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segunda-feira, setembro 28, 2026
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ABRAS

As múltiplas possibilidades de praticar o ESG no varejo

De Administrador SH 21 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Especialistas em varejo e em gestão corporativa mostram como tratar de temas ambientais, sociais e de governança para construir o futuro dos negócios e gerar bem-estar para a sociedade

O pleno exercício do conceito de coopetição tem terreno fértil nos campos da governança ambiental, social e corporativa. Por isso mesmo, a Convenção ABRAS 2021 reservou um especial momento para abordar o ESG junto ao setor supermercadista, nesta terça-feira (21). Nelmara Arbex, sócia-líder de ESG Advisory da KPMG no Brasil e líder da KPMG Impact, abriu os trabalhos pontuando que não é exagero o que alguns especialistas chamam de “tsunami” ESG.

Ela enfatizou que o conceito ESG não é novidade, mas que agora chegou com toda força para ficar. “Mudanças climáticas e campanhas contra o racismo são alguns exemplos que transformam o modo como os negócios acontecem. As lideranças precisam estar preparadas para lidar com essas e outras questões que vem de fora para dentro do negócio. A agenda ESG faz parte do nosso cotidiano e, hoje, as empresas entendem que se tornaram atores importantes e críticos desse modelo sustentável de negócio”, ressaltou a especialista.

A executiva relembrou, resumidamente, que essas questões são tratadas desde 1948, ocasião da Declaração Universal dos Direitos Humanos na ONU (Organização das Nações Unidas), e que a partir do começo do século XXI a discussão sobre os recursos disponíveis no mundo para a sobrevivência de todos chegou aos investidores financeiros. Ou seja, mexeu com a economia e as lideranças empresariais de todos os setores. 

A pergunta que Nelmara Arbex fez aos participantes do evento foi: “Como ajudar a sociedade e as empresas a continuar prosperando ao mesmo tempo que avança nas soluções dos problemas?” De acordo com ela, os desafios são claros: criar uma sociedade sem discriminações e promover a igualdade, combater o aumento da pobreza, preservar os recursos híbridos, atentar a questão das mudanças climáticas e a emissão de gases de efeito estufa, promover a economia circular, etc. “Para entender o impacto que esses temas têm em nossos negócios e achar soluções para eles, vamos precisar cooperar, como bem destaca o tema deste evento. Não há nenhuma forma de resolver os problemas e buscar as soluções e inovações sem a cooperação”, enalteceu.

Ao encerrar sua fala, a especialista confirmou que “vamos ter que trabalhar com metas ousadas para alcançar os objetivos”. E ainda avisou que pesquisas indicam que o Brasil tem boas chances de se tornar o País do futuro. “Vamos cooperar?”, indagou Nelmara.

ESG no varejo catarinense

Na sequência, o mediador do painel, Carlo Pereira, diretor executivo do Pacto Global da ONU Brasil, tomou a palavra e citou o exemplo de Larry Fink, CEO da BlackRock, como gestor que investe fortemente na agenda ESG. Após falar de Fink, Pereira pediu para que o varejista José Koch, presidente Koch Supermercados (SC), compartilhasse sobre sua experiência com a agenda ESG.

De acordo com José Koch, não tem como dissociar o crescimento de sua empresa com as questões ambientais, sociais e de governança. Ele comentou que a agenda ESG é algo novo para o setor varejista, principalmente para os pequenos e médios do setor. E, exatamente, por isso, ele recomenda que o varejista divulgue suas ações para incentivar os demais. Mesmo que elas sejam mais comuns e muita gente já esteja fazendo.

“No Koch, há aproveitamento correto de materiais como papelão e plástico. Destinamos para empresas certificadas o óleo usado em nossas lojas. Reutilizamos a água da chuva, usamos de maneira correta a energia elétrica, inclusive com equipamentos adequados. Quanto ao S da agenda, realizamos algumas ações, entre elas o Troco Solidário, que no ano passado rendeu R$ 500 mil. Quero dizer que a governança é de extrema importância também, pois evita conflitos com os sócios. Quando a empresa prática a governança, ela cresce porque fica transparente”, compartilhou Koch.

Portas sustentáveis

Para cooperar com os supermercadistas no enfrentamento das questões trazidos no painel, Carlo Pereira convidou Nicolau Junior, CEO da MegaDoors, para contar de que maneira a empresa pode ajudar a colocar a teoria em prática. 

O executivo contou que, como líder no mercado de portas automáticas, a empresa está sempre em busca das melhores soluções para seus clientes varejistas, principalmente na área frigorificada. “Trabalhamos com produtos de alta tecnologia, modelos encontrados na China, Itália e Estados Unidos. Oferecemos soluções com portas de armazenagem até as da área de congelados, que é exatamente onde está a “dor” dos varejistas. As nossas portas de alta performance garantem segurar a temperatura adequada e, com isso, gerar economia em torno de 25% de energia. Além, claro, de evitar a perda dos alimentos. Temos a conscientização de buscar as energias limpas, gerando benefício para nós e todo mundo”, ressaltou Nicolau Junior.

Para saber mais detalhes desse e dos outros painéis da 55ª edição da Convenção ABRAS, confira a cobertura completa na próxima edição da Revista SuperHiper. E confira o evento vivo pelo endereço convenção.abras.com.br.

21 de setembro de 2021 0 Comentários
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ABRAS

Garantir bem-estar emocional é papel do líder do novo milênio

De Administrador SH 21 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Pandemia evidencia necessidade de humanização das relações e de empoderamento de colaboradores, a fim de alinhar propósitos para gerar ganhos para todos 

Você sabe como seu colaborador se sente em relação ao trabalho? E quanto à vida pessoal dele? Pois essa pode ser uma forma eficaz para lidar com um dos grandes problemas de qualquer negócio: o alto turnover. A sugestão é de Kristen Hadeed, CEO e fundadora do Student Maid, empresa de limpeza que tem empregado milhares de millennials e é conhecida por construir a próxima geração de líderes. Kristen foi a palestrante principal do painel sobre Liderança, da 55ª Convenção Abras 2021.

Durante sua apresentação, Kristen compartilhou boas práticas que adota em sua empresa com destaque para a importância de um feedback crítico e transparente, mas acima de tudo construtivo. Ela também destacou a importância de um líder estar, de fato, presente na vida de seus colaboradores e interessado no crescimento deles. “Um líder não precisa ter todas as respostas, ele pode e deve se mostrar vulnerável no sentido de ser humano, falhar e de ter humildade para ouvir o que outro tem a dizer e como ele pode colaborar”. E acrescentou. “Empoderar o outro é não dar a solução do problema, mas fazer com que ele mesmo encontre essa solução”.

Entre as frases destacadas durante a apresentação dela e que resume as ideias de Kristen destaca-se esta: “A única pessoa que pode fazer você ser um líder melhor é você mesmo”. E para isso é preciso ter empatia: “ouvir e validar os sentimentos dos outros”.

Essa escuta ativa também tem sido a fórmula encontrada pela BRF e pelo Cencosud Brasil para driblar os desafios impostos pela pandemia junto aos líderes das duas companhias.

“Liderar significa inspirar pessoas e para isso é necessário ter humildade. Admitir que você não sabe tudo. E, acima de tudo, transparência e autenticidade. É fazer com que cada integrante do seu negócio esteja consciente do papel que ele tem e do impacto do que ele faz para toda a cadeia”, disse Lorival Luz, CEO global da BRF.

Sebastian Los, presidente do Cencosud Brasil, destacou a importância do time de líderes da companhia principalmente no auge da pandemia no sentido de contatar os gerentes da lojas não para saber sobre o desempenho das vendas, mas para perguntar sobre como estavam se sentindo e, também, sobre a situação de suas famílias.

Entre os muitos insights compartilhados pela mediadora do painel Patricia Feliciano, diretora-executiva da Accenture, destaque para o dado comprovado pelo mercado de que em 2020 o cuidado com as pessoas gerou negócios e aumentou a produtividade. “O cuidado com as pessoas gera pertencimento, faz a diferença e mostra que as pessoas são relevantes para o negócio e isso é fundamental para alinhar o propósito delas ao das companhias”.

Para saber mais detalhes desse e dos outros painéis da 55ª edição da Convenção ABRAS, confira a cobertura completa na próxima edição da Revista SuperHiper. E confira o evento vivo pelo endereço convenção.abras.com.br.

21 de setembro de 2021 0 Comentários
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ABRAS

Empatia é fundamental para a coopetição

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Líderes têm o importante papel de preservar empatia e propósito que se fortaleceram na pandemia

Por Renata Perobelli

No momento em que a pandemia dá uma trégua, o comércio e os restaurantes reabrem em horário normal após 18 meses do início do lockdown e grandes eventos, como a Convenção da ABRAS, voltam a ocorrer, a pergunta que executivos, líderes e humanistas se fazem é: o que esperar daqui para frente? Para ir em busca dessa resposta, o evento organizado pela ABRAS dedicou um painel especialmente ao tema “Empatia”, com o objetivo de refletir sobre este importante conceito para as relações e conexões humanas, algo intrínseco ao conceito de coopetição.

É certo que viveu melhor o ser humano que se colocou no lugar do outro ao longo deste período terrível para milhões de pessoas, seja pelas perdas de parentes pela covid-19 ou por dificuldades financeiras.

Quem praticou a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar de outrem, sai melhor desta fase, afirmaram especialistas que debateram o tema durante este painel.

Para o palestrante e professor Dante Gallian, sócio-fundador da Responsabilidade Humanística, “a descoberta do propósito e a empatia são os maiores tesouros das pessoas. É preciso preservar, não é aceitável esquecer essa conquista”.

O mediador do debate, Carlos Mendonça, da PwC do Brasil, destacou que o fundamental hoje é perseguir a sustentabilidade da alma. “O brasileiro vive numa dinâmica tão automática ao criar dependência de processos e sistemas. É preciso parar e pensar. Deixar de ser escravo do celular”.

Para o debatedor Victor Bicca, presidente da Abir, Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Alcóolicas, os termos empatia e colaboração se entrelaçaram bastante na companhia onde atua, a Coca-Cola. “O engajamento foi tal que vimos competidores se unindo para ajudar o próximo”.

O CEO do Grupo Hirota provocou os integrantes no painel com as perguntas: – Qual o sentido da vida? E para onde vamos?, o executivo Francisco Hirota questionou. “É suportável ter gente passando fome enquanto se vai à lua a passeio?”

Os jovens já se posicionam com uma nova postura, comentou o debatedor Denis Correa, sócio da DMCard. Segundo ele, “a geração que está chegando quer trabalhar, descansar, trabalhar, descansar e não se matar no escritório”. No ponto de vista dele, o mais correto é valorizar pessoas e não deixar ninguém para trás.

Para saber mais detalhes desse e outros painéis da 55ª edição da Convenção ABRAS, confira a cobertura completa na edição da revista SuperHiper. E confira o evento vivo pelo endereço convenção.abras.com.br.

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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ABRAS

O que ditará o futuro do varejo alimentar?

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Gigantes, nacional e internacional, do varejo supermercadistas revelam suas apostas para o futuro e de que forma a tecnologia estará posicionada no dia a dia do setor. Entenda o que é tendência nesta pauta 

Em um mundo que começa a voltar ao normal após a pandemia da covid-19, saber qual futuro está se desenhando para o setor de varejo alimentar foi o tema principal do painel que abriu os trabalhos da tarde deste primeiro dia (20/9) da 55ª edição da Convenção ABRAS, realizada na cidade paulista de Campinas. Sob o título O futuro do varejo alimentar, a mesa contou com convidados brasileiros e internacionais para discutir o assunto de suma importância para o setor.  

A apresentadora Mariana Godoy deu as boas-vindas à Cláudia Azevedo, CEO do Grupo Sonae, que participou remotamente diretamente da cidade portuguesa do Porto. Ela iniciou sua fala dizendo que o varejo brasileiro é muito desenvolvido e está entre os melhores do mundo. “Os varejistas brasileiros são mesmo muito bons no que fazem e é um mercado difícil e competitivo. Portanto, um benchmarking mundial”, afirmou a CEO do Sonae, um grupo varejista baseado em Portugal e com atividades em todo mundo – líder no país europeu no varejo alimentar e não-alimentar. Segundo a executiva, a companhia criada pelo pai dela tem a missão de criar valor social e econômico. Ao comentar sobre as tendências no setor, como não poderia deixar de ser, Cláudia retomou o tema da pandemia e, consequentemente, o avanço da operação digital e uma proliferação de canais, como por exemplo, o click collect.  

A CEO do Grupo Sonae chamou a atenção que os varejistas precisam investir em tecnologia, caso contrário, estará fora do jogo. Só que ela também alertou que há muita inovação tecnológica e uma das funções dos CEOs é saber qual é o valor delas e, principalmente, se ela tem maturidade para escalar, dar conta de estar em muitas lojas. “Nós, de empresas de supermercados, temos que mudar sempre. É nosso desafio todos os dias”, reforçou o recado.  

Porém, além de dizer que a empresa tem investido muito na operação digital, a executiva também enumerou outras tendências, que já está experienciando em suas lojas em Portugal, e compartilhou com os varejistas brasileiros. De acordo com ela, estão fazendo investimentos para melhorar suas marcas próprias porque os grandes concorrentes têm as suas e são muito boas. “Hoje em Portugal, as marcas próprias não são uma alternativa mais barata. O cliente escolhe muito mais do que a marca que vê na televisão”, comenta. “Temos visto crescimento em produtos saudáveis, orgânicos, solúveis, food service. Quem entra no hipermercado é uma geração que cozinha muito menos em casa do que seus pais, eles vêm a procura de comida pronta”, pontou a varejista.  

Cláudia Azevedo também sugeriu que o varejista deve obter dados e transformá-los em ações que possam oferecer a melhor experiência de compra para o consumidor e também trazer a melhor rentabilidade para o negócio. A sustentabilidade, segundo ela, é fundamental e colocada em prática na companhia portuguesa.  

Varejo brasileiro   

Na sequência, a mediadora do painel, Cristiane Amaral, da EY Consumer Products & Retail Sector Leader Latam South, compartilhou alguns dados de uma pesquisa realizada em 19 países expondo o comportamento dos consumidores. De acordo com o estudo apresentado por ela, 82% dos brasileiros se preocupam em acompanhar a economia e decidir quais gastos ele quer ter. Cerca de 78% estão preocupados com a sua saúde e de sua família; 77% atentos à qualidade dos produtos e 68% preocupados com o impacto ambiental. Após citar esses números. Amaral perguntou à Jorge Faiçal, diretor-presidente do GPA, como está o e-commerce no GPA. 

Jorge Faiçal lembrou que todos passaram por um período de desafio e adaptação extraordinários nos negócios. Ele revelou que antes da pandemia o e-commerce da varejista representava 2% das vendas e agora está na faixa de 12%. “Essa é uma realidade que veio para ficar. Junto com ela, uma sede de competição de muitos varejistas que nem eram competidores direto e agora são. É o futuro, mas já está acontecendo agora”, ressaltou o executivo do GPA.  

Já para Roberto Matsubayashi, diretor de tecnologia da GS1 Brasil, a mediadora Cristiane Amaral questionou sobre como operar neste novo modelo híbrido. Matsubayashi relembrou que a GS1 foi criada, há algumas décadas, exatamente para auxiliar as empresas com a integração entre o físico e o digital. “O que vemos agora é que o consumidor não tem como ponto de venda só a loja física, pois ele pode comprar e receber seus produtos de diversos meios. Isso traz um desafio muito grande para as operações, a questão da logística, ou seja, o produto certo, no tempo certo e no local certo”, afirmou o executivo da GS1. Matsubayashi ressaltou que são “os dados cadastrais que apoiam todo o momento da experiência de compra do consumidor, seja no caixa da loja física, no app ou web site. “Portanto, eles têm de ser absolutamente precisos”, complementou.  

Vizinhos latino-americanos  

A mediadora pediu para que Christian Cieplik, presidente da Associação Latino-americana de Supermercados (ALAS), compartilhasse com os brasileiros algumas vivências de outros varejistas latino-americanos. De maneira remota, direto de Assunção, no Paraguai, Cieplik utilizou de algumas metáforas para trazer algumas informações. “Quem poderia dizer que estaríamos enfrentando o que estamos hoje. Sempre é mais fácil escrever o que está acontecendo do que ser o profeta. Para nós, do setor empresarial, navegar em águas onde não temos todas as ferramentas de sistema de navegação gera muitos desafios e oportunidades também”, afirmou o presidente da ALAS.   

Ele também comentou que em nível regional há um novo mundo visual e que a velocidade da tecnológica instalada em 2020 “foi extraordinária”.  Cieplik também frisou que a loja física não vai desaparecer, mas já está se transformando em algo mais sensorial. Assim como a Cláudia Azevedo, CEO do Grupo Sonae, ele também aposta nas marcas próprias, no valor do tempo e da saúde das pessoas. “Temos muito que aprender e ajustar, mas não podemos ficar parado”, concluiu Christian Cieplik. 

Para saber mais detalhes desse e outros painéis da 55ª edição da Convenção ABRAS, confira a cobertura completa na edição da revista SuperHiper. E confira o evento vivo pelo endereço convenção.abras.com.br.  

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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Varejo

Mars aposta todas as fichas no chocolate amargo

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Surfando na onda do consumo que cresceu significativamente no primeiro semestre , multinacional faz lançamentos com menos açúcar

O brasileiro está comendo mais chocolate – as vendas neste ano, até junho, deram um salto de 20% em relação a igual período do ano passado. E a Mars Wrigley, braço de doces da norte-americana Mars, aposta que um chocolate menos doce vai conquistar mais consumidores.

Seu carro-chefe no Brasil, o Snickers – uma barra de chocolate, caramelo, amendoim e nougat – ganhou a versão “dark”, com chocolate amargo.

Harvey Millar, CEO da Mars no Brasil, diz que no ano passado, quando a pandemia da covid-19 atravessava sua fase mais aguda, a companhia cresceu acima do mercado. “É uma categoria que se recuperou e cresceu 3% no Brasil no ano passado em vendas e a Mars reportou levemente acima disso”, disso”, disse o executivo, citando dados da empresa de pesquisa Nielsen.

A versão com chocolate amargo do Snickers, produto mais vendido do grupo no Brasil, é uma grande aposta. A estimativa é que ela represente 10% das vendas de Snickers por aqui nos próximos três anos. A produção é toda na fábrica da Mars em Guararema (SP), inaugurada em 2019 com investimento de R$ 500 milhões.

A aposta no chocolate mais amargo para o Snickers veio de uma pesquisa feita no mercado brasileiro. O chocolate amargo é apontado como o terceiro na preferência – recentemente, o grupo lançou também o Twix Dark.

“É um segmento que está crescendo, mas ainda de baixa penetração”, diz o executivo. Segundo ele, apenas 35% das famílias consomem chocolate amargo – a penetração do chocolate é de 98%. “Por isso resolvemos juntar o chocolate meio amargo com uma marca forte”, disse. O consumo per capita de chocolate do brasileiro ainda é considerado baixo, de 2,6 kg em 2019, quando comparado aos 9 kg na Suíça e 8 kg na Alemanha.

Mesmo na pandemia, o grupo viu sua receita global com vendas saltar de US$ 35 bilhões em 2019 para R$ 40 bilhões em 2020, alta de 14%. O valor considera todos os negócios de atuação, entre eles os de produtos para animais de estimação, confeitos (chocolates, balas e gomas) e alimentos.

Segundo o executivo, a abertura da fábrica em 2019 reforçou o plano de longo no país. “Temos ambições muito fortes para o Brasil. Há 10 anos tínhamos 2% do mercado. Agora temos 5%. Vemos muito mais potencial”, disse.

A recuperação veio com força neste ano. No primeiro semestre o setor registrou alta de mais de 20% nas vendas de chocolate na comparação anual, conforme números da Nielsen apresentados pelo executivo. “Durante o período de pandemia, vimos que o chocolate tem um papel importante na vida das pessoas”, disse o executivo da Mars, que tem as gigantes Nestlé e Mondelez entre as rivais.

A produção nacional de chocolates no primeiro trimestre de 2021 foi de 189 mil toneladas, um aumento de 22,95% em relação ao mesmo período de 2020, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab).

Esse crescimento no Brasil foi acompanhado de uma mudança no comportamento do consumidor, que passou a comprar mais no canal on-line. “As pessoas estão mais confortáveis em receber chocolate junto das compras em aplicativos. Isso não era uma realidade antes. A pandemia acelerou o comportamento de compra on-line”, disse.

A empresa, entretanto, não tem no radar por enquanto o plano de passar a vender diretamente pela internet. Conta com sua rede de parceiros no varejo para alcançar os clientes.

Fonte: por Cristian Favaro, Valor

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ABRAS

Presidente do Congresso Nacional e ministros marcam presença na abertura da Convenção ABRAS

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Maior encontro de lideranças supermercadistas do Brasil começou nesta segunda-feira, em Campinas (SP), trazendo como tema central o conceito de Coopetição. Confira o que foi destaque no discurso de cada autoridade durante a solenidade de abertura do evento 

A Convenção ABRAS 2021 começou nesta segunda-feira, dia 20, com a presença de mais de 400 líderes supermercadistas de todo o País. Em sua abertura, contou também com as participações de importantes autoridades, como o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, do ministro da Cidadania, João Roma, do ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, do depurado federal e presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, Efraim Filho, e do vice-prefeito de Campinas, Wanderlei de Almeida.  

Em seu discurso inicial, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, João Galassi, transmitiu em suas palavras o valor de sua família em sua trajetória e também dedicou grande espaço para falar da atuação do setor supermercadista durante a pandemia da covid-19.  

“Sob a liderança da ABRAS, implementamos rigorosos protocolos de segurança sanitária, além daqueles já impostos naturalmente à nossa atividade, para garantir total segurança aos colaboradores e aos clientes. Fizemos de tudo para preservar os colaboradores com maior risco de contaminação e, além de mantermos o efetivo de profissionais, ainda realizamos um grande volume de contratações para manter o nível de serviço ao atendimento da população. Tudo isso somado a grandes esforços junto à cadeia nacional de abastecimento para manter a sociedade abastecida”, disse Galassi.  

“Outro ponto é que passamos a realizar reuniões semanais com lideranças supermercadistas de todo o País para o monitoramento e aperfeiçoamento dos protocolos. Ou seja, um setor naturalmente unido, ficou ainda mais unido e fortalecido. Todo este pacote de ações está vinculado à campanha Superessencial, uma iniciativa da ABRAS com o objetivo de ressaltar e defender a importância da essencialidade do setor supermercadista e de, justamente, reforçar o compromisso dos supermercados em relação à adoção e manutenção de rigorosos protocolos sanitários”, continuou o presidente da ABRAS.  

Além do foco operacional, Galassi também lembrou de toda a mobilização que o setor está realizando para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade. “Além de manter nossas lojas operando e abertas, criamos a campanha Doação Superessencial, em parceria com as 27 associações estaduais de supermercados, que consiste em uma das maiores mobilizações já protagonizadas pelo setor supermercadista”, lembrou o supermercadista. “Graças à participação de vocês, conseguimos arrecadar uma quantia surpreendente, que já permitiu levar um pouco de alívio, esperança e acolhimento a dezenas de milhares de famílias”, declarou. Até o início da Convenção ABRAS, a campanha já havia arrecadado mais de R$ 8 milhões.  

Na oportunidade, Galassi ainda compartilhou sua visão sobre o futuro do setor (que será detalhada na próxima edição da Revista SuperHiper) e também entrou às autoridades presentes um relatório contendo importantes pleitos do autosserviço nacional, com o objetivo de subsidiar os Poderes Executivo e Legislativo com informações de qualidade a respeito destas pautas.  

O que cada autoridade defendeu 

“A pandemia nos afetou muito, mas é preciso ter esperança e buscar o desenvolvimento econômico, juntamente com o desenvolvimento humano e social. Por isso, recebo com alegria os pleitos do setor e, por eles, trabalharemos com muita satisfação, porque sei que estarei colaborando com um setor muito importante para o País”, declarou o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco. “Já estamos, por exemplo, atuando em relação à dosimetria das multas para que haja mais razoabilidade nessa pauta.”  

Na ocasião, Pacheco compartilhou sua visão a respeito de quatro conceitos, considerados por ele como essenciais para o atual momento do País. “O primeiro é união nacional, que não significa se aceitar tudo, pois a divergência sempre existirá em um regime democrático. O segundo é o respeito, especialmente na relação dos Poderes e das instituições. E respeito também à classe produtiva. Em terceiro ponto, destaco a responsabilidade, em especial a responsabilidade fiscal, para que tenhamos um País com o ´tamanho certo´. E o quarto ponto é o otimismo. Não podemos nos render ao negacionismo e ao negativismo. É preciso que estejamos voltados ao desenvolvimento do País.”   

“Temos que dar as mãos para que possamos avançar em demandas urgentes, como é o caso do desperdício de alimentos. Hoje, 30% do que é produzido é perdido. Isso em um País onde há muita gente sem garantia de segurança alimentar”, complementou o ministro da Cidadania, João Roma. “O conceito de coopetição tem tudo a ver com o tempo em que vivemos.” 

Um dos pontos destacados pelo ministro foi o projeto do governo federal relacionado ao Auxílio Brasil. “Os programas de transferência de renda sempre foram muito bem-vindos e, agora, eles precisam transformar mais realidades. O Ministério da Cidadania tem a missão de não deixar ninguém para trás.” 

Em consonância ao discurso de Roma, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, exaltou o trabalho do governo na pandemia, buscando o equilíbrio entre o controle da proliferação da doença e a saúde econômica. Destacou, especialmente, o Auxílio Emergencial, que beneficiou 68 milhões de pessoas, os 1,8 milhão de empregos gerados entre janeiro e julho.  

Também presente na solenidade de abertura, o deputado federal Efraim Filho destacou que a Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, da qual é presidente, é a voz dos supermercados dentro do Parlamento. “Somo a voz de um setor que gera emprego, renda e riquezas para o País. E aproveito para defender que setor supermercadista, diante da sua relevância para a economia e para o abastecimento dos lares, precisa estar envolvido nas grandes decisões do País. Precisamos do setor colaborando as agendas mais importantes do Brasil. Da nossa parte, seguimos trabalhando para acabar com a ideia de que empreendedor é vilão. Queremos que quem produza seja reconhecido.”  

E representando o prefeito de Campinas, Dário Saad, o vice-presidente do município Wanderley de Almeida expressou sua satisfação por Campinas estar sediando um evento desta proporção e relevância. Aproveitou para destacar, também, que a prefeitura lançou, recentemente, um plano de desenvolvimento econômico com várias iniciativas que dialogam com as necessidades do setor.  

A Convenção ABRAS 2021 segue nesta terça-feira (21) e cobertura completa do evento será publicada na edição de outubro da Revista SuperHiper.  

Confira ao vivo a Convenção ABRAS pelo site convencao.abras.com.br.

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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ABRAS

Para Abilio Diniz, ser “tech” é postura fundamental diante do cenário atual

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Para Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da Penísula Participações e membro dos Conselhos de Administração do Grupo Carrefour e Carrefour Brasil, segmento supermercadista precisa ter forte presença digital, não restrita ao e-commerce, para ser visto pelo mercado e por seus clientes


Por Giseli Cabrini

Ter uma presença digital robusta, ou seja, que não se resuma ao e-commerce é fundamental para quem atua no segmento supermercadista, independentemente do porte do negócio. Esse foi o recado de Abílio Diniz, presidente do Conselho de Administração da Península Participações e membro dos Conselhos de Administração do Grupo Carrefour e Carrefour Brasil, que foi o responsável pelo painel “Perspectivas Econômicas e Empresariais”,
durante a 55ª Convenção Abras 2021.


“Temos que ser techs. E isso não significa atuar no e-commerce ou ter um serviço de delivery. É preciso, de fato, abraçar a tecnologia e usá-la para interagir com os clientes e ser visto pelo mercado”, disse Diniz.


O empresário também fez uma análise sobre o cenário macroeconômico atual do Brasil e, na avaliação dele, as projeções do mercado têm sido dominadas por um certo pessimismo. “Sim, há questões preocupantes como a inflação e o desemprego. No entanto, em segmentos como o de tecnologia há falta de profissionais. O mundo inteiro está passando por dificuldades. Temos que olhar com mais otimismo. Precisamos de tranquilidade,
estabilidade e segurança.” E complementou: “O momento é de retomada da economia e do
consumo.”


O painel contou ainda com a presença do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e dos ministros do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, e da cidadania, João Roma.


Pacheco perguntou para Diniz sobre a importância do papel da democracia em episódios anteriores de crise pelas quais o Brasil passou. “No Brasil, nós temos instituições muito fortes e foi graças a elas que conseguimos superar todas as crises anteriores”, disse o empresário.


Questionado por Lorenzoni sobre sugestões como fazer para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil crescer, Diniz avaliou positivamente o trabalho do atual ministro da Economia, Paulo Guedes. Para ele, havia uma necessidade de um choque liberal após tantos anos de governos intervencionistas.


Já Roma pediu a Diniz que opinasse sobre o papel de mecanismos de transferência de renda como o auxílio emergencial e o auxílio Brasil na retomada da economia e do consumo.


Diniz elogiou os programas que, segundo ele, foram fundamentais para amenizar a situação das pessoas em situação mais vulnerável.


O presidente da Abras, João Galassi, também participou do painel e destacou a importância das reformas, em particular a tributária, para a superação da crise e da retomada da economia.

Acompanhe todas as novidades da Convenção da Abras pelo site www.convencao.abras.com.br

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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ESG

BIG rastreia toda carne comercializada pela rede

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Carne bovina vendida em todos os formatos do grupo tem monitoramento socioambiental no país, inclusive para eliminar trabalho escravo e zonas de desmatamento ilegal

O Grupo BIG, primeira rede varejista do país a monitorar a origem carne bovina produzida nos biomas Amazônia e Cerrado, acaba de ampliar o seu sistema de monitoramento na cadeia produtiva, que garante a procedência dos produtos comercializados pela empresa na categoria.

Com a novidade, as lojas do Sam’s Club e do Maxxi Atacado também passam a ser contempladas pelo sistema de monitoramento e gestão de risco da carne bovina, que até então abrangia as lojas do Varejo do grupo.

Com a ampliação, todas as 398 unidades do Grupo BIG agora adotam a solução desenvolvida para garantir que a carne bovina vendida nas lojas tenha sido produzida dentro de critérios socioambientais, livres de desmatamento ilegal e de trabalho escravo.

O sistema de monitoramento e gestão de risco da carne bovina tem como diferencial integrar, em uma mesma ferramenta, os dados de satélite que mapeiam, ao longo da cadeia, o desmatamento ilegal e a demarcação de terras indígenas e unidades de conservação, além das informações de listas públicas de áreas embargadas e uso de trabalho escravo.

Por meio da parceria da Agrotools, empresa de soluções digitais para mitigação de risco do agronegócio, o sistema de monitoramento analisa os fornecedores e fazendas que fornecem a carne aos frigoríficos parceiros do Grupo BIG.

Essas informações estão integradas ao sistema de compra de carne de todos os formatos do Grupo BIG, o que permite o compartilhamento ágil das informações com a equipe do departamento comercial.

Desta forma, é possível saber se há algum risco ambiental ou social na compra do produto de determinada fazenda antes de receber o pedido. Dependendo do risco identificado pelo sistema, como desmatamento ilegal ou trabalho escravo, o sistema suspende o pedido de compra e envia a notificação para o fornecedor de forma imediata, podendo bloquear a planta fabril.

A empresa só volta a negociar produtos de origens da planta fabril/fazenda após comprovação de que os problemas foram resolvidos.

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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Varejo

Pague Menos executa expansão agressiva no interior paulista

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Loja de Itu que será inaugurada no próximo dia 28, recebeu R$ 40 milhões de investimento; a caminho mais quatro unidades

Rede de Supermercados Pague Menos inaugura nova loja em Itu nno próximo dia 28 de setembro. A rede investiu cerca de 40 milhões na 31ª unidade, que conta com área construída de 13.156m² e tem até academia

Com localização estratégica, a nova loja fica na Rua Ana Eufrosina de Almeida Prado, 240, no Bairro Alto, uma região de fácil acesso, próximo a vários bairros e condomínios. O supermercado conta com 26 checkouts (sendo quatro autoatendimentos), 142 vagas no estacionamento em área coberta e 479 na área descoberta, toda infraestrutura de retirada de compras realizadas via e-commerce e uma academia.

Inicialmente, o horário de funcionamento da loja será das 08h às 22h, mantendo todos os protocolos de segurança, como aferição de temperatura de todos na entrada, controle do limite de acesso de clientes, adesivos de segurança para demarcação de distanciamento em filas, uso obrigatório de máscara, álcool em gel, entre outras ações. Além das compras na loja física, os moradores de Itu e também das cidades vizinhas, poderão realizar suas compras pelo site e receber em casa ou retirar na loja.

A chegada do Pague Menos ao município gerou empregos aos moradores da região. Ao todo, foram 189 vagas preenchidas entre os meses de junho e julho deste ano. “Para oferecer mais comodidade, variedade no mix de produtos, preços competitivos e principalmente bom atendimento aos clientes, os colaboradores passaram por treinamento prático, mas, além dos novos, alguns funcionários foram transferidos a cidade, a fim de garantir aos clientes qualidade no atendimento de acordo com as políticas de cada setor e o alto padrão estabelecido em todas as lojas da rede”, explica Junior Souza – Diretor Comercial.

Com grande potencial, a Cidade de Itu se destaca no interior de São Paulo e recentemente ficou na 53ª posição do Ranking Connected Smart Cities 2021 — que elenca os municípios mais inteligentes e conectados do país e define as cidades com maior potencial de desenvolvimento do Brasil —, destacando-se também nas categorias, como Mobilidade, Meio Ambiente, Tecnologia e Inovação, Governança e Segurança. “Sem dúvida, Itu vive um bom momento e, além disso, possuí ótima localização, estando dentro da área estratégica de crescimento para a Rede de Supermercado Pague Menos”, declara o diretor.

Segundo ele, as próximas lojas a serem inauguradas serão em Atibaia, Mogi Guaçu, Valinhos e mais uma unidade em Campinas. “Estamos sempre nos desafiando a expandir, ampliando nosso raio de atuação, alcançando novos patamares e também proporcionando valorização comercial e imobiliária às regiões onde nos instalamos, além de dar à população local a oportunidade de contar com mais um supermercado para efetuar suas compras e comparar ofertas”, completa Souza.

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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Varejo

Em pouco tempo, mercado plant based deve dobrar de volume no Brasil

De Administrador SH 20 de setembro de 2021
Escrito por Administrador SH

Pesquisa da Euromonitor International constatou que 4 a cada 10 consumidores preferem produtos vegetais, alternativos à carne, por questões de saúde

A Euromonitor International acaba de lançar um estudo sobre o consumidor flexitariano e plant based ao redor do mundo. Os especialistas Tom Rees e Amrutha Shridhar analisaram as inovações em alternativas de carne, laticínios e frutos do mar e porque os consumidores estão adotando dietas mais ‘flexitarianas’. Eles também exploram as inovações da indústria em termos de novos produtos, comportamentos e preferências dos consumidores ‘flexitaristas’ e plant-based (com base em nossos dados de pesquisa).

Os consumidores estão buscando carnes e produtos animais mais sustentáveis ​​e éticos, e as alternativas surgiram para atender à demanda. As preocupações com a saúde também estão impulsionando o crescimento de substitutos plant-based, enquanto os desenvolvimentos em alimentos cultivados em laboratório têm o potencial de remodelar fundamentalmente a forma como os alimentos são produzidos.

De acordo com a pesquisa da Euromonitor, 23% dos consumidores globais estão tentando limitar o consumo de carne. Embora a razão para a mudança varie, 37% dos entrevistados disseram que comem alternativas de carne para se sentirem mais saudáveis, enquanto 21% também citam a preocupação ambiental como uma razão para o consumo.

Segundo a Euromonitor International, a previsão de tamanho de mercado de Other Milk Alternatives em 2021 (considera Janeiro a Dezembro de 2021) no Brasil é de 12,7 milhões de litros consumidos e faturamento de R$ 184,9 milhões. Trata-se de um crescimento de 15,2% em volume e 21,2% em valor quando comparados os dados de 2020, onde a categoria atingiu os 11 milhões de litros de bebidas vegetais consumidos e R$ 152,6 milhões de faturamento (considerando as vendas do varejo ao consumidor final).

De 2016 a 2021 o crescimento consolidado da categoria no Brasil foi de 540,6% em volume e 665,2% em valor. A previsão de 2021 a 2026 é de um crescimento de 84,7% em volume e de 103,8% em valor. A previsão é de que em 2026 o tamanho de mercado em volume será de 23,5 milhões de litros consumidos e R$ 376,9 milhões em faturamento.

De acordo com o instituto, o tamanho de mercado de Meat Substitutes em 2020 (consolidado de Janeiro a Dezembro de 2020) no Brasil foi de 7 mil toneladas consumidas e R$ 373,4 milhões em faturamento, um crescimento de 11,3% em volume e 16,6% em valor em 2020 quando comparado a 2019.

De 2015 a 2020 o crescimento consolidado da categoria no Brasil foi de 41,3% em volume e de 69,6% em valor. A previsão de crescimento de 2020-2025 é de 66,6% em volume e de 58,5% em valor. A previsão é de que em 2025 o tamanho de mercado em volume será de 11,6 mil toneladas e faturamento de R$ 592 milhões.

Marcas como Beyond Burger e Impossible ficaram firmemente gravadas nas mentes dos consumidores no Ocidente. Na Ásia, especificamente no vasto mercado potencial da China, os desenvolvimentos são promissores, com a marca Omnipork, da OmniFoods, liderando o caminho, lançada em mais de 200 lojas de varejo chinesas a desde agosto de 2020.

20 de setembro de 2021 0 Comentários
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Publicação oficial da  Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS)

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SuperHiper é a publicação oficial do setor supermercadista, produzida pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) há 50 anos. É uma importante ferramenta utilizada pela entidade para compartilhar informações e conhecimento com todas as empresas do autosserviço nacional, prática totalmente alinhada à sua missão de representar e desenvolver os supermercados brasileiros.

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