauducco

Fonte: Por Daniele Madureira, Folha de SP

16 de agosto de 2021 0 Comentários
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Tendências

Supermercados se transformam em centro de eventos

De Administrador SH 16 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

De um local para reabastecimento de alimentos para o epicentro da vida em comunidade: confira a transformação estratégica da Lowes Foods

A rede americana de supermercados Lowes Foods desenvolveu um novo conceito de loja que pretende transformar o que significa “fazer compras”. O ponto de venda de cerca de 2.200 metros quadrados na Carolina do Norte é uma combinação de centro de eventos e praça de alimentação, com uma proposta que inclui uma ampla variedade de opções preparadas no local por um chef e uma área para aulas, festas e evento.

Entre as opções de entretenimento estarão de apresentações musicais a degustações de vinho, passando por lançamento de livros e saraus. Já na área de alimentação, o supermercado, que ainda não tem data marcada para inauguração, apresenta opções de grab and go, refeições preparadas na hora e buffet, com uma ambientação que oferecerá uma experiência mais próxima à de um shopping center do que de um supermercado convencional.

“Essa é a primeira loja que projetamos com foco em entretenimento e que, ao mesmo tempo, se preocupa em oferecer uma experiência superior aos clientes”, afirma o presidente da empresa, Tim Lowe. Entre os recursos disponíveis para melhorar a experiência, o pagamento poderá ser feito por app ou contactless em qualquer ponto da loja, mesmo que o cliente peça refeições de ilhas diferentes no PDV.

Os produtos da praça de alimentação e as compras tradicionais também podem ser pedidos online para retirada na loja ou via drive thru. “Desenvolvemos uma loja que atende diferentes momentos dos clientes, do café da manhã ao jantar, passando pelo happy hour com os amigos e compras de abastecimento da casa ou de conveniência”, completa Tim Lowe.

16 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Imaginando 2050

De Administrador SH 16 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Observando as tendências da sociedade e do setor de supermercados, é possível traçar uma estimativa de como será a operação e papel do varejo alimentar e sua relação com os consumidores

*Por Francisco Rojo

Depois da tempestade vem a bonança. A humanidade passa por um dos períodos de “inverno” mais rigorosos de sua história, mas os próprios ciclos de natureza mostram que depois virá a “primavera”.

Em 1980, comecei a trabalhar com o setor de supermercados. Mais especificamente em pesquisas de comportamento dos consumidores e logo depois com planejamento e expansão de supermercados, “atacarejos” e “varecados”, atividades que mantenho até os dias de hoje.

Os supermercados têm um papel fundamental no cotidiano das pessoas. De certa forma, expressam a síntese da sociedade, representada pelos produtos ofertados, ambientação, tecnologia, etc.

Desde os anos 1980, tive oportunidade de frequentar muitas feiras de negócios no Brasil e no exterior. Visitei supermercados em cerca de 30 países diferentes e percebi que, além de observar a atividade, é uma forma de conhecer algumas características culturais, sociais e hábitos do povo que ali reside.

Nas feiras de negócios, sempre foi muito comum encontrar uma profunda reflexão sobre as tendências e apresentações sobre “os supermercados do futuro”. Uma forma de estimular a imaginação, a criatividade e formar a base para articulação dos elementos que definem o trabalho ao longo dos próximos anos.

Sempre acreditei, trabalhei e continuo acreditando em um mundo melhor. Na realidade, como jovem, em início de carreira, eu imaginava que hoje já teríamos alcançado uma condição melhor para nossa sociedade como um todo. De qualquer forma, evoluímos e nos aprimoramos. Apesar do “inverno” atual, estamos formando os alicerces para construção de um futuro melhor.

Observando as tendências da sociedade e do setor de supermercados, sem a pretensão de prever o que vai acontecer, mas sim de contribuir com uma reflexão, fico imaginando como estaremos no ano de 2050 e quero compartilhar algumas percepções e reflexões:

 Valores – predomínio da ética, respeito, ajuda mútua e cooperação entre empresas e indivíduos.

 Sustentabilidade – proteção ambiental, energia limpa, embalagens recicláveis, veículos elétricos e redução de riscos climáticos.

 Tecnologia e os meios digitais – potencialização dos desenvolvimentos das últimas décadas conduzindo a sociedade a uma vida cada vez mais prática, simples, ágil e eficiente com efeitos diretos sobre informação, comunicação e compras. A descentralização do trabalho e as oportunidades para microempreendedores devem ser uma consequência natural.

 Comportamento do consumidor:

o Consolidação de hábitos voltados a uma alimentação mais prática e saudável.

o Menor ênfase na posse de bens e maior atenção à liberdade e qualidade de vida.

o Valorização dos processos de compras mais simples e diretos.

o Com mais tecnologia disponível que acabam levando à introspecção e individualidade, é provável que as pessoas busquem cada vez mais o equilíbrio com atividades que levem ao convívio social, relações humanas e conexão com a natureza.

 E-commerce – é evidente e óbvia a realidade e a tendência para compras por meios digitais, principalmente para produtos não alimentícios, refeições prontas e alguns tipos de serviços. As novas tecnologias devem trazer mais praticidade e oportunidades para o crescimento desses canais.

 O setor de supermercados

o Micro Marketing – atendimento ao consumidor de forma individualizada com base em conhecimento do comportamento de compras e respeito à privacidade.

o Alta tecnologia em todo o processo de abastecimento e comercialização proporcionando economia e melhor relação benefício / custo aos consumidores.

o Funcionários com formação voltada para atitude respeitosa, ética e qualificação técnica para melhor atendimento.

o É provável uma seleção natural, em que as empresas com operação eficiente permanecerão no mercado.

 Expansão e formato de lojas

o Apesar da inegável tendência do e-commerce, estudando e observando o comportamento de compras, ainda acredito que no caso dos supermercados, esse canal deverá representar pequena parcela do faturamento total. Pessoalmente estimo algo em torno de 10 a 15%.

o Imagino lojas com muita tecnologia para simplificar o processo de compras, variedade voltada à saúde e praticidade. Qualidade será fundamental, mas acredito em uma sociedade atenta à economia e formatos voltados a esse atributo.

o As experiências proporcionadas ao consumidor no ambiente de compras devem ser aprimoradas, reforçando fatores emotivos que despertam sensações tipicamente antigas àqueles que vivenciam a satisfação do processo de compras em um mercado.

o Observamos atualmente um forte planejamento e expansão de lojas físicas por parte de empresas de grande, médio e pequeno porte. Acredito que essa tendência permaneça, até para dar suporte à estrutura logística necessária para melhor atendimento e conveniência ao mercado.

É possível imaginar e até perceber tendências. Qualquer que seja a realidade que iremos construir, acredito firmemente que em breve chegaremos à “primavera” e dias melhores virão.

*Francisco Rojo é consultor em varejo de alimentos desde 1980 e sócio da Rojo Estratégia em Varejo. É graduado, mestre e doutor em Marketing pela FGV, onde foi professor durante 25 anos. Tem especialização em Marketing de Alimentos pela Universidade de Cornell e é autor de livros e vários artigos publicados. Contatos: pesquisa@franciscorojo.com.br; www.franciscorojo.com.br

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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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