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quarta-feira, maio 27, 2026
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ABRASNegócios

Consumo nos Lares Brasileiros cresce 2,5% no primeiro quadrimestre, aponta ABRAS

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Queda na taxa de desemprego e recursos injetados na economia sustentaram o consumo diante de um cenário de inflação elevada

O Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) acumula alta de 2,50% de janeiro a abril e permanece alinhado às estimativas do setor supermercadista de um crescimento de 2,80% no ano.

Em abril, o indicador registrou alta de 4,20% ante março. Na comparação com o mesmo mês de 2021, o índice teve alta de 7,37%, de acordo com o monitoramento do departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS. Todos os indicadores já foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O aumento do emprego com carteira assinada no quadrimestre, bem como, os recursos injetados na economia, como o saque extraordinário do Fundo de Garantia, a manutenção do Auxílio Brasil e a antecipação do 13ºsalário estão sustentando o consumo nos lares diante de um cenário de elevada e persistente inflação que impacta diretamente a cesta de alimentos”, explica o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged apontam a criação de 196,9 mil vagas com carteira assinada em abril. No acumulado do quadrimestre foram 770,6 mil vagas.

Os recursos liberados a partir de abril, como o Saque Extraordinário do Fundo de Garantia (FGTS), a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, injetaram um montante de R$ 30 bilhões em todo o calendário (20 de abril a 15 de junho) e R$ 56,7 bilhões (abril e maio), respectivamente.

AbrasMercado: cesta acumula alta de 8,31% no quadrimestre

Com a inflação em alta, fatores como o repasse dos custos de produção nas cadeias produtivas decorrentes do aumento de preço das commodities e o aumento do frete, puxado pelo preço do óleo diesel, seguem impactando os preços da cesta de alimentos.

O Abrasmercado – cesta composta por 35 produtos de largo consumo como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – registrou alta de 3,04% em abril e a média de preços da cesta nacional passou de R$ 736,34 em março para R$ 758,72 em abril. No quadrimestre, a alta é de 8,31% e no acumulado de 12 meses atinge 17,87%.

Itens básicos da cesta de alimentos acumulam expressiva alta no quadrimestre, como óleo de soja (+20,38%), leite longa vida (+22,35%), feijão (+19,71%), farinha de trigo (+15,45%), café torrado e moído (+13,22%), margarina (+6,54%), arroz (+2,32%) e açúcar (+1,39%).

Dentre as proteínas que compõem a cesta Abrasmercado, os cortes traseiro e dianteiro acumulam alta de 5,72% e 4,95%, respectivamente, no quadrimestre.

Produtos substitutos aos cortes bovinos, como frango e pernil registram recuo no período, com queda de -0,27% e -5,59%, nesta ordem. No entanto, ovos apresentam expressiva alta de 11,32% no período.

Na categoria de higiene e beleza, os produtos com maior variação nos preços foram: sabonete (+10,19%), creme dental (+4,51%), xampu (+4,43%) e papel higiênico (+4,14%). Na categoria limpeza as maiores variações foram puxadas por sabão em pó (+8,09%), detergente líquido para roupas (+4,21%), desinfetante (+3,19%), água sanitária (+2,66%).

Na análise regional do desempenho das cestas, a região Sudeste teve a maior variação no preço médio da cesta, alta de 3,59%, passando de R$ 722,14 em março para R$ 748,05 em abril. Em 12 meses, a região registra variação de 20,10%.

Em seguida, a região Sul registrou a segunda maior variação no preço da cesta, de 3,44%, e teve a cesta mais cara dentre todas as regiões, passando de R$ 814,48 em março para R$ 842,49 em abril. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 21,22%.

Nas demais regiões, as variações no acumulado dos 12 meses foram Nordeste (19,58%), Centro-Oeste (15,30%), Norte (13,57%).

8 de junho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Segue em ritmo acelerado o calendário de inaugurações do Mateus

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Sexta-feira, será a vez da quarta unidade da rede abrir suas portas no bairro cearense de Fátima

Grupo Mateus inaugura mais um supermercado no Ceará; 216 empregos gerados

O Grupo Mateus, inaugura, no dia 10 de junho, mais um supermercado no Ceará. A nova loja fica no município de Crateús, que foi incluído no plano de expansão da companhia.

A unidade de Crateús gera 216 novas vagas de emprego. Situada no Bairro Fátima 2 (Rua Doutor Hermínio Bezerra nº 550), tem uma área construída de 9 mil metros quadrados e um dos maiores estacionamentos da região, comportando 250 veículos.

Com a inauguração da loja em Crateús, o Grupo Mateus passa a dispor de 220 lojas em operação, sendo 69 de varejo, 49 de atacarejo e 102 de eletro. Por estado, são 125 lojas no Maranhão, 75 no Pará, 13 no Piauí, 4 no Ceará, 2 na Bahia, 1 em Pernambuco e 1 em Sergipe.

“O nosso compromisso, ao chegar numa nova cidade, é contribuir para o desenvolvimento regional. A empresa acredita no potencial de Crateús, na determinação de quem mora aqui para fazer parte do nosso quadro. É uma cidade que tem muito a oferecer e nós queremos retribuir a nossa chegada oferecendo oportunidades para as pessoas”, diz Ilson Mateus, CEO e fundador do Grupo Mateus.

EM EXPANSÃO

A empresa tem a meta de marcar presença em todos os estados do Nordeste e continuar avançando também pela Região Norte. Começou a sua história em Balsas, no Maranhão, e atualmente está presente no Pará, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, Bahia e no Ceará.

O Grupo Mateus atua com operações no varejo de supermercados, atacarejo (“cash and carry”), atacado, móveis e eletrodomésticos, indústria de panificação, central de fatiamento e porcionamento.

Fonte: Victor Ximenes, Diário do Nordeste

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Negócios

Carrefour triplica participação no Sul

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Com aquisição do BIG, grupo é dono da fatia de 25% dos super, hiper e atacarejos de todo o país 

Com a efetivação da compra do Grupo Big, o  Carrefour vai triplicar o seu número de lojas na Região Sul. Segundo comunicado enviado ao mercado, passará a ter cerca de 200 pontos de venda, que incluem supermercados, hipermercados e atacarejos. Lembrando que a aprovação da negociação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condicionou à venda de 14 unidades no país. No Rio Grande do Sul, entram operações de Viamão, Santa Maria e Gravataí.

Nos próximos meses, grande parte dos hipermercados Big será convertida para bandeiras do Grupo Carrefour, sendo a maioria para Atacadão. No caso do Sams’s Club, a ideia é manter e entrar no novo modelo de negócios. Bandeiras locais também continuarão, como o Nacional, que dá nome a supermercados no Rio Grande do Sul.

“Com a conclusão da aquisição do Grupo BIG, um dos maiores negócios do varejo brasileiro, o Grupo Carrefour Brasil inicia uma nova etapa em sua trajetória de 47 anos no Brasil. O Grupo se posiciona como o maior empregador privado do país.”, diz o comunicado.

A combinação dos dois grupos nasce líder do varejo alimentício, com participação de 25% do mercado brasileiro.

Com a compra, o Carrefour terá mais de mil lojas no Brasil e 150 mil funcionários. Além disso, representará, sozinho, 25% do mercado varejista do país. O pagamento já ocorreu, alcançando R$ 7 bilhões. A aquisição adicionará R 2 bilhões anuais ao EBITDA ajustado do grupo a partir de 2025.

Fonte: Giane Guerra, GZH

A foto é da loja de Santa Maria, RS

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Negócios

Expansão agressiva do grupo Pinheiro acontece na capital e interior do CE

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

De imediato, duas das novas lojas vão gerar 400 empregos diretos

O Supermercado Pinheiro confirmou para a segunda metade de 2022 a conclusão das duas novas unidades na região Metropolitana de Fortaleza. Cada nova loja da rede varejista deve gerar 200 empregos diretos, ou seja, 400 postos diretos. As contratações começam próximo a abertura.

Hoje, são 16 lojas próprias, um centro de distribuição, 13 salas de cinema, cinco parques infantis, choperia e um shopping center, nos municípios de Fortaleza, Acaraú, Aquiraz, Aracati, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Sobral e Quixadá.

As duas novas unidades estão sendo construídas no Porto das Dunas, em Aquiraz, e no Centro de Maranguape. Ambas são previstas para funcionar na segunda metade do ano, quando as contratações devem começar a acontecer.

Os interessados em disputar uma das 400 vagas precisam ficar atentos ao site da rede de supermercados.

Aquisições no Interior

No Interior, o Supermercado Pinheiro informou ainda da aquisição de duas lojas de um concorrente, que passam a funcionar com a bandeira da rede varejistas a partir de julho deste ano. A operação não teve o valor revelado.

Foram compradas as lojas de Quixeramobim e Aracati da Casa Grande Super e Atacarejo. 

“Nosso plano de expansão fortalece nossa missão de sermos o Bom Vizinho nas comunidades onde atuamos, gerando empregos e arrecadação para o Estado”, comenta Honório Pinheiro, presidente da rede varejista.

Fonte: O Povo

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ESGNegócios

Mel do sertão do Piauí é produto gourmet no St. Marché

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Trata-se do primeiro projeto da empresária Ana Maria Diniz que fomenta novos negócios Brasil afora

Quem passar pelos corredores do St. Marché, supermercado voltado para a classe A paulistana, e resolver desembolsar R$ 38 por um potinho de 250 gramas da marca Mel Mesmo, vai comprar mais do que um produto com a certificação de orgânico.

A história na verdade começou há mais de 30 anos, na região da caatinga no Piauí. E o pontapé inicial para a iniciativa, agora um produto com rótulo chique e preço premium, com o aval de Ana Maria Diniz – filha de Abilio Diniz e sócia da gigante de investimentos Península – foi dado por dois religiosos alemães, que viram no mel uma saída para a fome na região.

O Mel Mesmo é o primeiro projeto que se concretiza dentro da iniciativa Polvo, criada por Ana Maria durante a pandemia para fomentar negócios que unam lucro e impacto social positivo. A empresa nasceu para buscar iniciativas ao redor do Brasil de produtos que tenham condições de ganhar escala e ser vendidos no varejo, com boa margem de lucro.

A Polvo viaja o Brasil selecionando cooperativas e pequenos negócios que estejam em um nível de desenvolvimento que exija apenas um último “empurrão” para chegar ao mercado.

Foi percorrendo o País que a Polvo chegou à Comapi, cooperativa de apicultores do município de Simplício Mendes, no Sul do Piauí. O projeto, conta Ana Maria, foi selecionado porque cumpria várias condições que ajudariam na venda do produto no mercado premium: toda a produção se dá sem agrotóxicos, envolve centenas de famílias da região e está longe da “contaminação” das monoculturas, como a da soja.

Hoje, a cooperativa envolve cerca de 250 famílias, que produzem cerca de 400 toneladas de mel ao ano. A Comapi, mesmo antes do apoio da Polvo, já exportava seu produto – mas em grandes tonéis, como commodity, e não em potinhos de vidro bem embalados. “A gente chegou à marca Mel Mesmo porque muitos produtos que são vendidos como mel na verdade são adulterados. E, aqui, além de um produto de qualidade, a pessoa também vai estar comprando a história dos apicultores”, diz a empresária. “Vamos buscar também a exportação do produto acabado, com a marca Honey for Sure.”

Uma proposta de negócio, e não de filantropia

A Polvo começou sua história durante a pandemia, após a família Diniz ter se envolvido diretamente em ações de alívio à fome durante o primeiro ano da pandemia de covid-19. No entanto, o projeto do Mel Mesmo se diferencia por não ser uma ação de filantropia.

A empresa de Ana Maria Diniz entra com o investimento em marketing e no “banho de loja” do produto, mas é remunerada com uma parte do faturamento. A ideia, diz ela, é que o projeto dê lucro e pare em pé com as próprias pernas. “Assim, conseguiremos aumentar o número de famílias envolvidas. O potencial é de 800 famílias.”

O “casamento” entre a Polvo e a cooperativa piauiense foi rápido. Dos primeiros contatos até a chegada às gôndolas do St. Marché, o projeto foi colocado em pé em pouco mais de seis meses. Depois de ter de descartar algumas ideias de investimento porque faltava profissionalização aos projetos, um contato do governo do Estado apresentou à Comapi. Agora, a Polvo pesquisa outros produtos típicos do Brasil que ainda não ganharam tratamento “premium”: os projetos no radar envolvem, por exemplo, cera de carnaúba e o leite de cabra.

Para Luciano Deos, da GAD Consultoria de Marca, a proposta da Polvo com o Mel Mesmo se encaixa bem nos critérios ESG (sigla em inglês para as áreas ambiental, social e de governança). O especialista diz que a ideia da marca é boa – já que enfatiza a qualidade do produto –, mas aponta que a concorrência no mercado também se aplica aos produtos socialmente responsáveis. Por isso, um dos desafios será equilibrar o preço do produto para que sua proposta de valor fique vantajosa para o consumidor mais consciente.

“O que ninguém quer é que seja o tipo de produto que tem um preço que a pessoa só vai comprar uma vez para ajudar, mas sim que se torne um consumo recorrente”, diz Deos. A concorrência dentro dos produtos de impacto está ficando mais acirrada, segundo ele, porque mesmo as marcas de massa estão buscando se associar a esse segmento – com a vantagem de que elas têm mais chance de conseguir escala e, por consequência, um preço mais vantajoso.

Fonte: Fernando Scheller, Estadão

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LegislaçãoNegócios

Vem aí a rotulagem dos alimentos plant based

De Administrador SH 8 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Poder Legislativo discute em audiência pública regras para a nova tendência na alimentação

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou o Requerimento 39/2022, que solicita a realização de audiência pública para discutir a rotulagem de produtos alimentícios de origem vegetal que imitam produtos de origem animal.

Segundo o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), autor do requerimento, o objetivo é provocar o debate sobre a legalidade ou não de uso do termo “carne” nos rótulos alimentícios de origem vegetal. O parlamentar entende que é preciso informar e orientar os consumidores sobre a real composição expressa nas embalagens desses produtos. “Em minha opinião, não se pode permitir a utilização de expressões que tenham por objetivo enganar o consumidor final”, escreveu, em nota à imprensa.

O deputado lembra que algumas empresas de produtos plant-based usam a palavra “carne” em suas embalagens e campanhas publicitárias. “Acredito que é mesma situação do hambúrguer de picanha que não tem picanha e o hambúrguer de costela que não contém costela, situações que levaram duas redes de fast-food a se explicar aos consumidores”, afirmou. A data e a hora da audiência pública ainda serão definidas pela secretaria da Comissão de Agricultura.

Goergen também é autor do Projeto de Lei 5499/2020, que trata da inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal e sugere proibir a utilização da palavra “carne” e de seus sinônimos para anunciar ou comercializar alimentos que não contenham, em sua composição, proporção mínima de tecidos comestíveis de espécies de açougue, nos termos do regulamento. A proposta altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950.

Há dois dias, o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) da Secretaria de Defesa Agropecuária, Glauco Bertoldo, afirmou em evento que o Ministério da Agricultura pretende regulamentar a rotulagem de produtos plant-based e processados de origem vegetal.

Em 2021, o ministério abriu uma consulta pública sobre o tema e, segundo Bartoldo, das pessoas que responderam aos questionários, a maioria quer informações claras nos rótulos para saber o que exatamente elas estão comendo.

Fonte: Fernanda Pressinott, Valor

8 de junho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Conheça os planos do presidente do Carrefour para as lojas do BIG e do Sam’s

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Novo vice-presidente do Conselho, Abílio Diniz, revela as novas estratégias da maior rede varejista do país

O comando do Carrefour Brasil disse nesta terça-feira (07), em teleconferência com jornalistas, que a expectativa é que, num período de 18 meses, a fase de integração com o grupo Big possa ser finalizada. “Não vamos fazer tudo até fim do ano, mas vejo um período de 18 meses para todo o trabalho, para em fevereiro de 2024 a integração já estar atrás de nós”, disse o presidente do Carrefour, Stéphane Maquaire.

Sobre os próximos passos da gestão na unificação das estruturas — que precisa passar por questões de integração de culturas, sistemas de tecnologia e logística, por exemplo — o executivo afirmou que serão feitos contatos com parceiros, como indústrias, e reuniões entre as equipes das companhias “para conectar as áreas da empresa”. Mas não deu mais detalhes de cronogramas.

Ainda reforçou que a marca Sam’s Club, que é do Walmart e veio junto com a compra do Big, continuará a operar e que a empresa vem trabalhando para a venda das 14 unidades identificadas pelo Cade como sendo necessária após análise do acordo com Big.

“Agora estamos fazendo com que as coisas aconteçam, após aprovação do Cade [da compra do Big]”, disse na entrevista Abilio Diniz, membro do conselho da rede.

Maquaire ainda afirmou que o momento é de “um novo time executivo”, com equilíbrio entre executivos do Big, do Carrefour e do mercado. Na administração da rede, a varejista vai aumentar em um terço a sua estrutura, passando de 9 para 12 pessoas. A nova estrutura terá, ainda, duas cadeiras transversais a toda a empresa, em digital e transformação (para simplificar processos internos e acompanhar os projetos estratégicos).

“Para nós o passo é de continuidade do projeto e de trajetória iniciada com Walmart no país”, disse Patrice Etlin, que lidera a gestora Advent, sócia da empresa, e que era a controladora do Big até a venda.

O que diz o novo vice-presidente do Conselho, Abílio Diniz?

O novo conselho de administração apresentado pelo Grupo Carrefour Brasil, cuja formação está na pauta da próxima assembleia de acionistas, traz componente do varejo local para a empresa, e busca aumentar mais a agilidade na tomada de decisões — um processo que já vem em evolução no grupo no mundo desde a última troca do comando global.

Este será o colegiado com maior número de brasileiros como membros, desde a abertura de capital do Carrefour, cinco anos atrás.

“Hoje os executivos da França vêm ao Brasil e queremos que exista essa troca, seja da França ou de outros países. Queremos um ‘board’ local, porque varejo é local, mas com expertise global. Teremos a França aqui conosco, e um conselho tão grande é por isso”, disse Abilio Diniz, indicado para vice-presidente do conselho de administração do grupo, na entrevista ao lado de Patrice Etlin, que lidera a gestora americana Advent no país, e de Stéphane Maquaire, CEO da empresa no Brasil.

“O poder de decisão desceu ao board […]. Vamos apoiar especialmente no comitê de finanças”, diz Etlin. Abilio deve liderar o comitê de gestão e pessoas — o terceiro comitê é de auditoria.

Foi indicado para a presidência do colegiado o CEO do grupo no mundo, Alexandre Bompard, que vem implementando uma política de tomada de decisões mais ágeis de desde 2017 (algo que era uma crítica do mercado ao grupo no passado) e de consolidação do Carrefour por meio de fusões e aquisições.

Estarão no colegiado no país 13 membros (hoje são 10) — sete da França e seis do Brasil, se considerar o terceiro membro independente, ainda a ser anunciado, também brasileiro.

Saem seis nomes, substituídos por outros indicados, e ainda são adicionadas mais três cadeiras. Haverá três membros independentes.

Segundo o empresário, o novo colegiado deve auxiliar em questões mais estratégicas da integração com o Big.

Fato relevante publicado nesta terça-feira (07) pelo Carrefour informa que o atual conselho aprovou a convocação de assembleia geral extraordinária , ainda sem data, para deliberar sobre a eleição dos novos membros.

Os indicados são Alexandre Bompard (presidente), Abilio Diniz (vice-presidente), Matthieu Malige, Laurent Vallée, Jérôme Nanty, Claire du Payrat, Elodie Perthuisot, Stéphane Maquaire, Eduardo Rossi, Patrice Etlin, Claudia Almeida e Silva (membro independente), Vânia Neves (membro independente), Vânia Neves (membro independente), e, por último, um cargo vago (membro independente).

Fonte: Adriana Mattos, Valor

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ABRASEventos

Profissionais de áreas distintas se dão bem no time de inteligência de dados

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

O resultado é líquido e certo no faturamento da companhia, avaliam especialistas que participaram da Web Series ABRAS

O primeiro evento da Web Series ABRAS aconteceu nesta terça-feira com o tema: Entenda como a inteligência de dados e o relacionamento com o cliente impactam o seu negócio. Aprenda a construir um time analítico para uso de dados.

Participaram da live Rafa Andreatta, diretor de Business Intelligence da Unilever; José Sarrassini, Vice-presidente comercial e logística do Savegnago Supermercados; Edmilson Anacleto, diretor comercial do grupo Supernosso e o especialista em varejo, Olegário Araújo que atuou como moderador.

Inicialmente, os debatedores concordaram com o professor Olegário Araújo que os provocou dizendo que “dados” hoje são o novo petróleo. Anacleto do Supernosso foi mais além falando que essas milhares de informações captadas pelos departamentos especializados precisam de refino. Nas lojas, cada PDV, cada cliente gera uma riqueza, um volume imenso de dados, por isso, há um, universo muito grande a ser explorado.

Para Sarrassini do Savegnago, o varejo alimentar cresceu pelo feeling dos proprietários. “Mas hoje tem os dados que quando bem trabalhados, ajudam a rede em todos os sentidos, desde o local para uma nova loja, à definição do mix, a base de clientes. É preciso atuar e olhar para eles constantemente. Viver sem dados vai ser praticamente impossível”, disse o executivo. Segundo Sarrassini, cada dia mais vamos depender de dados, com uma velocidade que vai transformar e valorizar a relação com os clientes.

Para o especialista Andreatta da Unilever, é preciso vender mais e vender melhor, trabalhar com os dados de forma personalizada. Segundo ele, “é preciso ter conhecimento, um misto de tudo como, por exemplo, a elasticidade de alguns produtos na pandemia. Ao longo do mês, ele se comporta de maneira diferente.  Na pandemia, equipes que entenderam rapidamente a situação, venderam mais, saíram na frente”, explicou o criador do Hub da companhia.

O criador do departamento na Unilever enumerou e fez uma analogia da equipe à um time de futebol. Cada um tem uma missão dentro da sua área de conhecimento. Precisam ser profissionais de diversas linhas. Ele inclusive alertou: desconfie do técnico que diz que tem muita experiência e consegue fazer tudo sozinho. Segundo ele, a mudança vai acontecer na somatória das questões com programadores, estatísticos, organizadores e executivos. O histórico de planejamento é vital para montar uma equipe equilibrada.

Todos foram unânimes em dizer que é necessário um time coeso, mas de várias áreas: estatística, tecnologia, programação para compor uma boa equipe na gerência que trabalha essa questão dos dados.

Sarrassini diz que é preciso começar a colocar pessoas que conheçam do negócio, fazendo as análises. Assim a performance vai melhorar a partir dos resultados diferentes. Ele complementa a formação do time de Dados com especialistas em logística, marketing, estoque e CRM. A mescla da equipe com profissionais da casa e de fora também foi outra opinião defendida pelos participantes do evento.

As informações têm que circular com rapidez entre as gerências daquilo do que está acontecendo e com rapidez e agilidade, consertar na hora e não na próxima semana ao final da campanha, por exemplo.

Como é que você retém o time com esse mercado deficitário e carente? Deve-se envolvê-los no trabalho, nos resultados e na obtenção dos negócios, devem se sentir importantes. Afinal, formam um time de analistas de dados de um supermercado!

Ao término da live, o diretor de Vendas e Marketing da ABRAS, Celso Furtado, convidou o público para as próximas edições da Web Series ABRAS.

Para conferir a live sobre Inteligência de Dados, clique e assista: https://youtu.be/eMcV81khvjo

7 de junho de 2022 0 Comentários
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Internacional

Varejistas fazem promoções em combustíveis para aumentar fidelidade

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Programas de recompensas trazem benefícios extras em período de alta do preço do petróleo

*Renato Müller

Com a elevação do preço dos combustíveis em todo o mundo por causa da invasão da Ucrânia, oferecer benefícios para que os clientes abasteçam seus veículos se transformou em um chamariz interessante para os programas de fidelidade do varejo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o Walmart oferece um desconto de US$ 0,10 por galão para os clientes do seu programa Walmart+ em postos conveniados em todo o país. Já a rede de autopeças Advanced Auto Parts oferece um desconto de US$ 0,05 por galão em compras acima de US$ 50 nas lojas da rede.

Mais agressivo, o clube de atacado BJ’s Wholesale oferece US$ 0,50 de desconto por galão para membros de seu programa fidelidade em compras acima de US$ 100. Na rede de supermercados Kroger, o programa de fidelidade Boost, lançado em novembro passado, oferece pontos em dobro na compra de combustíveis nos postos instalados no estacionamento das lojas.

Com o preço médio do galão de gasolina em US$ 4,14 (há um ano, estava em US$ 2,89), um desconto de US$ 0,10 (2,4%) pode ser atraente para boa parte dos consumidores. “O varejo é um negócio de oportunidades, e o preço dos combustíveis oferece um incentivo para atrair clientes e estimular a fidelidade do público”, comenta Eric Dzwonczyk, colíder global para as áreas de restaurantes, hospitalidade e lazer da empresa de consultoria AlixPartners.

Além de trazer mais fluxo imediato para os pontos de venda, esse tipo de ação também tem um impacto econômico significativo – que pode ser revertido em compras adicionais de supermercados. Segundo um estudo do JPMorgan Chase, para manter o mesmo padrão de consumo, os americanos precisam gastar US$ 23 bilhões a mais por ano a cada 10% de aumento no preço dos combustíveis.

A oferta de descontos em combustíveis parece estar funcionando. Na Advanced Auto Parts, por exemplo, mais de 12,6 milhões de clientes fidelidade têm acesso ao benefício, que vem sendo um pilar para atrair novos consumidores para as lojas. Já a rede de supermercados Bojangles, do sul dos EUA, está oferecendo US$ 1 milhão em cupons de descontos de US$ 10 para quem compra as refeições tamanho-família oferecidas nas lojas. “O varejo vem tendo retorno com essas ações, e irá continuar a procurar formas de atrair mais público mesmo depois que os preços dos combustíveis se normalizarem”, acredita Dzwonczyk.

7 de junho de 2022 0 Comentários
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Negócios

Por que as vendas cresceram nos mercados de bairro e lojas autônomas?

De Administrador SH 7 de junho de 2022
Escrito por Administrador SH

Estudo do Sebrae mostra os motivos desse incremento passada a pandemia

Os tradicionais mercadinhos de bairro ganharam mais importância na vida dos brasileiros e um maior espaço na economia nos últimos anos. Segundo um levantamento feito pelo Sebrae, o número de novos empreendimentos no comércio varejista em bairros cresceu 12% entre 2020 e 2021, com predominância daqueles que vendem produtos alimentícios, como minimercados, mercearias e armazéns.

“Ressalto, principalmente, o papel das compras menores, aquelas semanais. O poder de compra do brasileiro vem diminuindo e não há mais espaço para a compra mensal. Com a alta dos preços dos alimentos e do combustível, o cliente se desloca, no máximo, para um mercadinho do próprio bairro, onde adquire o necessário”, explica Vicente Scalia, analista da Unidade de Competitividade do Sebrae.

Fundado há 27 anos no município de Eldorado do Sul (RS), o Codebal Supermercados investiu em melhorias para oferecer experiência e um atendimento diferenciado aos clientes.

Com seis filiais e mais de 200 colaboradores, a sua unidade-conceito, o Codebal Center, representa 20% do negócio. Entre os diferenciais, a unidade oferece puxador de carrinho mais confortável, padaria com pães de fermentação natural, orgânicos, produtos a granel e até uma estação de produtos e bebidas naturais que oferece Kombucha (bebida fermentada feita a partir do chá preto adoçado) feita na hora.

A pesquisa do Sebrae aponta ainda que o destaque entre as novas empresas abertas ficou para os Microempreendedores Individuais (MEI), que passaram de 38 mil novos empreendimentos formalizados em 2018 para 56.371, em 2021. No mesmo período, 40 mil empresas fecharam as portas em 2018, contra 17.676, em 2021.

Mercados autônomos

As restrições impostas pela pandemia impulsionaram a transformação digital. Uma inovação que ganhou força foram os minimercados de condomínio, que permitem compras rápidas sem a necessidade do atendimento de um funcionário, com o pagamento via caixa eletrônico ou por meio de aplicativo.

Criada em 2020, em Balneário Camboriú (SC), a startup Minha Quitandinha já inaugurou 20 lojas de janeiro a março, somando 89 unidades em todo o País. A expectativa é abrir mais 20 unidades nos próximos dias e alcançar 150 minimercados neste ano, com um faturamento da rede de R$ 10,5 milhões.

“Nosso modelo de negócio foi feito para garantir praticidade, economia de tempo e segurança. Cuidamos para que a tecnologia envolvida seja simples e todos consigam usar a loja tranquilamente, não importa o perfil”, afirma Douglas Pena, CRO da Minha Quitandinha.

Com mais de 700 SKUs a depender do tamanho da loja, os minimercados da Minha Quitandinha trabalham com um mix que vai desde congelados a itens de limpeza e higiene pessoal. “Esse mix é desenhado e alterado constantemente de acordo com o comportamento dos clientes de cada loja por meio de análise de dados. Conseguimos atender todas as necessidades que um supermercado de bairro atende e muito mais do que somente uma loja de conveniência ou uma vending machine”, explica Pena.

O executivo destaca que, além de oferecer itens essenciais que facilitam a rotina do consumidor, a rede busca trabalhar com preços atrativos, apesar da comodidade de ter uma loja a poucos passos da sua porta.

Além de condomínios, a rede inaugurou um mercado autônomo destinado ao público em geral no estacionamento do Barra Norte Hotel, em Balneário Camboriú (SC). A loja conta com uma variedade de 350 tipos de produtos, que vão desde bebidas a congelados, itens de higiene pessoal e limpeza, durante 24 horas nos sete dias da semana.

“Acreditamos que essa será uma oportunidade de aumentar a visibilidade tanto para esse novo modelo de varejo como para a empresa. Até o momento, tínhamos lojas apenas em ambientes controlados. Será um grande aprendizado esse molde para, quem sabe, contribuir futuramente com a expansão dessa tendência para outras frentes varejistas”, diz Pena.

A Market4u é outro exemplo de empresa atua com mercados autônomos. Presente em mais de 100 municípios, a rede cresceu 100% em 2021 e atingiu a marca de 2.000 unidades, entre próprias e franqueadas.

Para 2022, o objetivo da Market4u é encerrar o ano com 10 mil unidades pelo País, o que resultaria em um crescimento de 500%. Para atingir essa meta, a companhia pretende contratar 200 novos funcionários, com prioridade para a área de tecnologia.

Outro exemplo é a Smart Break, que já tem mais de 300 lojas na Grande São Paulo e na capital paulista. A empresa começou a atuar em 2018 dentro de empresas e inaugurou o primeiro micromercado autônomo em condomínio em 2019.

Atualmente com atuação em condomínios residenciais e empresariais, incluindo hotéis e academias, a startup viu seu faturamento crescer mais de 600% no último ano ante 2020 – mas os modelos de bairro, situados em condomínios, representam 80% do faturamento total.

Não são só as startups que investem nesse segmento. O Carrefour tem acelerado a abertura de lojas autônomas em condomínios residenciais em relação à expansão dos pontos convencionais com a bandeira Express.

Embora não revele valores ou número de lojas que serão abertas, a companhia informou que o investimento nesse modelo será maior do que o de loja de conveniência.

Fonte: Larissa Féria, Mercado & Consumo

7 de junho de 2022 0 Comentários
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