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quarta-feira, setembro 30, 2026
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Varejo

Imaginando 2050

De Administrador SH 16 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Observando as tendências da sociedade e do setor de supermercados, é possível traçar uma estimativa de como será a operação e papel do varejo alimentar e sua relação com os consumidores

*Por Francisco Rojo

Depois da tempestade vem a bonança. A humanidade passa por um dos períodos de “inverno” mais rigorosos de sua história, mas os próprios ciclos de natureza mostram que depois virá a “primavera”.

Em 1980, comecei a trabalhar com o setor de supermercados. Mais especificamente em pesquisas de comportamento dos consumidores e logo depois com planejamento e expansão de supermercados, “atacarejos” e “varecados”, atividades que mantenho até os dias de hoje.

Os supermercados têm um papel fundamental no cotidiano das pessoas. De certa forma, expressam a síntese da sociedade, representada pelos produtos ofertados, ambientação, tecnologia, etc.

Desde os anos 1980, tive oportunidade de frequentar muitas feiras de negócios no Brasil e no exterior. Visitei supermercados em cerca de 30 países diferentes e percebi que, além de observar a atividade, é uma forma de conhecer algumas características culturais, sociais e hábitos do povo que ali reside.

Nas feiras de negócios, sempre foi muito comum encontrar uma profunda reflexão sobre as tendências e apresentações sobre “os supermercados do futuro”. Uma forma de estimular a imaginação, a criatividade e formar a base para articulação dos elementos que definem o trabalho ao longo dos próximos anos.

Sempre acreditei, trabalhei e continuo acreditando em um mundo melhor. Na realidade, como jovem, em início de carreira, eu imaginava que hoje já teríamos alcançado uma condição melhor para nossa sociedade como um todo. De qualquer forma, evoluímos e nos aprimoramos. Apesar do “inverno” atual, estamos formando os alicerces para construção de um futuro melhor.

Observando as tendências da sociedade e do setor de supermercados, sem a pretensão de prever o que vai acontecer, mas sim de contribuir com uma reflexão, fico imaginando como estaremos no ano de 2050 e quero compartilhar algumas percepções e reflexões:

 Valores – predomínio da ética, respeito, ajuda mútua e cooperação entre empresas e indivíduos.

 Sustentabilidade – proteção ambiental, energia limpa, embalagens recicláveis, veículos elétricos e redução de riscos climáticos.

 Tecnologia e os meios digitais – potencialização dos desenvolvimentos das últimas décadas conduzindo a sociedade a uma vida cada vez mais prática, simples, ágil e eficiente com efeitos diretos sobre informação, comunicação e compras. A descentralização do trabalho e as oportunidades para microempreendedores devem ser uma consequência natural.

 Comportamento do consumidor:

o Consolidação de hábitos voltados a uma alimentação mais prática e saudável.

o Menor ênfase na posse de bens e maior atenção à liberdade e qualidade de vida.

o Valorização dos processos de compras mais simples e diretos.

o Com mais tecnologia disponível que acabam levando à introspecção e individualidade, é provável que as pessoas busquem cada vez mais o equilíbrio com atividades que levem ao convívio social, relações humanas e conexão com a natureza.

 E-commerce – é evidente e óbvia a realidade e a tendência para compras por meios digitais, principalmente para produtos não alimentícios, refeições prontas e alguns tipos de serviços. As novas tecnologias devem trazer mais praticidade e oportunidades para o crescimento desses canais.

 O setor de supermercados

o Micro Marketing – atendimento ao consumidor de forma individualizada com base em conhecimento do comportamento de compras e respeito à privacidade.

o Alta tecnologia em todo o processo de abastecimento e comercialização proporcionando economia e melhor relação benefício / custo aos consumidores.

o Funcionários com formação voltada para atitude respeitosa, ética e qualificação técnica para melhor atendimento.

o É provável uma seleção natural, em que as empresas com operação eficiente permanecerão no mercado.

 Expansão e formato de lojas

o Apesar da inegável tendência do e-commerce, estudando e observando o comportamento de compras, ainda acredito que no caso dos supermercados, esse canal deverá representar pequena parcela do faturamento total. Pessoalmente estimo algo em torno de 10 a 15%.

o Imagino lojas com muita tecnologia para simplificar o processo de compras, variedade voltada à saúde e praticidade. Qualidade será fundamental, mas acredito em uma sociedade atenta à economia e formatos voltados a esse atributo.

o As experiências proporcionadas ao consumidor no ambiente de compras devem ser aprimoradas, reforçando fatores emotivos que despertam sensações tipicamente antigas àqueles que vivenciam a satisfação do processo de compras em um mercado.

o Observamos atualmente um forte planejamento e expansão de lojas físicas por parte de empresas de grande, médio e pequeno porte. Acredito que essa tendência permaneça, até para dar suporte à estrutura logística necessária para melhor atendimento e conveniência ao mercado.

É possível imaginar e até perceber tendências. Qualquer que seja a realidade que iremos construir, acredito firmemente que em breve chegaremos à “primavera” e dias melhores virão.

*Francisco Rojo é consultor em varejo de alimentos desde 1980 e sócio da Rojo Estratégia em Varejo. É graduado, mestre e doutor em Marketing pela FGV, onde foi professor durante 25 anos. Tem especialização em Marketing de Alimentos pela Universidade de Cornell e é autor de livros e vários artigos publicados. Contatos: pesquisa@franciscorojo.com.br; www.franciscorojo.com.br

16 de agosto de 2021 0 Comentários
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Tendências

Entrega em 15 minutos é a nova fronteira do varejo online de alimentos

De Administrador SH 15 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Em Nova York, startups implementam dark stores para agilizar entregas hiperlocais

Entregar cada vez mais rápido é uma corrida constante no e-commerce. No setor de alimentos, então, velocidade é essencial. Se no passado entregar no dia seguinte era um diferencial, hoje é o básico. No varejo americano, empresas estão lutando para oferecer entregas quase instantâneas para as compras de supermercado e ocupar espaços em um mercado que cresceu 54% no ano passado, segundo a eMarketer.

Essa disputa é mais intensa em Nova York. Procurando competir com Amazon e DoorDash, que entregam na região em até duas horas, startups como Gorillas, Fridge No More, Jork e 1520 se impõem o desafio de fazer o delivery em até 15 minutos.

Para isso, elas seguem a mesma receita: instalação de dark stores em localizações centrais em Manhattan e no Brooklyn, com equipes próprias de picking e entrega. A pioneira foi a Fridge No More, que instalou duas centrais de distribuição no Brooklyn no fim do ano passado para entregar algumas centenas de SKUs para jovens urbanos, no pico da pandemia. Hoje, a empresa distribui mais de 2 mil SKUs e está expandindo sua operação para o sul da ilha de Manhattan, em um total de oito CDs que são responsáveis por entregas em um raio de uma milha (1,6km), feitas com scooters ou bicicletas elétricas.

Para evitar rupturas, o aplicativo é atualizado em tempo real com a posição do estoque da dark store que fará a entrega. Quando um item que o cliente costuma comprar volta a estar disponível, o consumidor é avisado por um push. O armazém é organizado de tal maneira que cada pedido é montado e despachado em no máximo 4 minutos.

15 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

Rede de Manaus anuncia expansão das operações no Norte do país

De Administrador SH 15 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Criado há 40 anos, grupo trabalha com vários formatos de varejo alimentar na região

Plano de expansão do Grupo Mercantil Nova Era prevê a inauguração de mais cinco lojas em 2022. A afirmação é do presidente do grupo, Luiz Gastaldi Júnior que comemora os 40 anos de fundação da rede iniciada em 1981 com um pequeno espaço em Ji-Paraná, em Rondônia.

Com sede em Manaus desde 1998, o grupo continua a manter negócios em Rondônia e expandiu também para Roraima. As marcas com as quais atua são: Super Nova Era, Pátio Gourmet, Barato e Pronto, TeuCard (cartão da loja), Era Solar (de geração de energia solar) e Marimari (restaurante da rede, referência em gastronomia nacional e internacional).

São 15 lojas do Super Nova Era, sendo 10 na capital amazonense, três em Porto Velho/RO e duas em Boa Vista/RR. Gastaldi adianta que pretende inaugurar, até o próximo ano, mais cinco unidades do Super Nova Era. O grupo, diz ele, nunca deixou de investir e apostar no crescimento da região, mesmo nesse período atípico de pandemia.

Em Manaus, o grupo conta com 09 lojas da rede Barato e Pronto, na linha de mercado de vizinhança. E com mais três unidades do Pátio Gourmet, supermercado com mix diferenciado e com marcas exclusivas nas prateleiras. O Pátio foi o primeiro supermercado da cidade a oferecer o serviço de autoatendimento, lançando em seguida o primeiro sistema de e-commerce do segmento em Manaus.

Uma rede em constante expansão – Em menos de três anos, o Grupo Nova Era saiu de sete para 27 unidades de negócio, tornando-se um dos maiores varejistas do Norte. Todos os empreendimentos que implantou trouxeram diferenciais significativos para o mercado.

O empreendedorismo, segundo ele, sempre foi uma das principais marcas do grupo, do qual é fundador. Visionário, o jovem paulista de Ribeirão Preto deu início a sua bem-sucedida trajetória empresarial em Ji-Paraná, começando a construir ali, numa pequena loja, o sonho de ser o maior atacadista da região Norte.

O segredo do sucesso, para ele, é uma combinação simples, que exige disposição para inovar e investir continuamente e, mais do que tudo, estabelecer uma relação de cumplicidade com os clientes, dando especial atenção às suas necessidades.

Inovação faz parte do DNA da empresa – É com o pensamento também voltado aos clientes, buscando praticidade e oferecendo facilidades, que o grupo aposta sempre na inovação. Um exemplo são os investimentos em novas tecnologias para facilitar e tornar única a experiência de compra dos consumidores.

Entre os serviços disponibilizados está o Zeuss, programa de cashback que recompensa os clientes devolvendo parte do dinheiro gasto nas compras. O programa é simples e realizado através do aplicativo. O cliente se cadastra gratuitamente e sempre que for fazer compras informa no caixa o número de celular registrado na ferramenta. O dinheiro de volta referente à compra é creditado automaticamente. Quem utiliza o serviço também tem acesso a ofertas exclusivas e personalizadas, oferecidas com base nas buscas realizadas pelo usuário.

Outra novidade lançada é o TeuCard, cartão próprio do grupo, que propicia descontos e vantagens extras, entre eles, parcelamento em até três vezes sem juros, prazo de até 40 dias para pagamento e anuidade econômica, ou seja, com cobrança apenas quando houver emissão de fatura. Todo o processo do TeuCard é digital, desde a solicitação até a fatura. Através do aplicativo móvel do cartão, os clientes podem gerenciar, trocar a senha, bloquear e se comunicar com a central de atendimento.

De acordo com ele, as novas tecnologias têm contribuído no planejamento de expansão dos negócios. Um exemplo nesse sentido é o e-commerce, sistema que mostrou-se fundamental para continuar a atender aos clientes que preferiram não se deslocar até os supermercados, durante o período de isolamento social por conta da pandemia.

“O sistema de compras online, que já era uma tendência, consolidou-se rapidamente, devido às adversidades do período”, ressaltou. Gastaldi cita que o grupo adota o conceito omnichannel, ou seja, utiliza vários canais para o cliente realizar a compra – na loja física, pelo aplicativo, site e whatsapp.

No pacote de inovações do Grupo Nova Era também estão os investimentos no desenvolvimento de games para treinamento dos funcionários e até o lançamento em breve, em Manaus, da primeira loja totalmente autônoma, onde o cliente é o protagonista da sua experiência de compra. Ele vai até a unidade, escolhe o produto, finaliza o pedido e paga, tudo de maneira rápida, prática, tendo como aliado principal a tecnologia.

Os negócios também se voltam para uma área extremamente importante – a de energia sustentável. O grupo inaugurou, este ano, a fazenda Era Solar, no município amazonense de Iranduba, a 38 km de Manaus, com capacidade para geração de dois megawatts.

No primeiro momento, parte da energia gerada será utilizada nas lojas da rede Barato e Pronto. Outra parte será comercializada internamente, para os colaboradores da companhia. A intenção é ampliar o serviço, gradativamente, alcançando as unidades das demais marcas do grupo e a população em geral.

Fonte: D24AM, Manausonline

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Varejo

Grupo aplica R$ 55,5 mi em novo atacarejo

De Administrador SH 15 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Entrega da loja de 4.200m² que atende consumidores finais, comerciantes e empreendedores deve ocorrer em novembro

O Tenda Atacado vai abrir uma nova loja da rede em Jaú, interior paulista. Com a abertura prevista até novembro de 2021, a unidade terá um projeto inovador e um espaço de vendas de 4.200m², onde atenderá consumidores finais, comerciantes de todos os portes e empreendedores que estão em busca de qualidade e preços baixos.

“Na atual conjuntura econômica e financeira da nossa cidade é de extrema importância a vinda do Tenda. Essa nova opção para o consumidor ajuda não só Jaú, mas toda a região também, pois moradores de cidades próximas não vão mais precisar ir até Bauru. Com isso, também vamos gerar empregos, que é o que mais precisamos. Então, que seja muito bem-vindo o Tenda à nossa cidade.”, ressaltou o prefeito Ivan Cassaro.

Com investimento de R$ 55,5 milhões, o espaço, localizado na Avenida João Ferraz Netto, s/n, contará com amplo estacionamento coberto, climatização em todo o ambiente interno e uma variedade de produtos para abastecer os lares ou os comércios locais, incluindo hortifrúti, serviço de açougue, lanchonete própria, além dos self-checkouts, que funcionam como um caixa rápido para os clientes que procuram por praticidade. O objetivo é oferecer aos clientes da região uma ótima experiência de compra e preço baixo.

“Estamos muito felizes em inaugurar mais uma loja no Estado de São Paulo. A nossa chegada gerará 500 postos de trabalho diretos e indiretos, contribuindo, ainda mais, com o crescimento e a economia da região. Além de abastecer empreendedores locais, o nosso grande diferencial é poder atender consumidores finais com condições especiais de preço de atacado, que estão disponíveis mesmo a partir de pequenas quantidades.”, afirma Fernando Alfano, Diretor de Operações e Expansão do Tenda Atacado.

Alfano ainda reforça que, além do cenário favorável para o investimento, a rede vai oferecer à cidade oportunidades de emprego e carreira, economia e preços baixos para toda a população da região.

Para se candidatar a uma das vagas da unidade em Jaú, os interessados podem entrar no site do Tenda Atacado, na seção Trabalhe Conosco.

https://tendaatacado.pandape.com.br/SendCV

O Tenda Atacado opera através de quatro canais de vendas: lojas físicas; televendas; atacado distribuidor com mais de 100 representantes de vendas e e-commerce, com pontos de retirada no formato Clique & Retire e entrega em algumas regiões. A empresa opera também no comércio exterior, tanto na importação, como na exportação de produtos de qualidade.

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Pessoas

Chocolates Nestlé têm novo líder no Brasil

De Administrador SH 15 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Executivo que presidiu a companhia no Caribe foi o escolhido para substituir Liberato Milo  

O maior negócio de chocolates da Nestlé no mundo está mudando de comando. Depois de oito anos à frente da divisão de chocolates no Brasil, Liberato Milo volta para a Suíça para liderar a categoria globalmente. Ele será substituído por Patricio Torres, que terá a missão de manter a operação em crescimento no mercado nacional e acelerar as exportações, enquanto lida com a pressão de custos e as mudanças de consumo.

Foi na gestão de Milo que a operação brasileira ganhou a liderança da categoria dentro do grupo. A divisão de chocolates da empresa também é a líder de mercado no país, com 31,6% de participação, segundo dados da consultoria Euromonitor.

Parte disso pode ser explicada pelo volume de investimentos da companhia. Nos últimos cinco anos, mais de R$ 1 bilhão foram investidos, sendo R$ 200 milhões revertidos à fábrica da Garoto, em Vila Velha (ES), entre o ano passado e o primeiro semestre deste ano. Além da unidade capixaba, a empresa tem uma planta fabril em Caçapava (SP). “Não vi uma fábrica de chocolates como as do Brasil em nenhuma outra operação da Nestlé”, diz Torres, elogiando o trabalho do antecessor. “Fez um trabalho incrível. Milo respira chocolate.”

É a essa tecnologia e eficiência das fábricas que o executivo atribui a capacidade de enfrentar o aumento dos custos de produção, um dos desafios que deverá enfrentar para manter a fatia de mercado do grupo. “A última medida que queremos é subir preço. [Pressão inflacionária] É algo que vai tomar muito tempo da minha gestão, pois o mundo segue muito volátil.” Outra vantagem para lidar com o momento, diz ele, é o portfólio amplo. São 329 itens.

Desde 1995 na Nestlé, nos últimos quatro anos o chileno foi presidente da empresa na região anglo-holandesa do Caribe e deve usar tal experiência para ampliar a participação das exportações na receita da divisão. Hoje, de 5% a 7% vem das vendas para outros países. A fábrica da Garoto, por exemplo, tornou-se a fornecedora dos ovos de Páscoa da América Latina. “O Brasil é um produtor de cacau de primeira linha e é uma potência agroindustrial”, diz Milo. “Vemos o mercado local e externo com olhar ‘bullish’ [jargão do mercado financeiro para uma visão otimista].”

De saída, o suíço deixa no cronograma de lançamentos uma inovação inteiramente desenvolvida no país e que deve atender à demanda por alimentação mais saudável. Com cacau do Sul da Bahia e pesquisa de uma empresa catarinense, a Nestlé Brasil conseguiu desenvolver uma fórmula de chocolate que não leva açúcar e é adoçada apenas com a polpa da fruta. A empresa não diz quantos itens serão desenvolvidos com a nova fórmula nem quando chegarão ao mercado. Nos últimos anos, o teor de açúcar dos chocolates da Nestlé e da Garoto já havia caído 12%.

Torres também chega com a Nestlé sob o olhar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Depois de quase 20 anos, a autarquia pretende reavaliar a compra da Garoto, ocorrida em 2002, rejeitada dois anos mais tarde e, depois, judicializada. Milo, porém, não vê com preocupação. “A Garoto está conosco há muito tempo e com a marca mais forte. Nos últimos anos, entraram novos concorrentes no mercado, a qualidade do cacau melhorou e postos de trabalho surgiram.”

Fonte: Por Raquel Brandão, Valor

  • Foto: Patricio Torres que substituirá Liberato Milo

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Varejo

Experiência de compra: menos conceito e mais relacionamento

De Administrador SH 15 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Em tempos de algoritmos, mais do nunca é necessário se relacionar, cuidar e encantar o seu cliente

* Por Bruna Fallani

A qualidade na oferta de serviços e de atendimento nunca foi tão necessária e será cada vez mais. Nós já saímos da era do básico bem-feito e as marcas precisam estabelecer conexão com o cliente em toda jornada.

Corresponder às expectativas do cliente e gerar uma relação muito próxima, contínua e personalizada é fundamental. Isso é a definição de experiência na prática.

Comece pela expectativa

Se pensarmos que o processo começa por um problema ou necessidade que o cliente espera resolver, isso já gerou alguma expectativa. Essa expectativa pode ser construída por experiências anteriores, por recomendação ou pela comunicação gerada pela sua marca e que são pautadas, dependendo da fase da jornada que o cliente está.

Segundo o estudo realizado pela Shopper 2B em 2019, supermercado foi o canal alimentar que apresentou a menor nota de satisfação quanto à experiência de compra, em grande parte justificada pelo desalinhamento quanto à expectativa.

O estudo mostra que 16% dos shoppers declararam que não foi possível comprar tudo o que queriam, porque não encontraram, e 22% disseram que os preços dos produtos estavam mais altos do que sua expectativa.

Além disso, atributos importantes para o shopper, como variedade de produtos e marcas, boas ofertas, promoção e atendimento na loja não estavam sendo cumpridos pelo canal, impactando no resultado da satisfação.

Se você mapear e entender as expectativas do shoppers em cada fase da jornada, entenderá onde sua marca está deixando a desejar ou, ainda, em que momento o shopper abandona sua marca. Mas, principalmente, entender aquilo que está alinhado com o seu propósito, a maneira mais efetiva de atuar oferecendo as soluções certas, tornando a experiência prazerosa e, claro, encantando seu cliente.

Foco significa olhar para toda a jornada

Em época de pandemia, o pré-compra ganhou novos fatores de decisão, como por exemplo, a escolha da loja física avaliando qual loja está oferecendo melhor segurança sanitária ao cliente.

Um atributo nada “sexy”, porém, talvez decisivo nesse momento. Lembrando que as referências e lembranças de uma boa experiência são compostas por referências afetivas, sensoriais, comportamentais e neste caso, racional.

Já presenciei lojas premium que oferecem um spray na entrada da loja para o próprio consumidor limpar o carrinho e já vi lojas de atacarejo que disponibilizam um funcionário na entrada da loja para realizar essa limpeza. Isso é protocolo, diferencial no atendimento, cuidado com o cliente ou todas as anteriores?

Por outro lado, a atenção no pós-compra precisa ser aprimorada. Podemos colocar uma série de fatores, mas um olhar atento atendimento do SAC e aprimoramento de benefícios no programa de relacionamento ganharam protagonismo.

De fato, recomendo que o atendimento ao cliente seja foco de desenvolvimento e investimento. O olhar para as pessoas deve ser priorizado. Use a tecnologia a favor desse propósito, mas não inverta a ordem. As pessoas que precisam conduzir a tecnologia e não o contrário.

Quanto à estratégia de CRM, é preciso um olhar estratégico e amplo em relação aos benefícios e oportunidades de se relacionar com o seu cliente.

Você já perguntou ao seu cliente quais benefícios são interessantes para ele? Sabe como ele espera que sua marca se comunique com ele? Comece pelo simples, conversando e conhecendo seu cliente. Copiar uma estratégia ou seguir o que todos estão fazendo é o mesmo que seguir comunicando em massa. Pense nisso.

Busque tecnologia para apoiar esse processo, mas não ache que isso será suficiente, pois não é. A estratégia definida, a cultura pautada no foco do cliente, estruturar as informações coletadas, segmentar e comunicar de forma personalizada é que trará o sucesso nesse relacionamento com o seu cliente.

Por fim, o resultado de satisfação de cada fase da jornada influencia na importância na nota de recomendação final dada pelo shopper, mas, especialmente, na decisão de voltar a comprar na sua loja.

Consumidores insatisfeitos relatam as experiências ruins para mais que o dobro do número de pessoas a quem relatam as suas experiências boas: 95% desses clientes muito insatisfeitos não reclamam, simplesmente mudam de opção (Kotler, 2000).

Eu costumo dizer que, enquanto o cliente registrar alguma reclamação é porque a relação emocional dele com a sua marca ainda é forte. Se preocupe quando ele desistir!

*Bruna Fallani é fundadora da Shopper 2B, empresa de consultoria estratégica para desenvolvimento de CRM e especialização em pesquisas de mercado, com metodologia exclusiva para mapear as expectativas e medir a experiência de compra. Também é diretora de Tendências e Inovação do Instituto Mulheres do Varejo. Contato: bruna.fallani@shopper2b.com.br / Instagran: @brunafallani

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Varejo

BIG aprimora experiência de compra com ilha da Swift

De Administrador SH 13 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Quatro lojas na Capital e Grande São Paulo são as primeiras unidades contempladas pelo projeto

Pensando em oferecer mais comodidade e variedade aos seus clientes, o hipermercado BIG firmou parceria com a marca de carnes Swift, da JBS, para a instalação de espaços exclusivos da empresa dentro de suas lojas.

Com o modelo, a parceira passa a ter uma área dedicada aos seus produtos dentro das unidades contempladas pelo projeto, que neste primeiro momento abrange as lojas do BIG Pacaembu, BIG Washington Luiz, BIG Barueri e BIG Osasco. Até o final do ano, o projeto segue para as mais lojas da rede.

A iniciativa visa otimizar espaço e ampliar a ofertas de produtos para o consumidor, que agora tem acesso a todo o sortimento e cortes especiais da Swift, além também dos pratos prontos e sobremesas produzidas pela marca. Ao todo, são mais de 350 itens para o seu dia-a-dia e churrasco, pescados com selos de sustentabilidade, suínos, ovinos, aves, snacks, acompanhamentos, vegetais, temperos para churrasco, entre outros.

O BIG possui mais de 80 unidades em todo o país, com as bandeiras BIG e BIG Bompreço. Com forte presença no Sul do País, o BIG está presente também nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, a marca BIG Bompreço é líder na região.

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Varejo

Consumo nos lares brasileiros aumenta 4,01% no semestre, aponta ABRAS

De Administrador SH 13 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Segunda parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas, prorrogação do auxílio emergencial, depósito do Imposto de Renda Pessoa Física contribuíram para o resultado

No primeiro semestre deste ano o consumo nos lares brasileiros acumulou alta real de 4,01% (deflacionado pelo IPCA/IBGE), na comparação com mesmo período de 2020. Em junho houve queda de 0,68% em relação ao mesmo mês do ano passado. Comparando o mês de junho contra maio deste ano, o resultado também foi negativo em 5,12%. Os dados, apresentados nesta quinta-feira (12) são do Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), calculado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da entidade.

A alta acumulada no semestre, segundo a ABRAS, é resultado das medidas sociais e econômicas adotadas pelo governo, além da influência de um conjunto de fatores. Entre eles, o pagamento da segunda parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS, na segunda quinzena de junho; a prorrogação do auxílio emergencial por mais três meses, para 106 mil trabalhadores, e a maior cobertura de vacinação. O depósito da restituição do segundo lote do Imposto de Renda Pessoa Física (IRP) também contribuiu. Foram R$ 6 bilhões que chegaram para 4,2 milhões de contribuintes.

De acordo com o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, o setor seguiu o ritmo de investimentos e, de janeiro a junho, foi responsável pela geração de quase 43 mil novos postos de trabalho. A abertura de novas lojas também quase dobrou. A expectativa era de abertura de 36, mas foram 60 estabelecimentos inaugurados, além de 70 reinaugurações no período.

Para o segundo semestre, a ABRAS mantém o otimismo e destaca como os principais itens, que tendem a favorecer a retomada econômica, o pagamento do auxílio emergencial a partir de 18 de agosto, o terceiro lote da restituição do Imposto de Renda, os R$ 82 milhões do auxílio emergencial para mais de 110 mil mulheres chefes de família monoparental e datas comemorativas como o Dia dos Pais, feriado de 7 de setembro, Dia da Criança e o Black Friday.

“Estamos confiantes com a retomada gradual da economia, com o avanço da vacinação, o retorno da normalidade, os investimentos programados pelo setor para o 2º semestre do ano, e com as medidas de auxílio social, que estão sendo debatidas atualmente pelo governo federal”, diz Milan. “Neste cenário mantivemos nossa projeção inicial de crescimento para nosso Índice Nacional de Consumo INC ABRAS nos lares brasileiros em 4,5% este ano. Em setembro faremos uma nova revisão e projeção”, conclui.

Abrasmercado

Em junho, a cesta *Abrasmercado subiu 1,34% em relação a maio A cesta chegou ao valor de R$ 662,17, contra R$ 653,42 do mês anterior. Na comparação com junho do ano passado, o crescimento foi de 22,1%.

Entre os produtos que impulsionaram o custo da cesta Abrasmercado estão o queijo muçarela (6,93%), o leite longa vida (4,69%), o frango congelado (4,38%), o açúcar (4,36%) e o extrato de tomate (3,70%). A muçarela foi o único item da cesta que, no acumulado do ano, teve queda (-1,20%).


 A cebola (-13,53%), batata (-9,19%), tomate (-5,84%), xampu (-2,30%) e desinfetante (-1,63%) foram as maiores baixas apresentadas pelo Abrasmercado. Destaque para a cebola que, apesar da queda registrada também em junho, ainda teve aumento de 11,84% no acumulado do ano. No acumulado dos últimos 12 meses a queda foi de 41,57%.

*A cesta Abrasmercado não é a cesta básica, mas, sim, uma cesta composta pelos 35 produtos mais vendidos nos supermercados: alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica.

Regiões

Em junho, as cinco regiões do País tiveram alta no preço da cesta Abrasmercado. A maior oscilação foi no Nordeste, +2,48%. A cesta passou de R$ 581,26 para R$ 595,70. A alta da cesta no Sul foi a segunda maior, com +2,05%. Lá a cesta subiu de R$ 709,59 para R$ 724,14.

Nas capitais e principais regiões pesquisadas, a maior variação aconteceu em João Pessoa, +5,84%, passando de R$ 553,62 para R$ 585,95. A cesta baixou de preço em Cuiabá (-0,99%), Natal (-0,82%), Grande Belo Horizonte (-0,53%) e Grande Vitória (-0,40%).

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Varejo

Lucro do Grupo Mateus soma R$ 190,5 milhões no 2º trimestre

De Administrador SH 13 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Receita líquida da companhia atinge R$ 3,7 bilhões, crescimento de 37,5% na comparação anual

O Grupo Mateus registrou lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 190,5 milhões no segundo trimestre deste ano, ligeira alta de 0,70% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

A receita líquida da companhia somou R$ 3,7 bilhões, crescimento de 37,5% na comparação anual. Já a receita bruta total subiu 25%, um total de R$ 4,2 bilhões, influenciada pelos ganhos dos três segmentos da atuação do Grupo Mateus.

O segmento varejo — supermercados, hipermercados e lojas de vizinhança — teve receita bruta de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, alta de 40% na base anual. Enquanto o segmento atacarejo chegou a R$ 2 bilhões de receitas no período, aumento de 9,6% ante o mesmo período de 2020, e com participação de 48% no faturamento total do Grupo.

A companhia destaca a abertura de 12 lojas entre abril e junho, encerrando o trimestre com 182 unidades em operação em quatro Estados do Nordeste, o que reforça seu projeto de expansão.

A companhia destaca a abertura de 45 lojas nos últimos 12 meses, das quais 20 estão em novas cidades e um ganho de 10% de participação em venda bruta com as inaugurações.

As despesas totais aumentaram 41,6%, para R$ 658,7 milhões, em meio ao avanço de 76,5% nas despesas com vendas em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, somando R$ 331,7 milhões. O Grupo investiu mais em propaganda e publicidade e teve mais despesas com pessoal.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve queda de 2,1% no segundo trimestre, para R$ 248 milhões. A margem recuou 2,1 pontos percentuais (pp), para 6,7%.

Fonte: Por Flávya Pereira, Valor

13 de agosto de 2021 0 Comentários
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Varejo

BRF tem prejuízo de R$ 199 milhões no 2º trimestre

De Administrador SH 13 de agosto de 2021
Escrito por Administrador SH

Companhia diz que o resultado foi impactado por “efeitos inflacionários e cambiais nas despesas financeiras”

As despesas com juros e contingências e a pressão dos grãos sobre as margens operacionais levaram a BRF ao vermelho. Em balanço divulgado hoje à noite, a dona de Sadia e Perdigão reportou um prejuízo líquido de R$ 240 milhões no segundo trimestre, uma piora sensível na comparação com o lucro de R$ 307 milhões de igual intervalo de 2020.

A grande responsável por essa diferença é uma opção de venda que o fundo soberano do Catar, sócio da BRF na produtora de carne de frango turca Banvit, possui. A opção, que vence no fim do ano, é atualizada por um múltiplo de Ebitda. Como o resultado da Banvit melhorou, esse valor foi atualizado R$ 28 milhões. Um ano atrás, o contrário havia ocorrido — o pior desempenho da controlada turca reduziu as despesas financeiras em R$ 338 milhões. Vale ponderar que essas atualizações só vão afetar o caixa quando o fundo exercer a opção.

Mas as despesas com a Banvit não foram as únicas responsáveis. Excluindo esse impacto, a despesa teria crescido 38%, de R$ 528 milhões para R$ 731 milhões. De acordo com Moura, as despesas com juros atrelados ao IPCA subiram, um resultado inevitável diante da forte aceleração da inflação no país. Na linha de juros, as despesas aumentaram 35,8% na comparação anual, totalizando R$ 431 milhões. As contingências (processos perdidos) também tiveram impacto, aumentaram 70%, atingindo os R$ 148 milhões no trimestre.

Na avaliação de Moura, o movimento do Banco Central de apertar as condições monetárias, elevando a taxa Selic, deve se traduzir em inflação mais baixa à frente, o que tende a aliviar o impacto das dívidas atreladas ao IPCA. “Há efeitos pontuais, mas estamos no caminho certo. Claro, a inflação atrapalha, tanto na despesa financeira quanto na margem operacional”.

De fato, a inflação de custos — sobretudo dos grãos usados na ração animal — prejudicou a margem bruta da companhia. Apesar disso, um analista de um grande banco avaliou que diante da disparada vista nos preços de soja e milho, a BRF conseguiu se “segurar bem” no lado operacional. Para ele, o tamanho da dívida — e da despesa financei ra, consequentemente — é ainda é muito alto. Nesse cenário, os resultados precisam ser muito bons para pagar os credores e, ao final, também chegar ao acionista.

No segundo trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da BRF totalizou R$ 1,27 bilhão, aumento de 23% na comparação anual. Mesmo c om a disparada dos grãos, a margem Ebitda caiu apenas 0,4% ponto, chegando a 10,9%. Em comparação, a rival Seara teve uma compressão de margem Ebitda bem maior (de 16,9% para 9%). Considerando apenas o negócio no Brasil, a margem Ebitda da BRF caiu de 3,1 pontos.

Operações no Brasil

No Brasil, o volume de vendas cresceu 2,7%, para 570 mil toneladas de aves, suínos e processados – sendo a maior expansão no primeiro item (+5,2%). A receita líquida no país aumentou 24,8%, para R$ 5,8 bilhões. O lucro bruto da operação brasileira foi de R$ 1,06 bilhão, alta de 3,8%, com Ebitda ajustado de R$ 492 milhões, baixa de 8,8%. No país, a a empresa sentiu os reflexos da alta dos custos de aves e suínos, em virtude da forte valorização dos grãos que compõem as rações dos animais.

Operações internacionais

No segmento internacional, o volume de vendas somou 499 mil toneladas, alta de 7,7% no comparativo com o segundo trimestre de 2020. A receita líquida foi de R$ 5,4 bilhões, crescimento de 29%, com Ebitda ajustado de R$ 619 milhões (+32,2%).

Rações para pets

A empresa destacou sua entrada no mercado de pets, por meio das aquisições dos grupos Hercosul e Mogiana e, também, de seus investimentos em plant-based e do aporte de US$ 2,5 milhões na Aleph Farms, startup israelense que desenvolve carne cultivada a partir das células de animais.

“Avançamos em nossa performance com resultados sólidos neste trimestre, evoluindo na qualidade e no mix de produtos tendo como objetivo consolidar a BRF como uma companhia de alimentos de alto valor agregado e com marcas fortes e admiradas”, disse, em nota, Lorival Luz, CEO da BRF.

Fonte: Por Rikardy Tooge, Valor

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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